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Banca de DEFESA: JARBAS SOARES DE MESQUITA JUNIOR

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JARBAS SOARES DE MESQUITA JUNIOR
DATA: 08/07/2021
HORA: 15:00
LOCAL: Plataforma virtual
TÍTULO: Celulose (Mangifera indica) modificada por melamina-sílica aplicada no tratamento de efluentes com precipitação quimicamente assistida
PALAVRAS-CHAVES: CEPT, CAPS, Mangifera indica, tratamento de efluentes, azul de metileno.
PÁGINAS: 96
GRANDE ÁREA: Outra(s)
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

No Brasil, toneladas resíduos sólidos são produzidos, entre eles, os resíduos de podas de arvores, entre elas a mangueira (Mangifera indica). A mangueira é uma fonte de baixo custo para obtenção de celulose, um polímero natural muito utilizado na síntese de compósitos adsorventes. Os compósitos a base de celulose podem ser utilizados no tratamento primário quimicamente assistido (CEPT ou CAPS) de efluentes. Os CEPTs são bastante eficientes na remoção de poluentes e possuem aplicabilidade no tratamento de efluentes contaminados que ocasionam inúmeros problemas ambientais. Diante o exposto, este trabalho tem por objetivo desenvolver a partir da celulose de podas de Mangifera indica, melamina e sílica um compósito de baixo custo com aplicações para o tratamento de efluentes. Para tanto, o compósito foi sintetizado com celulose, melamina e sílica. Para aplicação na remoção de corantes foi feito o planejamento composto central. O compósito também foi testado na remoção de ferro e amônia em chorume. O FTIR evidenciou que o compósito sintetizado apresentou a banda característica para a melamina em 815 cm-1 . O MEV e o MET mostraram que as fibras de celulose da Mangifera indica são uniformes, altamente rugosas. O EDS do compósito indicou a presença de N2 proveniente da melamina, Si e Na oriundos do catalizador. O TG mostrou que o compósito é termicamente mais estável que a celulose. O potencial zeta revelou que a partir do pH 5 o compósito apresenta maior estabilização e incremento do caráter aniônico. A massa de compósito de 60 mg e tempo de 30 minutos proporcionou a remoção de 88,6 ± 3,5% da concentração inicial do azul de metileno. O estudo do pH mostrou que acima de pH 5 o compósito é mais eficiente. O processo de adsorção do corante pelo material tem bom ajuste ao modelo de Langmuir (R2 = 0,9921). Cerca de 75,7% do ferro e 76,6% de nitrogênio amoniacal foi removido do chorume, com concentração final foi de 3,6 ± 0,1 e 23,5 ± 5,5 ppm, ambas, dentro dos parâmetros estabelecidos pelo CONAMA. O compósito é reutilizável com 69,1% de eficiência na segunda etapa. Nesse contexto, o compósito desenvolvido utilizando a celulose oriunda da madeira de poda da Mangifera indica foi eficaz na remoção do corante azul de metileno, apresentando-se como um material de baixo custo, biodegradável e eficiente com potencial para ser aplicado no tratamento primário quimicamente assistido de efluentes.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2617696 - ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
Interno - 778.751.253-91 - FRANCISCO DAS CHAGAS ALVES LIMA - UESPI
Externo ao Programa - 1780191 - FRANCISCO ERONI PAZ DOS SANTOS
Externo ao Programa - 1714193 - JOSE MILTON ELIAS DE MATOS
Presidente - 423287 - JOSE RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR
Notícia cadastrada em: 22/06/2021 07:32
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