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Banca de DEFESA: PAULO HENRIQUE AMARAL ARAUJO DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAULO HENRIQUE AMARAL ARAUJO DE SOUSA
DATA: 24/02/2017
HORA: 08:00
LOCAL: Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Zootecnia, Setor de Apicultura
TÍTULO: AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DA PALMEIRA BURITI (Mauritia Flexuosa LINNAEUS FILIUS) PARA A PRODUÇÃO DE PÓLEN APÍCOLA
PALAVRAS-CHAVES: Apicultura, Comportamento, Flora apícola, Pólen, Visitantes florais.
PÁGINAS: 45
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Zootecnia
RESUMO:

Objetivou-se com essa pesquisa avaliar: comportamento forrageiro de Apis mellifera na palmeira do buriti (Mauritia flexuosa L. f) e o desenvolvimento de enxames de Apis mellifera em área de transição caatinga-cerrado.  O trabalho foi dividido em dois experimentos, executados em duas áreas localizada em ecótono de transição caatinga-cerrado, no município de Santa Luz – PI, sendo o primeiro em uma área representativa de buriti, nos meses de agosto a outubro de 2015, e o segundo experimento em uma área de caatinga distante 15 km da primeira, realizado entre os meses de junho de 2016 a janeiro de 2017. Para avaliação do comportamento forrageiro das abelhas foram observadas, com auxílio de um binóculo, as seguintes variáveis: números de abelhas (NA) na inflorescência das palmeiras; números de flores visitadas (NFV) e o tempo gasto em segundo (TG(s)) entre a chegada e partida na inflorescência. Considerando três abelhas forrageadora por palmeira, observadas nos primeiros 10 minutos de cada hora, das 05:00 as 18:00 horas. Para esta avaliação foram instalados cinco enxames de Apis mellífera nas proximidades da área experimental, tendo o pólen coletado pelas abelhas, interceptados na entrada da colmeia em coletores do tipo frontal durante três dias consecutivos por semana. As variáveis dos elementos climáticos foram coletadas com um auxílio de termo higrômetro a cada hora. Já no segundo experimento, para a avaliação do desenvolvimento das colônias, foi adotado a metodologia de Al-Tikritycet al. (1971) na qual o fracionamento do quadro de mapeamento se constituiu em áreas de 4cm2 para a contagem do número de secções, sendo estimadas as áreas construídas dos favos para crias de operária (ovo, larva e pupa) e zangão (ovo-larva e pupa) e dos alimentos (mel e pólen), sendo que cada mapeamento foi realizado em 15 colmeias no dia 22 de cada mês, totalizando oito meses de mapeamento, entre agosto de 2016 a janeiro de 2017 divididos, em função da ocorrência de chuvas, em dois períodos distintos, um seco (de junho a setembro) e outro chuvoso (de outubro de 2016 a janeiro de 2017). As variáveis dos elementos climáticos foram coletadas com um auxílio de termo higrômetros instalados nas 15 colmeias e coletadas semanalmente. As colmeias tiveram ao longo do período experimental, o manejo usual em apiários comerciais: revisão de colmeias e fornecimento de água e alimentação de manutenção. Em relação ao comportamento de forrageamento  conclui-se que  Apis mellifera forrageiam o pólen da palmeira do buriti, com picos de forrageamento às oito e dezessete horas, de forma que essa atividade é dependente dos fatores abióticos, como temperaturas e baixa umidade durante o período de florescimento da mesma (agosto a novembro);  a migração de colmeias de Apis mellifera para áreas de buriti nos meses de escassez de alimento, na caatinga, representa uma boa alternativa de manutenção da oferta de proteína para os enxames. Em relação ao experimento de avaliação do desenvolvimento dos enxames em área de caatinga, conclui-se que: As temperaturas médias ambiente na área experimental se mantiveram iguais no período seco e chuvoso com medias de 28,01±0,7ºC; contribuindo para a manutenção das temperaturas na área de crias em faixas compatíveis de desenvolvimento pleno, com médias de 33,65 ± 2,37 ºC durante todo o período experimental. O início do período chuvoso afetou positivamente a entrada de pólen  com aumento significativo das áreas de cria e melhoria na população dos enxames, uma vez que observou-se: 1- diferenças significativa entre os períodos estudados para as variáveis pólen, ovo, larva pupa; 2- O coeficiente de correlação entre áreas médias de pólen e as variáveis ovo, larva e pupa foi positiva e significativa e 3- A análise de componentes principais do mapeamento, aponta pelo menos dois componentes derivados por rotação varimax, onde o primeiro componente concentrou 46,21% da variância total e o segundo 20,79%, acumulando 67,00% na variância total, com maiores autovalores extraídos, no componente um,  para a variável pólen, seguidos das áreas de cria (ovo, pupa e larva).      


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1641780 - SINEVALDO GONCALVES DE MOURA
Externo ao Programa - 423603 - DARCET COSTA SOUZA
Externo ao Programa - 2217082 - JULIANA DO NASCIMENTO BENDINI
Notícia cadastrada em: 13/02/2017 17:07
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