Notícias

Banca de DEFESA: ALINE PAVILOV DE MEDEIROS SOARES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALINE PAVILOV DE MEDEIROS SOARES
DATA: 27/02/2015
HORA: 09:00
LOCAL: CPCE
TÍTULO:

COMPONENTES CONSTITUINTES E NÃO CONSTITUINTES DA CARCAÇA DE CORDEIROS DESLANADOS



PALAVRAS-CHAVES:

abate, composição tecidual, cortes, genótipos, gorduras, musculosidade

 


PÁGINAS: 71
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Zootecnia
SUBÁREA: Produção Animal
ESPECIALIDADE: Manejo de Animais
RESUMO:

Objetivou-se avaliar as características quantitativas da carcaça, predizer a composição física da perna e avaliar os componentes não constituintes da carcaça de cordeiros deslanados produzidos a partir do cruzamento industrial da raça Dorper com as raças Morada Nova e Santa Inês. Foram utilizados 38 cordeiros mestiços (½ Dorper x ½ Morada Nova e ½ Dorper x ½ Santa Inês) desmamados aos 75 dias de idade com peso médio inicial de 14,3 kg, abatidos com idade média de 150 dias, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado com esquema fatorial 2x2 (dois genótipos e dois sexos).  O desempenho dos cordeiros foi influenciado (P<0,05) pelo genótipo e pelo sexo, além da interação genótipo vs sexo, proporcionando um maior ganho de peso nos cordeiros ½ Dorper x ½ Santa Inês e fêmeas. O genótipo interferiu ainda no índice de musculosidade, relação músculo:osso e comprimento da perna, enquanto que o sexo influenciou (P<0,05) no teor de gordura obtidos pela dissecação da perna. Não houve diferença (P>0,05) nos parâmetros de rendimentos da carcaça quente, fria e biológica e nem nos rendimentos (g/kg) dos cortes comerciais, onde a perna, apresentou um maior rendimento (326,5 g/kg) em relação aos outros cortes, por representar a porção comestível da carcaça.  Os rendimentos de carcaça fria foram 452, 472,1, 454,1 e 465,6 g/kg, para os cordeiros ½ Dorper x ½ Morada Nova, ½ Dorper x ½ Santa Inês, machos e fêmeas respectivamente. Em relação aos componentes não constituintes da carcaça os cordeiros ½ Dorper x ½ Santa Inês e as fêmeas (151,2 e 165 g de gordura renal; 199 e 226 g de omento) apresentaram maior depósito de gordura visceral quando comparados com os ½ Dorper x ½ Morada Nova e os cordeiros machos (96,36 e 63,18 g de gordura renal; 140 e 89,47 g de omento), havendo diferença (P<0,05) entre genótipo e sexo. Os rendimentos dos pratos típicos regionais, buchada e panelada, não foram influenciados (P>0,05) pelos tratamentos, apresentando rendimentos semelhantes entre si. A utilização da técnica do cruzamento industrial melhorou o desempenho dos animais, no entanto, o genótipo e o sexo não alteraram as características de rendimentos da carcaça e nem o rendimento dos cortes comerciais, principais fatores responsáveis pela comercialização do produto. Da mesma forma, o uso do cruzamento industrial da raça Dorper com as raças Morada Nova e Santa Inês, no uso de subprodutos do abate para a preparação de pratos típicos regionais brasileiro, especificamente Nordestino pode ser inferida a ser uma opção interessante para a obtenção de produtos alimentares com características nutricionais diferenciadas além de atuar como fonte adicional na renda do produtor.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1656633 - CARLO ALDROVANDI TORREAO MARQUES
Interno - 1656396 - LEILSON ROCHA BEZERRA
Interno - 1712960 - MARCOS JACOME DE ARAUJO
Externo à Instituição - HENRIQUE NUNES PARENTE - UFMA
Notícia cadastrada em: 27/02/2015 10:22
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb05.ufpi.br.instancia1 07/10/2022 06:38