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Banca de DEFESA: RAYNARA VERAS FARIAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RAYNARA VERAS FARIAS
DATA: 31/03/2017
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de aula da pós-graduação, CMRV, UFPI
TÍTULO: AVALIAÇÃO DO EQUILÍBRIO ESTÁTICO APÓS INDUÇÃO DE FADIGA MUSCULAR EM MEMBROS INFERIORES
PALAVRAS-CHAVES: Equilíbrio postural, fadiga muscular, informação visual
PÁGINAS: 78
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

A fadiga musculoesquelética pode ser definida pela incapacidade na geração e manutenção do nível de força, interferindo negativamente na capacidade de sistema nervoso central de integrar as vias aferentes e eferentes, resultando em diminuição do controle postural. A avaliação deste impacto tem sido realizada por meio de diversas variáveis que tradicionalmente avaliam a magnitude do deslocamento do corpo, por meio de ferramentas de análise linear. Entretanto, torna-se cada vez mais relevante o estudo de mais características deste deslocamento, e assim são propostas análises que observem também a estrutura do deslocamento do corpo, por meio de variáveis de análise não-linear, como as entropias. Através destes descritores, serão possíveis novas abordagens de conhecimento sobre o controle postural e a adaptação do sistema neuromuscular para a manutenção do equilíbrio frente a situações adversas, como na presença de fadiga musculoesquelética. Portanto, objetivo do estudo foi analisar os efeitos da fadiga musculoesquelética induzida em membros inferiores sobre o equilíbrio estático de jovens saudáveis em termos de magnitude e estrutura de deslocamento do centro de pressão do corpo. Além disso, foram verificadas ainda as interferências de diferentes bases apoios posturais – apoio unipodal e bipodal, de estímulos visuais e do tempo de recuperação após a indução da fadiga musculoesquelética. A amostra foi composta por 39 voluntários de 18 a 25 anos do sexo masculino e que cumpriram os demais critérios de inclusão. Todas as etapas da pesquisa foram desenvolvidas no Laboratório de Estudos de Sinais Biológicos da Universidade Federal do Piauí – UFPI, Parnaíba, Piauí. O equilíbrio estático foi avaliado por meio de uma plataforma de força nos seguintes momentos: inicial, imediatamente após e aos 10 e 20 minutos após a interrupção do protocolo de indução à fadiga em MMII. O protocolo de indução à fadiga em MMII consistiu em um protocolo incremental por meio da configuração manual de 8 níveis de resistência ao exercício em um cicloergômetro (RT 220, Movement, SP-Brasil), em um velocidade de 60 rpm. Cada nível de resistência teve duração de 4 minutos. O teste foi interrompido pelos voluntários por meio do relato de fadiga subjetiva, mensurado através da escala de Borg e sendo definida como a incapacidade de manter o esforço proposto pela atividade. Os resultados deste estudo apontam que a fadiga musculoesquelética foi capaz de alterar parâmetros estabilométricos em variáveis lineares e não-lineares, observados por meio de maior oscilação do COP e consequentemente resultando em menor eficácia de ajustes posturais para a manutenção do equilíbrio estático, deixando os indivíduos expostos mais susceptíveis a redução do desempenho esportivo, lesões musculoesqueléticas e quedas. Além disso, resultados inconclusivos nos períodos pós-fadiga apontaram que o tempo de recuperação utilizado no estudo não foi suficiente para retorno das variáveis aos valores basais. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1900252 - BALDOMERO ANTONIO KATO DA SILVA
Externo ao Programa - 1642909 - FUAD AHMAD HAZIME
Interno - 1774210 - VINICIUS SAURA CARDOSO
Notícia cadastrada em: 21/03/2017 18:10
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