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Banca de DEFESA: RENATA PEREIRA NOLÊTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RENATA PEREIRA NOLÊTO
DATA: 19/05/2022
HORA: 14:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO: AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTIFÚNGICO IN VITRO DO MICOFENOLATO DE MOFETILA ISOLADO E EM COMBINAÇÃO COM ANTIFÚNGICOS
PALAVRAS-CHAVES: Ácido Micofenólico. Doenças Negligenciadas. IMP Desidrogenase. Reposicionamento de Fármacos. Sinergismo Farmacológico.
PÁGINAS: 67
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:
 

A cromoblastomicose é uma infecção granulomatosa da derme e da hipoderme, resultante da inoculação traumática de fungos negros. A doença apresenta um tratamento longo e poucas opções medicamentosas estão disponíveis. Em vista disso, é considerada um desafio terapêutico e um grave problema de saúde pública. Assim, faz-se necessário o desenvolvimento de novas abordagens para o seu tratamento. O reposicionamento de fármacos surge como uma alternativa ao exaustivo processo de concepção de novos medicamentos. O micofenolato de mofetila, um inibidor da enzima inosina monofosfato desidrogenase, usado na clínica como imunossupressor, tem demonstrado atividade antifúngica in vitro contra fungos filamentosos e leveduriformes. Contudo, não há relatos quanto à sua atuação frente aos fungos negros que causam a cromoblastomicose. Logo, este estudo objetivou analisar a atividade antifúngica in vitro do micofenolato de mofetila, bem como a sua interação com quatro antifúngicos (anfotericina B, itraconazol posaconazol ou terbinafina), contra doze isolados de agentes etiológicos da cromoblastomicose. A concentração inibitória mínima (CIM) foi determinada pela técnica de microdiluição em caldo descrita pelo protocolo M38-A2 doClinical and Laboratory Standards Institute (CLSI). O perfil de interação do micofenolato de mofetila com os antimicóticos foi avaliado pela técnica de tabuleiro de xadrez. Os antifúngicos itraconazol, posaconazol e terbinafina inibiram o crescimento de todos os isolados testados. A anfotericina inibiu o crescimento de 11 cepas, necessitando, porém, de altas concentrações (CIM > 1 μg/mL). O micofenolato inibiu o crescimento de quatro isolados fúngicos (128 μg/mL ≤ CIM ≤ 256 μg/mL). As combinações entre o imunossupressor e os antimicóticos não seguiram um padrão, apresentando interações sinérgicas e indiferentes. A interação mais promissora foi observada entre o micofenolato e a anfotericina B. O potencial antifúngico do micofenolato está possivelmente atrelado à sua atuação sobre a inosina monofosfato desidrogenase, de modo a impedir a formação de bases nitrogenadas e consequente proliferação celular dos fungos. Os promissores resultados obtidos demonstram a possibilidade de uma nova aplicação do micofenolato, tanto isoladamente quanto em combinação com antimicóticos. Sugere-se a condução de novos estudos, a fim de avaliar, posteriormente, a sua eficácia na clínica. O micofenolato representa uma perspectiva para a redução dos impactos da cromoblastomicose no sistema de saúde e para a melhoria na qualidade de vida dos pacientes afetados pela infecção.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALYNE RODRIGUES DE ARAUJO - UFDPar
Interno - 1640496 - ANNA CAROLINA TOLEDO DA CUNHA PEREIRA
Presidente - 2147346 - TATIANE CAROLINE DABOIT
Notícia cadastrada em: 12/05/2022 09:18
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