A osteoartrite do joelho (OA) é uma das doenças articulares degenerativa progressiva mais comuns em todo o mundo e se caracteriza principalmente por seu comprometimento crônico e incapacitante, cujo tratamento engloba o uso de analgésicos e anti-inflamatórios que a longo prazo podem ter efeitos adversos graves, como o aumento da incidência de eventos cardiovasculares trombóticos e gastrointestinais. Dentro deste contexto, o objetivo deste estudo é a aplicação de técnicas in sílico para avaliar o potencial farmacológico anti-inflamatório das moléculas presentes na planta Libidibia férrea para ajudar no tratamento da osteoartrite do joelho. Após a seleção das moléculas e das proteínas, os softwares gaussian, preADMET e autodock4 realizaram análises para explorar sistematicamente os padrões estruturais, dinâmicos e termodinâmicos das moléculas e o seu nível de interação com os alvos selecionados referentes a etapa inicial inflamatória, buscando interpretar e avaliar a ação farmacológica da planta. Através dos resultados, foi possível mapear as moléculas considerando sua relevância para o tratamento anti-inflamatório, entre os quatorze compostos bioativos analisados, cinco moléculas foram qualificadas nas avaliações metabólicas e toxicológicas, e apenas a molécula naringenina-7-O-glucósido (NH) conseguiu os melhores resultados na avaliação do caráter inibitório com os alvos da pesquisa, ou seja, o grau de afinidade mostrou uma alta capacidade de bloqueio da molécula no sítio ativo das citocinas, indicando que a planta poderia ser um forte candidato a novo fármaco para o tratamento do quadro inflamatório da osteoartrite de joelho.