O texto a seguir é concretização de um trabalho de pesquisa inserida na linha de Práticas e Saberes do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Piauí e integrante às atividades do Grupo de Antropologia Política e Econômica (GAPE) sob orientação do Prof. Dr. Celso de Brito. Com a análise conduzida a seguir, a partir das apreensões registradas em campo e da bibliografia que embasa esse empreendimento, objetivei investigar sobre as inserções no mercado canábico teresinense que três associações buscam conduzir – suas organizações, estrutura e métodos –; ao mesmo tempo em que investigo possíveis correlações entre essas inserções e as suas concepções que seus proponentes trazem nos seus relatos daquilo o que é justo, injusto, necessário, tolerável ou intolerável no que diz respeito ao acesso da população à maconha – planta que age como prisma refratário através do qual se pode observar e discutir sobre aspectos, inclusive, políticos, econômicos, jurídicos e sociais. Durante esse percurso, busco também correlacionar elementos que identifico como centrais na construção da subjetividade desses agentes associativistas, com as respectivas formas de participar e de conceber sua participação na economia canábica teresinense.