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Banca de DEFESA: RONALDO CUNHA COELHO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RONALDO CUNHA COELHO
DATA: 07/07/2022
HORA: 14:30
LOCAL: Ambiente de reuniões do Google Meet com link de acesso: meet.google.com/rpe-jfpu-ezf
TÍTULO: DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE Fe, Zn, Cu, Mn e Mg, COMPOSIÇÃO CENTESIMAL E COMPOSTOS FENÓLICOS EM DIFERENTES CULTIVARES DE FEIJÃO (COMERCIAL E FEIJÃO-CAUPI BIOFORTIFICADO E NÃO BIOFORTIFICADO)
PALAVRAS-CHAVES: Feijões; Biofortificação; biodisponibilidade de nutrientes; digestão in vitro; Desnutrição; ICP-MS; análise multivariada.
PÁGINAS: 126
GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra
ÁREA: Química
SUBÁREA: Química Analítica
ESPECIALIDADE: Instrumentação Analítica
RESUMO:

Este trabalho apresenta novas descobertas sobre a qualidade nutricional de cultivares de feijão-caupi biofortificadas e não biofortificadas recentemente introduzidas, bem como de alguns feijões comerciais. As cultivares foram analisadas nas formas crua e cozida onde, em ambas, foram medidas as concentrações dos elementos Fe, Zn Cu, Mn e Mg. Nas amostras cruas foram medidas ainda a concentração de compostos fenólicos totais e a composição centesimal.  A técnica de ICP-MS foi utilizada para as medições das concentrações dos elementos. Cultivares de feijão-caupi biofortificado apresentaram altos níveis de Fe e Zn indicando que são fontes ricas destes micronutrientes. O protocolo de digestão in vitro possibilitou a avaliação simultânea dos teores bioacessiveis e biodisponiveis dos elementos estudados. Os níveis de Fe em cultivares de feijão-caupi biofortificada e não biofortificado foram ca. 2,5 vezes maior em relação aos feijões comerciais. Para o elemento Zn, as cultivares de feijão-caupi apresentaram 50% de bioacessibilidade e 44% de biodisponibilidade. O feijão-caupi cozido biofortificado apresentou alta biodisponibilidade de Zn, com valores acima de 60%. O consumo de 50 g da cultivar biofortificada Aracê contribuiria com 27% e 48% de Fe e Zn, respectivamente, na ingestão diária recomendada para crianças de 1 a 3 anos. A concentração de manganês nas cultivares biofortificadas foi maior em comparação ao feijão comercial e a bioacessibilidade foi de ca. 52% superior. Além disso, a concentração de magnésio foi maior, atingindo valores acima de 50% de bioacessibilidade e 21% de biodisponibilidade. O cozimento melhorou a disponibilidade de minerais nas cultivares biofortificadas. Além disso, as cultivares de feijão-caupi avaliadas apresentaram alta concentração de lipídios e valores energéticos. Os compostos fenólicos nos grãos são altamente polares. Avaliando as interações, encontraram-se correlações sinérgicas desconhecidas entre cobre e magnésio e entre manganês e o conteúdo lipídico. A correlação antagônica de cobre e manganês com zinco explicam sua concentração limitada no feijão-caupi biofortificado. A análise de PCA discriminou as cultivares de feijão-caupi e feijão comercial, indicando a prevalência dos efeitos da biofortificação. As novas cultivares biofortificadas de feijão-caupi possuem carga nutricional compatível com as demandas da dieta humana, representando uma fonte potencial para melhorar o status de Fe, Zn e Mn em grupos onde a deficiência de micronutrientes é prevalente.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2059797 - HERBERT DE SOUSA BARBOSA
Interno - 2351542 - CICERO ALVES LOPES JUNIOR
Interno - 1635927 - EDIVAN CARVALHO VIEIRA
Interno - 2332296 - EDVANI CURTI MUNIZ
Interno - 2350685 - BENEDITO BATISTA FARIAS FILHO
Externo ao Programa - 1167746 - REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
Externo à Instituição - JOAQUIM SOARES DA COSTA JUNIOR - IFPI
Externo à Instituição - HELOISA FRANÇA MALTEZ - UFABC
Notícia cadastrada em: 17/06/2022 17:29
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