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Banca de DEFESA: LORENA STEFANNE LOPES DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LORENA STEFANNE LOPES DE OLIVEIRA
DATA: 23/08/2019
HORA: 15:00
LOCAL: Sala 752 - Sala da Pós-graduação em Ciências Biomédicas
TÍTULO: Prevalência dos polimorfismos nos genes CYP2C9 e VKORC1 associados à resposta terapêutica à varfarina em uma população do nordeste do Brasil
PALAVRAS-CHAVES: Prevalência. Populações. Varfarina. Farmacogenética.
PÁGINAS: 70
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

A prevalência de polimorfismos genéticos que influenciam a terapia de medicamentos amplamente utilizados constitui um desafio ao tratamento de doenças complexas de elevada incidência, como as cardiovasculares. A varfarina é um anticoagulante largamente utilizado na cardiologia, possui índice terapêutico estreito e grande variabilidade dose-resposta entre os pacientes. Alguns estudos verificaram que a falta de resposta à droga por alguns pacientes está associada à genética do indivíduo, e que, consequentemente, aumentam a ocorrência de eventos adversos graves associados à sua administração. Aproximadamente, 30 a 50% da variável dose-resposta interindividual e interpopulacional, são representadas por polimorfismos nos genes CYP2C9VKORC1. No Brasil, a varfarina é oferecida pelo Sistema Único de Saúde e está incluída como um dos medicamentos do componente básico de assistência farmacêutica. Portanto, considerando que a população brasileira é miscigenada e que a farmacogenética pode direcionar ao melhor tratamento, o objetivo deste trabalho é realizar a prevalência dos polimorfismos CYP2C9*2(430 C>T), CYP2C9*3(1075 A>C) e VKORC1(-1639 G>A) em uma população do Estado do Piauí, nordeste brasileiro. Para a detecção desses polimorfismos foram genotipadas, por meio da técnica de PCR em tempo real, 204 amostras de DNA de indivíduos naturais das quatro mesorregiões que dividem o Estado do Piauí. A comparação entre as frequências observadas e esperadas nos três loci, pelo teste do qui-quadrado (X²), revelou que as distribuições não apresentaram diferenças significativas ao nível de 5%, portanto estando em Equilíbrio de Hardy-Weinberg. Dentre os polimorfismos do estudo, o mais frequente foi o VKORC1 -1639 G<A(33%), seguido do CYP2C9*2(10%). Considerando os haplótipos do gene CYP2C9, o haplótipo mais frequente foi o CA (85,5%), seguido do TA (9,3%) e CC (4,7%), demonstrando que a maioria da população possui alelos funcionais relacionados as variantes genéticas do gene CYP2C9. Foi observada correlação fracamente positiva entre a frequência do polimorfismo genético CYP2C9*3 e o grupo ancestral africano. Quando comparados as frequências alélicas com diferentes populações, os polimorfismos genéticos CYP2C9*2, CYP2C9*3 eVKORC1 -1639 G<Aforam mais frequentes nesta população que em populações afroamericanas e semelhantes às frequências encontradas em populações caucasianas. Em contrapartida, o polimorfismo CYP2C9*2 foi mais prevalente nesta amostra populacional que em populações indígenas, enquanto CYP2C9*3 VKORC1 -1639 G<A, mostraram-se menos frequentes nessas populações. Diante desses achados, verifica-se que a população do presente estudo apresenta prevalência significativa de genótipos de alto risco aos eventos adversos à varfarina, associados às variantes genéticas VKORC1 -1639 G<A, CYP2C9*2,CYP2C9*3. Esses resultados mostram a importância em se conhecer a genética dos pacientes antes da prescrição de fármacos de relevância clínica e contribuem para um melhor direcionamento de estratégias públicas em uma população miscigenada, como o Brasil.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1551972 - FRANCE KEIKO NASCIMENTO YOSHIOKA
Externo à Instituição - HYGOR FERREIRA FERNANDES - UFPI
Externo ao Programa - 1552610 - RENATA CANALLE
Notícia cadastrada em: 02/08/2019 07:33
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