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Banca de DEFESA: VICTOR ALVES DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VICTOR ALVES DE OLIVEIRA
DATA: 25/07/2022
HORA: 08:00
LOCAL: PPGAN
TÍTULO: ATUAÇÃO DA VITAMINA E NO CÂNCER DE MAMA: MECANISMOS E EFEITOS FRENTE A PREVENÇÃO, TRATAMENTO E DESFECHOS.
PALAVRAS-CHAVES: Vitamina E; Câncer de mama; Suplementação;
PÁGINAS: 194
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Ciência e Tecnologia de Alimentos
RESUMO:

As perspectivas de incorporação de vitaminas antioxidantes no tratamento do câncer são
otimistas. A vitamina E, incluindo o grupo dos tocoferóis (α, β, γ, δ) e tocotrienóis (α, β,
γ, δ), tem sido amplamente utilizada pelo potencial antioxidante e tem a capacidade de
promover a toxicidade do microambiente tumoral, protegendo as células saudáveis do
dano. Além disso, tem a vantagem de ser relativamente atóxico e bem tolerado pelos
humanos. Com vista nisso, a presente tese buscou investigar os mecanismos biologicos
pelos quais a vitamina E pode atuar frente ao câncer de mama, e seus efeitos na prevenção,
tratamento e sobrevida. Para tanto, executamos uma revisão sistematica de literatura para
investigar os possíveis mecanismos de atuação da vitaminas E na modulação da
tumorigênese mamária. A partir de tais achados e buscando entender melhor os
mecanismos de atuação desta vitamina frente a drogas antineoplásicas, foram avaliados
os efeitos oxidativos/antioxidativos, e o potencial modulatório e seletivo do vitâmero α-
Tocoferol sobre os danos toxicogenéticos induzidos pelos antineoplásicos
(Ciclofosfamida e Doxorrubicina) utilizando testes
in vitro. Foram analisados os danos
toxicogenéticos induzidos pelos antineoplásicos em
Saccharomyces cerevisiae, Allium
cepa, Artemia salina
e cultura de células de linfócitos humanos, além da capacidade
seletiva deste vitâmero em linhagens celulares mamarias. Por fim, uma revisão
sistemática com meta-análise foi executada para avaliar os efeitos do consumo e/ou
suplementação de vitamina E sobre o risco, tratamento e desfechos do câncer de mama.
Os resultados aqui apresentados demonstram que as isoformas da vitamina E têm sido
associadas à supressão de vias tumorais, principalmente relacionadas à proliferação,
invasão e metástase, como c-Myc/Ciclina D, Bcl-2 ou Akt. Mostramos também que os
tocoferóis e tocotrienóis têm a capacidade de modular o metabolismo energético tumoral
pela disfunção mitocondrial e supressão da glicólise aeróbica, além de aumentar a
quimiossensibilidade das células tumorais (efeito apoptótico), reduzindo os efeitos
colaterais adversos da resistência aos medicamentos. Nas avaliações in vitro, os danos
oxidativos citoplasmáticos e mitocondriais induzidos pelos antineoplásicos
(Ciclofosfamida e Doxorrubicina) foram significantemente modulados pela associação
com a vitamina E em
S. cerevisiae, caracterizando o potencial antioxidante do vitâmero
em questão. Além disso, os efeitos tóxicos caudados pelos antineoplásicos em
A. salina
e citotóxicos e mutagênicos em A. cepa sofreram modulação significativa. Nos linfócitos,
o α-tocoferol não induziu efeito tóxico às células, porém, quando associado aos
quimioterápicos, modulou seus efeitos toxicogenéticos, verificado pela diminuição
significante da morte celular (apoptose e necrose) bem como a redução dos valores de
micronúcleos, brotos nucleares e pontes nucleoplasmáticas. Em linhagens celulares
saudáveis e tumorais de mama humana, o α-Tocoferol apresentou atividade citotóxica
duas vezes mais seletiva para células tumorais. A meta-análise avaliando os resultados
dos estudos em humanos demonstrou que a estimativa do efeito resumido não indicou
nenhuma associação estatisticamente significativa entre o consumo versus o não consumo
de vitamina E total e risco de câncer de mama. Avaliando os efeitos da suplementação de
vitamina E no risco de câncer de mama, apenas duas referências tinham dados para
comparação e a suplementação de vitamina E não apresentou impacto no risco de câncer
de mama. No entanto, a estimativa do efeito resumido dos estudos incluídos indicou que
o consumo de vitamina E foi inversamente associado à recorrência do câncer de mama
no grupo controle (OR 0,79, [IC 95% 0,62-0,99], P = 0,04; I2 = 0% ,
Pheterogeneidade=0,95). Conclui-se portanto que a vitamina E tem sido relacionada a
supressão/superexpressão de vias/mecanismos fundamentais do processo de progressão
tumoral, relacionados sobretudo à proliferação, metabolismo energético,
quimiossensibilidade e invasão/metástase. Os resultados pré-clínicos aqui apresentados 
mostraram que a vitamina E isolada não apresentou atividade oxidativa, citotóxica e
mutagênica em células eucarióticas, todavia, sua utilização em associação com
quimioterápicos Ciclofosfamida e Doxorrubicina, desempenhou um papel na modulação
dos efeitos toxicogenéticos induzidos por essas drogas antineoplásicas, possivelmente,
relacionados pela capacidade antioxidante e seletiva desse vitâmero, atuando como
quimioprotetor. Contudo, não há resultados significantes que confirmem associação
benéfica ou maléfica da ingestão dietética ou suplementar de vitamina E na redução do
risco de câncer de mama. Entretanto, relacionado à recidiva, sobrevida e mortalidade, os
resultados indicaram que o consumo de vitamina E foi inversamente associado à
recorrência de câncer de mama no grupo controle, apesar de não ser encontrada nenhuma
associação para o consumo de vitamina E e a mortalidade por câncer de mama.



MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1794569 - ADRIANA DE AZEVEDO PAIVA
Externo ao Programa - 2128442 - FELIPE CAVALCANTI CARNEIRO DA SILVA
Externo à Instituição - FLÁVIA EMÍLIA LEITE DE LIMA - UFPB
Interno - 2950101 - FRANCISCO LEONARDO TORRES LEAL
Externo ao Programa - 1731057 - JOAO MARCELO DE CASTRO E SOUSA
Interno - 423490 - NADIR DO NASCIMENTO NOGUEIRA
Notícia cadastrada em: 06/07/2022 11:34
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