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Banca de QUALIFICAÇÃO: PABLO ANDREY DA SILVA SANTANA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PABLO ANDREY DA SILVA SANTANA
DATA: 28/09/2018
HORA: 08:00
LOCAL: Sala 317 - CCHL
TÍTULO: Ensino de filosofia: temas filosóficos e seriados
PALAVRAS-CHAVES: Ensino de Filosofia. Seriados. Neopragmatismo.
PÁGINAS: 64
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Filosofia
SUBÁREA: História da Filosofia
RESUMO:

O estudo tem a finalidade de criar uma aproximação entre a prática da experiência Filosófica e o processo de ensino aprendizagem do aluno (em filosofia), através de um artifício um pouco inusitado que é a uso dos seriados Televisivos.

Ao propor o uso dos seriados busca-se uma sensibilização dos alunos em torno do universo filosófico, ou seja, provocar uma mudança no padrão criado em torno do uso dos materiais utilizadas para aula de filosofia.

Inovar no uso das matérias não é menosprezar os livros didáticos, as palestras, o café filosófico, os recursos já existentes na experiência de ensino dos alunos, mas ampliar a dimensão e ação da filosofia no contexto da sala de aula.

E a dimensão que a filosofia pode alcançar, também está incluso o uso de elementos literais, dinâmicos e criativos que podem auxiliar na ampliação da perspectiva em torno da problemática filosófica abordado na sala de aula e fora dela.

O uso dos seriados na dimensão do ensino está contido à ideia de quebrar um pouco a distância recorrente entre o universo teórico da filosofia e os equívocos da maior parte dos alunos em torno da mesma.

A perspectiva de gerar um entusiasmo em torno da aprendizagem traz consigo a intenção de aumentar o rendimento por parte dos educandos, e essa ideia deve provocar no professor a iniciativa de criar um ambiente empolgante que traga pelo menos algo diferencial e inovador.

E nesse contexto diferencial existe a possibilidade de utilizar outros elementos não didáticos que contribuam com a dimensão do ensino aprendizado e que faça parte do universo do estudante, ou seja, neste trabalho a inovação é apresentar algo que o educando se identifique.

Ao falar de elementos didáticos e não didáticos e apenas uma espécie de diferenciação dos usados corriqueiramente (livros, quadro, palestras, etc..), e dos que não tem essa dimensão como os componentes trazidos pelo universo literário.

O aluno ao se identificar com o que está sendo ensinado automaticamente cria uma aproximação, um interesse, gera uma busca entorno daquilo que se é discutido, pois ele começa a assimilar o conteúdo com sua própria pratica cotidiana.

Há uma pergunta; por que a escolha dos seriados televisivos? Uma resposta simples; esses contem no seu enredo uma pratica cotidiana, um reflexo do dia a dia da sociedade, trazem pontos de vistas sobre várias problemáticas contidas na mente humana.

Muitas vezes a filosofia é apresentada através de livros didáticos que priorizam o domínio dos conceitos filosófico, um repasse histórico do pensamento dos grandes autores, transformando o ensino de filosofia em um contingente teórico e cansativo.

O ensino de filosofia precisa estar mais próximo da pratica cotidiana, para que posso ter uma atuação mais expressiva na vida das pessoas, não que não seja preciso compreender as ideias dos filósofos, mas o mais importante é como usar a filosofia.

O diferencial dos seriados é sua linguagem acessível e de rápida identificação com o público, então se associar essa linguagem ao dinamismo do filosofar podemos sanar a dificuldade de aproximação dos alunos com as contribuições dos filósofos.

Essa proposta didática tem como parâmetro os seguimentos da filosofia nascida na dimensão pragmática de Rorty (2007) onde defende que a ação da filosofia deve estar voltada a uma dimensão do cotidiano das pessoas.

Rorty defende o pragmatismo como uma espécie de filosofia da mudança e da criação, onde a quebra da contingencia da experiência filosófica é necessária e fundamental para devolver a filosofia a sua dimensão atuante no espaço social.

E traz a compreensão que o processo do filosofar tem um ápice mais sucedido quando se preocupa não com a indagação, mas com sensibilização da capacidade de imaginação para uma experiência de redescrição, (Rorty 2007) antes mesmo da problematização como ponto fulminante para o ato de filosofar.

Esta proposta didática tem como objetivo demonstrar que quando associamos um elemento contido no cotidiano do aluno como diferencial, somando a dinâmica articulada da experiência do filosofar podemos obter um olhar diferente sobre o ensino da filosofia.

A uma pretensão ousada de levar o aluno a um esclarecimento sobre a atuação da filosofia, retirar a visão de um conteúdo rebuscado para uma ação efetiva mostrando o seu papel também no espaço social.

E com uma nova abordagem sobre a experiência com a aula de filosofia almejamos com este estudo, contribuir não apenas com a formação crítica, mas também com o interesse do aluno sobre sua formação enquanto indivíduo.

Uma tentativa também de criar um ambiente mais amistoso entre o ensino de filosofia, o professor articulador, os alunos e a sociedade de um modo geral, pois corriqueiramente surge a indagação; para que serve a filosofia?

E um objetivo implícito dessa argumentação teórica de responder a está indagação, que não possui resposta objetiva, pois no próprio da pratica filosófica cada indivíduo precisa descobri em seu entendimento a funcionalidade do filosofar. 

Dentro do texto em questão, já no primeiro capítulo entraremos em uma discussão sobre pontos que permeiam a questão do ensino de filosofia, sua relevância e como este vem sendo conduzido pela escola e seus docentes.

  Pois é uma questão que deve ser levada com muito interesse por aqueles que mediam esse ensino, pois se considera o ensino de filosofa como uma problemática filosófica pertinente e que deve ser levada muito a sério.

Outro ponto é a melhoria do ensino de filosofia, trazendo à tona a discussão sobre os melhores métodos a serem aplicados para melhorar o desempenho do aluno e conduzi-lo a uma experiência de raciocínio crítico e percepção mais apurado.

Vamos fazer uma relação entre a experiência pragmática e o uso da filosofia com o uso dos seriados, discutir as influencias trazidas por Rorty (2007) e de culminância um capítulo referente ao planejamento das aulas de filosofia.

No capitulo dois a uma articulação enquanto a metodológica de propor o uso de elementos não didáticos que contribuam com o aluno na articulação e construção de conceitos e que gere autonomia e efetivação na ação social.

Onde a sensibilização para experiência filosófica e a porta de entrada para sanar a distância entre os alunos e a filosofia que somada a visão da filosofia como transformação leve o ensino da mesma para uma visibilidade maior entre as pessoas.

No capitulo três segue uma exemplificação das aulas, onde os temas e as problemáticas filosóficas apresentadas nos episódios demonstram como é possível unir a filosofia e os seriados.

Uma espécie de quadro argumentativo que pode ser tomado como base para o planejamento da aula, um itinerário que objetiva nortear o professor no seu método e na sua dinâmica de trabalho dentro do contexto da sala de aula.

O maior objetivo deste estudo é contribuir com a aproximação do conteúdo filosófico e os alunos, apostando em uma nova abordagem que visa sensibilizar e provocar uma mudança dentro do ensino de filosofia.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1553983 - HERALDO APARECIDO SILVA
Interno - 2184886 - EDNA MARIA MAGALHAES DO NASCIMENTO
Interno - 1446976 - JOSE RENATO DE ARAUJO SOUSA
Externo ao Programa - 1764151 - JOSE ELIELTON DE SOUSA
Notícia cadastrada em: 17/09/2018 15:28
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