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Banca de DEFESA: ANDRESSA SILVA SOUSA
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANDRESSA SILVA SOUSA
DATA: 12/09/2026
HORA: 13:00
LOCAL: DEFESA DE TESE
TÍTULO: O TOTALITARISMO DROMOLÓGICO COMO TEMPORALIDADE DISTÓPICA E A DESACELERAÇÃO UTÓPICA COMO UTOPISMO EM DISTOPIAS
PALAVRAS-CHAVES: Totalitarismo Dromológico. Distopia. Utopismo. Desaceleração Utópica.
PÁGINAS: 145
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
RESUMO:

A presente tese propõe a formulação do conceito de Totalitarismo Dromológico (ou Dromototalitarismo), enquanto temporalidade distópica característica da contemporaneidade, bem como a investigação da Desaceleração Utópica enquanto forma de manifestação do utopismo no interior de narrativas distópicas. Partindo, pois, do diagnóstico de que, desde as grandes guerras e regimes totalitários do século XX até as crises globais do século XXI, consolidou-se, em nossa sociedade, um imaginário marcadamente antiutópico e pessimista, mostra-se necessário refletir acerca do lugar reservado ao utopismo na atualidade, pois enquanto fonte de esperança e práxis social, o seu apagamento resultaria na impossibilidade de elaboração de alternativas possíveis para a transformação dos aspectos distópicos que permeiam nossa sociedade. Assim, examinaremos o horizonte distópico das obras Fahrenheit 451 (1953), de Ray Bradbury, em que o dromototalitarismo se constitui um perigo à literatura e aos leitores; Ecologia (2018), de Joana Bértholo, em que tecnologia e velocidade são ferramentas de controle da palavra, operando o que designamos dromototalitarismo tecnológico; e Vamos comprar um poeta (2016), de Afonso Cruz, em que o dromototalitarismo econômico favorece a desvalorização da poesia e da cultura. A escolha do corpus justifica-se pelo modo como essas narrativas representam sociedades regidas pela aceleração, ao mesmo tempo em que evidenciam, através das personagens protagonistas, práticas desaceleradoras. No plano teórico, articulamos os estudos sobre utopia, utopismo e distopia – com destaque para Vieira (2025), Claeys (2013), Berriel (2014, 2005), Bloch (2005), Coelho (1987, 1986) – às reflexões sobre aceleração e desaceleração na contemporaneidade desenvolvidas por Han (2023, 2021, 2018), Rosa (2022, 2019), Bauman (2009, 2001), entre outros estudiosos. Desse modo, a Desaceleração Utópica, tal como concebida nesta tese, configura-se como uma forma de utopismo que se manifesta na própria literatura, que se afirma enquanto exercício de liberdade, ao operar gestos de resistência estética e crítica social ao Totalitarismo Dromológico dominante.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 008.***.***-64 - EMANOEL CESAR PIRES DE ASSIS - UEMA
Interno - 836.***.***-00 - HERASMO BRAGA DE OLIVEIRA BRITO - UESPI
Externo à Instituição - 746.***.***-34 - JOSE WANDERSON LIMA TORRES - UESPI
Externo à Instituição - 765.***.***-91 - LILIAN CASTELO BRANCO DE LIMA - UEMASUL
Externo à Instituição - 305.***.***-34 - SOLANGE SANTANA GUIMARÃES MORAIS - UEMA

Cadastrada em: 01/09/2026
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