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Banca de QUALIFICAÇÃO: JOÃO VITOR DE SENA MATOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOÃO VITOR DE SENA MATOS
DATA: 29/05/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Sala 5 B/ CCN2
TÍTULO: Educação ambiental e avifauna nas escolas do entorno do Parque Nacional de Sete Cidades - Piauí
PALAVRAS-CHAVES: Unidade de Conservação; Escolas; Aves; Metodologias; Educação
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Tópicos Específicos de Educação
RESUMO:

As Áreas Protegidas (APs) são territórios instituídos legalmente para a conservação de elementos bióticos, abióticos, históricos e culturais. Nesses espaços, a aplicação de metodologias educativas centradas na avifauna e na Educação Ambiental (EA) favorece uma formação holística acerca de questões socioambientais e da preservação da biodiversidade. Além disso, o estudo das aves compõe os conteúdos curriculares trabalhados nas escolas da educação básica do país, visando contribuir para a formação acadêmica, profissional e social das novas gerações frente aos desafios atuais de conservação desses animais. Logo, os objetivos deste estudo foram: (I) diagnosticar o estado atual da produção científica sobre EA relacionada à conservação de aves em Unidades de Conservação (UCs) e (II) diagnosticar as concepções de estudantes do ensino médio de escolas públicas de Brasileira e Piracuruca (PI) acerca do ensino da avifauna. O capítulo 1 contempla o primeiro objetivo, no qual compilamos 10 publicações nas bases Google Acadêmico, Web of Science, SciELO e Scopus de 1972 a 2025. Os resultados evidenciaram que a observação de aves, as trilhas interpretativas e as palestras foram as principais estratégias para sensibilizar estudantes, visitantes e demais públicos sobre a importância ecológica da avifauna. Identificou-se o uso de 22 tipos de materiais didáticos, destacando-se os binóculos, guias e miniguias de aves. Quanto às categorias de UCs, predominou o desenvolvimento de ações em Parques (Municipais e Nacionais), enquanto nas modalidades de Uso Sustentável sobressaíram as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e Áreas de Relevante Interesse Ecológico (ARIEs). Conclui-se que a macrotendência conservacionista de EA norteia as práticas atuais, centrando-se na sensibilização e valorização da natureza. Ressalta-se, contudo, a necessidade de expandir tais estratégias para abordagens mais problematizadoras, reflexivas e que estimulem a participação política dos atores envolvidos. No capítulo 2 contemplamos o segundo objetivo, no qual aplicamos questionários abertos, os quais foram respondidos por 33 estudantes de duas escolas de ensino médio dos referidos municípios. A análise dos dados foi sistematizada por meio da análise de conteúdo temática de Laurence Bardin. Os resultados obtidos indicam que os discentes reconhecem as aves com base em aspectos morfológicos, como penas (N=20; 60,6%), a presença do bico (N=9; 27,2%) e das asas (N=8; 24,2%). Já a capacidade de voar foi o comportamento mais citado (N=23; 69,6%), seguido da postura de ovos (N=7; 21,2%) e do canto (vocalização) (N=1; 3%). Registrou-se que os alunos percebem a importância das aves para o meio ambiente, porém de forma pouco aprofundada, em que a atuação na cadeia alimentar (N=10; 30,3%) e a dispersão de sementes (N=6; 18,1%) foram as funções ecológicas mais reconhecidas. No que concerne às ameaças às aves, a caça predatória (N=22; 66,6%), o desmatamento (N=7; 21,2%), o tráfico ilegal (N=6; 18,1%) e a criação em gaiolas (N=6; 18,1%) foram os mais mencionados, contudo com baixo nível de aprofundamento teórico. Destaca-se que os conhecimentos dos discentes caracterizaram-se como fragmentados e superficiais em relação aos conteúdos de morfologia, fisiologia, evolução e ecologia, quando comparados aos saberes acadêmicos ministrados nas aulas. A abordagem dos professores baseia-se em aulas expositivas, com predominância de avaliação somativa classificatória. Nesse cenário, registrou-se o interesse dos alunos em aprender sobre as aves fora da sala de aula, onde alegaram conseguir aprender mais ao entrarem em contato com a natureza. Por meio da prancha fotográfica, revelou-se o reconhecimento de 149 espécies de aves pelos alunos, o que indica a presença de conhecimentos prévios sobre a avifauna regional, mas que precisam ser melhor aproveitados pela comunidade escolar para que a aprendizagem se torne significativa e gere mudanças reais de valores e atitudes na vida dos estudantes.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1984821 - PATRICIA MARIA MARTINS NAPOLIS
Interno - 150.***.***-91 - JOSÉ MACHADO MOITA NETO - UNICAMP
Interno - 2217228 - WEDSON DE MEDEIROS SILVA SOUTO
Externo à Instituição - 723.***.***-72 - Alan Loures Ribeiro - UFPB
Externo à Instituição - 545.***.***-68 - Josué Ribeiro da Silva Nunes - UNEMAT
Notícia cadastrada em: 08/05/2026 16:05
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