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RESUMO: Introdução: A xerostomia, ou boca seca, compromete funções orais e aumenta o risco de cáries e infecções. Causas comuns incluem uso de medicamentos, doenças autoimunes e radioterapia. Os tratamentos convencionais são frequentemente paliativos e de curta duração, o que incentiva o desenvolvimento de alternativas naturais. A Acmella oleracea (jambu), rica em espilantol, possui propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e antimicrobianas. Associado ao xilitol, que reduz microrganismos cariogênicos e melhora o conforto oral, o jambu apresenta potencial como terapia segura e eficaz para a xerostomia. Objetivo: desenvolver e avaliar, em modelo experimental animal, a eficácia pré-clínica de um filme mucoadesivo nanoestruturado à base de Acmella oleracea associado ao xilitol na estimulação do fluxo salivar em ratos com xerostomia induzida.Metodologia Trata-se de estudo experimental in vitro. Inicialmente, serão preparadas nanopartículas lipídicas contendo extrato de jambu. O sistema nanocarreador será caracterizado quanto ao tamanho de partícula, índice de polidispersidade e potencial zeta. Em seguida, as nanopartículas serão incorporadas a uma matriz polimérica contendo xilitol para obtenção do filme mucoadesivo. O filme será avaliado quanto ao pH, estabilidade, teor de jambu, perfil de liberação in vitro e permeabilidade em mucosa oral. A segurança será investigada por ensaio de irritação (HET-CAM), além da avaliação da atividade antifúngica frente a Candida albicans. Na etapa in vivo, 20 ratos Wistar serão distribuídos em quatro grupos: controle negativo, controle positivo (pilocarpina), placebo (filme base), filme com NLCs de jambu. A xerostomia será induzida por atropina (1 mg/kg, i.p.), e o fluxo salivar será mensurado por método gravimétrico durante 14 dias. Para isso, algodões estéreis previamente pesados serão posicionados no assoalho bucal por 7 minutos e pesados novamente após a coleta; o volume salivar será determinado pela diferença de peso (g ≈ mL). Ao final do período experimental, as glândulas salivares maiores serão removidas, fixadas em formalina tamponada a 10%, processadas e incluídas em parafina. Cortes histológicos de 5 µm serão corados por hematoxilina-eosina para avaliação morfológica da arquitetura glandular. Os dados serão analisados por ANOVA, adotando-se nível de significância de 5% (p < 0,05). |