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Banca de DEFESA: JHON LENNON DE LIMA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JHON LENNON DE LIMA SILVA
DATA: 03/12/2021
HORA: 16:00
LOCAL: Museu da Vila
TÍTULO: CULTURA DAS ÁGUAS: memórias dos ofícios e saberes das populações ribeirinhas | Luzilândia | Piauí | Meio Norte do Brasil
PALAVRAS-CHAVES: Patrimônio Cultural; Memórias; Inventários Participativos; Cultura das Águas; Luzilândia, PI
PÁGINAS: 108
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Museologia
RESUMO:

Este trabalho tem natureza pesquisa-ação, imersa no campo das ciências sociais aplicadas, de uma museologia social com suas interfaces com o patrimônio cultural e educação patrimonial. Foram investigadas, documentadas e comunicadas memórias associadas aos ofícios e saberes de populações ribeirinhas do Município de Luzilândia, cidade da microrregião do Baixo Parnaíba Piauiense. A nossa pretensão foi construir um Inventário Participativo das memórias dos ofícios e saberes dessas populações que têm seu cotidiano atravessado pelo rio Parnaíba e outras várzeas fluviais. Construímos, portanto, um Inventário Participativo e um Plano de Salvaguarda com pescadores, lavadeiras, vazanteiros, comerciantes, vareiros, mulheres associadas ao “meretrício” e “líder comunitária”, que dia a dia vivem o rio e do rio. Neste estudo e intervenção procuramos compreender os sentidos e significados atribuídos por essas pessoas à paisagem fluvial, para, a partir das narrativas, registrar e perceber os modos de ser, viver e existir enquanto ribeirinhos. Para a construção do Inventário Participativo nos orientamos por referências e boas práticas de inventários participativos, realizados por docentes e discentes do Programa de Pós-graduação em Artes, Patrimônio e Museologia. Destacamos como referências: as Fichas do Manual de Aplicação do Inventário Nacional de Referências Culturais e a publicação Educação Patrimonial: Inventários Participativos, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Como métodos e técnicas usamos a autobiografia ambiental, por entendermos que a escrita das relações pessoa-ambiente, no registro da memória, é uma ferramenta útil na área das ciências sociais aplicadas; a história oral e a etnografia, essenciais no processo de observação direta, diálogos, captação de sons, imagens e vivências com os participantes. Buscamos com ações de interpretação e educação para o patrimônio cultural, mobilizar a comunidade local para conhecer, reconhecer, valorizar e oferecer visibilidade ao patrimônio fluvial, às pessoas e suas memórias. Partimos da compreensão de que os inventários participativos são ferramentas de mobilização social capazes de aproximar e integrar saberes institucionais e de comunidades; notamos que os relatos revelaram singularidades de ribeirinhos que possuem em seu labor práticas religiosas, convivências e saberes associados à rica e complexa paisagem fluvial; culturas que nos possibilitaram repensarmos a história da cidade, fortalecer as identidades e perceber que o patrimônio cultural está a serviço da comunidade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 423686 - AUREA DA PAZ PINHEIRO
Interno - 217.303.853-20 - RITA DE CÁSSIA MOURA CARVALHO - ULB
Externo ao Programa - 619.174.431-53 - ÁTILA BEZZERA TOLENTINO - UFPB
Notícia cadastrada em: 21/11/2021 18:47
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