Dissertações/Teses

2022
Descrição
  • FRANCISCA ARAÚJO DA SILVA
  • Educação ambiental e o livro de geografia: uma análise do livro didático do 6º ao 9º ano utilizado nas escolas da rede municipal de Coelho Neto/MA
  • Orientador : RAIMUNDO LENILDE DE ARAUJO
  • Data: 30/09/2022
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  • Ao considerarmos a urgência e importância da discussão da temática ambiental dentro do espaço escolar e a prática eficaz da Educação Ambiental nas escolas brasileiras, a presente pesquisa possui como tema central a Educação Ambiental e o livro didático de Geografia do 6º ao 9º utilizado nas escolas da rede municipal de ensino de Coelho Neto/MA. Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar os conteúdos presentes no livro didático de Geografia, a fim de identificar como o tema integrador Educação Ambiental está presente nos conteúdos e atividades. Para alcançá-lo, traçaram-se os seguintes objetivos específicos: a) realizar o resgate histórico do surgimento da Educação Ambiental no mundo e no Brasil; b) identificar as políticas governamentais educacionais voltadas para a EA; c) caracterizar as Diretrizes curriculares para o ensino no Brasil e d) extrair do livro didático os conteúdos que envolvam a EA contidos em seus conteúdos e atividades. No primeiro momento, por se tratar de uma pesquisa de abordagem qualitativa, a metodologia do trabalho foi sustentada na pesquisa bibliográfica e documental. Posteriormente, na segunda fase da pesquisa, foi realizada a análise dos conteúdos geográficos contemplados pelas Coleções: Expedições Geográficas da Editora Moderna e escolhidas no PNLD 2020-2023, para tal foi feito uso da técnica de análise de conteúdo de Bardin. De acordo com as análises realizadas, foi constatado que a temática investigada de fato pode ser encontrada em muitos conteúdos apresentados dentro do livro didático, ou em seus recursos didático-pedagógicos. Muito embora, em alguns conteúdos seja necessário a mediação e direcionamento do professor para que haja uma reflexão acerca da EA e a sua contextualização.


  • MÁRCIO LUIZ DUQUE CARVALHO DE SOUSA
  • ANÁLISE INTEGRADA DA PAISAGEM E ASPECTOS SOCIOAMBIENTAIS DO BAIXO CURSO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO GURGUÉIA, ESTADO DO PIAUÍ
  • Orientador : IRACILDE MARIA DE MOURA FE LIMA
  • Data: 29/09/2022
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  • Um dos atuais desafios da ciência geográfica consiste em buscar oferecer uma visão holística que integre diferentes elementos formadores da complexidade espacial própria das relações entre natureza e sociedade. Considera-se que uma análise sistêmica na Geografia pode representar de forma adequada a relação dos componentes naturais e antrópicos como formadores da paisagem e que a bacia hidrográfica é uma unidade de investigação fundamental para analisar este comportamento sistêmico das variáveis naturais e das intervenções antrópicas. O presente estudo foi amparado por concepções teórico-metodológicas e conceituais sistêmicas, assim também pela análise integrada da paisagem no âmbito da Geografia Física. Nesta pesquisa definiu-se como objetivo geral: Realizar uma análise geoambiental integrada do trecho de baixo curso da Bacia Hidrográfica do Rio Gurguéia, Piauí considerando seus aspectos socioambientais e a análise integrada da paisagem. A pesquisa apresenta ainda como objetivos específicos: a) Caracterizar o ambiente físico-natural da área através da identificação, estudo e inter-relação dos componentes Geoambientais da paisagem; b) Discutir a dinâmica referente aos aspectos do ambiente fluvial do trecho de baixo curso da bacia hidrográfica do rio Gurguéia; c) Apresentar os elementos pertinentes a dinâmica socioambiental de uso ocupação da área de baixo curso da BHRG. Os resultados apresentados correspondem à caracterização geoambiental da área, a partir da identificação, caracterização e inter-relação de sua base geológica, do relevo, do clima, dos solos e cobertura vegetal. Em que foram elaborados mapas para cada componente geoambiental, assim como de hipsometria, declividade, drenagem e dos usos da terra. Para efetivar a etapa de análise e inter-relação das variáveis geoambientais foi delineado um mapa de unidades de paisagem do baixo curso da BHRG, realizado a partir do processamento e análise de dados (SRTM). Desse modo considerou-se os parâmetros, morfométricos de altimetria, declividade e relevo sombreado. Vale destacar também ter sido utilizado o contexto geológico da área. Neste sentido, realizou-se o levantamento dos aspectos hidrográficos do baixo curso do rio Gurguéia e seu ambiente fluvial. Como resultados também se destacam a contextualização sobre a dinâmica socioambiental deste trecho de baixo curso da bacia hidrográfica e a discussão das suas classes de uso e ocupação da terra.

  • FÁTIMA MARIA LUSTOSA RODRIGUES
  • A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DOS PROFESSORES DE GEOGRAFIA SOBRE A INCLUSÃO ESCOLAR DE DEFICIENTES AUDITIVOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA EM BARRAS-PI
  • Orientador : ANDREA LOURDES MONTEIRO SCABELLO
  • Data: 31/08/2022
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  • O estudo sobre a Teoria das Representações Sociais (TRS) é baseado no conhecimento empírico que o ser humano tem da realidade que o cerca, sendo esse conhecimento o ponto de partida para a busca do conhecimento científico. É por essa busca, presente na cientificidade dos fatos do cotidiano, que este estudo de cunho empírico temcomo pressuposto ainvestigação do fenômeno na sua dimensão social buscando compreender a representação social da inclusão escolar dos deficientes auditivos na educação básica em Barras-PI por docentes de Geografia, no período de 2017 a 2021.Nesse sentido, considera-se a inclusão de pessoas com deficiência um tema bastante recorrente na sociedade contemporânea.Assim, esta investigação tem como objetivo geral analisar a representação social da inclusão escolar dos deficientes auditivos na educação básica por docentes de geografia. Diante desse contexto, buscou-se construir o referencial teórico baseado em autores basilares e contemporâneos que pudessem dar sustentação teórica ao fenômeno investigado.como recorte espacial somente as escolas do espaço urbano, devido à dificuldade de abranger o espaço rural por causa do período pandêmico da Covid-19 na qual o país se encontrava culminando com a modificação da pesquisa. Como recorte temporal optou-se por fazer a investigação com os professores que ministraram aula para estudantes com deficiência auditiva no período de 2017 a 2021.  A metodologia utilizada na pesquisaé de cunho qualitativa descritiva.Como técnica de coleta de dados foi realizado um questionário com 8 professores de geografia da educação básica com perguntas abertas e fechadasaplicado de forma remota através do google forms com o intuito de verificar o perfil e formação acadêmica desses docentes. Além do questionário, foi feito também entrevistas com perguntas semiestruturadas, realizada de forma on line pelo ambiente virtual do google meet de forma individual sendo todas gravadas para facilitar a compreensão das respostas.E, para análise dos dados utilizou-se da análise categorial de conteúdo de Bardin (1977)onde dividiu-se em categorias as respostas dos participantes da pesquisa, com o objetivo de facilitar a compreensão da representação social da inclusão escolar de deficientes auditivos. Como resultados constatou-se que os docentes de geografia veem o processo de inclusão escolar como algo viável e possível, mas o que se percebeu durante a investigação é que a maioria não se sente confortável com essa inclusão, muitos alegaram a falta de uma formação específica para trabalhar com esses alunos, então, percebe-se que a representação que esses docentes tem a respeito dessa inclusão ainda está sustentada em paradigmas antigos que ainda se encontram enraizados na sociedade contemporânea. Assim, diante dos achados na investigação,acredita-se que o estudo contribuiu para desvelar as representações da inclusão escolar de deficientes auditivos por docentes de geografia.

  • MARCELO ALVES DOS REIS
  • Representação Social de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação partilhada por Professores de Geografia: um estudo em Campo Maior-PI
  • Orientador : JOSELIA SARAIVA E SILVA
  • Data: 31/08/2022
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  • Nesta pesquisa pretendemos discutir como os professores de Geografia da educação básica conferem sentido a sua prática docente mediada por Tecnologias Digitais. Utilizamos como referência a Teoria das Representações Sociais desenvolvida por Moscovici (1978) segundo o qual as representações sociais são resultantes de um conjunto de crenças, ideias, explicações elaboradas por um determinado grupo social. A função das Representações Sociais é tornar algo desconhecido em algo familiar. Assim, buscamos investigar como os professores de Geografia que atuam na Educação Básica dão significado às novas práticas construídas com o uso dessas ferramentas digitais. Estabelecemos como objetivo geral da pesquisa analisar a representação social das TDICS articuladas por professores de geografia da cidade de Campo Maior-PI. Como objetivos específicos: verificar que tipo de formação os professores tiveram para utilização das tecnologias digitais no ensino de geografia; conhecer quais TDICs são utilizadas pelos professores de geografia; identificar o conteúdo da representação social de TDICS articuladas por professores de geografia; averiguar a existência de distinções entre a representação social das TDICS dos professores de geografia da cidade de Campo Maior-PI por vínculo empregatício. Para concretização dos objetivos, fizemos uso das técnicas de Análise de Conteúdo de Bardin (1977). Com isso, a pesquisa realizada teve abordagem quali-quantitativa visando uma interpretação dos fatos relacionados ao fenômeno em análise. Desse modo, busca-se responder os seguintes questionamentos: como os professores constroem esse conhecimento, tendo em vista que em seu processo de construção profissional e social, essas ferramentas digitais não existiam? Como as Tecnologias digitais estão inseridas no ensino de geografia? Qual a representação social de tecnologias digitais é compartilhada por professores de geografia da cidade de Campo Maior – PI? Como estão sendo apropriadas as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) pelos professores de Geografia da cidade de Campo Maior – PI? Para a coleta de dados utilizamos como instrumentos um questionário de pesquisa e uma entrevista semiestruturada. Como resultados, pudemos constatar a existência de uma representação social de TDICs ainda em construção, mas que foi acelerada pelo momento pandêmico pelo qual o mundo está passando. Entretanto, é possível perceber uma associação dessas tecnologias a questões de aceleração de aprendizagem e aos direitos de cidadania dos estudantes.

  • GUILHERME DORNELES DE SOUZA
  • ESTADO DA ARTE NAS PRODUÇÕES DE PERIÓDICOS SOBRE ENSINO DE GEOGRAFIA PARA ALUNOS SURDOS
  • Orientador : ANDREA LOURDES MONTEIRO SCABELLO
  • Data: 30/08/2022
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  • A educação inclusiva no Brasil tem sido bastante discutida desde a década de 1990. Ao longo do tempo houve diversas conquistas com a aprovação de leis e decretos visando um ensino no qual a convivência entre as pessoas, ocorresse de maneira respeitosa, independentemente de suas características individuais com vistas a gerar resultados mais satisfatórios em relação à inclusão das pessoas com deficiência (PcD). Partindo desse pressuposto e levando em consideração as experiências com a inclusão escolar, esta dissertação tem o objetivo de realizar um inventário conhecido como Estado da Arte através da análise de artigos científicos sobre o ensino de geografia para estudantes surdos, disponibilizados em sítios eletrônicos, publicados em revistas on line, incluídas nos estratos A1 a B5, conforme Sistema Qualis Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Tendo como objetivo geral analisar as contribuições e as abrangências sobre o ensino de geografia para pessoas surdas nas produções dos periódicos eletrônicos. E, como objetivos específicos: a) identificar a quantidade das produções disponibilizadas on line; b) mapear em quais instituições de ensino estão sendo produzidas as pesquisas; c) identificar as temáticas pesquisadas e as metodologias explicitadas; d) analisar os resultados das pesquisas realizadas pelas instituições a fim de identificar os avanços no ensino de geografia para pessoas surdas. O trabalho foi realizado em quatro etapas: inicialmente a pesquisa bibliográfica para subsidiar o embasamento teórico, no que diz respeito aos seguintes temas: Estado da Arte (FERREIRA, 2002), Estado do Conhecimento (SILVA; SOUZA; VASCONCELLOS, 2021), Cultura Surda (SANTOS, 2006), LIBRAS (QUADROS, 2004), Educação Inclusiva (CARVALHO, 2005), análise de conteúdo, entre outros. No segundo momento, realizou-se o levantamento dos artigos acadêmicos nos periódicos eletrônicos e, em seguida, a análise dos dados obtidos e a elaboração do trabalho escrito A pesquisa é de natureza quanti-qualitativa buscando a coleta e a construção de um banco de dados a fim de sistematizar as informações.Os dados foram submetidos a análise estatística e interpretativa dos dados. Foram
    localizadas trinta e dois artigos, em vinte e quatro revistas eletrônicas diferentes, envolvendo quarenta e oito autores, que produziram pesquisas com diferentes objetivos, metodologias e resultados. A produção a respeito do tema começa a aparecer a partir da Política Nacional da Educação Inclusiva publicada em 2008, havendo um aumento no ano de 2014 coincidindo com a publicação do Plano Nacional de Educação.

  • WANDEMARA DE OLIVEIRA COSTA
  • DINÂMICA ESPAÇO-TEMPORAL DE INCÊNDIOS FLORESTAIS EM TERRAS INDÍGENAS NO MARANHÃO
  • Orientador : GIOVANA MIRA DE ESPINDOLA
  • Data: 30/08/2022
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  • O Cerrado brasileiro tem sido classificado como um ecossistema de características ecológicas bem marcantes, sendo uma delas a sua dependência do fogo, que apresenta importância tanto nos diversificados efeitos ecológicos que exerce, quanto como ferramenta de manejo de áreas com fins conservacionistas. No Cerrado, a ocorrência periódica de incêndios florestais em Terras Indígenas (TIs) tem causado sensíveis prejuízos socioambientais às comunidades locais, apesar de suas fitofisionomias vegetais apresentarem diferentes níveis de adaptação a este fenômeno. Entretanto alterações no regime de fogo provocadas, principalmente, pelas ações antrópicas tem causado danos ao ecossistema. Neste bioma, o conhecimento indígena tradicional sobre o uso do fogo é de fundamental importância para se entender as relações entre os regimes de queima natural e as práticas de queima antrópica adotadas, bem como seus impactos na conservação da diversidade biológica e na manutenção dos serviços ecossistêmicos locais. A área de estudo compreende 10 (dez) TIs localizadas na porção central do estado do Maranhão caracterizadas pelo bioma Cerrado, são estas: Bacurizinho, Porquinhos, Porquinhos dos Canela Apanyekrá, Cana Brava, Kanela, Kanela/Memortumré, Lagoa Comprida, Urucu-Juruá, Rodeador e Morro Branco. Assim, a presente dissertação objetiva avaliar as consequências dos incêndios florestais no bioma Cerrado em Terras Indígenas no Maranhão. Para tanto, definiu-se os seguintes objetivos específicos: a) analisar as cicatrizes de área queimada, no período de 2001-2020, com  dados do MapBiomas, relacionando-as com as classes de uso e cobertura da terra; b) discutir os padrões de recorrência espacial nas TIs baseado nas variáveis geoambientais e frequência de fogo. O procedimento metodológico para geração dos mapas de cicatrizes de área queimada e de frequência de fogo envolveu o método do MapBiomas Fogo que desenvolveu o mapeamento de cicatrizes de fogo no Brasil baseado em mosaicos de imagens dos satélites Landsat com 30 metros de resolução espacial disponíveis no catálogo do Google Earth Engine (GEE), os dados foram manipulados no software QGIs 3.20, com as Estatísticas Zonais pode-se realizar a contagem da área queimada para cada classe de uso e cobertura da terra do mesmo ano correspondente. Assim como, foi possível identificar as fisionomias que tiveram mais recorrência de fogo. Dentre os resultados destaca-se que durante o período de 2000 a 2020 foram detectadas 29.375,42 km² de áreas queimadas nas TIs. Ao verificar o percentual das cicatrizes de fogo nas fisionomias, dentro de duas décadas o padrão se manteve, crescimento e redução da área queimada entre um ou dois anos, as formações savânicas e campestres foram as fisionomias que mais queimaram. O ano de 2012 teve a maior porcentagem de área queimada da formação savânica 35,5% e no ano de 2015 a formação campestre teve o maior percentual com 33,4%. A única exceção foi no ano de 2017, a vegetação florestal queimou mais do que as outras duas fisionomias com 28,2%, ao todo foi mais de 80% de vegetação nativa queimada neste ano. As regiões sul e sudeste do território indígena concentraram-se as áreas com maiores frequências de fogo, foram 8.183 km², ou seja, 67,5% da área total queimaram ao menos uma vez. Portanto, os resultados podem contribuir com o melhor entendimento das dinâmicas de fogo na região, sua distribuição espacial e temporal, tornando possível uma análise geográfica que podem contribuir para conservação e o melhor uso dos recursos naturais em Terras Indígenas do Cerrado.

  • ANA CAROLINE DA SILVA
  • O ESTUDO DAS ATITUDES NA EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA NO ENSINO FUNDAMENTAL
  • Orientador : ARMSTRONG MIRANDA EVANGELISTA
  • Data: 29/08/2022
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  • A pesquisa ora intitulada “O Estudo das Atitudes na Educação Geográfica no Ensino Fundamental” realizou-se na cidade de Teresina-PI, em uma escola privada da zona sudeste da capital. Visa estudar as atitudes no âmbito da geografia escolar no intuito de formar melhor os alunos para a vida cidadã. Tem como objetivo geral compreender como as atitudes podem ser trabalhadas no âmbito do componente curricular geográfico, permeando os objetos do conhecimento dessa área. Os objetivos específicos são: (a) conhecer as possibilidades de abordagem do construto atitude na educação geográfica; (b) desenvolver atividades direcionadas às atitudes através de metodologias ativas; (c) discutir o significado das atividades realizadas com conteúdos atitudinais para os partícipes da pesquisa. Para tanto, buscou-se um aporte teórico baseado em autores que discutissem o construto atitude como Cavazza (2008), Braghirolli (2002) e Moura (2008), que o compreendem nas dimensões cognitiva, afetiva e comportamental. A pesquisa seguiu um modelo qualitativo, procurando articular a metodologia da pesquisa-ação, como um método que procura relacionar teoria e prática para resolução de problemas e modificação da realidade estudada a partir de atividades planejadas pelos colaboradores do trabalho. Para isso, considerou-se as visões de Franco (2018), Thiollent (1998), Barbier (2007) e Mallmann (2015). Seguiu-se, ainda, princípios da pesquisa narrativa, na perspectiva de Menezes (2021), Oliveira (2017), Reisdoefer (2020) e Barbisan (2018), entendida como um modelo que constrói novos conhecimentos a partir de experiências dos sujeitos que são protagonistas nessa abordagem. No que tange à abordagem do processo de ensino-aprendizagem, tomou-se como referência as metodologias ativas, compreendendo-as como estratégias que demandam uma postura mais ativa do aluno na obtenção do conhecimento, sendo utilizados a sala de aula invertida, o método peer instruction e a metodologia de projetos, conforme as propostas de Pozo (2008), Coll (2004), Callai (2017), Cavalcanti (2012) Sarabia (2000), Zabala (1998), Bacich (2018). Os resultados apontam que as metodologias ativas são estratégias importantes no incentivo e trabalho com atitudes em sala de aula, aumentando a motivação dos alunos, o envolvimento com as atividades propostas e intercâmbios de conhecimento, possibilitando, consequentemente, maior facilidade no aprendizado de alguns conceitos espaciais abordados.

  • JOÃO RAFAEL RÊGO DOS SANTOS
  • As histórias em quadrinhos como recurso didático para educação ambiental no ensino de Geografia nos anos finais do ensino fundamental
  • Orientador : RAIMUNDO LENILDE DE ARAUJO
  • Data: 29/08/2022
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  • No ensino de Geografia, a temática ambiental ainda necessita ser desenvolvida de forma mais aprofundada. A Educação Ambiental, enquanto tema transversal, surgiu, não apenas como uma forma de ensinar, mas como o conjunto de valores, ações e conhecimentos postos em prática com o intuito de sensibilizar e provocar um alerta. Nesta prerrogativa de valores e práticas que a Educação Ambiental (EA) propõe e por meio do ensino de Geografia nos anos finais do ensino fundamental, as Histórias em Quadrinhos (HQs) surgem como um recurso didático não-convencional de forma potencializadora e oportunizadora. Ao pensar nas possibilidades que os quadrinhos podem oferecer para a Educação Ambiental e para o incentivo às práticas de ensino na Geografia, tem-se como problemas: Como as Histórias em Quadrinhos podem auxiliar a Educação Ambiental no processo de ensino e aprendizagem de Geografia? De que forma pode-se ter uma aproximação entre Educação Ambiental no contexto das aulas de Geografia com as Histórias em Quadrinhos (HQs)? Nesse contexto, tem-se como objetivo geral analisar o uso das Histórias em Quadrinhos enquanto recurso didático na construção de uma Educação Ambiental no ensino de Geografia.  Como objetivos específicos: Discutir o uso de recursos didáticos para o ensino de Geografia; Construir uma História em Quadrinhos voltada para a Educação Ambiental no Ensino de Geografia; Identificar Histórias em Quadrinhos com a possibilidade de utilização para Educação Ambiental no ensino de Geografia; Debater as possibilidades e dificuldades no uso de Histórias em Quadrinhos na Geografia para a Educação Ambiental. A pesquisa se caracterizou por uma abordagem qualitativa e direcionada para uma análise teórica, a partir dos três conceitos chave do estudo: Ensino de Geografia, Educação Ambiental e Histórias em Quadrinhos. Além do uso de documentos de orientação curricular, leis e estudos sobre EA e ensino de Geografia, foi empregado o estudo de autores sobre as características e construção de quadrinhos. Como resultados, apresentam-se as etapas de construção do quadrinho “Geomundo”, assim como sugestões de quadrinhos geradores de discussões para EA no ensino de Geografia. As histórias em quadrinhos são um recurso com linguagem única, uma composição entre texto, imagem e narrativa, além de serem situacionais. A linguagem dos quadrinhos, sua ludicidade intrínseca, facilidade de aquisição e leitura, pode oportunizar a construção de valores e práticas voltadas ao meio ambiente aliado ao próprio ensino de Geografia.

  • ANA CAROLINE CHAVES
  • GEOPATRIMÔNIO DOS MUNICÍPIOS DE BOQUEIRÃO DO PIAUÍ, CAMPO MAIOR, JATOBÁ DO PIAUÍ E NOSSA SENHORA NAZARÉ, PI / BRASIL
  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 22/08/2022
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  • Atualmente a temática da geodiversidade vem exponencialmente assumindo relevantes contribuições na Ciência, ampliando este campo do conhecimento com riqueza de informações acerca dos diversos elementos da geodiversidade encontrados no planeta terra. A geodiversidade e seus temas associados estão em constante evolução e em contínuo destaque no cenário científico internacional e nacional. O Brasil, um país de dimensões continentais e grande riqueza abiótica ainda dispõem de poucos levantamentos acerca de sua geodiversidade, notadamente para a região Nordeste, neste sentido, essa pesquisa se propôs a realizar um levantamento da geodiversidade e do geopatrimônio dos municípios Boqueirão do Piauí, Campo Maior, Jatobá do Piauí e Nossa Senhora de Nazaré, localizados no Território dos Carnaubais, na mesorregião noroeste piauiense, microrregião de Campo Maior- PI. Como objetivos específicos destacam-se: i) Inventariar e quantificar o geopatrimônio da área de estudo; ii) Elaborar um roteiro geoturístico considerando o geopatrimônio inventariado e quantificado; iii) Propor roteiros geoeducativos e oficinas educativa para fins de divulgação da temática e do geopatrimônio dos municípios estudados e iv) desenvolver/realizar oficinas didático-pedagógicas em escola pública da área de estudo. A escolha da área de estudo justifica-se pela busca da difusão e valorização da temática da Geodiversidade, além do estudo oferecer uma expressiva contribuição acerca do potencial da geodiversidade da área inventariada, bem como ser potencializador de atividades geoturísticas e geoeducativas. A metodologia empregada para a inventariação do geopatrimônio fundamentou-se em Araújo (2021); para a quantificação do geopatrimônio foi empregada à metodologia de Pereira (2006); a proposta de elaboração de roteiro geoturístico se apoia em Silva (2017), Silva (2020), Lopes (2020) e Ferreira (2021); o roteiro geoeducativo foi adaptado de Maciel (2020), as oficinas geodidáticas que visam disseminar conhecimentos acerca da geodiversidade e do geopatrimônio da área de estudo,  fundamentaram-se na proposta metodológica de Moreira (2014) e Silva e Moura-Fé (2020). Foram inventariados 18 locais de relevante  interesse (LRI)  na área de estudo, tendo sido os mesmos após a quantificação enquadrados conforme parâmetro estabelecido em geomorfossítios aqueles que apresentaram  alto valor considerando o parâmetro geomorfológico, em um total de 11  e sítios de geodiversidade aqueles com relevância baseado em outros valores (turísticos, cultural, econômico, etc.), e com baixo valor geomorfológico, em um total de  07 sítios de geodiversidade inventariados. Porterior a inventariação foram selecionados 10 locais (geomorfossítios e sítios da geodiversidade) para divulgação, considerando o percurso entre os mesmos, a acessibilidade, a disponibilidade de serviços de apoio próximos aos geomorfossítios e aos sítios da geodiversidade. Na proposta constam os seguinte locais: 1- Geomorfossítio Mirante do Cruzeiro, 2-Geomorfossítio Mirante dos Morros, 3-Geomorfossítio Cachoeiras Morro de Santo Antônio, 4-Geomorfossítio Açude Corredores, 5-Geomorfossítio Cachoeira Cevada I, 6-Geomorfossítio Cachoeira Cevada II no município de Campo Maior, seguidas pelo 7-Geomorfossítio Cachoeira da Bica e 8-Geomorfossítio Cachoeira Furnas no município de Jatobá do Piauí, na sequência 9-Geomorfossítio Piscinas Naturais em Boqueirão do Piauí e finalizado pelo 10- Geomorfossítio Cânions do Funil no município de Nossa Senhora de Nazaré. Buscando difundir e instituir a promoção dos geomorfossítios e dos sítios da geodiversidade foram propostos roteiros geoeducativos integrados entre os muncipios e ainda  a realização de 3 oficinas de difusão da temática geodiversidade (conteúdos de geomorfologia, pedologia e hidrologia) associadas aos geomorfossítios e sítios da geodiversidade inventariados com alunos do 6º ano, do ensino fundamental da educação básica embasada na BNCC de Geografia. Considerando a relevância dos dados obtidos e a exitosa experiência no que se refere a aplicabilidade das oficinas recomenda-se a ampliação de pesquisas semelhantes a esta para os demais municípios piauiense, posto a rica geodiversidade e geopatrimônio do Estado.

  • MARLA TARSILA FURTADO ROCHA
  • A PERCEPÇÃO DA CIDADE ATRAVÉS DAS TRANSFORMAÇÕES SOCIOESPACIAIS NO MUNICÍPIO DE PARNAÍBA - PI
  • Orientador : EDVANIA GOMES DE ASSIS SILVA
  • Data: 22/08/2022
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  • O movimento de urbanização é um processo interacionista que tem como principal agente transformador o crescimento da população nas cidades através dos seus Agentes urbanos. Para que se consiga compreender as caraterísticas atuais da cidade e suas tendências espaciais é necessário entender como se deu esse processo de urbanização, como ele foi planejado ou projetado, a sua instalação e todas as mudanças que ocorreram com os personagens que compõem esse sistema, para que se consiga identificar os pontos positivos e negativos desse processo e auxiliar no bom planejamento para programas e projetos futuros em que se possa realizar intervenções urbanas coerentes e eficazes como o Plano Diretor. O presente estudo foi direcionado para a cidade de Parnaíba que contempla a Zona Costeira Piauiense, que na sua formação, teve influência da urbanização de Portugal, o que direcionou seu crescimento urbano com bases na formação de colônias. Assim, definiu-se, enquanto objetivo geral debater a percepção da cidade de Parnaíba - PI através das transformações socioespaciais. Quanto aos objetivos específicos se caracterizam por: a) Identificar os aspectos que influenciaram no crescimento urbano no Município e os agentes envolvidos; b) ressaltar a importância do Estado no processo de formação urbana da cidade e sua influência na consolidação deles; c) mostrar a morfologia urbana da cidade de Parnaíba através do crescimento urbano; d) reconstruir cronologicamente a evolução desse processo de crescimento urbano através da influência do Estado com as determinações do Plano Diretor. A metodologia é baseada em um trabalho qualitativo, relacionando referências para a compreensão da produção na área estudada, buscando pautar as variantes da pesquisa. Quanto aos procedimentos metodológicos: utilizou-se das fontes primárias que se referem à pesquisa iconográfica, cartográfica e levantamentos acerca do assunto abordado; as fontes secundárias se concretizaram através da revisão bibliográfica constituída de livros de autores renomados encontrados na biblioteca da Universidade Federal do Piauí, reunião de informações obtidas em documentos, artigos, dissertações e teses, além de dados que formam acervos públicos na Secretaria de Infraestrutura, Habitação e Regulação Fundiária do Município de Parnaíba. Assim, procurou-se compreender os processos pelos quais a morfologia da cidade tem passado através da influência dos Agentes Urbanos detectados nos períodos de maior evolução da área urbana ocupada. Verificou-se que houve um crescimento significativo na mancha urbana da cidade de Parnaíba no intervalo dos anos de 2000 a 2005, com uma estabilidade moderada nos anos posteriores até atingir o ano limiar do estudo que é 2020, sendo notório que as demandas de expansão foram determinadas por fatores econômicos em que se destacam o turismo e os serviços, reforçados pela expansão imobiliária nas regiões nordeste e sudeste da cidade e padronizados ao determinado pelo Plano Diretor Municipal.

  • FERNANDO ANTONIO CARNEIRO DE CARVALHO
  • QUALIDADE DA ÁGUA E MAPEAMENTO PARTICIPATIVO DA PESCA DESENVOLVIDA NO BAIXO CURSO DO RIO POTI NO MUNICÍPIO DE TERESINA – PI
  • Orientador : GUSTAVO SOUZA VALLADARES
  • Data: 22/08/2022
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  • A pesca artesanal possui um papel importante para as comunidades ribeirinhas em várias regiões do Brasil, destacando-se como atividade econômica importante, proporcionando alimentos e gerando renda para essas comunidades. Buscando conhecer o perfil econômico dos pescadores, de que forma reivindicam seu espaço, como desenvolvem sua atividade, qual sua percepção na conservação e proteção do rio Poti, e qual a relação entre sua atividade e a degradação da qualidade de água do rio. Tais questões motivaram a realização desta pesquisa. Os rios inseridos na paisagem urbanas sofrem a influência direta da ação antrópica, principalmente pelo lançamento de resíduos sem o devido tratamento. A cidade de Teresina está situada entre os rios federais, Parnaíba e Poti, e seu crescimento acelerado, de forma desordenada, com baixos índices de cobertura em saneamento básico, contribui de forma significativa para a degradação da qualidade de água dos rios. O rio Poti faz parte da bacia hidrográfica do rio Parnaíba, classificada pela Agência Nacional das Águas (ANA) como uma das doze regiões hidrográficas brasileiras. Neste contexto foi realizado o monitoramento dos parâmetros de qualidade de água do rio Poti entre novembro de 2020 a julho de 2021 em sete pontos distribuídos ao longo de 47 km desde a Ponte do Rodoanel até seu encontro com o rio Parnaíba. Os dados foram interpretados frente ao Índice de Qualidade da Água (IQA), nos limites estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 357/2005 e a Portaria de Consolidação nº 5/2017. Os resultados das análises foram avaliados levando em consideração os aspectos de influência da precipitação. Para se avaliar a atividade de pesca foi utilizado a cartografia participativa através da metodologia do mapeamento participativo, por meio de mapas base, a participação da comunidade de pescadores através de oficinas de mapeamento participativo e aplicação de questionários semiestruturados. Os resultados obtidos quanto ao Índice de Qualidade de Água (IQA) classificou como Boa a água do rio Poti na maior parte do trecho estudado, mas fica evidente a degradação da qualidade das águas do rio a medida que percorre áreas mais densamente povoadas, degradação resultante principalmente ao despejo de esgotamento sanitários in natura ou parcialmente tratados onde a precária cobertura em saneamento é evidenciada tendo como resultado o grande aumento da concentração de coliformes termotolerantes, principalmente nos pontos P-4 e P-5, que se localizam em regiões densamente povoadas. A atividade de pesca no rio Poti é realizada por pescadores artesanais por meio, principalmente, de redes de espera, tarrafas e anzóis, sendo destinados a subsistência e ao comércio local. Sendo a pesca a principal renda do pescador, 97% possuem renda de até um salário mínimo, possui baixa escolaridade, depende do seguro defeso para complementar renda e na sua grande maioria tem mais de dez anos de atividade de pesca. A construção do mapa participativo da pesca mostrou que o pescador pode contribuir de forma significativa para melhoria da sua atividade, respeitando o meio ambiente, se capacitando para o melhor desenvolvimento da pesca e sendo agente ativo de mudança.

  • RAFAEL JOSE MARQUES
  • GEOMORFOLOGIA ANTROPOGÊNICA EM TIMON, MARANHÃO: APROPRIAÇÃO DO RELEVO E MODIFICAÇOES MORFOHIDROGRÁFICAS URBANAS
  • Orientador : IRACILDE MARIA DE MOURA FE LIMA
  • Data: 21/07/2022
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  • A atuação do ser humano nas transformações recentes das paisagens vem se tornando, cada vez mais, um tema de estudo, sobretudo para identificar os níveis de intervenção antrópica na dinâmica natural nesta última época do tempo geológico, vivida pela humanidade. Pode-se identificar, também, que a partir do processo de urbanização acelerado das últimas décadas, as cidades vêm ampliando a carência de infraestrutura adequada, particularmente pela ausência de planejamento e gestão ambiental. Com relação à apropriação do relevo, a partir do uso e ocupação da terra, as interferências na drenagem e no relevo, principalmente, vêm implicando em níveis de perturbações cada vez mais intensos nas paisagens urbanas. Desta forma, buscando analisar o relevo na cidade de Timon, Estado do Maranhão, na perspectiva do antropoceno e do tecnógeno, este trabalho tem como objetivo geral: Analisar as modificações do relevo e as alterações ambientais em três sub-bacias hidrográficas urbanas, por meio da abordagem da geomorfologia antropogênica. Como objetivos específicos encontram-se: Identificar a morfologia atual das bacias dos riachos Pedras, Açude e Bacuri, na cidade de Timon; avaliar o processo de expansão da cidade e suas consequências para as formas de relevo no período de 1990 a 2020; elaborar um esboço de carta geomorfológica antropogênica das bacias hidrográficas dos riachos estudados. Os procedimentos metodológicos tiveram início com o levantamento bibliográfico, seguindo-se a análise de imagens de satélite e cartas topográficas, paralelamente à realização de trabalhos de observação em campo. O mapeamento geomorfológico teve por base a taxonomia do relevo proposta por Ross (1992), buscando representar as formas de relevo e sua relação com os tipos de ocupação e uso da terra atuais. Como resultados foram identificadas formas e feições antropogênicas, e os níveis das respectivas perturbações do relevo, com catalogação das formas identificadas, gerando um esboço de carta geomorfológica antropogênica das bacias hidrográficas dos riachos Pedra, Açude e Bacuri, na área da cidade de Timon, Maranhão.

  • FRANCISCO DAS CHAGAS GOMES
  • AMBIENTE FLUVIAL E OCORRÊNCIA DE FÓSSEIS VEGETAIS NO MUNICÍPIO DE ALTOS (PIAUÍ): BUSCA DE VALORIZAÇÃO E CONSERVAÇÃO DESSE PATRIMÔNIO NATURAL E AMBIENTAL
  • Orientador : IRACILDE MARIA DE MOURA FE LIMA
  • Data: 04/07/2022
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  • No município de Altos, Estado do Piauí, Brasil, ocorre um significativo afloramento de troncos petrificados que remontam ao final da estruturação da primeira unidade geológica da Bacia Sedimentar do Parnaíba, na formação Pedra de Fogo, datada do período geológico Permiano da era Paleozóica. Esses fósseis vegetais afloram na área do alto curso do rio Tingui, afluente da margem direita do rio Poti, correspondendo a troncos fósseis gimnospérmicos de grande porte, alguns medindo até 1,80 m de diâmetro, alguns autóctones, isto é, na posição de vida, e outros parautóctones, movidos ou modificados pela ação da natureza. Muitos destes troncos apresentam elevado nível de sílica e a permanência residual de carbono amorfo, evidenciando nos mesmos um processo de permineralização por sílica, medindo centímetros concêntricos, o que os tornam bastante diferentes daqueles encontrados na Floresta Fóssil que aflora no leito do rio Poti, em Teresina, Capital do Estado do Piauí. No entanto, mesmo tendo sido identificados por pesquisadores no início do século XX, a população deste município ainda não percebeu sua importância como um patrimônio natural e seu potencial como elemento de geração de renda, por meio da atividade turística. Este trabalho tem por objetivo geral estudar a floresta fóssil do município de Altos Piauí e sua relação com a dinâmica da paisagem fluvial local. Como objetivos específicos definiu-se: caracterizar o ambiente natural onde afloram os fósseis vegetais; identificar as formas de uso e ocupação das terras do alto curso do riacho Tingui na área de ocorrência dos fósseis; propor um roteiro geoturístico e ações educativas para a população local. Para tanto, foram realizados os seguintes procedimentos metodológicos: levantamento do referencial teórico sobre a área de estudo; realização de trabalhos de campo e registro fotográfico; mapeamento dos elementos geoambientais e dos locais de afloramento de fósseis utilizando técnicas de geoprocessamento, bem como entrevistas não-estruturadas a moradores e presidentes de associações de moradores dos povoados do entorno da área de ocorrência dos fósseis.  Como resultados encontrados destaca-se a organização de mapas temáticos da bacia hidrográfica do Riacho Tingui e sua caracterização geoambiental; localização geográfica, registro fotográfico e caracterização dos fósseis vegetais; uma Proposta de criação de roteiro geoturístico e unidade de conservação e Ações educativas para a comunidade local, como forma de contribuir para que a população local conheça, valorize e colabore para a proteção desse importante patrimônio natural e ambiental.

     

  • ADENILSON RODRIGUES DE SOUSA
  • CLIMA E SAÚDE NA CIDADE DE TERESINA (PI): UMA ANÁLISE DOS ELEMENTOS DO CLIMA E SUAS RELAÇÕES COM AS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS.
  • Orientador : CARLOS SAIT PEREIRA DE ANDRADE
  • Data: 29/04/2022
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    Existe uma preocupação, desde os tempos remotos, em tentar compreender os impactos dos elementos do clima na epidemiologia das doenças. Os fatores ambientais atuam sobre a dinâmica da ocorrência de várias morbidades, em especial das doenças respiratórias, aumentando as taxas de morbidade e intensificação no número de casos. Dentre os fatores ambientais destacam-se os elementos do clima, tais como temperatura do ar, umidade relativa do ar e precipitação pluviométrica. Nessa pesquisa, objetivou-se analisar a correlação existente entre esses elementos climáticos com os casos de internações das patologias do aparelho respiratório, asma e bronquite, nos períodos chuvoso e seco em Teresina dos anos de 2010 a 2019. Em relação aos objetivos específicos,  foi proposto estudar a relação do ambiente com a saúde humana com ênfase nas variáveis climáticas e as patologias do aparelho respiratório; levantar os casos com registros de internações das doenças respiratórias, asma e bronquite, em Teresina de 2010-2019; relacionar os casos de internações das patologias respiratórias, asma e bronquite, com as variáveis climáticas,  ocorridas durante as alterações dos tipos de tempo teresinense no período de 2010-2019; identificar em quais faixas etárias há maior número de casos de internações por asma e bronquite nos anos de 2010 a 2019; e finalmente, associar as variáveis climáticas aos casos de internações por asma e bronquite durante a série histórica de 2010-2019. Quanto aos fundamentos da pesquisa em tela foi considerado relevante o pensamento de  PITTON e DOMINGOS (2004); AYOADE (2007); MENDONÇA e DANNI-OLIVEIRA (2007); SOUZA e SANT’ANNA (2008); NATALINO (2011); COSTA (2013); AMORIM (2014); FANTE e ARMOND (2016); CONCEIÇÃO (2017); XAVIER (2019), dentre outros que foram também importantes para fundamentação das ideias dessa  pesquisa.Sobre a  metodologia, a pesquisa foi desenvolvida de acordo com as etapas a seguir: 1 - caracterização da área de estudo; 2 -levantamento dos dados  sobre as doenças respiratórias na cidade de Teresina através do DATASUS e os dados climaticos através INMET; 3 – aplicação do método de Pearson e uso do Qgis e Excel para tratar os dados da pesquisa.  Os resultados obtidos com a aplicação do método supracitado possibilitou concluir que as variáveis climáticas podem estar associadas em grande parte com os casos investigados das doenças respiratórias na cidade de Teresina.   Nas análises gráficas, avaliou-se que as variáveis climáticas podem estar associadas aos casos de internações das patologias do aparelho respiratório, pode-se observar que em sua grande maioria os picos de internações das patologias encontram-se nos meses que correspondem ao do período chuvoso (verão e outono) da área de estudo. Contudo, observa-se que diante desse estudo, onde se propôs a analisar e discutir geografia, clima e saúde, mostrou-se que há existência de correlação entre as variáveis climáticas os casos de internações por asma e bronquite principalmente no período chuvos

     

  • GUILHERME DE SOUSA SILVA
  • PEDODIVERSIDADE E FRAGILIDADE DOS SOLOS EM GEOMORFOSSÍTIOS DOS MUNICÍPIOS DE CASTELO DO PIAUÍ, JUAZEIRO DO PIAUÍ E BURITI DOS MONTES, PIAUÍ
  • Orientador : GUSTAVO SOUZA VALLADARES
  • Data: 11/04/2022
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  • A pedodiversidade é considerada um subramo da geodiversidade sendo definida como a variação dos atributos ou das classes de solos dentro de uma determinada área geográfica. Já a fragilidade dos solos está incluída na fragilidade ambiental e solos frágeis são aqueles mais vulneráveis à degradação. No Piauí, os municípios de Castelo do Piauí, Juazeiro do Piauí e Buriti dos Montes se apresentam como uma área com estudos somente a nível exploratório. A problemática norteadora da pesquisa recai sobre as seguintes perguntas: qual a pedodiversidade dos geomorfossítios de interesse geoturístico nos municípios de Castelo do Piauí, Juazeiro do Piauí e Buriti dos Montes, Piauí, e qual o grau de fragilidade dos solos da área de estudo? Frente a esse contexto o presente trabalho propõe como objetivo geral analisar a pedodiversidade e a fragilidade dos solos em geomorfossítios de interesse geoturístico dos municípios de Castelo do Piauí, Juazeiro do Piauí e Buriti dos Montes, Piauí.  Temos como objetivos específicos: Caracterizar os atributos dos solos nos geomorfossítios pesquisados; avaliar a pedodiversidade dos solos nos geomorfossítios; mensurar a fragilidade e erodibilidade dos solos dos geomorfossítios; e verificar a capacidade de uso das terras nos geomorfossítios. A presente pesquisa partiu, assim, da hipótese de que os geomorfossítios presentes na área de estudo, apresentam baixo índice de pedodiversidade, tendo em vista a pouca variação nas classes de solos e que possuem uma alta fragilidade e erodibilidade devido às condições geográficas da área de estudo. A pesquisa foi estruturada em quatro grupos de atividades, sendo: 1) Pesquisa documental e levantamento de bibliografias que serviram de base teórica para o desenvolvimento do trabalho; 2) Trabalho de Campo na área de estudo, bem como para o conhecimento do local e coleta das amostras de solos; 3) Análise, em laboratório, dos atributos físicos e químicos dos perfis de solo que foram coletados na etapa anterior, para fins de caracterização e classificação; e 4) A última etapa consistiu na utilização de procedimentos para quantificar a pedodiversidade, a fragilidade dos solos, a erodibilidade dos solos e capacidade de uso das terras da área de estudo. Para a quantificação da pedodiversidade foi empregado o índice de Shannon e o de Simpson; para a análise da fragilidade dos solos foi usado o fator K do modelo RUSLE (Equação Universal de Perda de Solo Revisada) e o índice de fragilidade do solo (fragile soil index) desenvolvido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States Departmente of Agriculture-USDA) e, além disso, foi empregada a metodologia capacidade de uso das terras. Como resultado, a área de estudo apresenta uma pedodiversidade que varia de baixa a moderada e o índice que se mostrou mais adequado foi o de Shannon. São solos majoritariamente, pertencentes a classe muito frágil que varia de 0,610 a 0,809, segundo o fragile soil index. Possuem erodibilidade que varia entre moderada, alta e muito alta, entretanto com o predomínio de erodibilidade muito alta e esses tipos de solos tendem a sofrer processos erosivos mais facilmente e acerca da capacidade de uso das terras, os solos da área de estudo se enquadraram nas classes VI, VII e VIII, porem com predomínio da classe VIII, que são terras impróprios para atividades agrícolas, podendo servir apenas como abrigo e proteção da fauna e flora silvestre e como ambiente para recreação. Por fim, o trabalho mostrou-se de grande importância, tendo em vista o levantamento de características geoambientais da área de estudo e a contribuição científica para o conhecimento acerca do elemento solo da área investigada.

  • JOÃO CASSIANO PINTO DE AMORIM
  • GEOPATRIMÔNIO E PATRIMÔNIO CULTURAL DO MUNICÍPIO DE PIRIPIRI, PIAUÍ
  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 31/03/2022
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  • A Geodiversidade pode ser estudada sob diferentes óticas e conceitos, muito caros a ciência geográfica, seja do ponto de vista da Paisagem, Território ou Espaço. O geógrafo é um dos profissionais capacitados para lidar com a Geodiversidade e seus conceitos correlatos. Buscando exercer essa capacidade, a pesquisa objetivou, para o município de Piripiri/PI - localizado na Região Intermediaria do Parnaíba (IBGE, 2017), levantar as distintas características ambientais para fins de conhecimento da geodiversidade/geopatrimônio, bem como o levantamento do patrimônio cultural do município, como suporte a iniciativas de geoconservação e geoturismo. Quantos aos objetivos específicos desta pesquisa constam: i) Discutir a relação Geografia/Geodiversidade e sua geoconservação; ii) Inventariar o geopatrimônio considerando as etapas de identificação, avaliação e seleção de geomorfossítios e sítios de geodiversidade no município de Piripiri/PI; iii) Quantificar o geopatrimônio inventariado; iv) Identificar o patrimônio cultural do município de Piripiri/PI; e v) Propor uma cartilha informativa e um roteiro geoturístico considerando o geopatrimônio e o patrimônio cultural do município de Piripiri/PI, conforme metodologia de Guimarães (2016). O geopatrimônio foi inventariado segundo Araújo (2021), já a quantificação foi realizada com base na metodologia de Pereira (2006). A identificação do Patrimônio Cultural do município baseou-se em consulta aos registros sobre esse patrimônio nos sites do IPHAN, FUNDAC e no documento intitulado “Plano de desenvolvimento integrado do turismo sustentável do pólo de Teresina” do Governo Estadual do Piauí. Foram inventariados 08 geomorfossítios e 03 sítios de geodiversidade: I) Geomorfossítio Pedra Ferrada II) Geomorfossítio Cachoeira do Escorrega; III) Geomorfossítio Poção do Olho d’água Grande; IV) Geomorfossítio Pilões do Caldeirão; V) Geomorfossítio Pedra do Cantagalo; VI) Geomorfossítio Cachoeira Pingo do Velho Cosmo; VII) Geomorfossítio  Complexo Buriti dos Cavalos; VIII) Geomorfossítio Cachoeira das Tuncas; IX) Sítio de Geodiversidade Açude Caldeirão; X) Sítio de Geodiversidade Poço das Cunhãs; XI) Sítio de Geodiversidade Complexo Jazidas do Pé do Morro. Através da quantificação baseada em Pereira (2006), pode-se apreender que os locais mais pontuados são: Geomorfossítio Complexo Buriti dos Cavalos, Sítio de Geodiversidade Açude Caldeirão, Geomorfossítio Cachoeira Pingo do Velho Cosmo, Geomorfossítio Pedra do Cantagalo e Geomorfossítio Poção Olho d’água Grande. Desses locais, 09 foram selecionados para promoção e divulgação através da cartilha informativa e roteiro geoturístico. Quanto ao patrimônio cultural foram identificados 07 locais que expressam a cultura e a história do município de Piripiri, a saber: i) Casarão do Embaixador Expedito Resende; ii) Museu Perypery iii) Capela de Nossa Senhora do Rosário;; iv) Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios; v) Santuário Nossa Senhora dos Remédios; vi)Praça de Eventos Arimatéa Azevedo (Estação Ferroviária de Periperi); vii) Memorial Espedito Resende. A cartilha, baseada em Guimarães (2016), contempla os 09 locais com geopatrimônio com melhor pontuação, além dos 07 com patrimônio cultural, trazendo as informações consideradas mais importantes sobre os locais de maneira objetiva. O roteiro geoturístico também contempla esses mesmos locais, espacializando-os no mapa com o intuito de auxiliar na localização pelos turistas e pela população local.

  • IOSHUA COSTA GUEDES
  • DESAFIOS DAS PRÁTICAS DOCENTES AO ENSINAR GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DO CONCEITO DE TERRITÓRIO
  • Orientador : MUGIANY OLIVEIRA BRITO PORTELA
  • Data: 15/03/2022
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  • O presente estudo discute a prática docente e o ensino de Geografia, na perspectiva do conceito de território, no 7º ano do ensino fundamental, em Teresina-PI. Em vista disso, pergunta-se: quais os desafios do professor ao ensinar Geografia e o do conceito de território? Dessa forma, tem-se como objetivo geral: analisar os desafios do professor ao ensinar Geografia na perspectiva do conceito de território. Como objetivos específicos, temos: identificar a relação das práticas docentes de Geografia com a formação do conceito de território no ensino fundamental; verificar como os documentos orientadores e o livro didático norteiam o ensino dos conteúdos geográficos escolares na perspectiva do conceito de território; conhecer como são desenvolvidos os conteúdos geográficos e as práticas docentes em sala de aula, tomando o conceito de território como perspectiva. A formulação teórico-metodológica está embasada em Brasil (2018), Portela (2017, 2020), Cavalcanti (2005, 2006, 2011, 2019), Franco (2012, 2015, 2016), Moraes e Galiazzi (2006, 2020), entre outros. Diante disso, esta pesquisa apresenta abordagem qualitativa e usa a Análise Textual Discursiva (ATD) para a análise das informações, que é uma abordagem de análise de pesquisas nas ciências humanas amplamente utilizada no campo educacional e transita entre a análise de conteúdo e a análise de discurso. Como instrumentos para coleta de informações, utilizou-se de entrevistas semiestruturadas online com professores da rede municipal de ensino de Teresina; análise da BNCC, do currículo de Teresina e do livro didático do 7º ano, adotado na rede municipal para verificar como o território é abordado nesses instrumentais e a observação de aula de um dos professores entrevistados. As informações analisadas demonstram que os professores possuem desafios no ensino de Geografia na perspectiva desse conceito, em relação à compreensão do mesmo e à abordagem nas demais concepções que ele apresenta, como também o desafio de superar a concepção tradicional, associada ao componente físico-natural e de política territorial de Estado, além de se manter em formações continuadas e se apropriar de novas concepções teóricas de território. Desse modo, a proposta desta pesquisa fundamenta-se na garantia da formação continuada dos professores, pelo poder público, e que esta contemple os estudos mais atualizados sobre os conceitos geográficos.

  • LURIAN DA CRUZ DE SOUSA
  • “O ESTÁGIO NÃO OBRIGATÓRIO NO CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA: NARRATIVAS DE EGRESSOS DE UNIVERSIDADES PÚBLICAS EM TERESINA/PIAUÍ
  • Orientador : MUGIANY OLIVEIRA BRITO PORTELA
  • Data: 24/02/2022
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  • A presente pesquisa discute o estágio não obrigatório na formação inicial de professores em Geografia, tendo em vista que esta modalidade está presente nesses cursos, impacta na formação docente e propicia uma aproximação entre a universidade e a escola. O estudo justifica-se por uma incipiente discussão no meio científico, sobrando uma lacuna de estudos e pesquisas sobre o tema. Partindo-se da temática foram propostas as seguintes questões-problemas: como o estágio não obrigatório influencia na formação inicial do professor de Geografia e na aproximação da universidade com a escola? E quais motivações levam os discentes do curso de licenciatura em Geografia a participarem da modalidade de estágio não obrigatório? Estabeleceu-se como objetivo geral da pesquisa analisar a importância do estágio não obrigatório para o processo de formação inicial nos cursos de licenciatura em Geografia, no Município de Teresina/PI. E como objetivos específicos: caracterizar o estágio não obrigatório para a formação inicial de professores de Geografia; relacionar o estágio não obrigatório na aproximação universidade e escola; apontar os desafios enfrentados pelos egressos do curso de Geografia que participaram do estágio não obrigatório e encaminhar ações propositivas para o melhoramento do estágio não obrigatório em Geografia. A pesquisa tem abordagem qualitativa e tem como etapas: a pesquisa bibliográfica; a pesquisa documental; a pesquisa de campo a partir da coleta de informações por meio de aplicação de questionários com egressos dos cursos de licenciatura em Geografia da UFPI e UESPI que participaram do estágio não obrigatório e entrevistas narrativas. Por meio da aplicação do questionário online e entrevistas narrativas, averiguou-se que as principais motivações na participação dos egressos foram a aquisição de experiência e a remuneração que o estágio não obrigatório possibilita. Percebeu-se também nas respostas a ineficiência no acompanhamento e supervisão do referido tipo de estágio por parte das universidades. Propõe-se como encaminhamentos para melhoramento do estágio não obrigatório uma eficiente supervisão da universidade, das condições de trabalho e remuneração adequada aos estagiários.

  • THAIS COSTA MEDEIROS
  • PERCEPÇÕES DO ESPAÇO VIVIDO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA VISUAL NA CONSTRUÇÃO DO SENTIDO DO LUGAR EM CAXIAS - MA
  • Orientador : BARTIRA ARAUJO DA SILVA VIANA
  • Data: 23/02/2022
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  • A presente pesquisa foi realizada a partir da necessidade de repensar como se desenvolve o ensino de Geografia para estudantes com deficiência visual (DV) no que tange ao conceito de lugar. A compreensão desse conceito pode ser melhor efetivada a partir do espaço de vivência do estudante. Nesse contexto, o estudo tem como objetivo geral: analisar de que forma o estudante com deficiência visual percebe e constrói o sentido do lugar no ensino de Geografia, com sua vivência diária no percurso casa-escola, na cidade de Caxias-MA. Os objetivos específicos são: a) discorrer sobre materiais didáticos táteis utilizados na alfabetização de estudantes deficientes visuais no ensino de Geografia; b) identificar os conhecimentos e práticas dos professores de Geografia no ensino do lugar para estudantes com deficiência visual e c) verificar como o estudante com deficiência visual percebe e constrói o sentido do lugar por meio do seu espaço vivido. A pesquisa foi desenvolvida em três etapas: levantamento bibliográfico; pesquisa documental e de campo. Destacam-se autores que contribuíram no estudo: Callai (2010); Carlos (2007); Carmo (2011); Cavalcanti (2012); Lefebvre (2006), Serpa (2019); Silva (2015); Tuan(2012); Tuan (2015); Tuan (2018), entre outros. A pesquisa documental trata das normativas existentes acerca do objeto de estudo. Assim, foram analisados Leis e Decretos sobre a inclusão de estudantes com deficiência em sala de aula. Participaram da pesquisa de campo, dois professores de Geografia e dois estudantes com deficiência visual. Para coleta dos dados empíricos, utilizou-se como instrumento de pesquisa um questionário que foi aplicado junto aos professores de Geografia por meio do Google Forms, em face ao contexto da pandemia da Covid-19, além de entrevistas realizadas com estudantes portadores de deficiência visual, ocorrendo de forma presencial, em suas residências. Os dados alcançados nos questionários com os professores possibilitaram compreender o perfil dos docentes quanto à atuação, à formação profissional, às dificuldades e estratégias voltadas para o ensino de estudantes com deficiência visual, dando destaque para o estudo do lugar. Os dados evidenciaram que os professores possuem conhecimento da importância da inclusão de estudantes desprovidos do sentido da visão em sala de aula, entretanto, o professor A desconhece metodologias que possam favorecer a aprendizagem dos discentes nos conteúdos geográficos e, em especial, o estudo do lugar. Já o professor B possui conhecimentos e utiliza-se de estratégias em sala de aula com a presença de estudantes com deficiência visual, no entanto, ainda assim, apresenta dificuldades ao lecionar para esse público-alvo. A entrevista realizada com os estudantes possibilitou compreender como estes estruturam e organizam as informações presentes no espaço, com sua vivência no percurso casa-escola, para a construção do sentido do lugar. Nesse sentido, com base nas narrativas dos estudantes, foram confeccionados materiais táteis a partir das informações coletadas referentes ao seu espaço de vivência. Assim, para o estudante William foram elaborados um total de 11 representações táteis que favoreceram a construção de sua aprendizagem quanto ao ensino de Geografia; e para o estudante Lucas, um total de 6 representações táteis. Os materiais foram confeccionados de maneira artesanal e com texturas que fossem positivas para a leitura tátil dos estudantes. Espera-se que a pesquisa contribua para a formação dos professores de Geografia acerca do processo de ensino e aprendizagem de estudantes deficientes visuais, e que orientem as práticas em sala de aula, com o intuito de garantir a inclusão desses sujeitos no ambiente escolar.

  • RAFAELA DOS SANTOS LEAL
  • HISTÓRIA DA GEOGRAFIA DO PIAUÍ NO LICEU PIAUIENSE: PROFESSORES E LIVROS
  • Orientador : BARTIRA ARAUJO DA SILVA VIANA
  • Data: 22/02/2022
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  • O Ensino de Geografia é uma temática discutida desde a sua sistematização como ciência, ainda no século XIX. Pode-se dizer que, antes disso, não havia o componente curricular específico de Geografia e seus conteúdos distribuíam-se em abordagens de outros componentes, como nos estudos de Literatura e História. No Brasil, o marco da implantação do ensino de Geografia deu-se a partir da fundação dos primeiros colégios. Aos governos das províncias coube a responsabilidade total pelo ensino elementar e, nesse contexto, foram criados os primeiros Liceus, localizados nas capitais provinciais. No Piauí foi criado o Liceu Piauiense, denominado de Colégio Estadual do Piauí, fundado em 1845, na capital piauiense, Oeiras. Assim, esta pesquisa tem como foco a discussão sobre o ensino de Geografia no Liceu Piauiense, bem como o currículo e os livros adotados pela escola durante o período de 1845 a 1958. Para isso, parte-se da seguinte problematização: de que forma o ensino de Geografia era ministrado no Liceu Piauiense no período em questão? Destarte, o estudo se justifica pela importância do Liceu Piauiense para o ensino e para a Geografia do Piauí, resultando na necessidade de estudos e compreensão da mencionada temática. A presente pesquisa tem como objetivo  geral analisar o ensino de Geografia no Colégio Liceu Piauiense, no período de 1845 a 1958. Para fins de alcançar este objetivo, teve como objetivos específicos: 1) Verificar as principais reformas educacionais do período selecionado para esta pesquisa; 2) Identificar os professores e livros adotados no período em questão; e, 3) Conhecer os conteúdos relativos ao ensino de geografia no período em questão. Como procedimentos metodológicos foram feitos levantamento bibliográfico e documental e coleta de dados in loco e em bases de dados eletrônicos. Foram feitos estudos sobre a trajetória do Liceu Piauiense no contexto da educação no Piauí, destacando como o componente curricular de Geografia foi trabalhado no período entre 1845 e 1958. Os autores que embasaram o estudo foram: Goodson (1991); Chervel (1990); Rocha (1994; 2014); Santos (1980, 2004) e Vlach (1988), dentre outros que se fazem presentes no texto. Com esta dissertação, pode-se confirmar a importância do Liceu Piauiense para o avanço da educação no Estado do Piauí, a partir da presença da disciplina Geografica nessa Instituição. Procurou-se demonstrar também a importância de gerações de profissionais para o ensino de Geografia, com destaque para as contribuições do professor João Gabriel Baptista, com suas produções pioneiras de livros didáticos.

     

     

  • JOSÉ LUCAS COSTA RIBEIRO
  • Produção do Espaço Urbano e da Habitação na Cidade de Altos-PI: Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) e Dinâmicas Recentes
  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 25/01/2022
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  • O espaço urbano capitalista enseja pensa-lo enquanto produto histórico e social, ou seja, como resultado de vários processos e dinâmicas da realidade social em constante mudança. As articulações por meio das políticas públicas, historicamente, favoreceu a ocorrência de novas realidades e acelerações nas relações da produção do urbano no Brasil, a exemplo do Banco Nacional de Habitação - BNH. A maior política pública habitacional nos últimos anos, o PMCMV, atuou em diferentes contextos pelo país, suscitando vários debates e discussões no âmbito de diferentes ciências. A presente pesquisa propõe trazer uma discussão sobre o PMCMV em um contexto de uma cidade pequena da RIDE Grande Teresina, tendo como questão norteadora: como o espaço urbano de Altos foi produzido e reproduzido nos últimos anos (2009-2021), principalmente, a partir da influência do PMCMV, bem como a questão da habitação e das dinâmicas recentes? A relevância sobressai-se por abordar uma realidade, cidade pequena, ainda pouco pesquisada, tendo em vista a temática sobre políticas habitacionais e o PMCMV, além de contribuir para a produção de conhecimento sobre as novas realidades das cidades piauienses, e de favorecer a avaliação e dimensionamentos das políticas públicas implementadas. De forma geral, objetiva-se analisar a produção do espaço urbano da cidade de Altos-PI, a partir da habitação, tendo em vista a atuação do PMCMV, bem como as articulações e dinâmicas socioespaciais no período de 2009 a 2021. O percurso metodológico embasa-se em documentação direta e indireta, por meio de pesquisa bibliográfica, documental e observação, com foco especial na coleta e sistematização de dados fornecidos por órgãos públicos como: Agência Habitacional do Piauí – ADH-PI, Ministério do Desenvolvimento Regional – MDR, Biblioteca Municipal de Altos - BMA, Câmara Municipal de Altos – CMA e Secretaria Municipal de Finanças de Altos –SMF. A discussão mais teórico teve como base alguns autores como: Carlos (2018), Corrêa (1989), Rolnik (2019), Rufino (2015), Bonduki (2017), Villaça (1989), Maricato (2015), Amore (2015), Santos (2018). A discussão aponta para a concentração do PMCMV na RIDE Grande Teresina, tendo em vista o estado do Piauí, com destaque para Teresina, Timon, José de Freitas e Altos. Na cidade de Altos, o mercado imobiliário teve elevado aquecimento, tendo no PMCMV papel importante, assim como outras dinâmicas e processos na produção do espaço urbano da cidade.

2021
Descrição
  • ANTONIO BALDUINO NUNES JUNIOR
  • O USO DO SMARTPHONE PARA O DESENVOLVIMENTO DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA EM GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA DO MUNICÍPIO DE BOQUEIRÃO DO PIAUÍ-PI
  • Orientador : JOSELIA SARAIVA E SILVA
  • Data: 31/08/2021
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  • O desenvolvimento tecnológico experimentado pela humanidade nas últimas décadas vem provocando importantes reflexões em diversos campos do conhecimento e modificações nas relações pessoais e sociais, transformando a forma como a realidade é percebida. Especialmente a partir do início do século XXI, pudemos acompanhar a evolução da tecnologia de comunicação digital, impulsionada pela maior acessibilidade de internet e popularização dos smartphones. Como consequência, no meio educacional, as interações entre professores e alunos vêm sendo afetadas. No ensino de Geografia há necessidade de uma abordagem mais dinâmica e contextualizada dos procedimentos metodológicos e das práticas pedagógicas.  Em 2020, o mundo passou a conviver com a pandemia do Sars-Covid-2 (Covid-19), o que fez acelerar mudanças. Nas escolas passaram a adotar o ensino remoto, utilizando, sobretudo, o smartphone nosso objeto de estudo. Para embasar nossa análise dialogamos com a Teoria da Aprendizagem Significativa desenvolvida por Ausubel (1980), Novak (1981) e colaboradores. Trata-se de uma teoria cognitiva de aprendizagem que busca explicar que a aprendizagem significativa é resultante da interação entre um novo conhecimento potencialmente significativo e aquilo já presente na estrutura cognitiva do aprendiz, somada a condição de uma predisposição ao aprendizado. Nossa hipótese é de que o uso smartphone pode contribuir para viabilizar a aplicação da Teoria da Aprendizagem Significativa nas aulas de Geografia da Educação Básica. Assim temos os objetivos do estudo: conhecer as condições materiais e as disposições de alunos e professores para o uso do smartphone em aulas de Geografia; aplicar, após elaboração, sequência didática para o 9º ano do Ensino Fundamental, observando os princípios da Aprendizagem Significativa; identificar os avanços obtidos na aprendizagem do conteúdo geográfico após o uso do smartphone como recurso didático não convencional. Como recursos metodológicos aplicou-se um questionário para verificar conhecimentos prévios. Os dados colhidos serviram a elaboração de uma sequência didática, que foi aplicado em aulas de Geografia realizadas de forma remota utilizando instrumentos digitais, permitindo o uso do smartphone como recurso didático. Após a aplicação da sequência didática, seguiu-se para categorização, análise e interpretação dos dados. Com base no que foi realizado pudemos chegar as seguintes constatações: as condições materiais dos estudantes e professores não atendem plenamente as necessidades de construção do conhecimento em sala de aula, entretanto com o uso do smartphone observamos uma motivação mais acentuada para desenvolverem o aprendizado. Após a aplicação da sequência didática foi possível perceber que os estudantes conseguiam formular os conceitos com maior rigor e apropriação cognitiva das ideias que os ensejavam.

  • ARLANE SILVA DE SOUSA
  • PRÁTICA DOCENTE EM GEOGRAFIA E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA: UM ESTUDO NO MUNICÍPIO DE BARRAS (PI)
  • Orientador : JOSELIA SARAIVA E SILVA
  • Data: 31/08/2021
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  • A disciplina Geografia possui como característica ser um componente curricular que propõe apresentar aos estudantes da Educação Básica a dinamicidade do mundo contemporâneo.  Para isso, é importante refletir e entender a prática docente como um viés para sustentação e fomentação do processo de aprendizagem na sala de aula. Muitas teorias educacionais têm possibilitado uma discussão no campo educacional sobre estes processos. Dentre elas, está presente a Teoria da Aprendizagem Significativa (TAS) de David Ausubel que busca discutir a aprendizagem no âmbito da sala de aula. Desse modo, esta pesquisa tem como objetivo geral analisar a prática docente do professor de Geografia do Ensino Fundamental - Anos Finais da rede pública, no município de Barras-PI, no contexto da aprendizagem significativa de Ausubel. Para delinear esta discussão, foram definidos os seguintes objetivos específicos: a) caracterizar a prática docente do professor de Geografia do Ensino Fundamental - Anos Finais no município de Barras-PI; b) identificar a presença de aprendizagem significativa na prática docente do professor de Geografia em Barras-PI e, c) elaborar uma sequência didática que possa promover a aprendizagem significativa em Geografia. Para tanto, buscou-se construir o referencial teórico a partir de três segmento de análise: ensino de Geografia, prática docente e TAS. Para o primeiro segmento utilizamos Kaercher (1999), Filizola (2009), Castellar e Vilhena (2014), Castrogiovanni (2017), Callai (2017), Alencar e Silva (2018), entre outros e, os documentos curriculares: Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN (BRASIL, 1998) e Base Nacional Comum Curricular - BNCC (BRASIL, 2017). No segundo, a discussão norteou-se pelas ideias de Sacristán (1999), Nóvoa (1999; 2007), Zabala (1998), Kaercher (2004), Tardif e Lessard (2012), Franco (2012), Libâneo (2013), Bandeira e Ibiapina (2014), Caldeira e Zaidan (2017), entre outros. Para a TAS, fundamentamos com Ausubel, Novak e Hanesian (1980), Novak (1981), Moreira (2011; 2018), Martín e Solé (2014), Moraes (2017), Masini e Moreira (2017) bem como outros que já discutiram a teoria no ensino da Geografia. A pesquisa é de cunho quali-quantitativo do contexto educacional com dados empíricos. Nesta abordagem, utilizou-se as definições metodológicas de Vianna (2007), Prodanov e Freitas (2013) e de Menezes e Kaercher (2017). Para coleta dos dados empíricos utilizou-se como instrumento o questionário semiestruturado com questões (fechadas e abertas). Foi aplicado por meio do Google Forms, face o contexto da Covid-19. Os dados foram analisados e tabulados em gráficos, tabelas e quadros. Para analisar as questões abertas dos questionários, usamos a metodologia da Análise Categorial de Conteúdo de Bardin (1977). Usamos a categorização e criamos categorias voltadas a perspectiva de evidências da aprendizagem significativa para analisar os relatos dos sujeitos pesquisados. Os dados nos possibilitaram uma compreensão panorâmica em dois âmbitos de análise: o primeiro diz respeito ao perfil docente quanto à atuação e formação acadêmica; o segundo quanto à caracterização da prática docente, em termos de metodologias de ensino, no contexto da sala de aula. Os dados evidenciaram que a maioria dos professores de Geografia do Ensino fundamental - Anos Finais, do município de Barras-PI possui formação acadêmica na área do componente curricular de Geografia e experiência no ofício de professor, contudo, a prática docente no contexto da aprendizagem significativa se apresenta de forma pouco expressiva. Notadamente, concluímos que o fator isolado mais importante da TAS de Ausubel que é o conhecimento prévio do aluno se tornou explícito nos relatos dos professores e a abordagem de metodologias de ensino se encaminharam para uma perspectiva de aprendizagem memorística. No entanto, constatamos outros pontos que incidem em elementos da aprendizagem significativa como, por exemplo, o uso de recursos didáticos variados no âmbito da possibilidade de tornar as aulas de geografia mais dinâmica e facilitar a compreensão do conteúdo, porém, para uma análise mais sistematizada da relação desses recursos na promoção da aprendizagem significativa, necessita-se da prática da observação na sala de aula. Esse aspecto não foi possível ser observado, pois a coleta de dados foi realizada durante o período da pandemia de Covid-19, no qual as aulas presenciais foram suspensas e o formato de ensino remoto não contemplou o uso desses recursos.  Espera-se que esta pesquisa possibilite uma reflexão teórico-metodológica da prática docente em Geografia, no contexto da aprendizagem significativa e evidencie para com novas abordagens de investigação no ensino de Geografia. 

  • PEDRO RICARDO SANTOS DA SILVA
  • ENSINO DE GEOGRAFIA ATRAVÉS DO DESENHO UNIVERSAL DA APRENDIZAGEM (DUA): UMA PERSPECTIVA SOBRE INCLUSÃO ESCOLAR DE UM ESTUDANTE COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
  • Orientador : ANDREA LOURDES MONTEIRO SCABELLO
  • Data: 31/08/2021
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  • O ensino de Geografia é essencial para a autonomia e formação cidadã do indivíduo, uma vez que é capaz de formar cidadãos críticos aptos a realizarem uma leitura adequada do mundo, transformando sua realidade, a realidade de seu local de vivência e, consequentemente, a realidade do Brasil e do mundo. Ao discutir o ensino de Geografia nos dias de hoje, principalmente no contexto pandêmico em que vivemos, não podemos deixar de pensar na inclusão escolar. Assim, propomos nesta pesquisa analisar o ensino de Geografia e a inclusão escolar, a partir do uso do Desenho Universal da Aprendizagem (DUA), com um aluno com deficiência da 1ª série do Ensino Médio do IFPI – Campus Angical. Para isso, utilizou-se como metodologia uma abordagem qualitativa, de cunho descritivo, que fez uso de pesquisas documentais, bibliográficas, além de anotações recorrentes em um diário de aula de todas as atividades, interações e impressões com o aluno sujeito da pesquisa. Com o intuito de pesquisar sobre o ensino de Geografia a partir da inclusão escolar, fez-se uso do DUA como estratégia inclusiva norteadora. O DUA traz uma possibilidade de flexibilização do currículo proporcionando uma grande variedade de opções, a partir da aplicação de seus princípios e diretrizes, para o ensino de todos. A base teórica foi alicerçada a partir de autores como Cavalcanti (2002), Marques (2019), Mendes (2010), Cast (2006), Nunes e Madureira (2015), Zerbato e Mendes (2018), Nuernberg (2013), Bianchetti (1995), Silva (2015), Roqueijani (2018), entre outros. Acredita-se que o DUA tem muito a contribuir com a inclusão escolar e com a educação inclusiva e que a Geografia, bem como outras disciplinas, pode usar dessa estratégia, ainda pouco utilizada, em suas aulas para o ensino de todos.


  • RAFAELA DOS SANTOS LEAL
  • Ensino de Geografia no Liceu Piauiense: contextos e docentes
  • Orientador : BARTIRA ARAUJO DA SILVA VIANA
  • Data: 30/08/2021
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  • O Ensino de Geografia é um tema discutido, desde a sua sistematização como ciência, ainda no século XIX, tanto no Brasil como na Europa. Antes, no século XIX isso não ocorria como uma disciplina específica, pois o conteúdo da Geografia distribuía-se nas abordagens de outras disciplinas, como nos estudos de Literatura, de História e de Astronomia. Com o decreto do ano de 1837, que reorganizou o Seminário de São Joaquim e mudou-lhe o nome para o nome de Imperial Colégio de Pedro Segundo, em homenagem ao Imperador menino, serviu de referência para a implantação do ensino dos colégios no Brasil e em suas províncias. Aos governos das províncias coube à responsabilidade total pelo ensino elementar e médio e, como consequência foram criados os primeiros liceus provinciais, localizados nas suas respectivas capitais e, nesse contexto, foi criado o Liceu Piauiense, denominado de Colégio Zacarias de Góis, fundado em 1845, na capital piauiense Oeiras.  Esta dissertação tem por objetivo discutir o ensino de Geografia no Liceu Piauiense cujas suas referências eram do Colégio Pedro II bem como seu contexto histórico que resultou na criação do Liceu Piauiense e, consequentemente, a atuação dos professores de Geografia que passaram nessa instituição, além dos currículos e dos livros adotados pela escola durante o período escolhido para a pesquisa. A metodologia constou de estudos sobre os principais fatos bem como a legislação que regulamentou o ensino de Geografia no Brasil; foram feitos estudos em relação à trajetória do Liceu Piauiense no contexto da educação no Piauí com ênfase para a Disciplina de Geografia a partir da análise da evolução do ensino de Geografia no período entre 1845 e 1958, fundamentado em pesquisa bibliográfica, ou seja, levantamento de obras e textos científicos que versam sobre o ensino de Geografia no Piauí. Para embasamento desta discussão sobre História das Disciplinas Escolares utilizou-se de aportes teóricos de Goodson (1991) e  Chervel (1990) e para a área específica do ensino de Geografia utilizou-se dos estudos de Rocha (1996), Santos (1980, 2004) e Vlach (1988). Para estudos sobre o Liceu Piauiense utilizou-se Vasconcelos (2007) e Educação no estado do Piauí Brito (1996). Na conclusão evidenciou-se a discussão sobre a importância do Liceu Piauiense como instituição responsável por ensino regular. Nesse contexto, o ensino de Geografia foi desenvolvido pela instituição com a contribuição de importantes docentes ao longo da história. Nesse período, os docentes faziam a produção do material didático próprio, com destaque para o Professor João Gabriel Baptista, como sua contribuição para o desenvolvimento da Geografia e do ensino de Geografia  no Piauí.

     

  • VICENTE DE PAULA CASTRO NETO
  • Teoria da Aprendizagem Significativa e Ensino de Geografia: Estado da arte
  • Orientador : JOSELIA SARAIVA E SILVA
  • Data: 30/08/2021
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  • Apesar da tradição descritiva, a geografia escolar contemporânea não se baseia, simplesmente, na descrição da natureza ou da sociedade, mas sim na compreensão da distribuição espacial de fenômenos importantes para a dinâmica homem-natureza o que lhe permite abordar diversos temas relevantes socialmente e que visivelmente influenciam no cotidiano daqueles que a estudam. Contudo, a inserção das discussões trazidas por esta ciência em sala de aula de modo que promova a aprendizagem se torna um desafio devido as especificidades da disciplina, tais como o trabalho com diferentes escalas da realidade que se traduz em uma muitas abordagens de conteúdos. Deste modo, ganha importância no âmbito educacional a discussão de teorias que auxiliem na resolução de problemas ligados ao processo de ensino-aprendizagem. Acreditando que a Teoria da Aprendizagem Significativa, desenvolvida pelos psicólogos David Ausubel(1980) e Joseph Novak (1981)  quando aplicada no ensino de Geografia, contribui positivamente para a assimilação de seus conteúdos e conceitos, o objetivo geral da presente pesquisa foi: compreender como a Teoria da Aprendizagem Significativa pode ser aplicada durante o processo de ensino-aprendizagem de Geografia. Os objetivos específicos estabelecidos são: verificar em Dissertações e Teses o uso e as discussões sobre a utilização da Teoria da Aprendizagem Significativa no âmbito do ensino de Geografia;  identificar as contribuições dos trabalhos levantados para o avanço da discussão da Aprendizagem Significativa no ensino de Geografia no Brasil.  O cumprimento destes objetivos se deu através da realização de um estado da arte da Aprendizagem Significativa no Ensino de Geografia no Brasil, tendo como recorte temporal o período de 2000 a 2021. Foram realizadas buscas no Catálogo de Teses e Dissertações da Capes e na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). Foram levantadas 03 (três) teses de doutorado e 04 (quatro) dissertações de mestrado sobre o tema. Através da  análise destes materiais constatamos que a utilização de metodologias baseadas na Teoria da Aprendizagem Significativa são efetivas no ensino de Geografia e que a aprendizagem desta disciplina é favorecida pela estreita relação de seus temas com o cotidiano, aumentando a possibilidade da existência de conhecimentos prévios que favoreçam a ocorrência da aprendizagem dos conteúdos escolares. A contribuição dos trabalhos levantados se dá na discussão da aprendizagem significativa no ensino de Geografia em diferentes contextos, no que diz respeito a conteúdo ensinado, alunos e metodologias de ensino demonstrando que a aprendizagem significativa pode ser promovida de diferentes formas. Essas constatações nos permitem refletir sobre a necessidade de promovermos a utilização dessa teoria no âmbito da formação de professores, especialmente no contexto do Piauí e do Brasil.

  • RAYANA PATRÍCIA DA COSTA CUNHA
  • DE FRENTE OU DE COSTAS PARA O RIO? A paisagem ribeirinha do Parnaíba e Poti na comunidade Potiense em Teresina.
  • Orientador : ANDREA LOURDES MONTEIRO SCABELLO
  • Data: 30/08/2021
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  • A paisagem ribeirinha se apresenta de diversas formas dentro da cidade. Desde o princípio da história das cidades e dos primeiros povoados, os rios foram fundamentais fomentando uma variedade de paisagens culturais através da sua morfologia e da maneira com que as pessoas lidam com eles, utilizando-os para o banho, para matar a sede e irrigação das plantações. Dessa forma, essas paisagens ribeirinhas constituem-se em lugares com significados, definindo aquele espaço vivido, conforme constatou Tuan (1983) em seus estudos voltados para a compreensão do papel do ser humano no espaço geográfico formando um novo ramo da Geografia, a Geografia Humanista. Juntamente com de Tuan (1979,1983), Cosgrove (1989), Gomes (1997), Corrêa (1995, 2001, 2003, 2012), Souza (2013) são representantes de uma geografia com inspiração fenomenológica, que enfatiza a experiência humana no espaço. Autores que compõe o arcabouço teórico deste estudo em consonância com o pensamento fenomenológico de Norberg-Shultz (1980) que discrimina o lugar através de etapas de observação. Porém, a paisagem ribeirinha vem sofrendo intensas modificações dentro do contexto ambiental urbano, devido à dinâmica da vida moderna, notório quando suas águas transbordam ou secam, quando ocorre assoreamento, quando há a presença de lixo e sufocamento da estrutura urbana formando diferentes paisagens dentro de uma mesma cidade. Nesta dissertação, será destacado o papel dos rios Poti e Parnaíba nas paisagens culturais da atual região do Poti Velho de Teresina. Assim, intenciona investigar as paisagens culturais dos rios Parnaíba e Poti, identificando o relacionamento dos habitantes com os rios, já que estes são determinantes para a sua paisagem. Particular atenção será dada às paisagens que contemplam os marcos que referenciam a cultura pujante no lugar. As paisagens culturais ribeirinhas em Teresina, no âmago do espaço vivido e percebido, podem ser vistas como um “antídoto” para o discurso que tenta invisibilizar a efervescência das margens ribeirinhas, reforçando uma cultura de costas para os rios. A partir da oposição “de frente ou de costas para o rio”, as paisagens culturais buscam se solidificar dentro do cenário urbano teresinense, como uma forte acentuação da experiência humana no espaço geográfico, reforçando esses lugares de memória e repleto de significados.


  • AMANDA MARIA PIRES DE BRITO
  • Rede Urbana e a Produção do Espaço Intraurbano de Timon-MA
  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 27/08/2021
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  • A inquietação a respeito da produção do espaço urbano move uma variedade de estudos sobre cidades em todo mundo. Entender como um determinado espaço é construído, quais as causas e interesses para tanto, requer entender diferentes caminhos, dentre elas a atuação dos agentes que disputam, entre si, os seus interesses no contexto deste espaço, provocando modificações em diferentes âmbitos e propósitos. Deste modo, o presente trabalho analisou a produção do espaço intraurbano de Timon-MA, recontando sua trajetória desde sua elevação da categoria de Vila para cidade, e as transformações ocorridas recentemente em seu perímetro urbano. Desta forma, a imersão nesta pesquisa revelou que Timon-MA encontra-se em um processo de expansão urbana, atrelada as mudanças populacionais, econômicas e sociais experimentadas por Timon nas últimas décadas. A relevância e pertinência do estudo empreendido para o conhecimento científico consistem em apresentar uma proposta de regionalização do perímetro urbano de Timon, em sete áreas aqui denominadas de regiões administrativas, a fim de propor uma linguagem mais acessível, e um entendimento geográfico mais amplo a respeito do espaço intraurbano da cidade. O perímetro urbano de Timon ao ser analisado através de sete regiões administrativas, evidencia-se um processo de expansão urbana perceptível, e que não ocorreu em uma única, e sim em todas as regiões da cidade, faz-se necessário conhecer quem são os responsáveis por essas modificações, e como elas alteram a dinâmica urbana de Timon.

  • MARCOS AURÉLIO MACÊDO DA SILVA
  • GEOPROCESSAMENTO APLICADO NA ANÁLISE DAS ALTERAÇÕES DE IMPERMEABILIZAÇÃO DO SOLO NO AMBIENTE URBANO DE TERESINA, ESTADO DO PIAUÍ
  • Orientador : EMANUEL LINDEMBERG SILVA ALBUQUERQUE
  • Data: 27/08/2021
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  • O estudo apresenta a discussão das alterações na paisagem provocadas pela dinâmica das transformações no espaço urbano, principalmente no que diz respeito à apropriação dos territórios e dos recursos naturais. Com o crescimento dos centros urbanos, as cidades têm experimentado uma urbanização carente de infraestrutura adequada. Esta se apresenta como um sistema complexo em uma mudança constante, tendo suas funções alteradas de acordo com as necessidades da sociedade. O objetivo deste trabalho é de contribuir com os estudos integrados relativos à urbanização, partindo da avaliação das características de uso e cobertura do solo no perímetro urbano de Teresina/PI, contextualizando a análise temporal para os anos de 1990, 2000, 2010 e 2019. Os objetivos específicos pautam em: contextualizar do ponto de vista histórico-geográfica o município de Teresina, estado do Piauí; mapear a expansão da mancha urbana e as transformações espaço-temporais; proceder com a análise do uso e cobertura do solo no perímetro urbano da área em estudo, considerando o recorte temporal da pesquisa e quantificar os percentuais de impermeabilização das áreas por setores administrativos. Para efetivação dos objetivos, seguiram-se as seguintes etapas: pesquisa documental para realização de levantamento bibliográfico e posterior revisão conceitual, bem como caracterização da área de estudo; levantamento das principais características de uso e cobertura do solo no município de Teresina/PI; realização de trabalho de campo para reconhecimento da área, com a coleta de dados referentes ao objeto em pauta. Para esta análise, utilizou-se do índice NDBI (Normalized Density Building Index) que é o índice de diferença normalizada de áreas construídas. E para melhorar o índice NDBI, Zha et al. (2003) propuseram um índice para separação de áreas impermeáveis e permeáveis denominado de Built-up index (BU). Como principais instrumentos utilizados para o tratamento dos produtos cartográficos, estão a plataforma MapBiomas, plataforma Google Earth Engine e o software QGIS 3.16. Como resultados, apresenta-se que a partir da análise de uso e cobertura do solo, através de dados de infraestrutura urbana da classificação da plataforma MapBiomas, ao longo da análise temporal deste trabalho, Teresina vêm mantendo um crescimento exponencial na zona sul, contudo a zona sudeste aponta um maior adensamento de grau de impermeabilização. Constata-se que os índices NDVI e NDBI, a partir da plataforma Google Earth Engine (GEE), atenderam ao objetivo da pesquisa. O estudo também conclui que são diversos os problemas de ordem territorial e ambiental, ressaltando-se que os resultados obtidos tendem a servir de subsídio ao poder público, visando elaborar diretrizes para o ordenamento territorial no município de Teresina/PI.

  • FERNANDO EDSON DE ABREU RAMOS
  • GEOTURISMO NO CÂNION DO RIO POTI: POTENCIALIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL DE BURITI DOS MONTES E CASTELO DO PIAUÍ
  • Orientador : RAIMUNDO WILSON PEREIRA DOS SANTOS
  • Data: 27/08/2021
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  • O geoturismo é um segmento do turismo sustentável que tem como foco os elementos abióticos do meio ambiente, principalmente os aspectos geológicos da geodiversidade. Nesse sentido, o presente estudo está centrado no geoturismo no cânion do rio Poti e sua atuação para o desenvolvimento territorial, utilizou-se um recorte temporal de 2017 até 2020. A pesquisa parte da seguinte problematização: De que forma o geoturismo atua no desenvolvimento territorial dos municípios de Castelo do Piauí e Buriti dos Montes? Destarte, o estudo se justifica pela recente criação da UC (Unidade de Conservação) Parque Estadual Cânion do Rio Poti, resultando na necessidade de estudos e compreensão do uso turístico da área. O objetivo geral da pesquisa é analisar o geoturismo no cânion do rio Poti e sua relação com o desenvolvimento territorial dos municípios de Buriti dos Montes e Castelo do Piauí. Para fins de alcançar esse objetivo o estudo teve como objetivos específicos: caracterizar os municípios e o parque em questão; organizar dados relativos ao “território dos carnaubais” PTDRS (Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável) e PLANAP (Plano de Desenvolvimento Integrado da Bacia do Parnaíba); caracterizar as vocações turísticas evidenciadas no cânion do rio Poti. Como procedimentos metodológicos foram feitos levantamento bibliográfico e documental; coleta de dados in loco e em base de dados eletrônicos; elaboração de materiais cartográficos através do programa Mapbiomas, soft Google Earth Pro e Q-Gis, trabalhos de campo no território de estudo, utilização de imagens de satélite, fotografias e GPS. Para a construção das grandezas de análise do desenvolvimento territorial, aplicou-se a metodologia SWOT (Força, Oportunidade, Fraqueza e Ameaça) e para análise do fenômeno do geoturismo utilizou-se a Matriz GUT, cujo resultado se dá pelo cálculo das variáveis de (Gravidade, Urgência e Tendência). Dessa forma, o processo metodológico da pesquisa compreende uma perspectiva integrada e o entendimento holístico das relações socioeconômicas e ambientais. Os conceitos de território e paisagem constituem elementos que codificam a formulação do raciocínio geográfico e desse modo autores como Muller (1951), George (1966) Bertrand (1972) Raffestin (1980) Lefebvre (2006), além de Hose (2003), Guerra (2010) Brilha (2006) dentre outros que tratam a temática do geoturismo se fazem presentes no texto. Como resultados finais, o estudo mostra o cânion do rio Poti como potencialidade natural para o geoturismo. Apesar do parque situar-se no território de Buriti dos Montes, o estudo demostra que a cidade de Castelo do Piauí tem função central quanto ao geoturismo no Parque Estadual Cânion do Rio Poti,  obteve-se aplicando a matriz SWOT (10) forças e (2) fraquezas, apresentando como resultado (31) pontos para os fatores internos aos territórios de Buriti dos Montes e Castelo do Piauí, quanto aos fatores externos aos territórios de  estudo, obteve-se aplicando a matriz SWOT (1) oportunidade e (3) ameaças, apresentando como resultado (0) pontos. Na análise do geoturismo, a leitura das variáveis de geodiversidade, geopatrimônio, restaurantes, hotelaria, educação ambiental e inclusão social, apresentada em  %, trouxe como resultados 31 % para o aspecto inclusão social, 24 % para educação ambiental, 14 % para hotelaria, 14 % para restauração, 10 % para o geopatrimônio e 7% para geodiversidade, traduzindo o grau de prioridade de cada variável.    

  • DENIA ELICE MATIAS DE OLIVEIRA
  • VULNERABILIDADE SOCIOAMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE PARNAÍBA, ESTADO DO PIAUÍ
  • Orientador : EMANUEL LINDEMBERG SILVA ALBUQUERQUE
  • Data: 26/08/2021
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  • Nas últimas décadas, a população brasileira passou a concentrar-se cada vez mais em áreas urbanas, associado ao processo de urbanização. Atrelado a esse contexto, os problemas socioambientais nos centros urbanos foram acentuados, configurando situações de vulnerabilidades socioambientais. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi analisar os aspectos socioambientais do município de Parnaíba, Estado do Piauí, propondo-se na elaboração do Índice de Vulnerabilidade Socioambiental (IVSA) dos respectivos bairros parnaibanos ao nível de setores censitários. Para alcançá-lo, foram elencados os seguintes objetivos específicos: realizar a caracterização geoambiental do município; analisar o contexto histórico e socioeconômico de Parnaíba e; elaborar o Índice de Vulnerabilidade Socioambiental (IVSA) de Parnaíba. A fim de efetivar os objetivos, seguiu-se etapas como: levantamentos bibliográficos e documental às fontes primárias e secundárias; coleta de dados socioeconômicos e ambientais em órgãos governamentais; análise e interpretação de materiais cartográficos; elaboração de mapas temáticos; trabalho de campo na área de estudo. Fez-se uso de imagens orbitais, câmeras fotográficas e aparelho receptor de GPS para a validação das informações coletadas in loco. Quanto ao geoprocessamento dos dados vetoriais e matriciais da base cartográfica, foi utilizado o software QGIS na versão 3.14. Para obtenção do IVSA, aplicou-se a metodologia proposta por Albuquerque e Medeiros (2017), cujo resultado se dá através da média aritmética dos indicadores socioeconômicos e ambientais do município de Parnaíba/PI, classificados em quatro classes de vulnerabilidade socioambiental, baseadas na média e variabilidade (desvio padrão) dos respectivos indicadores, hierarquizada em: Alta (1), Média-Alta (2), Média-Baixa (3) e Baixa (4). Os indicadores socioeconômicos considerados dizem respeito a dados dos setores censitários da área, obtidos por meio do censo demográfico, considerando variáveis das dimensões de habitação e saneamento, renda, educação e situação social que foram padronizados e hierarquizados em classes de vulnerabilidade social, como forma de elaboração do IVS. Quanto ao IVA, considerou-se as informações dos condicionantes ecodinâmicos dos sistemas ambientais locais, cuja obtenção se deu por meio da compartimentação geoambiental frente as potencialidades e fragilidades dos respectivos sistemas naturais. Dessa forma, tem-se os principais indicadores e classes de vulnerabilidade ambiental, a saber: aos ambientes estáveis vulnerabilidade muito baixa, ambientes em transição com vulnerabilidade moderada a alta e ambientes fortemente instáveis vulnerabilidade alta. Nesta perspectiva, justifica-se o estudo ao município de Parnaíba, Piauí, por se configurar um cenário de área litorânea deltaica e por compor um imbricado sistema ambiental associado ao intenso processo de crescimento e expansão de sua área urbana, tornando propício e salutar o atual estudo em auxílio ao planejamento e ordenamento territorial para a região.

  • GÉSSICA MARIA MESQUITA MONTEIRO COSTA
  • ANÁLISE GEOAMBIENTAL DA LAGOA DO MULATO, MUNICÍPIO DE JARDIM DO MULATO, PIAUÍ
  • Orientador : IRACILDE MARIA DE MOURA FE LIMA
  • Data: 30/07/2021
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  • A Lagoa do Mulato é um corpo de água formado pelo represamento natural do riacho Mulato no seu médio curso, no trecho localizado no município de Jardim do Mulato, Piauí. O presente estudo tem como objetivo geral realizar um estudo geoambiental desta lagoa e de seu entorno, destacando sua dinâmica atual, definindo-se como objetivos específicos: realizar uma caracterização geoambiental da lagoa do Mulato e sua área de APP, no contexto da bacia hidrográfica do riacho Mulato; identificar as condições de uso/ocupação da lagoa e de sua faixa de APP (Área de Proteção Permanente); identificar os possíveis impactos ambientais decorrentes do uso e ocupação inadequada dessa área estudada. Os procedimentos metodológicos corresponderam inicialmente ao reconhecimento e a delimitação da área de estudo, paralelamente ao levantamento dos referenciais teóricos e aqueles já realizados sobre a áre de estudo. A segunda etapa constou da organização dos mapas com o apoio do geoprocessamento, utilizando Q-Gis  a partir de arquivos vetoriais da bacia hidrográfica do rio Parnaíba Ottocodificada e shapes disponíveis em fontes oficiais, como IBGE (2014), ANA (2017), todos na escala de 1:100.000. E, também foram utilizados dados da Carta DSG (Diretoria de Serviço Geográfico) na escala 1:100.000, Folha SB.23.Z-B-II – Amarante (BRASIL, 1973). Para uso e cobertura da terra utilizou-se imagens multiespectrais do satélite Landsat 8, a partir da metodologia empregada no Manual Técnico de Uso da Terra (IBGE, 2013) e o Relatório de Monitoramento do Uso e Cobertura da Terra (IBGE, 2018). Foi também traçado o perfil longitudinal do riacho Mulato, como forma de situar a posição da lagoa do Mulato em relação à dinâmica da bacia hidrográfica deste riacho, através da delimitação das seções correspondentes aos trechos do seu alto, médio e baixo cursos. A partir da análise deste perfil pôde-se identificar que esta lagoa se localiza no médio curso do riacho Mulato. Em vários momentos dos trabalhos foram realizadas observações de campo e registro fotográfico, como apoio à sistematização de dados e informações bem como investigar quais os principais produtos  cultivados na APP e espécies de peixes predominantes e retirados da lagoa e qual o destino final destes produtos. Para tanto, a partir de entrevistas aos usuários diretos: os agricultores e pescadores. Estas informações permitiram que se identificasse se os produtos aí cultivados e pescados têm uma representatividade em termos de produção geral do municpio de Lagoa do Mulato, constante no último censo agropecuário do Piauí divulgado (IBGE, 2017).   E, como última etapa metodológica, fez-se uma matriz de listagem de identificação dos possíveis impactos ambientais sobre a lagoa e sua faixa de APP, utilizando-se do método Check-list com base nos parâmetros definidos. Para obter o índice de impactos ambientais utilizou-se os trabalhos de Nascimento (2005) e Sánchez (2008). Como principais resultados destacam-se a identificação e o mapeamento do médio curso do Riacho Mulato, e caracterização geoambiental da lagoa do Mulato, além da identificação e condições de uso da lagoa e sua faixa de APP e os respectivos impactos socioambientais. Os impactos identificados encontram-se relacionados principalmente às áreas de acesso à lagoa, tais como: alteração  do leito fluvial com barramentos das aguas da lagoa; retirada da vegetação e queimadas para ampliação de espaço para de uso agrícola e piscicultura, atividades turísticas e, ainda, descarte de resíduos sólidos e esgoto in natura, principalmente em áreas próximas ao perímetro urbano; e de forma indireta o afugentamento da fauna local.

     

  • ERIC DE MELO LIMA
  • ÁREAS DE LITÍGIO ENTRE O PIAUÍ E O CEARÁ: RESGATE GEOHISTÓRICO, GEOAMBIENTE E ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS
  • Orientador : IRACILDE MARIA DE MOURA FE LIMA
  • Data: 29/07/2021
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  • Os estados do Piauí e do Ceará protagonizam um litígio territorial secular que remete ao período do Brasil Colônia. Antes desses estados terem suas respectivas autonomias políticas, ambos pertenceram às Capitanias Maranhão e do Pernambuco. A divisa dessas capitanias eram os planaltos da Ibiapaba. Quando o Piauí passou a jurisdição do Maranhão e o Ceará a do Penambuco, herdaram esses planaltos como limite e divisa. A indefinição de uma linha divisória precisa sobre a Ibiapaba resulta em um litígio territorial secular entre o Piauí e o Ceará, afetando diretamente 8 municípios piauienses e 13 cearenses, em uma área 3.210 km(IPECE, 2009). O critério para dividir esses territórios é natural, considerando o divortium aquarum. Apesar da proposta ser do século XVII, a mesma foi reforçada a partir dos parâmetros estipulados no Tratado de Madrid (1750), que estabelecia critérios para solucionar conflitos territoriais das colônias portuguesas e espanholas. Com base nesses critérios, Dom Pedro II, ao devolver o litoral do Piauí invadido pelo Ceará, reafirmou a divisa estadual pelo divisor de águas, em 1880. No entanto esse critério, que parece tão simples de se precisar com a tecnologia disponível nos dias atuais, não é considerado pelo estado do Ceará que avança sobre o território piauiense. Neste trabalho, considera-se como problema central dessa disputa à indefinição territorial dos municípios que têm parte de seus territórios nas áreas de litígio, motivando assim a discussão sobre essa questão territorial, que tem grande importância, principalmente, para a população que reside nessas áreas. Isto porque, áreas em litígio, não são consideradas território dos municípios a ela contíguos, impedindo a instalação de serviços públicos e infraestrutura básica, uma vez que esses investimentos, executados nessas áreas, se configuram como improbidade administrativa, segundo a Constituição Brasileira de 1988. Este estudo se justifica, ainda, pela carência de metodologia técnica e documental alegada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para concluir a Ação Cível Originária 1831. O objetivo geral é analisar à origem do litígio territorial na divisa entre o estado do Piauí e do Ceará, seus aspectos geoambientais e  socioeconômicos, tendo como objetivos específicos: a) discutir os documentos geohistóricos relativos às questões de litígio entre os Estados do Piauí e do Ceará; b) realizar uma caracterização geoambiental dos municípios que têm parte de seu território nessas áreas de litígio; e, c) identificar os aspectos socioeconômicos atuais dos municípios que se encontram na área de estudo. Foram adotados como procedimentos metodológicos o levantamento bibliográfico, documental, cartográfico e teórico-conceitual, como também o reconhecimento e análise da área de litígio. Conclui-se que as áreas de litígio está se ampliando, sendo isso decorrência de tentativas de acordo frustradas pela não utilização de documentos e mapas elementares a compreensão da formação territorial. O atraso na solução desse conflito atrasa o desenvolvimento socioeconômico de uma região com grande geração de riquezas, no setor primário agropecuário e extrativista, graças as características climáticas e hidrológicas, além do potencial de geração de energias renováveis, uma vez que os planaltos apresentam elevada altitude, propício à geração de energia eólica, e baixa latitude, ideal para a geração de energia fotovoltaica.

  • JOSÉ GERMANO MOURA RAMOS
  • ANÁLISE DA TEMPERATURA DE CAXIAS E SUA RELAÇÃO COM A EXPANSÃO URBANA
  • Orientador : CARLOS SAIT PEREIRA DE ANDRADE
  • Data: 26/06/2021
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    A pesquisa Análise da Temperatura de Caxias-MA e sua Relação com a Expansão Urbana ganhou importância por ser entendida como parte de um sistema dinâmico que tem ligações com diversos elementos naturais ou oriundos da sociedade, atuando conjuntamente. A temperatura, elemento atmosférico, exerce diretamente influência sobre lugares, pessoas, e formas de vidas. Por apresentar mudanças diárias e em períodos mais longos, pessoas em diversos lugares tentam entendê-la. Cidades situadas em regiões equatoriais assumem papel vital, tanto com suas médias elevadas diariamente, bem como, em função da interferência desse fator nas relações humanas e nas atividades produtivas. As cidades no Brasil, igualmente às de outros países, concentram muito e Conti (2011) menciona que 84,3% dos brasileiros vivem em áreas urbanas. Dessa forma, elaborou-se como objetivo geral analisar a variação da temperatura na cidade de Caxias-MA e sua relação com a expansão urbana, tendo como desdobramentos os objetivos específicos: mensurar as temperaturas nos espaços caxienses e mecanismos de influência na alteração da mesma; verificar se a expansão da área urbana está formando ilhas de calor; relacionar o grau de transformação do meio e a dinâmica da temperatura atmosférica local e desenvolver análise sobre a formação e a reprodução do espaço urbano caxiense como transformador do ambiente. A problemática questiona se o processo de expansão urbana caxiense tem provocado alteração da temperatura entre as zonas: central, sul, leste e norte. A pesquisa se enquadra no tipo qualiquantitativa exploratória, cuja metodologia se baseia em estudos referenciais e em campo, sendo realizada em duas etapas, julho e outubro de 2020, com a adoção de quatro pontos de coletas de temperatura às 9h, 15h e 21h. A pesquisa encontrou suporte metodológico nos estudos de Clima Urbano de Monteiro (1990a; 1990b; 1991; 2015), Monteiro e Mendonça (2009); Meteorologia com Nimer (1989); Clima tropical com Ayoade (2015) e Estudos Urbanos com Amorim (2010; 2016), sendo obras que deram embasamento nas etapas. Os resultados mostram que as noites de julho têm temperaturas que não se elevam muito, tardes muito quentes e temperaturas mínimas registradas em manhãs. O período quente, da segunda etapa, apresentou temperaturas das manhãs sempre acima das anteriores. Temperaturas médias noturnas mais elevadas, com a temperatura média diurna igualmente elevada distribuída pelos espaços. A questão sazonal interfere nas temperaturas e nos demais elementos climáticos na cidade; o ambiente urbano apresenta tendência a arquipélagos de calor e não de ilhas de calor. Há necessidade de planejar a expansão urbana revendo o crescimento horizontal, adotar certo nível de verticalização planejada aos novos espaços, pois, as médias noturnas indicam concentração de calor nos quatro pontos de coletas de temperatura, evidenciando a condição de manter áreas verdes mediante o diversificado uso do solo.

     

     

  • MARIA DO DESTERRO DA SILVA BARBOSA
  • O PENSAMENTO ESPACIAL E O RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO NA OLIMPÍADA BRASILEIRA DE ASTRONOMIA E ASTRONÁUTICA (OBA) E A VISÃO DOS ESTUDANTES DA REDE MUNICIPAL DE TERESINA -PI SOBRE O OLIMPISMO
  • Orientador : BARTIRA ARAUJO DA SILVA VIANA
  • Data: 07/06/2021
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  •  Esta pesquisa discute a importância da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) para estimular o desenvolvimento do pensamento espacial e o raciocínio geográfico dos estudantes que participam desse certame. Nesse aspecto, parte do seguinte questionamento: Em que medida a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica contribui para o desenvolvimento do pensamento espacial e do raciocínio geográfico? Tendo como objetivo geral: analisar em que medida as atividades/questões das provas da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica estimulam o pensamento e o raciocínio geográfico. Como objetivo específico procurou: a) conhecer as questões das provas da OBA que fomentam o pensamento espacial no período de 2013-2020; b) avaliar a incidência de conceitos, representações espaciais e processos do raciocínio nas questões das provas do nível III da OBA; c) discorrer o histórico do olimpismo no Brasil e em Teresina; d) identificar o perfil dos estudantes do Programa Cidade Olímpica Educacional que participaram da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) em 2020, enfatizando visão dos mesmos sobre as Olimpíadas do Conhecimento Científico. Dividimos nosso estudo em três momentos principais: primeiro realizamos uma pesquisa bibliográfica seguida da pesquisa documental e da pesquisa de campo. Em nossa revisão teórica constam as contribuições de Golledge (2002; 1992), Lavouras (1998), Vigotski (2000; 2008), Simielli (2007), Martins (2007), Cavalcante (2012), Bragança (2013), Castellar e Vilhena (2014), Gersmehl (2014), Duarte (2017), Juliasz (2017), Risette (2017), Teresina (2019), Castellar e De Paula (2020), Ruy Moreira (2020), dentre outros. Na pesquisa documental analisamos as provas da OBA entre os anos de 2013 a 2020. Para tanto aplicamos a taxonomia de Jo e Berdnars (2009), adaptada e aplicada por Duarte (2016). Na pesquisa de campo foi aplicado, através do Googleforms, um questionário junto aos estudantes que participaram da OBA em 2020 e do Programa Cidade Olímpica Educacional, uma iniciativa da rede pública municipal de Teresina. Ao término da pesquisa, foi possível compreender que existem questões/exercícios da prova da OBA que fomentam o pensamento espacial, ao mesmo tempo que estimulam estudantes a construir ativamente seu próprio conhecimento e desenvolvimento em vários aspectos, como os cognitivos e sociais.

  • EDUARDO RAFAEL FRANCO DA SILVA
  • Relevo no Livro Didático de Geografia: avanços, permanências e retrocessos
  • Orientador : RAIMUNDO LENILDE DE ARAUJO
  • Data: 31/05/2021
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  • AA temática relevo apresenta diversas significações e formas de abordagem. Ao ser submetida ao texto pedagógico assume características e reproduz discursos específicos. O entendimento de como o relevo se apresenta no ensino de Geografia dialoga, nesta pesquisa, com o tema relevo produzido nos currículos nacionais, estaduais e municipais. Esse encontro ocorre a partir da leitura de duas coleções de livros didáticos de Geografia do Ensino Fundamental-Anos Finais e avalia os possíveis avanços, permanências e retrocessos entre as propostas, os documentos e o livro didático. A opção pela análise do livro didático se deu devido, reconhecer o mesmo como um recurso didático capaz de produzir, reproduzir e dissolver realidades. Além disso, e diante de variados recursos didáticos de ensino-aprendizagem disponíveis, o livro didático continua exercendo papel significativo no cotidiano escolar. O objetivo geral definiu-se como identificar a presença e a qualidade da temática relevo nos livros didáticos de Geografia do ensino fundamental-anos finais adotados em Teresina-PI, no triênio 2017-2019 e os que serão utilizados no quadriênio 2020-2024. Por sua vez, os objetivos específicos visam analisar a dimensão do tema relevo nos conteúdos de Geografia, em duas coleções de livros didáticos de Geografia do Ensino Fundamental anos finais, recomendados pelo Ministério da Educação/Plano Nacional do Livro Didático 2017 e 2020 que foram e serão utilizados na Rede Municipal de Ensino de Teresina-PI; verificar se a temática relevo em livros didáticos do Ensino Fundamental anos finais dialoga com as propostas curriculares nacional a fim de apresentar ao leitor possíveis semelhanças e dissonâncias entre o texto curricular produzido pelo Ministério da Educação; identificar quais os níveis das escalas espaciais, do fenômeno geográfico do tema relevo que são apresentados nos conteúdos de Geografia nos livros selecionados. As singularidades adquiridas pelo relevo quando conformadas ao texto pedagógico nos encaminha para a reflexão das generalizações, simplificações, reducionismos e mera reprodução de informações veiculadas por esses materiais educativos, fato que em parte não coincide com a indicação de abordagem da temática pelas propostas curriculares. A leitura do relevo no livro didático de Geografia oportunizou a discussão da temática e percebeu-se que a mesma ainda está vinculada em grande parte à descrição compartimentada dos aspectos naturais destaque, para os livros do oitavo e nono ano, mas também é notório que há uma busca de visão mais integradora entre sociedade e natureza e de uma leitura crítica e interpretativa da paisagem, principalmente nos livros do sexto e sétimo ano, que proporcionou uma maior abordagem do relevo, voltada ao cotidiano do aluno e não uma forma estática, que nesse sentido é observado como um avanço do conteúdo relevo nos livros didáticos.   

  • IOLANDO DE CASTRO SILVA
  • A LINGUAGEM CARTOGRÁFICA NA PERSPECTIVA DA BNCC E DO CURRÍCULO DO PIAUÍ: OS DESAFIOS PARA A IMPLANTAÇÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA EM TERESINA, PI
  • Orientador : MUGIANY OLIVEIRA BRITO PORTELA
  • Data: 28/05/2021
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  • A Base Nacional Comum Curricular, aprovada em dezembro de 2017, em sua versão final para o Ensino Fundamental, e em 2018 a versão final para o Ensino Médio, passa a ser uma referência nacional normativa para os processos de elaboração de currículos e materiais didáticos, de políticas de formação de professores, de critérios para avaliações. Diante disso, o foco desta investigação é o conhecimento acerca do ensino da linguagem cartográfica na educação básica, na perspectiva da BNCC. Pretende-se conhecer os desafios para implantação da BNCC na educação básica, notadamente entre os docentes da rede pública estadual, lotados na 4ª GRE (Gerência Regional de Ensino) na cidade de Teresina, Estado do Piauí. Nessa perspectiva, estabeleceu-se como objetivo geral analisar a proposta de currículo da BNCC para a linguagem cartográfica no Ensino Fundamental na disciplina Geografia. E, como objetivos específicos: identificar as concepções de currículos que contribuíram para a construção da BNCC, sobretudo para o ensino de Geografia; relacionar a BNCC do Ensino Fundamental com o Currículo do Piauí, no tocante à linguagem cartográfica e verificar junto aos professores de Geografia da 4ª GRE/SEDUC-PI os desafios e os encaminhamentos para a implantação da BNCC e da linguagem cartográfica no Ensino Fundamental. A metodologia consistiu em levantamento bibliográfico sobre as principais teorias de currículo que influenciam a educação básica brasileira e os desdobramentos dessas concepções no uso da linguagem cartográfica no ensino de Geografia. Além disso, houve a análise documental, sobretudo da BNCC (BRASIL, 2018) e do Currículo do Piauí (PIAUÍ, 2019), identificando suas concepções e as propostas para o uso da linguagem cartográfica no ensino de Geografia. E a aplicação de questionários para os professores de Geografia que ministram aulas na 4ª GRE/SEDUC-PI na cidade de Teresina. A interpretação geral das informações ocorreu conforme as análises teórico-metodológicas com abordagem qualitativa no contexto das reflexões dos autores Silva (2019), Lopes e Macedo (2011), Portela (2020), Cavalcanti (2005, 2011, 2019), Castellar e De Paula (2020), Richter (2017), Richter e Moraes (2020) e Duarte (2017). Como resultados, identificou-se que são poucos os trabalhos de “currículo de Geografia e a BNCC” nos programas de pós-graduação no Brasil. Verificou-se similaridades entre as concepções de currículo propostas por Silva (2019) e as concepções curriculares no ensino de Geografia no Brasil. Além disso, constatou-se que não é possível identificar uma única concepção de Currículo para BNCC (2018) e que o Currículo do Piauí (2019) incorporou as concepções da Base. Identificou-se também que a concepção de linguagem cartográfica proposta pela BNCC (2018) está alinhada às pesquisas desenvolvidas nos programas de Pós-graduação no Brasil nas últimas décadas. Na análise dos questionários, foi possível perceber que os professores consideram importante o uso do mapa no ensino de Geografia e que utilizam as representações cartográficas em suas aulas, entretanto, existe um distanciamento entre as práticas dos professores e a proposta da Base, pois, de maneira geral, os mapas são utilizados apenas para ilustrar o fenômeno estudado. A BNCC (2018) e o Currículo do Piauí (2019) propõem que o ensino de Geografia faça uso da linguagem cartográfica para desenvolver o pensamento espacial articulado ao raciocínio geográfico para que o aluno desenvolva a competência e a habilidade para compreender o mundo em que vive, e essa consiste em ser a principal proposta resultante desta pesquisa, aliada à necessidade de formação continuada dos docentes para que haja uma compreensão dos documentos que fundamentam o currículo de Geografia

     

  • PAULO HENRIQUE LUZ ROCHA
  • EVOLUÇÃO URBANA DE PICOS (PI)
  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 28/05/2021
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  • O espaço urbano é um produto histórico e social, sendo imprescindível a compreensão da natureza histórica da cidade e das suas funções originais e decorrentes, para o estabelecimento de suas bases. Desse modo, a cidade é a forma concretizada da urbanização, resultante da acumulação de todas as cidades anteriores, formadas a partir da atuação de diferentes agentes em diferentes contextos socioeconômicos. Assim, considerando que a análise das diferentes organizações espaciais urbanas, ao longo do tempo, é essencial para compreensão desse espaço na atualidade, definimos como objetivo geral analisar o processo de evolução do espaço urbano de Picos (PI), e como objetivos específicos caracterizar a gênese e a formação do espaço urbano de Picos, identificar os agentes e condicionantes, bem como sua atuação na formação desse espaço, discutir as causas e consequências da urbanização desse espaço e verificar a sua organização espacial urbana nos diferentes períodos. Para tanto, foi realizada uma pesquisa com método de abordagem dialético, método de procedimentos históricos e técnicas de coleta de dados com documentação direta – pesquisa de campo com registros fotográficos e geoprocessamento de imagens de satélite com uso do Google Earth Pro e Qgis, e documentação indireta, com pesquisa nos acervos documentais do Conselho Ultramarino, Arquivo Público do Piauí, Museu Ozildo Albano, IBGE e Prefeitura Municipal de Picos, bem como da literatura disponível em livros, teses, dissertações e artigos. Os resultados obtidos apontam que a cidade de Picos teve origem na década de 1930, a partir da edificação de uma Capela nas margens do rio Guaribas, no contexto da colonização do Piauí por fazendas de gado. Transformada em Freguesia e, posteriormente, em Vila, na década de 1850, Picos apresentou um crescimento relativamente tímido, tendo a economia baseada na economia de subsistência. Um século depois, a partir de meados da década de 1950, as estradas de rodagem fazem de Picos um entroncamento rodoviário, consolidado pela Rodovia Transamazônica, na década de 1970, tornando-o centro dos baixões agrícolas piauienses e importante fornecedor de alimentos para as grandes cidades do Nordeste, atividade esta que favoreceu o desenvolvimento da praça comercial. As atividades decorrentes da Política de Integração Nacional favorecem a demanda por mão-de-obra, colaborando para o êxodo rural e o crescimento urbano. Com a crise da agricultura, nos fins do século XX, o setor terciário se consolida e a migração se acentua, ocorrendo a urbanização de Picos, período a partir do qual a cidade se expande significativamente, agregando valor ao seu comercio e aumentando a oferta de bens e serviços cada vez mais especializados, consolidando-se como importante centro sub-regional na hierarquia urbana. O crescimento da população continua pressionando o setor imobiliário pela oferta de lotes e casas, bem como o Estado, para a construção de casas populares, o que têm provocado cada vez mais a conversão de terra rural em urbana e a expansão da cidade para além dos limites do perímetro urbano. Apesar do crescimento significativo da urbe, em termos quantitativos, Picos ainda é considerada cidade média, por ter população inferior a 100 mil habitantes. Entretanto, se considerarmos sua funcionalidade na hierarquia urbana do Piauí – Centro Sub-Regional, é cabível classificá-la como cidade média, dada a sua importância no contexto estadual.

     

  • ALICE SILVA COSTA ALELAF
  • TECNOLOGIA DIGITAL E O ENSINO SOBRE A CIDADE DE FLORIANO - PI
  • Orientador : MUGIANY OLIVEIRA BRITO PORTELA
  • Data: 25/05/2021
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  • Esta pesquisa discute o uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) no ensino de Geografia, na cidade de Floriano-PI. Diante disso, torna-se necessário entender em que medida escolas e professores estão integrando a realidade urbana dos alunos e a utilização das TDICs no ensino sobre a cidade de Floriano. Assim, pergunta-se: como os professores de Geografia da rede pública de ensino medeiam o ensino sobre a cidade de Floriano com o uso de TDICs? Para responder a essa questão norteadora, estabeleceu-se como objetivo geral: analisar a prática docente dos professores de Geografia da rede pública de Floriano, mediante o uso das TDIC para o ensino de cidade. Complementarmente, os objetivos específicos consistem em: conhecer a prática docente dos professores de Geografia de Floriano; identificar os problemas mais recorrentes em relação ao ensino de Geografia em Floriano mediado por TDIC; verificar as dificuldades que os professores de Geografia de Floriano encontraram em apresentar o ensino de cidade mediante as aulas remotas; destacar a importância dos conteúdos de cidade na disciplina de Geografia; elaborar encaminhamentos para o ensino da cidade de Floriano mediado por TDICs. Embasados nas leituras de Nascimento (2007), Barreto (2014), Dias (2010), Cavalcanti (2010, 2019), Portela (2017), Castellar e Vilhena (2010), Carlos (2003), entre outros, formulamos a abordagem teórico-metodológica deste trabalho. Desse modo, está pesquisa apresenta uma abordagem qualitativa de natureza exploratória que se utilizou dos seguintes instrumentos: pesquisa bibliográfica, documental e aplicação de questionário online estruturado e semiestruturado para os professores da rede pública de ensino com formação inicial em Geografia e com atuação na disciplina em Floriano. Constatamos que os professores de Geografia não tiveram uma formação inicial e continuada que levassem em consideração as TDICs no currículo e que no ensino sobre a cidade de Floriano o uso de TDICs nem sempre é privilegiado. Verificou-se que as dificuldades para o ensino de cidade mediante as aulas remotas consistem na falta de acesso dos alunos aos recursos digitais. Concluiu-se também que o ensino de cidade em Geografia é importante por estar diretamente relacionado à formação cidadã, uma vez que lida com os aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais, o que contribui para que o aluno construa sua identidade e passe a exercer sua cidadania de maneira consciente. Assim, foi proposto encaminhamentos para o ensino da cidade de Floriano que abrangeram as TDICs, a saber, computador, datashow, smartphone, internet, redes sociais e jogos como SimCity e FarmVile.

  • JULIANA OLIVEIRA ARAÚJO
  • GEOMARKETING E (RE) ORDENAMENTO TERRITORIAL NO LITORAL PIAUIENSE: ESTUDO DE CASO DO MUNICÍPIO DE PARNAÍBA-PIAUÍ-BRASIL
  • Orientador : EDVANIA GOMES DE ASSIS SILVA
  • Data: 21/05/2021
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  • A ocupação dos territórios no litoral piauiense evidencia-se a partir da apropriação do espaço, visto a dinamicidade das atividades econômicas, com destaque para o setor turístico. Diante disso, os governos em suas diversas escalas, necessitam de mecanismos, que os auxiliem no processo de tomada de decisões. Para tanto, este estudo utiliza o Geomarketing enquanto ferramenta de gestão de estudos ambientais, urbanos e turísticos, referentes aos processos de zoneamento e ordenação do espaço. Assim, definiu-se, enquanto objetivo geral analisar o uso do geomarketing no estudo das transformações socioespaciais e turísticas no período compreendido entre 2000 e 2020 no município de Parnaíba-Piauí, ao destacar as particularidades ambientais, o processo de expansão urbana, as políticas públicas voltadas para o meio ambiente e ordenamento territorial, além de propostas de roteiros turísticos. Objetivos específicos: Investigar o contexto têmporo-espacial na área de estudo nos últimos 20 anos; Especificar os planos de ações das políticas públicas e privadas utilizados no (re) ordenamento territorial; Categorizar as particularidades físicas e humanas do município por meio do Geomarketing e Propor roteiros turísticos para o município de Parnaíba com base nas análises geoambiental e turística. Quanto aos procedimentos metodológicos, destacam-se: a pesquisa bibliográfica, com os estados da arte das dissertações e teses produzidas nos últimos vintes anos a respeito do litoral e do Geomarketing; a pesquisa documental, na qual reuniu-se materiais que contribuíssem na construção teórica e no processo de discussão dos dados, a exemplo de documentos da Prefeitura Municipal de Parnaíba - Plano Diretor- e Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, para saber a área de ocupação do município dentro da APA. Além de renomados autores que versam sobre as feições costeiras, análise sistêmica (integrada), paisagem, território, turismo, urbanização, políticas públicas e ordenamento territorial. Além destes, têm-se a pesquisa de campo com os registros fotográficos e, o geoprocessamento e as geotecnologias que contribuíram para a confecção da cartografia temática e da proposição de mapas para o desenvolvimento de roteiros turísticos. Sobre os resultados, ressaltam-se a presença do Complexo Eólico na Praia Pedra do Sal; o processo de restauração do Complexo Turístico Porto das Barcas; Construção de novos equipamentos urbanos e turísticos: shoppings center, hotéis, supermercados, estabelecimentos de educação e de moradia: condomínios fechados, eventos estes que corroboram a dinâmica do município de Parnaíba.  Verificou-se com este estudo que o Geomarketing, por ser a junção da geografia, cartografia e marketing é um instrumento de gestão que ratifica a geolocalização dos objetos no espaço geográfico, evidencia a geodiversidade nos contextos ambientais, culturais e turísticos, auxilia no processo de zoneamento e ordenação do espaço, além de dar visibilidade ao município de Parnaíba por meio do marketing turístico

  • KARINY LUCAS SILVA
  • EDUCAÇÃO EM SOLOS: ESTUDO EM LIVROS DIDÁTICOS DE GEOGRAFIA DO ENSINO FUNDAMENTAL
  • Orientador : GUSTAVO SOUZA VALLADARES
  • Data: 21/05/2021
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  • A ciência geográfica permite que a sociedade compreenda sua interação com o espaço. O componente físico-natural solo está integrado ao espaço junto a sociedade, é de extrema utilidade para a sobrevivência da vida na Terra, evidenciando-se assim, a importância do seu ensino, bem como sua conservação. Na Geografia escolar, o Livro Didático é o principal instrumento utilizado para ensino, proporcionando inicialmente o contato dos alunos com o conteúdo de solo. O objetivo geral que norteou a pesquisa foi estudar a abordagem do conteúdo de solos nos livros didáticos de Geografia aprovados no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2020. Para atingi-lo foram propostos os seguintes objetivos específicos: identificar as concepções curriculares para o Ensino de solos na Geografia no 6º ano do ensino fundamental; analisar como o conteúdo solo é abordado no Livro Didático de Geografia; sugerir práticas pedagógicas voltadas para o Ensino de solos no 6ª ano do ensino fundamental, no ensino de Geografia. Considerando-se essa conjectura, utilizou-se como metodologia a abordagem qualitativa com natureza exploratória e descritiva, análise documental, e pesquisa bibliográfica em trabalhos que envolvem a discussão, a saber: Jenny (1941), Brasil (1996), Pinto Sobrinho (2005), Mantovani (2009), Pina (2009), Callai (2010), Castellar (2014), Maciel (2015), Brasil (2017), Govers (2017), Mendes (2017), Brasil (2018), entre outros. Conforme as análises, os resultados apontam que os livros em certos momentos, em suas diferentes discussões, contêm equívocos conceituais, ilustrativos, e que apesar disso, apresentam uma evolução na abordagem dessa temática. Conclui-se que nos livros didáticos analisados o conteúdo solo é apresentado em aspectos pedogenéticos, edáficos, de conservação e no contexto da agricultura. As imagens apresentadas deveriam ser mais bem articuladas com o texto, e estar em concordância com o conhecimento científico. O livro envolve diferentes temáticas, o que torna inviável abordar em poucas páginas todos os aspectos de determinada temática, portanto, a intenção não é apontar qual o melhor ou pior livro.

  • FRANCISCA VANESSA FRANCO FERREIRA
  • A GEODIVERSIDADE E O POTENCIAL TURÍSTICO NOS MUNICÍPIOS DE ASSUNÇÃO DO PIAUÍ E SÃO MIGUEL DO TAPUIO, PIAUÍ
  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 09/04/2021
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  • No contexto atual, estudos relativos à geodiversidade e temas correlatos são de suma importância, sobretudo por integrarem os elementos bióticos e abióticos da paisagem, o que contribui para instituir uma consciência ambiental. Desse modo, estudos que auxiliam na identificação de áreas que apresentam elementos da geodiversidade de interesse geológico/geomorfológico, podem contribuir, por exemplo, para futuros projetos de ordenamento territorial. No Piauí, as pesquisas envolvendo a geodiversidade vêm sendo desenvolvidas na última década, e apesar do número crescente, ainda são insuficientes. Diante desse cenário, a pesquisa apresenta como objetivo geral analisar a geodiversidade e o patrimônio geológico/geomorfológico dos municípios de Assunção do Piauí e São Miguel do Tapuio, Piauí, como suporte a iniciativas de geoconservação e geoturismo. Tendo como foco os valores turístico e didático delineou-se os seguintes objetivos específicos: (i) caracterizar a geodiversidade dos municípios de Assunção do Piauí e São Miguel do Tapuio; (ii) Inventariar o geopatrimônio, notadamente o geológico e o geomorfológico com base na metodologia proposta por Oliveira (2015); (iii) Avaliar quantitativamente o potencial turístico com base na metodologia proposta por Pereira (2010) para os municípios; (iv) Propor um roteiro geoturístico considerando o patrimônio geológico e  geomorfológico identificado; (v) Apresentar sugestões de estratégias de valorização e divulgação do geopatrimônio dos municípios de Assunção do Piauí e São Miguel do Tapuio e (vi) Elaborar material didático relacionado ao tema da pesquisa para a área de estudo. A metodologia adotada foi dividida em quatro etapas, organizadas da seguinte maneira: (i) levantamento e análise do referencial teórico; (ii) estudo de diferentes metodologias utilizadas na avaliação do patrimônio geológico e geomorfológico, bem como escolha da metodologia adotada na pesquisa; (iii) trabalho de gabinete para a  elaboração do material cartográfico; (iv) trabalho de campo e aplicação das fichas de inventariação com base na metodologia de Oliveira (2015) e da ficha de quantificação baseada na metodologia proposta por Pereira (2010) e (vi) elaboração de recursos didáticos e de atividades geoeducativas. Foram identificados, avaliados qualitativamente, caracterizados e posteriormente quantificados considerando o valor turístico 15 geomorfossítios, a saber: G1 – Pedra da Ponte do Caldeirão; G2 –Pedra da Jia; G3 – Mirante Serra da Ripada; G4 – Pedra do Santo Antônio; G5 – Loca Grande do Sítio do Meio; G6 – Mirante da Serra Salva Vida; G7 –Caldeirão Lajeiro Branco; G8 –Olho d’água do Sítio Velho; G9 – Cidade de Pedras da Baixa Verde; G10 –Cachoeira do Escuro; G11 – Complexo Paredões Rochosos Palmeira de Cima; G12 –Complexo Paredões Rochosos Palmeira de Baixo; G13 – Astroblema; G14 – Complexo das Formações Rochosas Olho d’água dos Picos; G15 –cachoeira do Nilo. Todos os geomorfossítios apresentam valores turístico, contudo, a quantificação permitiu inferir que dentre os geomorfossítios inventariados na pesquisa, a Pedra da Ponte do Caldeirão obteve a maior média entre os cinco parâmetros analisados, com 1,8 pontos, em seguida têm-se os geomorfossítios Mirante Serra da Ripada, Cidade de Pedras da Baixa Verde, Cachoeira do Escuro, Complexo Formações Rochosas Olho d’água dos Picos com 1,6 pontos cada e os geomorfossítios Cachoeira do Nilo e Pedra do Santo Antônio com 1,4 pontos de média, sendo estes, portanto os geomorfossítios com maior interesse geológico/geomorfológico dos municípios da área de estudo, considerando os seus potenciais usos para fins turísticos. Considerando o potencial identificado na área de estudo recomenda-se a implantação de infraestrutura por parte do poder público com vista a exploração dos mesmos de modo sustentável, vindo a favorecer a geração de renda nos municípios de Assunção do Piauí e São Miguel do Tapuio, Piauí.

  • FRANCISCO JOSÉ DA SILVA SANTOS
  • Avaliação da aprendizagem de geografia em escolas de tempo integral de Campo Maior/PI: normativas, concepções e práticas
  • Orientador : RAIMUNDO LENILDE DE ARAUJO
  • Data: 26/02/2021
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  • Os debates relacionados ao Ensino de Geografia têm se intensificado ao longo dos anos, com o desencadeamento de reflexões sobre os processos que envolvem a estrutura da Geografia escolar, desde a formação docente até a inter-relação com discentes em sala de aula e, especialmente nesse trabalho, a dinâmica do ensino e aprendizagem de Geografia, com ênfase em avaliação. O melhor entendimento do processo avaliativo contribui de forma significativa para o avanço na qualidade da aprendizagem dos conhecimentos geográficos e aprimoramento das práticas docentes. Com o intuito de padronizar os mecanismos de avaliação da aprendizagem escolar, foram estabelecidos procedimentos de avaliação próprias definidos pelo Estado. Esta pesquisa tem por objetivo geral compreender a avaliação na perspectiva do ensino de geografia, fundamentada em parâmetros da Secretaria de Estado da Educação do Piauí, a partir das práticas de docentes em Escolas de Tempo Integral de Campo Maior/PI. Os objetivos específicos foram estudar a sistemática de avaliação publicada pela Secretaria de Estado da Educação do Piauí e sua articulação com a legislação educacional (LDB, PCNs, DCNs, etc.); identificar as concepções dos professores de Geografia quanto à implantação das propostas avaliativas sugeridas pela SEDUC/Piauí; conhecer as práticas docentes a respeito da avaliação em Geografia. A partir desses pressupostos, utilizou-se como metodologia a abordagem qualitativa em caráter exploratório com a realização de revisão de literatura de pesquisas bibliográficas sobre trabalhos que abordassem a temática como: Cavalcanti (1998, 2002, 2012), Castellar (2010), Callai (2014), Castrogiovanni (2014), Luckesi (2002), Hoffmann (2005), Libâneo (1994) e Rabelo (2010), entre outros que versam sobre ensino de Geografia e avaliação da aprendizagem em Geografia. Além disso, foi realizado levantamento de dados empíricos (documentos da Secretaria de Estado da educação do Piauí relacionados à sistemática de avaliação), realização de entrevistas com docentes, categorização e análise dos dados coletados. Os resultados da pesquisa indicam que os (as) docentes entrevistados (as) entendem a avaliação como um instrumento educacional que deve se desenvolver em uma perspectiva processual, de forma a contribuir para o ensino-aprendizagem. Nesse sentido, percebeu-se que os (as) professores (as) tem se proposto a dinamizar os instrumentos avaliativos em suas práticas, a partir de problemas que dificultam a avaliação no ensino de Geografia, ou seja, socioeconômico, familiar e estrutural. Já quanto a Sistemática Avaliativa SEDUC/PI e os dois critérios que a compõe; o estudo identificou que há maior incorporação das orientações no que tange aos aspectos qualitativos indicados pelo documento. Na abordagem quantitativa, demonstraram-se impasses referentes à sua aplicação pelos docentes, o que desencadeou reações de insatisfação por parte dos estudantes, tanto em relação ao aspecto de sua distribuição temporal (bimestralmente), quanto ao formato interdisciplinar. A Sistemática demonstrou fragilidade em auxiliar o processo avaliativo nas singularidades de cada componente curricular e, em específico, da Geografia. Conclui-se que os (as) docentes entendem a avaliação numa perspectiva progressista, mas suas práticas continuam permeadas por aspectos tradicionais, reforçados pela Sistemática Avaliativa SEDUC/PI, que valoriza, dentro de sua proposta, a aferição de resultados, seja por critérios qualitativos ou quantitativos.

     

  • GLÉCIA MARIA DE CARVALHO SOUSA
  • CONFLITOS DE USO DA TERRA EM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE MARGINAIS (APP’S) DO RIO RIACHÃO, EM SANTO ANTÔNIO DE LISBOA-PI
  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 25/02/2021
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  • A temática Recursos Hídricos é imprescindível para o Brasil e o mundo, dadas as condições da crescente demanda da sociedade e da economia em relação a estes recursos e cuja oferta torna-se insuficiente para atender aos novos padrões sociais e tecnológicos vigentes, em virtude da degradação dos mananciais. A água é um recurso estratégico para a humanidade, de importância ecológica, econômica e social. Basicamente, ela mantém a vida no planeta, sendo o alicerce de grande parte das atividades produtivas da sociedade moderna. Logo, sua proteção e gestão responsável são essenciais para manutenção de sua qualidade e disponibilidade para o ser humano. Nesse sentido, a identificação das áreas de preservação permanente, aliada aos distintos tipos de uso e cobertura das terras, nas mesmas, com vista a análise de conflitos são fundamentais, posto as APP’s (Áreas de Preservação Permanente) constituírem instrumento importante para proteção e recuperação da qualidade hídrica, em especial no meio urbano por concentrar fontes de perturbação e alteração do uso da terra decorrentes das atividades antrópicas desenvolvidas muitas vezes às margens dos cursos d’água. A importância de estudos conduzidos em cursos de água, em especial nas regiões semiáridas, a exemplo do município de Santo Antônio de Lisboa- PI, associado a escassez de pesquisas voltadas a delimitação das APP’s nos cursos d’agua do Piauí, somado a inexistência de trabalhos acadêmicos sobre o referido tema no município de Santo Antônio de Lisboa justifica a realização da pesquisa que busca analisar os conflitos de uso das terras nas áreas de preservação permanente (APP’s) do Rio Riachão no município de Santo Antônio de Lisboa-PI como suporte a iniciativas de educação e planejamento ambiental . Para atingir tal objetivo realizou-se: i) a identificação das áreas de APP’s que margeiam o rio Riachão, ii) o mapeamento dos distintos tipos de uso/cobertura das terras nas APP’s que margeiam o rio Riachão, iii) a identificação das principais formas/processos de degradação na área de estudo e iv) a produção de material educativo, uma cartilha, como forma de alertar e orientar a população acerca da necessidade de conservação da água e proteção das APP’S do rio Riachão. A pesquisa orientou-se a partir da revisão bibliográfica de trabalhos técnicos e científicos já realizados sobre a temática, aliada a pesquisa documental e análise de estudos de caso sobre o tema, empregando a metodologia proposta por Cruz, Lanzanova e Bisognin (2019) que fez uso de técnicas de geoprocessamento, e, por fim, a prática de campo, com visitas in loco para confirmação dos dados mapeados. Os critérios do Código Florestal dispostos na Lei 12.651/2012 nortearam a identificação das APP‘s, e para a delimitação destas usou-se a ferramenta buffer do software Arcgis 10.6. A identificação dos conflitos partiu da sobreposição do mapa dos usos e cobertura das terras e do mapa das APP‘s. Os resultados revelaram que a APP do município é de 30 metros conforme medido o leito regular do rio Riachão de até 10 metros de largura. As classes de uso e cobertura das terras nas APP’s do rio Riachão identificadas foram: Área urbanizada, Áreas antrópicas agrícolas, Vegetação densa, Vegetação menos densa, Desmatamento/solo exposto e Recursos hídricos. Dentre estas, a classe Áreas Antrópicas agrícolas apresentou-se como a mais expressiva (60,46%), seguida da classe Vegetação densa (25,60%) e Área urbanizada (5,80%) revelando uma área com intensa exploração da APP marginal do rio Riachão por atividades agrícolas de subsistência, uma relativa presença da vegetal densa e edificações. Ao todo, a APP de margens do rio Riachão possui 0,88 km². Desta área total de APP 0,25 km² estão preservados e 0,59 km² estão em desacordo com a legislação ambiental. Os conflitos de uso e cobertura das terras revelaram alguns problemas ambientais, dentre eles: as atividades agrícolas desenvolvidas ao longo do seu curso de forma insustentável, o desmatamento das matas ciliares deixando os solo exposto e vulnerável a erosão, a retirada indiscriminada de areia do leito e das margens do rio para a comercialização e as construções/edificações urbana/rural às margens do rio desencadeando respostas que se convertem em processos erosivos e/ou de assoreamento em distintos pontos do rio. Por fim, foi elaborada uma cartilha educativa intitulada: “Rio Riachão: conhecendo para conservar”, com intuito de instigar a educação ambiental no município. O emprego das geotecnologias, bem como o entendimento das relações sociedade-natureza discutidas a partir da abordagem socioambiental forneceram contribuição inestimável para a realização desta pesquisa, que acredita-se signifique um esforço fundamental e pioneiro no sentido do promover a conservação da água no municipio analisado.

  • MARCOS VINÍCIUS DE ANDRADE RIBEIRO
  • A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DO CURRÍCULO DE GEOGRAFIA DA REDE MUNICIPAL DE TERESINA PARTILHADA POR PROFESSORES DESSA DISCIPLINA NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
  • Orientador : JOSELIA SARAIVA E SILVA
  • Data: 23/02/2021
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  • A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi homologada em dezembro de 2017 pelo Ministério da Educação e, após sua fase de implementação, começa a vigorar no Ensino Fundamental. Consoante com a prerrogativa nacional, o município de Teresina – PI, durante o ano de 2018, redefiniu seu currículo oficial baseando-o nos preceitos da BNCC. Assim, entendemos ser grande a influência das propostas curriculares na adequação dos saberes escolares a serem ensinados, incluindo os conhecimentos geográficos e o norteamento das práticas educativas, pois influenciam no tipo de sociedade e de sujeito que se quer construir, no que a escola ensina, como se ensina e como se avalia. Neste contexto, redefinem-se, também os conteúdos e os fundamentos teórico-metodológicos enquanto aportes das práticas educativas desenvolvidas no cotidiano escolar. Dessa forma, os novos modelos curriculares instituídos surgem como centro instrumental dos processos de mudanças no âmbito da educação geográfica que se pratica na cidade de Teresina. Procurando contribuir com essa discussão, este estudo apresenta como objetivo geral analisar a representação social do currículo de Geografia da rede municipal de Teresina - PI partilhada por professores dessa disciplina. E como objetivos específicos:  I - Identificar no currículo de Geografia da rede municipal de Teresina a presença dos conceitos estruturantes da ciência geográfica; II - Conhecer o conteúdo e a estrutura da representação social do currículo de Geografia da rede municipal de Teresina partilhada pelos professores dessa disciplina; III Verificar a ocorrência de relação entre o conteúdo da representação social e a forma de apresentação dos conceitos estruturantes da ciência geográfica presentes no documento. Para tanto, buscamos apoio na Teoria das Representações Sociais elaborada por Moscovici (1961), com ênfase numa de suas teorias complementares, a Teoria do Núcleo Central formulada por Jean-Claude Abric. Para dar embasamento à discussão sobre Currículo, bem como seu período contemporâneo de produção, utilizamos teóricos como Apple (2001, 2006), Silva (2011, 2019), Santomé (1998, 2013), Lopes e Macedo (2011), Sacristán (2013), Harvey (2008), Santos (2003), Bauman (1999), entre outros. Partimos da hipótese de que os professores de Geografia não possuem uma representação social vinculada ao campo científico expresso no currículo de Geografia da rede municipal de Teresina. Para balizarmos nossas análises utilizamos uma abordagem quanti-qualitativa associada à Análise de Conteúdo (BARDIN, 1977), possuindo como instrumentos de coleta de dados o Teste de Associação Livre de Palavras e um questionário. Como resultados, encontramos na representação social a influência do senso comum e da perspectiva de currículo tradicionalista, uma vez que o currículo em questão é atrelado meramente a sequenciamento e à organização de conteúdos, a guia para executar as aulas e ao conjunto de saberes agrupados. As significações encontradas a partir da análise do núcleo central, não expressam os conhecimentos geográficos adotados no atual modelo curricular.

2020
Descrição
  • ELIETHE GONÇALVES DE SOUSA
  • ESTADO DO GURGUEIA: IDENTIDADES, PROCESSOS (GEO)POLÍTICOS RECENTES E NOVAS TERRITORIALIDADES
  • Orientador : RAIMUNDO LENILDE DE ARAUJO
  • Data: 21/10/2020
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  • Na geopolítica recente, inúmeros projetos de lei para redividir os estados brasileiros encontram-se em trâmite na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, estando incluso, dentre eles, a proposta de criação do estado do Gurgueia. A cogitação do desmembramento e o consequente desejo de criação do estado do Gurgueia tem marco político nos termos constitucionais de 1988, entretanto, existe um fundamento territorial de complexidade ligado ao passado que o entrecorta nas suas essências (i)materiais. Posta a abrangência da questão divisionista e a efervescência da mesma na esfera local, é oportuno apontar que o conteúdo é permeado de interesses, que se dão, sobretudo, no campo econômico, determinados elementos desse desejo fazendo revelar também um viés de justificação ideológica. Assim, as representações identitária do território podem não se apresentarem como fenômeno imparcial, o que faz supor a construção da imagem do Gurgueia até mesmo em uma realidade para além da busca pela superação das determinações das condições de escassez de bens e recursos que envolvem um povo, ou seja, haveria, ainda, como motivação para a análise, um cenário de produção, por detrás e em paralelo, de hábitos mentais acerca dos ideais divisionistas envolvidos nessa querela. Desse modo é que se teve por objetivo pensar a criação/construção de um sentimento de identidade na legitimação da proposta que reivindica o estado do Gurgueia, surgindo, a partir disso, o tema aqui apresentado: Estado do Gurgueia: identidades, processos (geo)políticos recentes e novas territorialidades. Esta investigação apoiou-se em procedimentos metodológicos na forma de levantamentos bibliográficos e documentais. Teve ainda o recurso à análise do conteúdo, aplicada às amostragens retidas do universo das matérias jornalísticas divulgadas em meio virtual, com caráter exploratório, e na perspectiva de uma pesquisa qualiquantitativa. Neste estudo foram tomados como referências pesquisadores como Moraes (1991, 2005, 2011a, 2011b), Façanha e Soares (2010, 2016), Alencar (2016), etc. Os achados desta investigação apontaram as conclusões no sentido de afirmar o estado do Gurgueia como uma invenção que se destina à emergência de fazer erigir mais um espaço de poder/territorialidade.

  • DANIELLE PEREIRA DE OLIVEIRA
  • FLORESTA FÓSSIL DE TERESINA (PI): DE QUE PATRIMÔNIO ESTAMOS FALANDO?
  • Orientador : ANDREA LOURDES MONTEIRO SCABELLO
  • Data: 27/08/2020
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  • O patrimônio cultural tornou-se um campo fecundo para as pesquisas de cunho geográfico. No entanto, elas se desenvolvem ainda timidamente, apesar da pluralidade de abordagens. Sob a ótica da geografia cultural e humanista, pautada em uma perspectiva social e política, esta pesquisa teve como objetivo geral investigar o Patrimônio Cultural e Paleontológico Floresta Fóssil do rio Poti, frente às políticas públicas de preservação do patrimônio cultural no Brasil. Entre os objetivos específicos, destacam-se: i) Discutir o contexto histórico e a implantação da política de preservação do patrimônio cultural no Brasil, enfatizando a tipologia: natural e paleontológica; ii) Caracterizar a formação paleogeográfica da Floresta Fóssil do rio Poti de Teresina-Pi e apresentar os motivos de sua elevação a patrimônio cultural tombado; iii) Analisar os resultados da atuação das políticas públicas de preservação desse patrimônio; iv) Planejar e executar ações de intervenção como estratégia complementar ao tombamento com a intenção de promover o Patrimônio Cultural e Paleontológico Floresta Fóssil do rio Poti de Teresina-PI. A valoração e transformação de um bem em patrimônio parte de um reconhecimento oficial de certos elementos da cultura dos grupos sociais e a sua preservação e conservação dependem de uma participação efetiva da sociedade. Nesse estudo, parte-se do pressuposto de que o uso indevido e a precária conservação da Floresta Fóssil de Teresina é resultado de políticas públicas deficitárias, que utilizam o tombamento como a principal medida de preservação, mas, sem se preocupar em dialogar com a sociedade. O enfoque metodológico da pesquisa seguiu os ciclos de Ação-Reflexão-Ação. Com vista a realizar uma revisão conceitual e a caracterização da área de estudo, utilizou os seguintes procedimentos metodológicos: levantamento bibliográfico – que incluiu a leitura de artigos, dissertações, livros digitais e impressos que abordam a temática em questão -, pesquisa documental e pesquisa de campo - in loco, realizada entre os anos de 2018 e 2019, utilizando com técnica a observação direta. A pesquisa incluiu a realização de uma oficina pedagógica estruturada em 4 etapas: a) Aplicação de questionário; b) Roda de conversa; c) Campo na Floresta Fóssil; d) Construção de Painel Participativo. O público-alvo se constituiu dos alunos do 3º ano do ensino médio de uma escola pública de Teresina. Uma vez que, o conhecer é o primeiro passo para proteger as referências culturais, a interpretação e análise dos resultados, possibilitou o desenvolvimento adequado de estratégias voltadas para a conservação do patrimônio, objeto deste estudo. Vale ressaltar, ainda, que as informações adquiridas mostraram que é necessário rever as formas como os bens patrimoniais são valorados e como o conhecimento patrimonial e ou a ausência dele pode ser um fator de impacto na preservação e conservação dos bens culturais, considerando que o significado atribuído pelos sujeitos é reflexo de diferentes realidades.

  • DANIELA MIRANDA ARAÚJO
  • Produção do espaço urbano de Barão de Grajaú/MA: como e por quem é produzido?
  • Orientador : RAIMUNDO LENILDE DE ARAUJO
  • Data: 24/08/2020
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  • Compreender a produção do espaço requer entender diferentes caminhos, a atuação dos agentes que disputam, entre si, os seus interesses no contexto deste espaço, provocando modificações em diferentes âmbitos e propósitos. Deste modo, o presente trabalho analisou a produção do espaço urbano de Barão de Grajau/MA, uma cidade pequena no interior do Maranhão que vem passando por modificação em sua malha urbana, este processo está diretamente ligado a atuação de agentes produtores do espaço. Esta dissertação possui como objetivo geral realizar um estudo do processo de expansão urbana da cidade de Barão de Grajau/MA, a partir da ação dos agentes produtores do espaço urbano. Como objetivos específicos: analisar o processo de expansão urbana de Barão de Grajaú, a partir do século XXI, e dessa forma compreender como ocorre o dinamismo que está por trás do crescimento na malha urbana da cidade. A partir daí identificar os agentes produtores do espaço que estão relacionados ao processo de expansão urbana de Barão de Grajaú/MA. E diante disso, entender a contribuição dos agentes na expansão urbana de Barão de Grajaú. Para alcançar estes objetivos a pesquisa adotou o trabalho de gabinete e campo, que se desenvolveram, em parte, de forma concomitante. No trabalho de gabinete foi realizado um levantamento das bases conceituais a respeito dos conceitos principais que envolvem a temática da produção do espaço urbano de modo a possibilitar um aporte teórico para a pesquisa. A fase de trabalho de campo se constituiu de visitas in loco afim de subsidiar os objetivos traçados. A coleta de dados ocorreu com a ida a campo em momentos distintos em um primeiro momento em março de 2019, novamente em outubro de 2019 e por último no mês de fevereiro de 2020. Foram realizadas entrevistas, além da população, foram entrevistados o Prefeito da cidade, a coordenadora da Fundação Pavel, o gerente administrativo de uma empresa, Proprietários Fundiários e o responsável pelo Setor de Terras e Tributos. Desta forma, a imersão nesta pesquisa revelou que Barão de Grajaú encontra-se em um processo do crescimento urbano, de modo que este está atrelado a atuação em conjunto ou não dos agentes produtores do espaço.  Evidencia-se que o processo de expansão urbana em Barão de Grajau/MA é perceptível, mas não ocorre de forma similar em todas as áreas da cidade, faz-se necessário um planejamento entre aqueles que estão a frente deste dinamismo para alcançar resultados satisfatórios.

  • ANTONIA DA CRUZ ROSA ARAÚJO
  • DA ESPERANÇA À VITÓRIA: CONQUISTA DA TERRA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL, ECONÔMICO E AMBIENTAL DOS ASSENTAMENTOS SANTANA NOSSA ESPERANÇA E SANTANA NOSSA VITÓRIA - TERESINA/PI.
  • Orientador : RAIMUNDO WILSON PEREIRA DOS SANTOS
  • Data: 14/08/2020
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  • O processo de distribuição irregular de terra no país que tem origem no período colonial propiciou um ambiente conflitante no campo brasileiro, uma vez  que o camponês luta contra a exploração da sua força de trabalho e o latifundiário luta pela permanência do sistema de exploração. Neste contexto,  os conflitos no campo permearam em todas as fases da política brasileira. Contudo, no final da década de 1950 e início da de 1960, os camponeses  organizaram e revindicaram políticas fundiárias. Embora os camponeses tendo lutado em todas as  fases da política do Brasil, foi a partir dos anos 80 do século XX,  no período da redemocratização, que os grupos sociais sem-terra auferiram mais notoriedade pública, principalmente com as estratégias  de ocupação de terras improdutivas, adotadas pelo MST. Esse  cenário  político favoreceu a implantação de assentamentos rurais, os quais são territórios de luta e conquista dos trabalhadores rurais sem-terra, que  historicamente foram excluídos do processo de divisão da terra. Diante do exposto, traçamos como objetivo geral da pesquisa analisar o desenvolvimento social, econômico e ambiental dos assentamentos Santana Nossa Esperança e Santana Nossa Vitória, tendo como base as políticas públicas de organização fundiária. Para  alcançarmos os objetivos traçados, utilizamos a pesquisa bibliográfica em livros, teses, dissertações, artigos científicos e pesquisa documental em documentos fornecidos pela Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Piauí – INCRA/PI e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Piauí FETAG/PI. Na pesquisa de campo, realizamos visitas de observação e coleta de dados junto aos assentados dos assentamentos Santana Nossa Esperança e Santana Nossa Vitória, com aplicação de formulário de pesquisa a 30 chefes de famílias dos assentamentos Santana Nossa Esperança, escolhido de um total de 150 residentes, que representam uma amostragem de 20% e no assentamento Santana Nossa Vitória aplicamos o formulário de pesquisa a 13 chefes de famílias de um total de 65 residentes, que representam também, uma amostragem de 20%. Os principais resultados que o estudo apresentou foram relacionados  ao retrocesso nas políticas de reorganização fundiária na atual conjuntura política brasileira, bem como a vulnerabilidade social nesses projetos, devido à falta de assistência básica como posto de saúde, transporte coletivo, escolas públicas, além do aumento de assaltos nesses territórios. Esses problemas são ocasionados pela ausência de atuações públicas, o que mostra a necessidade de acompanhamento mais próximo por parte dos órgãos envolvidos, bem como das entidades representativas do campo. O desenvolvimento territorial rural dos assentamentos, objeto desse estudo, requer ações de discussão dos problemas internos a partir do diálogo, pensando no bem coletivo.    

     

  • MARIANA RODRIGUES OLIVEIRA DOS SANTOS
  • CLIMA DE TERESINA E INDICADORES DE CLIMA URBANO A PARTIR DO SENSORIAMENTO REMOTO
  • Orientador : CARLOS SAIT PEREIRA DE ANDRADE
  • Data: 15/05/2020
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  • RESUMO

     

    O processo de transformação das cidades é desencadeado por uma série de ações antrópicas, substituindo o que antes era vegetação por cobertura urbana e alterando a dinâmica natural do meio. É nesse contexto muito comum nas cidades do mundo, que surgiu o clima urbano, onde cada cidade possui suas próprias características naturais e artificiais, que, dependendo de suas feições físicas, localização, atividades e tipo de cobertura do solo, provocam mudanças capazes de criar um clima único. Nesse contexto de expansão e mudanças, Teresina, capital do estado do Piauí, se encontra em um contínuo processo de expansão urbana, causando um adensamento horizontal e periférico dos seus limites. Como alternativa no auxílio do panorama ambiental atual, o Geoprocessamento está sendo a cada dia mais utilizado dentro da ciência, pois possibilita resultados eficazes e condizentes com o mundo real, sendo uma ferramenta que facilita na tomada de decisões. Dentro dessa perspectiva, o presente trabalho tem como seu principal objetivo analisar as técnicas de Sensoriamento Remoto como ferramenta importante para a definição de indicadores de clima urbano na cidade de Teresina – Piauí.  Para isso, objetivos específicos foram traçados: i) Explicar a aplicação do sensoriamento remoto nos estudos do clima urbano; ii)  Definir, através do Processamento Digital de Imagens, os indicadores físico-ecológicos como parâmetros analíticos de clima urbano em Teresina; iii) Desenvolver um índice síntese de clima urbano por meio da hierarquização e álgebra de mapas a partir dos indicadores obtidos por dados de Sensoriamento Remoto, e iv)  Apresentar o mapa de clima urbano para Teresina e sua relação com o uso e cobertura do solo na cidade.Para isso, foram utilizados dados do satélite Landsat 8 e o software Qgis para o processamento dos dados e criação dos mapas. Como resultados, foi constatado que Teresina possui altos índices de influência de clima urbano (ICU), os quais foram diretamente relacionados com diferentes condicionantes ambientais, dentre os principais, o solo exposto e o solo construído, principalmente nos extremos norte e sul da capital.

     

     

  • LUCAS ALMEIDA MONTE
  • MAPEAMENTO DA FRAGILIDADE AMBIENTAL NO MUNICÍPIO DE PAULISTANA, ESTADO DO PIAUÍ
  • Orientador : EMANUEL LINDEMBERG SILVA ALBUQUERQUE
  • Data: 03/04/2020
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  • As relações existentes entre sociedade e natureza constitui elemento fundamental no conhecimento científico, merecendo destaque, neste contexto, a ciência geográfica. A Região Nordeste do Brasil possui, especificamente na região semiárida, clima caraterizado por atributos típicos, como baixa umidade relativa do ar, baixos índices pluviométricos e elevadas temperaturas, solos rasos e pouco férteis com atuação de processos erosivos, relevo bastante dissecado e intensa atuação antrópica. Ao considerar a região semiárida como ambiente instável, conforme a classificação de Tricart (1977), através dos atributos físico-naturais, tornam-se propícios quadros de fragilidade ambiental (ROSS 1994). Destaca-se nessa pesquisa a utilização do geoprocessamento como ferramenta essencial para contribuir com informações sobre o ambiente e possíveis tomadas de decisões. Através dessa ferramenta, pesquisas voltadas à análise do ambiente têm apresentado resultados aprimorados, verificando assim a atual condição dos atributos ambientais, que consequentemente venham a sofrer com as ações humanas em determinadas áreas. Para a pesquisa em epígrafe, considera-se a realidade físico-natural que permeia o município de Paulistana, situado na região sudeste do estado do Piauí, há aproximadamente 456 km de distância da capital Teresina. Com base nas informações apresentadas, a pesquisa tem como objetivo geral analisar a fragilidade ambiental para o município de Paulistana/PI. Ao considerar o objetivo exposto, a pesquisa possui os seguintes objetivos específicos: Identificar os indicadores físico-naturais (geologia, geomorfologia, hidroclimatologia, pedologia e fitogeografia) presente no município em estudo; Definir os indicadores físico-naturais da área pesquisada; Realizar o levantamento das fragilidades potencial e emergente para o município de Paulistana/PI; Elaborar o mapeamento da fragilidade ambiental da área em questão. Para efetivação dos objetivos, seguiram-se as seguintes etapas: pesquisa documental para realização de levantamento bibliográfico e posterior revisão conceitual, bem como caracterização da área de estudo; realização de Trabalho de Campo para reconhecimento da área, bem como para realizar coleta de dados referentes ao objeto em análise; levantamento e análise sobre a fragilidade ambiental do município de Paulistana/PI; utilização de materiais como imagens de satélite para análise e validação das informações colhidas in loco; coleta e elaboração da base cartográfica utilizada na pesquisa; confecção dos mapas utilizados na pesquisa. Através das incursões em campo, atrelado à literatura, foi possível perceber que as características físico-naturais de Paulistana/PI contribuem para o quadro de elevados níveis de fragilidade potencial. Ao levar em consideração a questão antrópica associada à fragilidade potencial, foi possível obter dados relacionados com a fragilidade emergente, apresentando níveis que oscilaram entre alta e muito alta. Dessa forma, constata-se que o mapeamento da fragilidade ambiental representa um importante instrumento de planejamento ambiental, tendo em vista que o município em análise possui forte tendência de aumento nos níveis de fragilidade ambiental, o que pode ocasionar danos severos ao ambiente, que a reboque atinge diretamente a população.

  • SILVANA ARAÚJO MACIEL
  • “RESISTÊNCIA PARA EXISTÊNCIA”: o direito ao território remanescente quilombola Marinheiro em Piripiri, Piauí
  • Orientador : RAIMUNDO WILSON PEREIRA DOS SANTOS
  • Data: 06/03/2020
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  • As comunidades remanescentes de quilombos possuem uma resistência histórica pela posse da terra, inspirada, principalmente na formação dos primeiros quilombos no período colonial do Brasil. Nesse contexto, a abolição da escravidão em 1888 representou tão somente a liberdade da escravidão, não veio acompanhada do desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a diminuição das desigualdades raciais, assim como a criação de condições dignas para o desenvolvimento social e produtivo do recém liberto. A conquista da titulação do território nas comunidades remanescentes passa por questões burocráticas e acontece de forma muito lenta, mesmo após a inserção do artigo 68 no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT da Constituição Federal que garante às comunidades remanescentes de quilombo o direito aos territórios tradicionalmente ocupados. Nessa perspectiva, traçamos como objetivo geral analisar as dificuldades e os conflitos decorrentes do processo de ocupação e regularização fundiária do território da comunidade remanescente quilombola Marinheiro, em Piripiri, Piauí. Para realização da pesquisa utilizamos uma abordagem qualitativa e quantitativa do tipo descritiva e exploratória com o uso de pesquisa bibliográfica em livros, teses, dissertações e artigos; a pesquisa documental em documentos fornecidos pela Superintendência Regional do INCRA no Piauí - SR 24, Fundação Cultural Palmares -FCP, Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Quilombolas da Comunidade Marinheiro e o Instituto de Terras do Piauí – INTERPPI. Na pesquisa de campo, realizamos visitas de observação e coleta de dados junto à comunidade, com aplicação de formulário de pesquisa junto a 25 famílias escolhidas aleatoriamente de um total de 78 residentes, que representa uma amostragem de 32%. Buscamos aprofundar o conhecimento acerca do objeto da pesquisa com a utilização da técnica de entrevista, sendo iniciada pela presidenta da associação da comunidade, gestor do Sindicato Rural de Piripiri, Piauí, INCRA SR 24, INTERPI e empresa agrícola (proprietária de terras reivindicadas pelos remanescentes). Estas, possibilitaram maiores esclarecimentos sobre o andamento do processo de regularização fundiária do território da comunidade Marinheiro. O estudo revelou a importância da conquista do território pela comunidade remanescente de quilombo, tendo em vista que o uso da terra é o principal responsável pela sobrevivência das famílias que convivem com a falta de espaço e pouco incentivo governamental para realização de seus cultivos e a prática da pecuária. Nesse contexto, entendemos que a luta pelo território Marinheiro, tornou-se condição sine qua non para o acesso às políticas públicas governamentais voltadas para os quilombolas, diante da existência de relações de poder conflituosas, no que se refere a regularização fundiária e a posse definitiva da terra.

  • EDILEIA BARBOSA REIS
  • Impactos espaciais e socioambientais em espaços de moradia de condomínios horizontais na região sul de Teresina/Piauí/Brasil
  • Orientador : BARTIRA ARAUJO DA SILVA VIANA
  • Data: 29/02/2020
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  •  A geografia como ciência busca, através da interpretação do espaço, compreender as formas de organização do espaço citadino, verificando como o poder público conduz o planejamento urbano-ambiental. Tendo em vista a atuação do capital financeiro como agente que influencia na produção do espaço e reproduz o modelo de moradia, os condomínios horizontais, se adaptaram às diferentes realidades e classes sociais, tendo como efeito a geração de impactos socioambientais. Neste contexto, esta pesquisa tem por objetivo geral analisar os impactos socioambientais e espaciais decorrentes da implantação dos condomínios horizontais fechados na região Sul da cidade de Teresina-PI no período de 2005 a 2018. Os objetivos específicos são: a) discutir a produção do espaço urbano, o planejamento urbano e ambiental e a implantação dos condomínios horizontais fechados em Teresina; b) relatar sobre as formas de apropriação e uso do solo urbano levando em consideração os aspectos geoambientais e socioeconômicos de Teresina; c) diagnosticar os impactos socioambientais decorrentes da expansão dos condomínios horizontais fechados na região Sul de Teresina no período de 2005 a 2018. A construção do texto está fundamentada a partir do diálogo dos seguintes autores: Abreu (1983), com uma abordagem sobre segregação em Teresina; Façanha (1998), tratando da formação espacial da capital do Piauí; Sáchez (2008), discutindo os instrumentos de gestão ambiental; e, Silva (2015), discorrendo sobre os condomínios horizontais em Teresina, bem como a partir de pesquisa documental que trata da legislação urbano e ambiental pertinente ao tema. Para realização da pesquisa optou-se como metodologia pelo uso do método histórico-dialético como forma de análise sobre as contradições socioespaciais, mesclando com o método check-list e a matriz de impactos socioambientais, como também o uso de ferramentas para o monitoramento ambiental, visando a observação das transformações socioambientais por meio de imagens de satélite e da produção e da análise de material cartográfico, assim como do registro fotográfico. Constatou-se que os condomínios horizontais influenciam na dinâmica urbano-ambiental da região Sul de Teresina, contribuindo para transformações socioambientais, além de promover a valorização espacial. Os impactos socioambientais ocorrem em duas fases, durante o processo de instalação e de operação dos empreendimentos, sendo que ambos incidem sobre as áreas dos condomínios, gerando alterações ambientais como a poluição sonora, alterações na paisagem e desmatamento, podendo influenciar na elevação da temperatura e no condicionamento de microclimas. Os impactos sociais estão relacionados à insegurança, ao isolamento social e a especulação imobiliária.  Conclui-se que a chegada dos condomínios horizontais fechados na região Sul de Teresina trouxe mudanças de hábitos associadas ao comportamento social e à função da moradia. Dessa forma, as alterações ambientais refletem-se na paisagem urbana ao contribuir com o desequilíbrio do ecossistema urbano.

     

  • EDILEIA BARBOSA REIS
  • Impactos espaciais e socioambientais em espaços de moradia de condomínios horizontais na região sul de Teresina/Piauí/Brasil
  • Orientador : BARTIRA ARAUJO DA SILVA VIANA
  • Data: 29/02/2020
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  •  A geografia como ciência busca, através da interpretação do espaço, compreender as formas de organização do espaço citadino, verificando como o poder público conduz o planejamento urbano-ambiental. Tendo em vista a atuação do capital financeiro como agente que influencia na produção do espaço e reproduz o modelo de moradia, os condomínios horizontais, se adaptaram às diferentes realidades e classes sociais, tendo como efeito a geração de impactos socioambientais. Neste contexto, esta pesquisa tem por objetivo geral analisar os impactos socioambientais e espaciais decorrentes da implantação dos condomínios horizontais fechados na região Sul da cidade de Teresina-PI no período de 2005 a 2018. Os objetivos específicos são: a) discutir a produção do espaço urbano, o planejamento urbano e ambiental e a implantação dos condomínios horizontais fechados em Teresina; b) relatar sobre as formas de apropriação e uso do solo urbano levando em consideração os aspectos geoambientais e socioeconômicos de Teresina; c) diagnosticar os impactos socioambientais decorrentes da expansão dos condomínios horizontais fechados na região Sul de Teresina no período de 2005 a 2018. A construção do texto está fundamentada a partir do diálogo dos seguintes autores: Abreu (1983), com uma abordagem sobre segregação em Teresina; Façanha (1998), tratando da formação espacial da capital do Piauí; Sáchez (2008), discutindo os instrumentos de gestão ambiental; e, Silva (2015), discorrendo sobre os condomínios horizontais em Teresina, bem como a partir de pesquisa documental que trata da legislação urbano e ambiental pertinente ao tema. Para realização da pesquisa optou-se como metodologia pelo uso do método histórico-dialético como forma de análise sobre as contradições socioespaciais, mesclando com o método check-list e a matriz de impactos socioambientais, como também o uso de ferramentas para o monitoramento ambiental, visando a observação das transformações socioambientais por meio de imagens de satélite e da produção e da análise de material cartográfico, assim como do registro fotográfico. Constatou-se que os condomínios horizontais influenciam na dinâmica urbano-ambiental da região Sul de Teresina, contribuindo para transformações socioambientais, além de promover a valorização espacial. Os impactos socioambientais ocorrem em duas fases, durante o processo de instalação e de operação dos empreendimentos, sendo que ambos incidem sobre as áreas dos condomínios, gerando alterações ambientais como a poluição sonora, alterações na paisagem e desmatamento, podendo influenciar na elevação da temperatura e no condicionamento de microclimas. Os impactos sociais estão relacionados à insegurança, ao isolamento social e a especulação imobiliária.  Conclui-se que a chegada dos condomínios horizontais fechados na região Sul de Teresina trouxe mudanças de hábitos associadas ao comportamento social e à função da moradia. Dessa forma, as alterações ambientais refletem-se na paisagem urbana ao contribuir com o desequilíbrio do ecossistema urbano.

     

  • FRANCISCO WELLINGTON DE ARAUJO SOUSA
  • PAISAGENS DA PORÇÃO OESTE DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO GUARIBAS, ESTADO DO PIAUÍ, BRASIL
  • Orientador : IRACILDE MARIA DE MOURA FE LIMA
  • Data: 28/02/2020
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  • A Porção Oeste da bacia hidrográfica do rio Guaribas (POBHG) está localizada na região sudeste piauiense, na microrregião de Picos, perfazendo uma área de aproximadamente 2.285,06 km2. O objetivo geral da pesquisa compreende analisar as unidades de paisagem da POBHG, a partir de uma perspectiva integrada, como subsídio ao planejamento ambiental. Como objetivos específicos estabeleceram-se: a) caracterizar os componentes biofísicos e socioeconômicos; b) realizar uma análise integrada entre os componentes biofísicos e socioeconômicos dos municípios que se encontram na área de estudo identificando as potencialidades e limitações de cada unidade de paisagem; c) realizar o mapeamento do uso e cobertura da terra da Porção Oeste da bacia hidrográfica do rio Guaribas com o uso de técnicas de geoprocessamento e, d) identificar os impactos socioambientais relacionados às formas de uso em cada unidade de paisagem. A pesquisa tem como base teórica-metodológica a abordagem sistêmica, a partir da perspectiva de análise integrada da paisagem, fundamentada nos seguintes autores:  Bertalanfy (1975), Bertrand (1972); Sotchava (1977); Tricart (1977); Christofoletti (1999). Como procedimentos metodológicos, fez-se inicialmente a delimitação da área de estudo, o levantamento das referências teórico-metodológicas e em seguida a sistematização dos dados e informações, tendo as técnicas de geoprocessamento como apoio para os mapeamentos e análises da área de estudo. Obteve-se como resultados relativos à caracterização fisiográfica que a base geológica é predominantemente formada por rochas que compõem a Bacia Sedimentar do Parnaíba, correspondendo às formações Jaicós, Pimenteiras e Cabeças. Com relação aos aspectos climáticos, a área de estudo está inserida totalmente na região semiárida do Nordeste brasileiro, com índices pluviométricos de valores médios anuais de 400 até 900 mm. Os aspectos hidrográficos se caracterizam pela predominância de cursos de água efêmeros ou temporários, que são afluentes e subafluentes do rio Guaribas. O relevo apresenta altitudes variáveis, sendo que a maior parte se encontra entre 300 a 600 m, em áreas relativamente planas a suave ondulados e, com base em técnicas de geoprocessamento e apoiada na classificação taxonômica de Ross (1992) o relevo da área de estudo foi classificado em cinco unidades geomorfológicas: i) Vale Sujeito à inundação; ii) Superfície dissecada Aplainada iii) Superfície Dissecada com Morros Residuais; iv) Planaltos tabulares com morros residuais e; v) Reverso de Cuesta dissecado. Em relação aos aspectos pedológicos, observou-se uma predominância dos Latossolos Amarelos, Neossolos Litólicos e dos Argissolos Vermelhos. No que se refere aos aspectos populacionais e a dinâmica dos indicadores socioeconômicos, verificou-se um aumento da população e melhorias no IDHM no ano de 2010 em relação a 2000, assim como do PIB total considerando os anos de 2016 e 2017. No entanto, a economia ainda se concentra no setor de serviços, sem grande destaque para a indústria. Constatou-se uma predominância das lavouras temporárias em relação às permanentes, caracterizando a permanência do cultivo tradicional (feijão, milho e mandioca), o que reflete na paisagem com a permanência de práticas insustentáveis. Em cada unidade de paisagem foi perceptível processos intensos de degradação ambiental que se encontram relacionados às formas de uso, materializados a partir de impactos recorrentes e semelhantes em cada unidade, como o desmatamento da vegetação nativa; a erosão do solo; cultivo inadequado nas margens dos cursos de água e as queimadas. Identificaram-se como impactos negativos no Guaribas na área urbana de Picos: a poluição do rio, resultante do descarte do lixo no leito e nas suas margens e ao lançamento de esgoto in natura, com o consequente surgimento de aguapés nas suas águas; além do desmatamento das matas ciliares. Deste modo, espera-se que a pesquisa possa nortear as políticas de planejamento e gestão ambiental na área de estudo, visando fornecer informações relevantes para tomadas de decisões no que se refere a proteção dos recursos naturais, principalmente relacionado à medidas adequadas de manejo do solo e ações de recuperação das áreas de preservação permanente dos cursos d'água.


  • EMILSON OLIVEIRA DOS SANTOS
  • CONTACT CENTERS EM TERESINA-PI: IMPACTOS SOCIAIS E TRANSFORMAÇÕES NO ESPAÇO URBANO
  • Orientador : BARTIRA ARAUJO DA SILVA VIANA
  • Data: 27/02/2020
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  • No século XXI o espaço geográfico das cidades passou a sofrer fortes mudanças oriundas do avanço do sistema capitalista pelo processo de globalização. O avanço técnico-informacional possibilitou o surgimento de um espaço articulado e interdependente onde o capital encontrou novas formas para sua acumulação e circulação, dando origem a uma nova hierarquia e guerra entre os lugares. A passagem do capital industrial para o capital financeiro deu origem a novos agentes hegemônicos que passaram a ser os principais atores no processo de (re)produção do espaço urbano. É nesse cenário que surge as empresas transnacionais, corporações que se deslocam dos seus países de origem em direção a outros continentes, levando consigo características que até então não existiam no lugar onde se instalaram. As Contact Centers, grandes terceirizadas especializadas no atendimento ao cliente pelo telefone, são um exemplo prático de empresas causadoras de fortes transformações no espaço das cidades. Diante disso, o objetivo geral dessa pesquisa foi analisar as transformações espaciais e os impactos sociais provocados no município de Teresina com a chegada destas empresas no recorte temporal de 2013 a 2019, tendo como objetivos específicos: I) Discorrer sobre o contexto histórico das Contact Centers, enfatizando as características destas corporações presentes nos bairros de Teresina; II) Verificar os motivos que atraíram estas corporações para a capital do Piauí; III) Apontar as transformações no espaço urbano surgidas com a instalação de operações de teleatendimento e os impactos na sociedade teresinense. Tendo como abordagem quali-quantitativa, esse trabalho partiu de pesquisas documentais, bibliográficas e de campo, a fim de diagnosticar as alterações urbanas e sociais na capital piauiense decorrentes da ação das Contact Centers. Evidencia-se as obras de Carlos (2015), Corrêa (1989), Santos (1994) e Almeida (2013) como alicerces teóricos fundamentais para a construção desta dissertação. A importância do trabalho perpassa pela compreensão do espaço urbano de Teresina, buscando a construção de uma geografia das Contact Centers na cidade, servindo como base para pesquisas futuras e que possa ajudar o governo municipal a compreender se os investimentos direcionados à estas empresas trouxeram benefícios à cidade, avaliando os desdobramentos no mercado de trabalho local pela popularização da profissão de operador de telemarketing. Constatou-se que o motivo principal para vinda destas empresas para a capital do Piauí foi a criação de leis específicas para a disponibilização de benefícios e incentivos fiscais que diminuem o seus custos e colaboram para o crescimento de sua arrecadação. O espaço dos bairros onde as empresas se instalaram sofreram transformações pela inserção de novas formas e funções tendo sua dinâmica alterada pelo aumento do fluxo de pessoas e mercadorias. Conclui-se que, gerando milhares de empregos formais e contribuindo indiretamente na renda de outros trabalhadores, as Contact Centers promovem a geração de emprego e renda, ao mesmo tempo em que contribuem para o aumento do desemprego pela constante rotatividade em seu setor.

  • JOHN KENNEDY VIANA ROCHA
  • Urbanização e espaços turísticos da cidade de Parnaíba/PI
  • Orientador : EDVANIA GOMES DE ASSIS SILVA
  • Data: 27/02/2020
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  • O espaço geográfico construído deve ser visto como uma evolução humana na busca de melhores condições de vida. É nesse espaço produzido que homem inseri elementos artificiais que dão forma e função ao espaço, quando o espaço sofre mutação ele altera a sua forma natural. A partir dessa relação de transformação do espaço geográfico o homem consegue produzir e reproduzir constantemente esse espaço, um exemplo disso é a cidade representada e modificada. Quando os ícones artificias são inseridos ele assumiu uma função desses elementos que podem ser fixos ou fluxos. Este estudo teve como objetivo principal apresentar uma discussão sobre o processo de urbanização da cidade de Parnaíba-PI a partir da influência na produção dos espaços turísticos investigando como é a relação entre os agentes públicos e agentes privados na construção dos espaços turísticos no processo de urbanização na Cidade de Parnaíba. Os teóricos estudados foram Andrade (1987), Carlos (2007), Santos (2009), Sposito (2004) Beni (1998) Hall (2004), Boullon (1997), Lefebvre (1999), Lefebvre (2000) entre outros que abordaram temas  sobre o espaço geográfico, espaço turístico, cidades, urbanização e espaço urbano. A metodologia utilizada foi levantamento bibliográfico (banco de dados, sites, periódicos em geral). Foram aplicados questionários semiestruturados com os agentes públicos da Secretaria de infraestrutura e Planejamento e com o Superintendente de Turismo, população local e gestores do turismo local. Foi definido como campo de atuação da pesquisa: Avenida São Sebastião, Avenida Deputado Pinheiro Machado, Avenida das Nações Unidas, Complexo Porto das Barcas e Praça de Eventos Mandu Ladino. Os resultados apontaram que o turismo ajuda no desenvolvimento urbano da cidade de Parnaíba, pois a grande maioria dos espaços turístico desta, receberam uma infraestrutura adequada para o funcionamento das atividades relacionadas ao turismo, fazendo com que a cidade pudesse tornar-se mais urbanizada, porém alguns dos espaços de Parnaíba ainda necessitam de melhoria urbana para o desenvolvimento do turismo. Ficou evidente que alguns locais investigados estão bem mais estruturados do que outros. Também foi possível verificar um celeiro de obras contínuas em alguns lugares de atrativos turísticos, no entanto, em outros locais os espaços turisticos encontram-se em estado de descaso público. Portanto, faz-se necessário um planejamento maior na recuperação desses espaços esquecidos para que haja equidade na melhoria dos espaços turísticos de Parnaíba. Precisa ser estreita a relação entre os poderes públicos e privados para que possam, manter uma relação direta na promoção do turismo/urbano em Parnaíba

  • GLÁCIA LOPES ARAÚJO
  • PATRIMÔNIO GEOLÓGICO/GEOMORFOLÓGICO NOS MUNICÍPIOS DE CALDEIRÃO GRANDE DO PIAUÍ E FRANCISCO MACEDO – PIAUÍ: EM DESTAQUE OS VALORES CIENTÍFICO, EDUCATIVO E TURÍSTICO.
  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 27/02/2020
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  • Desde o advento da Revolução industrial o homem passou a efetuar transformações cada vez maiores na natureza, muitas dessas transformações geraram desequilíbrios que passaram a ser motivo de preocupação no mundo inteiro, especialmente a partir da década de 1970, quando se intensificaram as discussões internacionais sobre a necessidade de preservação do meio ambiente, no entanto os elementos bióticos e abióticos da natureza não receberam o mesmo peso nesse movimento conservacionista, uma vez que só a partir da década de 1990 começam, efetivamente, os debates a respeito da importância dos elementos abióticos da natureza (geodiversidade) para o equilíbrio da vida no planeta e para o desenvolvimento das sociedades humanas, destacando a importância da sua conservação. Nesse sentido, faz-se cada vez mais necessário a avaliação desta, de modo a identificar a parcela que se constitui como patrimônio a ser conservado. No intuito de contribuir nesse esforço é que este trabalho avalia o patrimônio geológico/geomorfológicos nos municípios de Caldeirão Grande do Piauí e Francisco Macedo – Piauí, como suporte a iniciativas de geoconservação e geoturismo. Para alcançar esse objetivo optou-se pela adoção da metodologia proposta por Pereira (2006) para a inventariação do patrimônio geológico/geomorfológico e a metodologia proposta pela CPRM (2016) para a quantificação desse patrimônio, considerando o valor científico, o potencial educativo e turístico, e o risco de degradação dos geomorfossítios, estabelecendo ao final um ranking de relevância dos mesmos. Foram inventariados dez geomorfossítios, dos quais oito foram quantificados, são eles: Pedra do Sino da Berlenga, Pedra do Machado, Serra dos Cocos, Paredões da Batinga, Ladeira dos Pereiros, Olho d’água da Noite Escura, Pedra Pintada e Lagoa azul da pedreira. A quantificação revelou que em sua maioria os geomorfossítios apresentam grande valor científico (dois com relevância regional ou local, cinco com relevância nacional e um com relevância internacional), e possuem um elevado potencial de uso educativo (todos com relevância nacional). Quanto ao potencial de uso turístico, apenas a Serra dos Cocos apresenta um elevado potencial de uso turístico (nível nacional), os demais apresentam potencial regional/local. No que se refere ao risco de degradação, seis geomorfossítios apresentaram risco baixo e dois risco médio, não demandando medidas de proteção a curto prazo. Em relação ao ranking de relevância, na área pesquisada, são considerados como Sítios da geodiversidade de relevância nacional a Lagoa azul da pedreira e os Paredões da Batinga; como Geossítio de relevância nacional a Pedra Pintada, o Olho d’água da Noite Escura, a Serra dos Cocos, a Pedra do Sino da Berlenga, e a Pedra do Machado; como Geossítio de relevância internacional, tem-se a Ladeira dos Pereiros.

  • ORLEANDO LEITE DE CARVALHO DIAS
  • Rede urbana Piauiense e a Espacialização dos Shoppings Centers
  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 27/02/2020
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  • O estudo da rede urbana é uma forma de compreender os espaços urbanos que possuem destaque, mesmo em diferentes escalas de análise. Serve como parâmetro para analisar centros urbanos de maior dinamismo socioeconômico e, consequentemente, influência sobre os que estão na sua área de abrangência. Nesse sentido, observa-se que a instalação dos shopping centers nas cidades ocorre de forma peculiar, seguindo padrões diferentes a depender da dinamicidade de cada Estado.  Ao longo dos anos os shopping centers vêm se espacializando no território brasileiro em novos espaços urbanos, provocando a chamada interiorização. A importância de se estudar os shopping centers numa perspectiva geográfica se amplia pelas modificações causadas no espaço urbano-regional e da própria cidade a partir da sua implantação. Nesse contexto, o objetivo geral desta pesquisa consiste em analisar a evolução e densificação da rede urbana e as lógicas de espacialização dos shopping centers no território piauiense. Como objetivos específicos, destacam-se: (i) discutir sobre a rede urbana piauiense, à luz da dinâmica das cidades com suas funções e consequentemente suas centralidades; (ii) analisar a espacialização dos shopping centers na rede urbana piauiense e suas repercussões na constituição de novas áreas centrais e (iii) caracterizar os shopping centers existentes no Estado do Piauí, considerando a evolução e os critérios para a localização dos mesmos. Como questão-problema que norteia esta pesquisa, tem-se: quais as lógicas que podem ser tecidas entre a evolução e a densificação da rede urbana piauiense e a espacialização dos shopping centers no território estadual? Como hipótese geral, tem-se que os efeitos provocados pelos shopping centers no Piauí possuem reciprocidade, ou seja, tais empreendimentos se espacializam em espaços que possibilitam maiores rentabilidades e o contrário também é válido, uma vez que ocorre não apenas reconfiguração por parte dos shopping como a densificação da rede urbana, através dos quais promove dinâmicas em suas lógicas de localização. A metodologia compreendeu pesquisa bibliográfica e documental. Entre os autores que fundamentam a discussão, destacam-se: Corrêa (1989; 2006), Sposito (2010), IBGE (1972; 1987; 2000; 2008), Pintaudi (1992), Ortigoza (1996). A fonte documental baseia-se em consultas a sites de órgãos como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Associação Brasileira de Shopping Center (ABRASCE), Fundação CEPRO, entre outros. Os resultados alcançados evidenciam que no Piauí a instalação dos shopping centers tem ocorrido nas cidades de maior nível hierárquico, segundo a classificação das Regiões de Influência das Cidades (IBGE, 1966, 1978, 1993 e 2007). Verifica-se ainda que as estratégias para sua implantação possuem diferenças quanto ao porte do empreendimento e quanto à forma de funcionamento, determinadas por critérios como localização, habitantes, infraestrutura de acesso, área de influência direta, renda familiar, entre outros que são considerados importantes no contexto da cidade e da sua hinterlândia.

  • HELENA VANESSA MARIA DA SILVA
  • GEODIVERSIDADE E PATRIMÔNIO GEOLÓGICO/GEOMORFOLÓGICO DOS MUNICÍPIOS DE JUAZEIRO DO PIAUÍ, NOVO SANTO ANTÔNIO, SÃO JOÃO DA SERRA E SIGEFREDO PACHECO, PIAUÍ
  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 20/02/2020
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  • Pode-se observar um crescente número de pesquisas voltadas ao estudo da vertente abiótica da natureza, geodiversidade, e temas afins: patrimônio geológico, patrimônio geomorfológico, geoconservação, geoturismo, dentre outros. Detentor de uma grande extensão territorial, o Brasil conta com uma variedade de atrativos do ponto de vista da diversidade abiótica, que ainda é pouco conhecida, vê-se uma carência de estudos em diversas áreas do território nacional. A nível de Nordeste, no Estado do Piauí pesquisas nesse âmbito ainda são poucas expressivas. Esta constatação aliada à carência de estudos desta natureza, e a pouca exploração e divulgação no cenário piauiense justificou a realização da presente pesquisa. Tendo como intuito valorizar e divulgar a geodiversidade e o patrimônio geológico/geomorfológico no Piauí, se elencou como área de estudo os municípios de Juazeiro do Piauí, Novo Santo Antônio, São João da Serra e Sigefredo Pacheco, pertencente a Região Geográfica Intermediária de Teresina e Região Geográfica Imediata de Campo Maior- PI. Diante disso, o objetivo geral dessa pesquisa foi avaliar a geodiversidade e o patrimônio geológico/geomorfológico da área supracitada, como suporte a iniciativas de geoconservação e geoturismo, para a partir daí sugerir a utilização da mesma, como local potenciador de atividades ligadas à educação ambiental e geoturísticas. Tendo como foco os valores didático e turístico a presente pesquisa apresenta como objetivos específicos i) Realizar levantamento e caracterização da geodiversidade dos municípios anteriormente citados; ii) Inventariar e quantificar os geomorfossítios dos mesmos, iii) Propor um roteiro geoturístico considerando apenas aqueles geomorfossítios com bom acesso e oferta de hotelaria, itens básicos para o fortalecimento de atividades geoturísticas e geoeducativas; e iv) Apresentar sugestões de estratégias de valorização e divulgação dos geomorfossítios para os municípios analisados através da elaboração de recursos didáticos e de atividades geoeducativas. A metodologia foi dividida em cinco etapas: i) revisão bibliográfica, teórico-metodológico para a devida fundamentação; ii) estudo de diferentes metodologias utilizadas na avaliação do patrimônio geológico e geomorfológico, seguida da escolha da metodologia adotada para o presente estudo, que foi adaptada de Oliveira (2015) e Pereira (2006); iii) trabalho de gabinete, com a confecção do material cartográfico; iv) trabalhos de campo (registro fotográfico, coleta de coordenadas geográficas e preenchimento de fichas) e v) proposição de estratégias de valorização e divulgação dos geomorfossítios selecionados. Foram inventariados e quantificados trinta e seis (36) geomorfossítios, dos quais foram selecionados 09 (nove) geomorfossítios para promoção e divulgação, apenas aqueles com bom acesso e oferta de hotelaria considerando as medidas de distância da sede, a saber: Geomorfossítio Cachoeira do Rosário, Geomorfossítio Complexo Mini Cânion do Rio Poti, Geomorfossítio Cachoeira do Covão do Jaburu, Geomorfossítio Cachoeira do Quebra Anzol, Geomorfossítio Cachoeira da Pedra Negra, Geomorfossítio Cachoeira das Corujas, Geomorfossítio Toca do Nego, Geomorfossítio Cachoeira do Lau e Geomorfossítio Cachoeira dos Canudos. No sentido de promover a divulgação desses geomorfossítios, foram desenvolvidos produtos, dos quais se destacam: um mapa de uso geoturístico, painéis interpretativos, souvenir, páginas de valorização e divulgação no Instagram e Facebook e a elaboração de recursos didáticos e atividades geoeducativas como jogos (Jogo de Tabuleiro e Jogo da Memória). Conclui-se o alto potencial geológico/geomorfológico para uso didático e geoturístico da área de estudo. A exploração deste potencial de modo sustentável poderá proporcionar a geração de renda e consequentemente melhorias da qualidade de vida das populações residentes na área de estudo.

     

     

2019
Descrição
  • VITAL ANTONIO VILELAS FARIA
  • GEOGRAFIA HISTÓRICA DO PIAUÍ COLONIAL: OS PROCESSOS DE COLONIZAÇÃO E FORMAÇÃO TERRITORIAL, ATÉ À CONSTITUIÇÃO DAS PRIMEIRAS VILAS NO SÉCULO XVIII
  • Orientador : ANDREA LOURDES MONTEIRO SCABELLO
  • Data: 24/09/2019
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  • Esta dissertação tem como objetivo geral analisar as formas de colonização do Piauí. As pesquisas planeadas e efetuadas permitiram concluir um resumo geográfico histórico, daquele período. Partindo do objetivo geral, a dissertação assenta em três objetivos específicos. Compreender as linhas do início da colonização e o que terá levado à formação territorial do Piauí. Identificar os processos que dinamizaram a apropriação da natureza, pelos colonos e verificar quais as influências portuguesas na construção e divisão política, tendo por base a constituição das primeiras vilas. Estas vilas foram autorizadas por meio de carta régia, a qual trazia consigo recomendações e ordens precisas sobre os modelos que deveriam ser implantados, o que foi possível verificar no campo. Por outro lado, a constituição das vilas fez parte de um plano abrangente a toda a colônia Brasil, e que visou objetivamente uma formação territorial da colônia organizada de forma a possibilitar um maior controle por parte da coroa. A pesquisa foi dividida em duas partes distintas. Uma primeira que compreendeu um estudo bibliográfico e uma segunda que inclui o estudo de campo. O estudo bibliográfico foi também dividido em duas partes, uma primeira na qual foram estudados os conceitos que ajudaram à fundamentação teórica e uma segunda em que foram estudados as formas e os processos de colonização e da formação territorial, consolidada com a constituição das primeiras vilas, que caracterizam ao mesmo tempo a primeira divisão político-administrativa, do Piauí colonial. Entretanto, os trabalhos de campo, em cada uma das antigas vilas constituídas no século XVIII (hoje cidades), visaram verificar os locais escolhidos para implantação de cada vila, os traçados das praças, a partir das quais as vilas se expandiram, e conhecer também um pouco da história de cada uma, quer através dos vestígios encontrados, quer através das entrevistas informais com os guias que ajudaram nos trabalhos de campo. O conjunto da pesquisa, possibilitou resultados muito satisfatórios, com os quais foi possível traçar a geografia histórica da colonização do Piauí. Neste traçado histórico figuram a forma e os motivos da ocupação deste território e como se formou, como se definiu o território em si, com o desenho curioso que lhe conhecemos, todo ele traçado em função dos fenómenos naturais que o delimitam. A colonização parece ter decorrido normalmente, de forma condizente com o resto da colônia Brasil e, por sua vez, a formação territorial se iniciou sob o estímulo das necessidades dos colonos, relativas à sua principal atividade econômica: a pecuária. A população foi preponderante nos atos de colonização, que implicaram, o estabelecimento dos colonos, a instalação das fazendas e o povoamento, que por sua vez se consolidou com a implantação das vilas no século XVIII.

     

  • MARCOS ANTONIO PINHEIRO MARQUES
  • Transformações territoriais no município de Marcolândia: os parques eólicos em discussão no semiárido piauiense
  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 31/05/2019
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  • A instalação e expansão do setor eólico no Estado do Piauí a partir de 2008 tem refletido consideráveis processos e dinâmicas cabíveis de análise, sobretudo no que se refere as transformações impostas ao território inerentes a implantação dos parques eólicos. É nesse cenário, que o semiárido piauiense vê emergir o seu potencial da força dos ventos. A pesquisa apresenta como recorte espacial o município de Marcolândia–PI que, situado à 410 km de Teresina, insere-se no semiárido do Estado e apresenta uma das maiores concentrações de parques eólicos no Piauí. Surge como recorte temporal, o período de 2008 a 2017, períodos que representam a chegada e expansão desses empreendimentos no Piauí. Diante dos comportamentos em que se busca analisar na pesquisa, questiona-se: Quais as dinâmicas estabelecidas no território a partir da inserção dos parques eólicos no contexto da gestão e transformação territorial? Como se deu a inserção e expansão dos parques eólicos no Piauí à luz das potencialidades naturais, regulamentação e incentivos (investimentos)? Em que intensidade os parques eólicos instalados em Marcolândia estabelecem transformações e novas características territoriais a luz das dinâmicas endógenas e exógenas? Destarte, a presente pesquisa tem por objetivo geral analisar o uso do território no município de Marcolândia a partir da inserção dos parques eólicos no Semiárido piauiense, destacando processos e dinâmicas no âmbito das dimensões econômica, social e ambiental estabelecidos diretamente por estes empreendimentos à luz do desenvolvimento territorial. Nesse contexto, propõem-se como objetivos específicos: a) construir uma discussão acerca de território enfatizando aspectos teóricos e conceituais suas inter-relações e perspectivas com a sustentabilidade perante a exploração de fontes renováveis; b) contextualizar a expansão dos parques eólicos no Brasil e Nordeste a partir da política energética, questões ambientais, normalizadoras, bem como as características operacionais atreladas aos empreendimentos eólicos; c) Descrever a expansão dos parques eólicos no Piauí a partir das dinâmicas territoriais estabelecidas pelo Estado e agentes do capital privado especialmente no Sudeste piauiense (semiárido); d) Identificar e refletir sobre as transformações territoriais em Marcolândia tendo em vista as dimensões econômicas, ambientais e sociais decorrente dos empreendimentos eólicos. Diante das discussões propostas, a pesquisa apresenta a dialética como método de abordagem, sendo utilizados como procedimentos metodológicos: pesquisas bibliográficas, levantamentos documentais e prática de campo, na qual se aplicou entrevistas devidamente aprovada pelo comitê de ética, bem como análises empíricas. Os resultados obtidos na pesquisa demostram impactos significativos na geração de empregos temporários, geração de renda mediante arrendamento de propriedades rurais, bem como transformação da paisagem local a partir da ampla concentração de aerogeradores. Destaca-se também a necessidade de investimentos na qualificação da mão de obra local e melhoria de infraestrutura da cidade, bem como a consolidação de políticas públicas que promovam de fato o desenvolvimento da população a partir do aproveitamento desta potencialidade.

  • FERNANDA DE SOUSA MONTEIRO
  • ESTUDO DA QUALIDADE AMBIENTAL A PARTIR DA EXPANSÃO URBANA NA CIDADE DE TERESINA, PIAUÍ
  • Data: 29/05/2019
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  • O reconhecimento da qualidade ambiental como parte integrante das cidades é fundamental para a identificação e compreensão da estrutura, das interações, das funções e os dos benefícios que ocorrem e provêm destes espaços. Nesse sentido, ao se observar a evolução do contexto urbano da cidade de Teresina, nota-se que a dinâmica urbana e seus agentes contribuíram diretamente para o crescimento da cidade, nesse sentido vale salientar que a questão ambiental é de suma importância no contexto de desenvolvimento municipal. Diante disso a pesquisa pauta-se na seguinte questão: de que maneira a expansão urbana interfere na dinâmica e qualidade ambiental da cidade de Teresina? A pesquisa tem como objetivo geral: identificar os instrumentos utilizados para implantação das áreas verdes, como compensação ambiental e urbanística na cidade de Teresina/Piauí; e como objetivos específicos: apresentar uma discussão, como estado da arte, de estudos realizados sobre a relação expansão urbana e qualidade ambiental no mundo, no Brasil e no Nordeste e a importância das áreas verdes nas cidades; identificar as áreas de compensação ambiental no sítio urbano da cidade de Teresina  e discutir as alterações ambientais e suas implicações na qualidade ambiental oriundas do processo de expansão urbana da cidade. Visando atender aos objetivos da pesquisa, a metodologia utilizada foi efetivada em três etapas: pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de campo, com observação in loco e registros fotográficos e produção de materiais cartográficos. Com base na pesquisa teórica e prática foram obtidos como resultados a caracterização dos oito parques ambientais estudados, e identificação de quatro áreas de compensação ambiental na zona urbana da cidade Teresina. Nesse sentido, concluiu-se que os parques ambientais urbanos pesquisados são de grande importância no contexto ambiental da cidade, visto que em parte a maioria são áreas de preservação permanente e as áreas identificadas como áreas de  compensação ambiental, também são relevantes dentro do contexto ambiental urbano da cidade de Teresina, visto que a compensação ambiental realizada nessas áreas buscou a sua requalificação ambiental. Para tanto, a presente pesquisa realizou uma discussão buscando mostrar a relação da dinâmica espacial do ambiente urbano com sua qualidade ambiental a partir dos parques ambientais e compensação ambiental na zona urbana da cidade de Teresina, contribuindo dessa forma para a produção de conhecimento científico sobre a temática apresentada como também para a produção de novos estudos.

  • EDUARDO DE ALMEIDA CUNHA
  • CARTOGRAFIA ESCOLAR NA EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA: saberes e desafios dos professores no processo ensino-aprendizagem no 5º ano do Ensino Fundamental na cidade de Caxias- MA
  • Orientador : ARMSTRONG MIRANDA EVANGELISTA
  • Data: 30/04/2019
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  • Este estudo foi realizado na cidade de Caxias - MA com o intuito de estabelecer a relação entre o ensino de Geografia e a Cartografia Escolar, consequentemente, possibilitar aprendizagens construídas, vivenciadas e significativas. Versa sobre o tema: “Cartografia Escolar na Educação Geográfica: saberes e desafios no processo ensino-aprendizagem no município de Caxias - MA”, sendo um estudo de pesquisa-ação em que se ensinou a Cartografia Escolar de forma coletiva, dinâmica, estimulando o potencial do pesquisador, educadores e consequentemente dos educandos. Tem como objetivo mais amplo propor, a partir da identificação das dificuldades apresentadas pelos professores, uma metodologia de ensino participativa que possibilite construir reflexivamente o estudo da Cartografia Escolar nos anos iniciais do Ensino Fundamental. E como objetivos específicos: a) Identificar as metodologias de ensino adotadas por esses professores no Ensino da Geografia, atentando-se se relaciona à realidade dos alunos e seus saberes prévios; b) Caracterizar o perfil dos professores pesquisados no que se refere ao ensino de Geografia nos anos iniciais do Ensino Fundamental de Caxias - MA, suas limitações e potencialidades; c) Realizar ações pedagógicas da Cartografia Escolar a partir das necessidades encontradas nas aulas; d) Apresentar reflexões sobre o papel da Cartografia Escolar, enquanto instrumento de ressignificação da prática docente e qualidade do aprendizado dos alunos, a partir da descrição das significações dos professores sobre a experiência realizada através da Pesquisa-Ação participante. A fundamentação teórica adotada leva em conta um conjunto de autores do campo do ensino de Geografia no Brasil que têm se destacado na pesquisa sobre a educação cartográfica na educação básica, como por exemplo: Almeida (2001; 2010a;2010b), Castellar (1999), Castrogiovanni (2000) e Passini (2012). A  metodologia baseou-se na abordagem qualitativa. Quanto aos seus fins, incorpora elementos descritivos e explicativos; quanto aos meios, caracteriza-se como uma pesquisa-ação, referenciada em autores como Barbier (2002), Franco (2014) e Ibiapina (2007), que utiliza aportes da observação participante, das entrevistas semiabertas e questionários. A partir da constatação de dificuldades dos professores, tanto em relação ao ensino de cartografia, quanto à formação continuada em Geografia, o propósito do trabalho foi desenvolver uma prática docente mais eficaz em Cartografia Escolar, propiciando aos sujeitos envolvidos o desenvolvimento de capacidades relativas à representação e interpretação da realidade socioespacial. Por considerar este aspecto indispensável à construção dos conhecimentos fundamentais sobre a linguagem cartográfica nos anos iniciais, proporcionando situações aos alunos facilitadoras da representação e codificação do espaço. Assim, a metodologia de ensino alternativa proposta, desenvolvida em condições propiciadoras da participação ativa, ao considerar a dimensão lúdica e o cotidiano do aluno, impulsionou o interesse e a assimilação do conteúdo nas aulas de Geografia. O trabalho em colaboração revelou-se também como uma contribuição efetiva para os professores, sobretudo pela atualização propiciada em relação a conhecimentos básicos da cartografia escolar nos anos iniciais do ensino fundamental. Portanto, a investigação projeta-se na área de ensino de Geografia na escola pública brasileira, acrescendo mais conhecimentos específicos ao conjunto de trabalhos já disponíveis sobre a alfabetização geográfica no ensino fundamental.

  • KATIUSCYA ALBUQUERQUE DE MOURA MARQUES
  • "Vendo" ao toque das mãos: cartografia tátil e ensino de Geografia no Centro de Habilitação e Reabilitação de Cegos (CHARCE) do Piauí
  • Orientador : ANDREA LOURDES MONTEIRO SCABELLO
  • Data: 29/04/2019
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  • Cartografia Tátil e educação geográfica escolar no Centro de Habilitação e Reabilitação de Cegos (CHARCE) da Associação dos Cegos do Piauí (ACEP) localizado em Teresina, constitui o tema motivador deste trabalho, tendo como problemática discutir em que aspectos a Cartografia Tátil tem contribuído no ensino de geografia para a ampliação da percepção dos fenômenos espaciais e para a compreensão do espaço geográfico. A pesquisa teve como objetivo geral analisar o uso da Cartografia Tátil e a educação geográfica escolar no CHARCE. E, como objetivos específicos pretendeu-se: Apresentar o panorama da Educação Especial por meio da legislação e das políticas públicas concernentes; Discutir os aspectos da formação de professores para atuar na educação especial na perspectiva do ensino de geografia inclusivo; Investigar a importância da educação geográfica escolar e da Cartografia Tátil (por meio de seus produtos) para a compreensão dos conhecimentos geográficos pelas Pessoas com Deficiência Visual (PcDV); Conhecer o Centro de Habilitação e Reabilitação de Cegos, na perspectiva dos professores e dos estudantes e, propor ações de intervenção de caráter colaborativo. O suporte teórico está respaldado em autores como: Vasconcellos (1993), Américo (2002), Cavalcanti (2006), Castellar (2006), Moraes (2006), Brasil (2001; 2008; 2011; 2015), Loch (2008), Lira; Schlindwein (2008), Nogueira (2007; 2009) Carmo (2009), Sena (2009), Lelis (2009), Tardif; Lessard (2009), Rapoli (2010) IBGE (2010), Apple; Au; Gandin (2011), Venturini (2012), Tardif (2012) Callai (2011;2013), Lockamann; Henning (2013) Régis (2013; 2016) Bersch (2017), dentre outros. A pesquisa de natureza qualitativa pautou-se na coleta de informações realizadas por meio da pesquisa bibliográfica, documental e de campo envolvendo a observação participante e a pesquisa ação. Foram utilizados como instrumentos de pesquisa a entrevista, com professores e estudantes de geografia, e a fotografia no intuito de registar aspectos do processo de ensino-aprendizagem. E, também, como procedimentos: as conversas do cotidiano e o diário de campo. Percebemos no decorrer da pesquisa que o uso dos recursos táteis no CHARCE, ainda, é incipiente. Uma parte do material utilizado foi doado pelo Instituto Benjamin Constant (IBC) e se constitui de mapas táteis relativos ao Espaço Geográfico Brasileiro e Regional, de âmbito político. Outros foram confeccionados, de maneira artesanal, pelos professores da instituição, compostos por: globos táteis e alguns mapas físicos e humanos, especialmente, do território piauiense. Constatamos, também, a ausência de tecnologias assistivas para o ensino de geografia durante o atendimento individualizado. A pesquisa nos permitiu refletir sobre a ineficiência na implantação das políticas públicas inclusivas, nos cursos de Licenciatura de Geografia, das instituições públicas responsáveis pela formação de professores no estado do Piauí e, verificar que o acesso às tecnologias assitivas é, ainda, uma realidade distante dos sujeitos pesquisados.

  • JOÃO VICTOR ALVES AMORIM
  • Pedometria aplicada ao mapeamento de solos no Delta do Parnaíba, Piauí
  • Orientador : GUSTAVO SOUZA VALLADARES
  • Data: 15/04/2019
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  • As planícies localizadas nas regiões litorâneas são importantes criadouros de espécies vegetais e animais, mas também são ambientes de transição entre o marinho e o continental, e por tal aspecto apresentam grande fragilidade. O litoral do Piauí apresenta grande diversidade de ecossistemas frágeis e materiais pouco consolidados, onde diversos processos erosivos e de deposição atuam sobre ele, caracterizando um ambiente altamente dinâmico. No Delta do Rio Parnaíba, as planícies vegetadas são importante fonte de renda para comunidades de pescadores, catadores de caranguejo e profissionais que trabalham com o turismo, tendo em vista seu grande valor paisagístico e turístico. Os fatores apontados acima justificam o mapeamento dos solos, visando sua conservação e monitoramento. A execução de mapeamentos de solo é uma demanda permanente, no entanto, seu método de elaboração tradicional não permite rápidas execuções e baixo custo. O mapeamento digital pretende otimizar o processo ao trabalhar com modelos que tratam a variabilidade espacial dos solos quantitativamente. Nessa perspectiva, o objetivo geral da pesquisa é realizar o mapeamento das classes de solo na área do Delta do Parnaíba como elemento que possa subsidiar o entendimento da sua variabilidade espacial e o desenvolvimento da paisagem, através das técnicas de Pedometria. Como objetivos específicos buscou-se: i) Gerar atributos e/ou variáveis preditivas para o Mapeamento Digital de Solos (MDS) da área; ii) Verificar quais atributos utilizados possui maior confiabilidade para discriminar e predizer as classes de solo da área de estudo; iii) Elaborar mapas digitais de solos para a área do Delta do Parnaíba – PI a partir da Pedometria; iv) Comparar os mapas obtidos por Mapeamento Digital de Solos com o produzido pelo método tradicional; v) Avaliar a acurácia dos mapas gerados por Pedometria a partir de metodologias selecionadas. Metodologicamente, o trabalho foi dividido em quatro grupos de atividades: 1) trabalho de campo na área de estudo para coleta das amostras de solos, 2) análise, em laboratório, dos atributos físicos e químicos dos perfis de solo coletados, para fins de classificação, 3) geração de variáveis preditivas para o MDS da área, e 4) MDS do Delta do Parnaíba a partir dos modelos selecionados e avaliação da qualidade dos mapas. Foram elaboradas matrizes de dados considerando diferentes combinações de variáveis e níveis taxonômicos. Verificou-se o desempenho dos algoritmos de aprendizado de máquina J48 (árvores de decisão) e MLP (redes neurais artificiais) para um conjunto composto por 12 matrizes de dados, com a finalidade de identificar aquelas que apresentaram o melhor nível de acurácia. A partir da definição do modelo foram gerados os mapas pedológicos digitais e validado por meio de matriz de erros cujos pontos de referência foram classificados em campo, além de validação através do mapa pedológico convencional pré-existente. As matrizes em que foram utilizadas todas as variáveis preditivas obtiveram maior acurácia tanto para o modelo, quanto para o mapa, sustentando o uso conjunto completo de atributos do relevo e índices derivados de sensor remoto orbital. Dentre os resultados ressalta-se que de acordo com os coeficientes de validação aplicados (Exatidão Global - EG, índice Kappa - K, exatidão do usuário e produtor) o mapa gerado com legenda baseada em associações da paisagem, expresso pela matriz 12, foi o que apresentou os melhores resultados, alcançando 72,64% de EG e K=0.61, sendo considerado bom dentro dos critérios de avaliação adotados. Portanto, obtiveram-se resultados satisfatórios, enfatizando que, para a área, as variáveis derivadas de bandas espectrais de sensores orbitais são essenciais para o entendimento da distribuição dos solos na paisagem além de mostrarem-se mais efetivas para a classificação.

  • BRENDA RAFAELE VIANA DA SILVA
  • AVALIAÇÃO DO PATRIMÔNIO GEOLÓGICO-GEOMORFOLÓGICO DA ZONA LITORÂNEA PIAUIENSE PARA FINS DE GEOCONSERVAÇÃO
  • Orientador : IRACILDE MARIA DE MOURA FE LIMA
  • Data: 28/02/2019
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  • No contexto da zona costeira do Brasil se verifica, de modo geral, que são incipientes as propostas de metodologias para o desenvolvimento das etapas de geoconservação, o que implica em uma necessidade de aprofundamento desses estudos. Em relação à zona litorânea do Piauí, registram-se poucas pesquisas sobre esta temática, entendendo-se ser relevante investigar as características da geodiversidade local, visando sua conservação e divulgação dos geossítios, possibilitando estratégias de geoconservação que possam ser indicadas para essa área. Neste sentido, o objetivo geral deste trabalho se constituiu em avaliar o patrimônio geológico da zona litorânea piauiense, segundo o valor científico e turístico, para fins de geoconservação. Como objetivos específicos foram definidos: discutir aspectos teóricos e metodológicos relacionados à geodiversidade, geoconservação e temáticas afins; descrever e caracterizar os geossítios selecionados da zona litorânea piauiense, identificando os valores de sua geodiversidade; realizar a quantificação dos geossítios da zona litorânea do estado do Piauí para fins de iniciativas de geoconservação; e apresentar sugestões de estratégias de valorização e divulgação dos geossítios da área em estudo. A metodologia adotada envolveu cinco etapas, organizadas da seguinte maneira: I – pesquisa bibliográfica e documental com a análise teórico-conceitual acerca das temáticas a serem abordadas; II –  realização da pesquisa de campo na área de estudo e organização do material cartográfico; III – descrição/caracterização dos geossítios selecionados da zona litorânea piauiense  e posterior identificação dos valores da geodiversidade dos mesmos; IV – quantificação dos geossítios de acordo com seus valores científico e turístico, e V – sugestões de estratégias de valorização e divulgação dos geossítios da área de estudo. Na primeira etapa de avaliação do patrimônio geológico da área em estudo, levou-se em conta a pesquisa bibliográfica e documental, pesquisas de campo e preenchimento da ficha de caracterização destes. Foram caracterizados cinco geossítios na zona litorânea piauiense seguindo a direção leste-oeste: três no município de Cajueiro da Praia, Recifes de Arenito/Micro Falésia de Cajueiro da Praia, Recifes de Arenito de Morro Branco e Recifes de Arenito de Praia (beachrocks) da Barrinha; um no município de Luís Correia, Recifes de Arenito/Eolianito de Itaqui e, um no município de Parnaíba, Pedra do Sal, onde foram destacados as faixas de recifes de arenito e beachrocks, micro falésia da Formação Barreiras, micro ilha, campo de eolianitos, bem como promontório rochoso de afloramento cristalino, respectivamente. Na segunda etapa, para a quantificação dos geossítios, considerou-se a proposta metodológica de Pereira (2010b), complementando com a proposta de Borges (2013), com a construção de mapas temáticos a partir da quantificação dos valores obtidos. O Valor de Uso Científico dos geossítios mostrou-se bastante satisfatório, tornando possível explicar e esclarecer diversos aspectos sobre a evolução da dinâmica costeira; dinâmica eólica; tipos de formações e embasamentos geológicos; indicativos de evento paleoclimático/mudança do nível relativo do mar, entre outros. O Valor de Uso Turístico ficou um pouco abaixo do científico, no entanto, ao ser adotado um tipo de turismo diferenciado, no qual os visitantes possam ser atraídos pela vontade de conhecer e compreender as paisagens formadas a partir dos elementos abióticos dos geosítios, poderá elevar ainda mais o valor de uso turístico. Em relação ao Ranking de Relevância, todos tiveram boa pontuação, resultando em três geossítios de importância Regional, um Nacional e um Internacional. Em seguida, foram apresentadas quatro estratégias de valorização e divulgação dos geossítios, a saber:  trilhas interpretativas, painéis interpretativos, folhetos explicativos e cartões postais, bem como o desenvolvimento do geoturismo como uma importante estratégia que se constitui em uma ferramenta efetiva para a geoconservação. 

  • LARISSA SOUSA MENDES
  • “POR AMOR A DOCÊNCIA!”: Representações sociais partilhadas entre discentes da Licenciatura em Geografia.
  • Orientador : JOSELIA SARAIVA E SILVA
  • Data: 28/02/2019
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  • A disciplina Geografia foi introduzida no currículo escolar como uma ferramenta teórica estratégica de reconhecimento do território nacional. Tinha por finalidade integrar o Estado-nação e proteger suas fronteiras. Por conta de tal cenário esta disciplina priorizou por um longo período a descrição e caracterização dos lugares, sobretudo dos aspectos físicos, e suas respectivas populações. Diante disso, mesmo tendo desenvolvido um arcabouço teórico-metodológico rico, com o qual passou a observar o espaço geográfico por outros ângulos, a Geografia mantém até os dias atuais, no senso comum, o estigma de ser uma disciplina escolar enciclopédica, que possui pouca relação com o cotidiano, e que por isso exige dos alunos da Educação Básica, um esforço exacerbado da memória. O exercício da docência dessa disciplina no Brasil tem acompanhado essas características, pois, no senso comum, ela é tida como uma disciplina de fácil aprendizado, justamente por apresentar essas características. Neste estudo buscamos investigar o quanto de senso comum existe na compreensão de futuros professores sobre o exercício da docência. Abordamos essa questão do ponto de vista da Teoria das Representações Sociais. Desse modo, estabelecemos como objetivo geral: analisar a representação social da docência em Geografia partilhada pelos discentes do curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Federal do Piauí- UFPI. Com tal análise almejamos contribuir com as pesquisas sobre a perspectiva da docência dos licenciandos em Geografia e, assim, produzir subsídios para a elaboração de estratégias de formação docente, sobretudo no processo de formação inicial destes profissionais. Para atender ao objetivo principal da pesquisa definimos os objetivos específicos: Identificar o conteúdo e a estrutura da representação social  da docência em Geografia  no grupo de graduandos do curso de Licenciatura em Geografia da UFPI, comparar as representações dos discentes que estão no início e os que se encontram na condição de concludentes do curso de Geografia e verificar a motivação dos discentes ao fazer a escolha pelo licenciatura. Para tanto, buscou-se apoio na Teoria das Representações Sociais, proposta por Moscovici (1969), porém, dando ênfase a uma de suas teorias complementares, a Teoria do Núcleo Central, formulada por Jean-Claude Abric. Para embasarmos a discussão sobre a formação inicial do professor de Geografia utilizamos, como referencial teórico, os seguintes autores: Tardif (2002), Nóvoa (1997), Callai (2003) Pontuschka (2009, 2010), entre outros. Temos como hipótese de pesquisa a ideia de que o conteúdo e a estrutura da representação social da docência em Geografia partilhada pelos discentes no início da formação docente caracterizam-se por possuir pouco conteúdo científico, sendo elaborada a partir do senso comum. Os discentes concludentes não recebem uma formação inicial que os permitam ressignificar a docência. Para balizarmos nossas análises faremos uso da abordagem estrutural da Teoria das Representações Sociais (ABRIC,1998) associada a Técnica de Análise de Conteúdo (BARDIN,1986). Tendo como instrumentos de coleta de dados o Teste de Associação Livre de Palavras e um questionário. Como resultados, em relação à representação dos discentes do início do curso, nos dados emergiram com mais ênfase as categorias “aprender” e “conhecimento”. Quanto à representação dos discentes concludentes evidenciou-se as categorias “amor”, “dedicação”, “comprometimento” e “educar”.  Constatou-se haver um complexo processo de formação dessas representações que compreendem aspectos objetivos, vinculadas às condições de trabalho docente, e aspectos subjetivos relacionadas à dimensão afetiva do processo de ensino aprendizagem. Dessa convergência entre o social e o individual os discentes formam as suas representações, orientando o modo próprio de pensar, sentir e agir em relação à profissão docente.

  • AMANDA ALVES DIAS
  • FRAGILIDADE AMBIENTAL E ANALISE SOCIOECONÔMICA DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ITAUEIRA, PIAUÍ
  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 28/02/2019
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  • O crescimento econômico e social ocorrido nas últimas décadas reflete-se diretamente em um aumento gradativo das transformações que ocorrem no espaço geográfico, que em grande parte, tem corroborado para a degradação dos recursos naturais. Dessa maneira é de suma importância o entendimento das inter-relações que compõem a paisagem, bem como do espaço geográfico, a fim de propor maneiras para diminuir os impactos negativos no meio ambiente. Baseando-se nisso, o presente estudo tem como objetivo geral realizar análise da Fragilidade Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Itaueira, Piauí, tendo como base metodológica a proposta de análise empírica da Fragilidade Ambiental de Ross (1994). Os objetivos específicos consistem: i) caracterizar a área de estudo, considerando os aspectos geológicos, geomorfológicos, climáticos, pedológicos e vegetacionais; ii) analisar dados socioeconômicos e populacionais dos municípios que são drenados pela bacia; iii) realizar analise espaço-temporal, a partir de imagens de satélite e do NDVI da cobertura vegetacional nos anos de 1997 e 2017; iv) analisar espaço-temporalmente a fragilidade ambiental potencial e emergente da Bacia hidrográfica do Rio Itaueira; v) realizar análise integrada considerando o conjunto de informações obtidas. Dessa maneira, com relação a dinâmica populacional e os índices sociais, constatou-se que ocorreu um aumento populacional e melhorias no IDHM nas últimas décadas. Os indicadores econômicos analisados relacionados principalmente a produção agrícola, mostram um significativo crescimento econômico no Estado do Piauí e nos municípios inseridos na área de estudo, que interferem diretamente no uso e cobertura do solo. Com relação as variáveis utilizadas para a realização da análise da Fragilidade Ambiental, constata-se, na Declividade, que a classe predominante é a Plana, com 57,2% da área total; quanto a Erosividade, há predomínio da classe Muito Baixa, cerca de 39,6% do total; a Erodibilidade evidenciou predomínio da classe Muito Baixa com 73,6% e o NDVI de 1997 e 2017 constataram o predomínio da classe moderada, sendo 54,5% e 55,3 %, respectivamente. Assim, a Fragilidade Ambiental Potencial, que utiliza como parâmetros a Declividade, Erosividade e Erodibilidade, constatou-se as seguintes classes: Muito Baixa (40,8%), Baixa (42,8%), Moderada (10,5%), Alta (5,9%) e Muito Alta (0,03%). Com relação a Fragilidade Ambiental Emergente, que utiliza como parâmetro a fragilidade potencial juntamente com o NDVI, para o ano de 1997 foi a classe Muito Baixa (9,3%), Baixa (77,7%), Moderada (9,1%) e Alta (3,9%). No Ano de 2017, as classes de Fragilidade Ambiental Emergente foram: Muito Baixa (0,1), Baixa (86,6%), Moderada (9,1) e Alta (4,2%). Logo, diagnosticou que grande parte da Bacia Hidrográfica apresenta Fragilidade Ambiental Emergente Baixa, entretanto, vale destacar que a área possui uma maior fragilidade ambiental ao longo do Médio e Baixo curso do Rio Itaueira, que no período analisado houve o aumento das classes de Fragilidade Ambiental Emergente Moderada e Alta. A análise dinâmica da produção agropecuária e extrativista mostrou uma significativa variação na redução da cultura permanente e aumento das culturas temporárias e do rebanho dos ovinos. Destaca-se também o crescimento da extração de carvão vegetal, o que contribui diretamente para o aumento da degradação ambiental e redução da cobertura vegetal, principalmente no médio e baixo curso. Assim, o estudo mostra que a bacia hidrográfica não apresenta uma Alta Fragilidade Ambiental de maneira geral, mas nas áreas localizadas ao longo do médio e baixo curso do Rio Itaueira, que devido as próprias características físicas naturais é de suma importância a realização de um planejamento eficaz para uma adequada preservação ou conservação destas áreas potencialmente mais susceptíveis aos processos degradantes. Deste modo, a análise e o diagnóstico da fragilidade, das potencialidades e limitações da bacia visa elaborar as diretrizes para um ordenamento territorial na área, a partir de técnicas de geoprocessamento e sensoriamento remoto, afim de orientar o desenvolvimento de práticas conservacionistas e de preservação dos recursos hídricos e do território que norteie as políticas de planejamento ambiental do Estado na área da bacia hidrográfica do Rio Itaueira –PI, conduzindo a expansão urbana por vias que respeitem as potencialidades e fragilidade do ambiente ocupado.

  • FRANCISCO JONH LENNON TAVARES DA SILVA
  • ESTADO DA ARTE DAS QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS URBANAS NOS EVENTOS CIENTÍFICOS DA GEOGRAFIA BRASILEIRA (2008-2017)
  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 28/02/2019
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    Essa pesquisa tem como objetivo geral analisar o Estado da Arte das questões socioambientais urbanas a partir dos eventos científicos da Geografia brasileira, abarcando um recorte temporal correspondente a dez anos (2008-2017). Destacam-se como objetivos específicos: (i) discutir as concepções subjacentes à relação sociedade-natureza no pensamento geográfico, situando a configuração da perspectiva socioambiental; (ii) discorrer sobre o contexto da problemática socioambiental no Brasil, com ênfase no ambiente urbano; (iii) verificar a partir de quais enfoques temáticos as questões socioambientais urbanas têm sido abordadas nos eventos científicos nacionais; (iv) indicar outras particularidades e tendências desta produção científica perante a temática em evidência. A metodologia comportou revisão bibliográfica sobre tópicos transversais à temática problematizada. Delimitou-se o método hipotético-dedutivo como método interpretativo geral. Aplicaram-se os pressupostos operacionais da Análise de Conteúdo ao exame da produção científica dos eventos selecionados. Os resultados apontam que uma parte da produção científica analisada apresenta sintonia com a perspectiva socioambiental. Em particular, o Estado da Arte das questões socioambientais urbanas converge para as respectivas tendências temáticas: (i) riscos e vulnerabilidades socioambientais; (ii) degradação dos recursos hídricos; (iii) qualidade socioambiental urbana; (iv) conflitos socioambientais urbanos; (v) eventos pluviais extremos; (vi) resíduos sólidos urbanos; (vii) ambiente urbano e saúde. Entre as demais particularidades e tendências demarcadas, indicam-se: (i) predomínio de estudos em municípios com porte populacional médio-grande; (ii) primazia de pesquisas nas escalas da zona urbana, bairro e bacia hidrográfica; (iii) produção científica diversificada quanto à formação acadêmica dos pesquisadores; (iv) diferenciada projeção nacional e intrarregional das Universidades quanto à produção de conhecimento a partir dos eventos científicos; (v) concentração da produção científica na Região Sudeste do Brasil, seguida por Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte. A despeito de não se constituir em enfoque hegemônico nos eventos científicos da Geografia brasileira, conclui-se que a produção acadêmica pautada na valorização das contradições sociais como dimensão intrínseca aos problemas ambientais avança no melhor discernimento das complexas relações socioespaciais que arbitram a apropriação e transformação da natureza nos espaços urbanizados do Brasil. Espera-se que essa pesquisa possa contribuir para o conhecimento das tendências que marcam o Estado da Arte da produção geográfica nacional sobre a questão socioambiental urbana.


  • DENILSON BARBOSA DOS SANTOS
  • PRÁTICA DOCENTE DE GEOGRAFIA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO NO ASSENTAMENTO BUENOS AIRES DO MUNICÍPIO DE CAXIAS-MA
  • Orientador : RAIMUNDO WILSON PEREIRA DOS SANTOS
  • Data: 28/02/2019
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  • A escola e a prática docente, têm sentidos e significados distintos para cada professor, já que todos nós somos seres sociohistóricos únicos e com personalidades únicas. Desse modo, esta pesquisa desenvolveu-se considerando a interface entre a Educação do Campo, a escola e a prática docente de Geografia, sob a lupa da Geografia Humana e evidências empíricas. De maneira ampla este trabalho, consiste em analisar o papel da Escola Apolônio Facundes de Sousa e da prática docente de Geografia no Assentamentos Buenos Aires do Município de Caxias- MA. Especificamente, verifica-se como o professor que não é da Educação do Campo, se percebe enquanto docente de Geografia, o que o move a trabalhar e permanecer atuando na escola do Assentamento Buenos Aires em Caxias -MA; Caracteriza-se a prática docente de Geografia desenvolvida na escola do Assentamento Buenos Aires em Caxias -MA e, por fim, identifica-se os fatores que favorecem ou dificultam o desenvolvimento da prática do professor de Geografia em Educação do Campo na escola deste assentamento, bem como o sentido e o significado atribuído por ele à sua prática docente. Os aportes teóricos constituem em autores que dialogam com o papel da escola (RODRIGUES, 1997; AZEVEDO, 2007; GOULART, 2014; OLIVEIRA, 1994); prática docente (FRANCO, 2016; 2012; 2010), Geografia Escolar (COSTELLA, 2017; 2015;  CAMACHO, 2011; CASTROGIOVANNI, 2011; 2009; 2007; CALLAI, 2011; CAVALCANTI, 2011; 2010; 2002; CASTELLLAR, 2005),  Educação do Campo (CALDART, 2009; 2005; 2004;  FERNANDES, 2009a; 2009b; 2005) e assentamentos rurais (TARGINO, 2002; GIRARDI, 2008; FERNANDES, 2005) e de pesquisa documental na legislação educacional vigente e outros documentos oficiais que dão base legal e sentido a Educação do Campo e ao ensino de Geografia (BRASIL, 2014; 2013; 2012; 2008; 2002; 2000; 1998; 1996; 1988). Optou-se por seguir os parâmetros da metodologia qualitativa de investigação e do método materialismo histórico e dialético (MARAFON et al., 2013; MINAYO, 2004; 2000; ROSSI, 2014; AGUIAR; OZELLA, 2013; 2006), os quais nortearam todas as etapas do trabalho de campo junto à escola e ao professor de Geografia, interlocutor da pesquisa,  com aplicação de questionários, realização de entrevistas semiestruturadas e observação participante de aulas com registros em diário de campo e fotográfico nos anos letivos de 2017 e 2018. Na organização, análise e interpretação dos dados, com base  em Aguiar e Ozella (2013; 2006), foram inferidos e sistematizados 5 núcleos de significação, reveladores do modo de pensar, sentir e agir do Prof. Francisco José, interlocutor desta pesquisa, no movimento dialético de sua atividade docente: 1) O ser professor de Geografia em assentamento rural como uma atividade humana focada na qualidade do trabalho docente e da aprendizagem discente significativa, emancipadora e transformadora; 2) Saberes docentes consolidados e não consolidados, o exercício da docência e o ser professor de Geografia no âmbito da fase inicial do ciclo de vida profissional; 3) O currículo de Geografia como experiência vivida; 4) Prática docente de Geografia em Educação do Campo como práxis, fonte de conhecimento e geradora de novos conhecimentos; 5) O papel da escola e da prática docente de Geografia na formação dos educandos camponeses: uma apreensão dos sentidos e significados. Os resultados revelam que o sentido e o significado atribuído ao papel da escola e da prática docente de Geografia em Educação do Campo pelo professor investigado estão intimamente vinculados a epistemologia que fundamenta a tal prática, a qual segundo ele, baseia-se na Pedagogia Libertadora freireana e na corrente psicológica histórico-cultural vygostkyana, pois prioriza a mediação do processo de construção do conhecimento de seus educandos, com vista formar cidadãos autônomos, emancipados, críticos, reconhecendo-se como sujeitos históricos. Nesse aspecto, esse professor, é consciente de sua enorme responsabilidade e da própria escola Apolônio Facundes de Sousa, na formação humana integral dos seus educandos e na construção de uma sociedade brasileira, maranhense e caxiense mais justa, igualitária, com mais educação e desenvolvimento em todas suas dimensões.


  • POLIANA SANTOS FERRAZ DE OLIVEIRA
  • A expansão urbana da Zona Norte da cidade de Teresina
  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 26/02/2019
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  • O espaço urbano, produzido na atuação de diversos agentes sociais a partir de processos específicos que modificam a dinâmica socioespacial da cidade, se reconfigura no decorrer da urbanização. As redistribuições espaciais promovidas por tais agentes produtores do espaço urbano imprimem um ritmo de crescimento às cidades alimentado por um contínuo processo de expansão urbana, que abre as periferias das cidades à urbanização e redefine os usos desses espaços, alterando suas formas e dinâmicas. Tais áreas passam a criar e reproduzir formas atrativas à fixação e a circulação de capitais, transformando esses espaços úteis à aceleração de atividades que atuam intensivamente na produção do espaço, tornando-se tais espaços elementos centrais para compreender o crescimento urbano nas cidades contemporâneas. Diante disso, a presente dissertação tem como objetivo geral analisar a expansão urbana da Zona Norte de Teresina à luz dos agentes produtores, considerando suas formas espaciais relacionadas à sua gênese, dinâmicas e às recentes tendências espaciais. A partir disso foram estabelecidos três objetivos específicos: a) reconhecer a urbanização brasileira e a construção do processo de Expansão Urbana através da ação dos agentes produtores; b) revelar as dinâmicas do processo de expansão urbana de Teresina e Zona Norte, relacionando com os principais processos e formas espaciais nas últimas décadas; c) Discutir os agentes, processos e as formas espaciais recentes da Zona Norte de Teresina, contemplando uma interpretação sobre as tendências espaciais. A proposta partiu de uma preocupação com a expansão urbana, pensada a partir da dinâmica de expansão das atividades comerciais para áreas periféricas e da produção e ocupação de vazios urbanos na Zona Norte de Teresina. Diante das discussões propostas, a pesquisa, sustentada com o método de interpretação dialético, utilizou como procedimentos metodológicos a pesquisa bibliográfica, documental e de campo, que comportou a aplicação de entrevistas com lideranças comunitárias. A partir do recorte espacial estabelecido, dedicando-se à análise da Zona Norte de Teresina, optou-se por investigar três espaços da referida zona, a saber: Mocambinho, Parque Wall Ferraz e Residencial Jacinta Andrade. Quanto ao recorte temporal, considerou-se o período que contempla os anos de 1982, 1997 e 2010, marcos temporais da inauguração dos três bairros estudados, que permitem contextualizar e compreender a origem e evolução das formas socioespaciais em discussão. Os resultados demonstram que a expansão urbana da Zona Norte de Teresina se efetiva ao longo do tempo a partir da ação dos diversos agentes produtores do espaço urbano, que atuaram de modo distinto nos distintos bairros estudados, incorporado esse espaço ao mercado imobiliário e às dinâmicas comerciais, tendo peso ainda o papel das redefinições políticas que planejam as intervenções públicas. Nesse processo, a Zona Norte apresenta uma tendência à consolidação da ocupação de seus espaços vazios, uma vez que as intervenções públicas quanto a política habitacional e à infraestrutura valorizaram (e seguem valorizando) a terra urbana nessa porção da cidade de Teresina.

  • VÂNIA VIEIRA LIMA
  • PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO E POLÍTICAS HABITACIONAIS EM TERESINA-PI: VELHOS DILEMAS
  • Orientador : BARTIRA ARAUJO DA SILVA VIANA
  • Data: 26/02/2019
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  • No espaço urbano a habitação configura como uma mercadoria susceptível aos mecanismos de mercado. O valor varia na relação entre localização, serviços coletivos e infraestruturas próximas. Em decorrência desse dinamismo do mercado, a população de baixa renda tende a morar nas periferias das cidades, onde a habitação possui menor valor. Nesse espaço produz diversas formas de moradia, como a autoconstrução, favelas e ocupações. A fim de equacionar esse problema, o Estado criou políticas públicas habitacionais, sobretudo a partir da segunda metade do século XX. Dentre as intervenções estatais no setor habitacional destaca-se a atuação do Banco Nacional da Habitação (BNH) e do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV). Ambos atuaram e atuam na expansão periférica das cidades brasileiras, por meio da construção de conjuntos/empreendimentos habitacionais, em sua maioria com ausência ou ineficiência de infraestrutura urbana que atenda a população residente. Teresina se insere nesse contexto uma vez que os conjuntos habitacionais, decorrentes do BNH e os empreendimentos habitacionais do PMCMV, tem forte atuação na expansão da cidade. Diante do exposto, a pesquisa objetiva analisar a influência das políticas habitacionais do BNH e do PMCMV para a expansão do espaço urbano em Teresina, evidenciando a problemática da infraestrutura urbana no Conjunto Promorar e no Residencial Orgulho do Piauí. Para tanto, propõem-se como objetivos específicos: I) Relatar os aspectos da produção do espaço urbano elencando os agentes e os processos socioespaciais relacionados com a discussão sobre a habitação e déficit habitacional; II) Discutir a evolução da política habitacional em escala nacional, destacando desde a implantação do BNH até o PMCMV; III) Debater a influência da política habitacional na expansão urbana de Teresina a partir da construção de moradias populares proveniente do BNH e do PMCMV; IV) Diagnosticar a problemática da infraestrutura urbana pelas políticas habitacionais do BNH e do PMCMV no Conjunto Promorar e no Residencial Orgulho do Piauí. Diante dos objetivos propostos, a pesquisa orienta-se a partir de uma perspectiva metodológica associada a abordagem dialética e ao método comparativo, como a utilização dos seguintes procedimentos metodológicos: pesquisa bibliográfica, documental e de campo, com a realização de entrevistas com os moradores do Conjunto Promorar e do Residencial Orgulho do Piauí, assim como registro fotográfico e produção de material cartográfico visando a espacialização do objeto de estudo investigado. A política habitacional desenvolvida pelo BNH e PMCMV em Teresina atuaram no crescimento periférico da cidade, principalmente no sentido sul, onde concentra o maior número de unidades construídas. Esse fato contribui para o surgimento de diversos problemas de infraestrutura urbana para os residentes de moradias populares, como é o caso do Conjunto Promorar e Residencial Orgulho do Piauí. Com exceção a forma física da moradia, de problemas na limpeza pública e de problemas estruturais, os problemas são comuns em ambos os casos, principalmente no início da ocupação. Na análise dos equipamentos e serviços urbanos constatou-se que o transporte público é o mais citados entre os moradores como carente de melhorias. Portanto, os problemas detectados é resultado de uma política habitacional que privilegia o interesse do capital.

     

  • KAROLINE VELOSO RIBEIRO
  • ANÁLISE DA FRAGILIDADE AMBIENTAL NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MULATO, ESTADO DO PIAUÍ
  • Orientador : EMANUEL LINDEMBERG SILVA ALBUQUERQUE
  • Data: 13/02/2019
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  • O mapeamento da fragilidade ambiental tem sido indicado como instrumento para estudos de cunho socioambiental na ciência geográfica, permitindo, assim, identificar áreas de estabilidade e instabilidade no ambiente. Neste sentido, esta pesquisa objetivou analisar a fragilidade ambiental na bacia hidrográfica do Rio Mulato, estado do Piauí, na perspectiva do planejamento ambiental. O estudo encontra-se fundamentado em conceitos que norteiam a ciência geográfica a partir do viés sistêmico, possibilitando o estudo ambiental integrado e a compreensão da relação existente entre natureza e sociedade. A metodologia da fragilidade ambiental proposta por Ross (1994), considerada nesta pesquisa, fundamenta-se no princípio de que a natureza apresenta funcionalidade intrínseca entre seus componentes físicos e bióticos. Este princípio baseia-se nos preceitos da Unidade Ecodinâmica, ao determinar as condições de estabilidade e instabilidade do ambiente, a partir do dinamismo configurado na paisagem. Diante dos diferentes estados de estabilidade/instabilidade, hierarquizou-se a fragilidade ambiental em: Muito Baixa (1), Baixa (2), Média (3), Alta (4) e Muito Alta (5). Para tal, considerou-se a análise integrada dos seguintes elementos: geomorfologia, com base na declividade, tipo de solo, uso da terra e cobertura vegetal. As informações de geologia e clima também foram analisadas em conjunto com as demais variáveis, com a finalidade de dar maior precisão aos resultados. Os indicadores socioeconômicos relacionados à produção agrícola apontam um crescimento econômico, particularmente nos municípios que estão inseridos na área de estudo. Os resultados retratam que as classes de fragilidade potencial muito baixa e baixa representam 54,9% da área total da bacia, enquanto as classes alta e muito alta representam 26,35%. A classe média ocupa 18,75%. Para as classes de fragilidade emergente predominou a classe média, com 44,62% da área total da bacia, sendo que as classes baixa e muito baixa e as classes alta e muito alta, totalizaram respectivamente 36,71% e 18,67%. Atenta-se para o fato de que a declividade apresenta grande influência na determinação das áreas mais e/ou menos frágeis. No entanto, esta variável associada ao uso e cobertura da terra, explica a correlação entre as classes de menor e maior fragilidade ambiental, frente aos usos estabelecidos pela ação antrópica. A análise da fragilidade ambiental representa um importante instrumento de planejamento ambiental, pois identifica áreas prioritárias para o manejo conservacionista. Cabe salientar que esse trabalho pode servir de subsídio aos estudos futuros, visando elaborar diretrizes para o ordenamento territorial na área da bacia hidrográfica do Rio Mulato (PI).

  • ANTÔNIA FRANCISCA LIMA
  • Agricultores Familiares no Assentamento Cansanção, Município de Cocal, Piauí: um estudo de caso do Desenvolvimento Rural
  • Orientador : EDVANIA GOMES DE ASSIS SILVA
  • Data: 12/02/2019
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  • A agricultura familiar desempenha papel significativo no abastecimento do mercado interno brasileiro, bem como na geração de emprego e renda, visto que representa 85% dos estabelecimentos agropecuários do país, sendo esta atividade a principal responsável pela produção de alimentos que chega às mesas das famílias brasileiras, respondendo por cerca de 70% dos produtos consumidos no Brasil. Entre os produtos alimentícios provenientes da agricultura familiar, destacam-se: mandioca, feijão, carne suína, carne de aves e milho. Assim, o agricultor familiar possui uma relação particular com a terra, seu local de trabalho e moradia. Deste modo, os assentamentos rurais emergem como formas da produção familiar voltadas para o autoconsumo e para o abastecimento das comunidades vizinhas a partir da produção excedente. Por conseguinte, essa atividade possibilita a geração de empregos diretos e indiretos a baixo custo, favorecendo o desenvolvimento rural com bases sociais mais justas. Neste contexto, tem-se a problemática desta pesquisa, a saber: em que medida o Assentamento Cansanção tem contribuído para a reprodução social, econômica, política, institucional e ambiental da agricultura familiar no processo de desenvolvimento rural? Como forma de elucidar esta questão-problema, procedeu-se ao seguinte objetivo geral: analisar os fatores socioeconômicos, políticos-institucionais e ambientais da agricultura familiar do Assentamento Cansanção do município de Cocal, Piauí. Destacam-se como objetivos específicos: (1) investigar a agricultura familiar do Assentamento Cansanção; (2) caracterizar o perfil socioeconômico, político-institucional e ambiental dos agricultores familiares e (3) discutir a importância da agricultura familiar em âmbito municipal, estadual, considerando as políticas nacionais de fortalecimento da agricultura familiar. Dentro de uma perspectiva de investigação quali-quantitativa, exploratória e documental, os procedimentos metodológicos adotados basearam-se em: pesquisa bibliográfica, documental e levantamento de dados, assim como na aplicação de questionários e entrevistas semiestruturadas com dezoito (18) agricultores familiares, um (1) líder sindical e quatro (4) gestores públicos. Entre os resultados atingidos nesta investigação, tem-se que o desenvolvimento rural respaldado na geração de emprego e renda a partir da agricultura familiar do Assentamento Cansanção enfrenta dificuldades para se concretizar, com destaque para os obstáculos impostos pelas parcerias estabelecidas entre os próprios assentados. Neste aspecto, sugere-se que os agricultores assumam sua condição de coletividade. Além disso, torna-se necessária a implantação de políticas públicas diferenciadas para esse segmento a nível nacional e local, indo desde o crédito de custeio e investimento à assistência técnica continuada, observando as potencialidades e fragilidades dos assentados, fortalecendo, assim, as condições produtivas para a geração e comercialização da produção excedente, bem como valorizando os modos de vida e acesso aos recursos, bens e serviços que substanciem o desenvolvimento rural da comunidade Cansanção.



  • WELLYNNE CARLA DE SOUSA BARBOSA
  • ABORDAGEM GEOAMBIENTAL E O TURISMO EM CAJUEIRO DA PRAIA – PI
  • Orientador : GUSTAVO SOUZA VALLADARES
  • Data: 11/02/2019
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  • O município de Cajueiro da Praia está localizado no litoral do estado do Piauí, emancipado desde 1995. O município vem apresentando um crescimento urbano desordenado, especialmente em consequência do atrativo turístico de suas praias e paisagem natural. O objetivo geral do presente trabalho é avaliar o contexto geoespacial do município de Cajueiro da Praia-PI, a partir da análise geoambiental e relacionar com a atividade turística. Os objetivos específicos foram: Caracterizar o meio físico do município (geologia, clima, relevo, solos, vegetação e hidrografia); discutir a expansão do setor de serviços ligados ao turismo em Cajueiro da Praia a partir de um comparativo entre os anos de 2014 e 2017; verificar a dinâmica do uso e cobertura das terras entre 2000 e 2015; diagnosticar a partir da análise geoambiental da paisagem, a atividade turística para o desenvolvimento do município. O referencial teórico -metodológico baseou-se na análise sistêmica, tendo o modelo GTP (Geossitema-Território-Paisagem) como aliado delineador da pesquisa. Os estudos geoambientais de Cajueiro da Praia possibilitaram a correlação entre fatores relacionados a geologia, relevo, pedologia, hidrografia e geomorfologia, sendo de grande importância para o conhecimento da dinâmica natural além das potencialidade paisagísticas da área. Como complementação e equiparação aos estudos geoambientais foi elaborado o mapa de uso e cobertura das terras, nos anos de 2000 e 2015, realizado a partir de imagens TM/Landsat -5 e Landsat- 8 sensores OLI/TIRS, ambas do mês de outubro, além de imagens orbitais RapidEye de 2014 (julho e agosto) e 2012 (julho e setembro), que auxiliaram na identificação das 9 classes estudadas nessa etapa. A partir das classes observadas no mapa de uso e cobertura das terras de 2015, foi realizado a espacialização de pontos propícios ao desenvolvimento do ecoturismo no município, propondo ainda atividades que podem ser desenvolvidas na área. A pesquisa abordou também aspectos socioeconômicos e demográficos, além de uma análise do crescimento dos serviços ligados ao turismo, fazendo um comparativo com outros municípios do litoral piauiense num recorte temporal entre 2014 e 2017, constatando um aumento no número de estabelecimentos ligados ao turismo na região litorânea do município, o que demonstra uma expectativa de desenvolvimento iminente, necessitando de um olhar sistemático e estratégico do poder público que aliado as potencialidades identificadas na pesquisa, pode desenvolver práticas de incentivo a descentralização desses serviços, no sentido de valorizar a paisagem natural de Cajueiro da Praia aliando um desenvolvimento econômico à atividades sustentáveis.

     

  • JANAIRA MARQUES LEAL
  • VULNERABILIDADE AMBIENTAL NO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DO TAPUIO, PIAUÍ: BASES PARA O ORDENAMENTO TERRITORIAL
  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 16/01/2019
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  • É possível observar o surgimento de questionamentos acerca da utilização dos recursos naturais como mercadoria a partir de relações estabelecidas entre sociedade e natureza, principalmente após a primeira revolução industrial. Tais questionamentos transformam-se em preocupações quando o surgimento de diversas formas de uso desenfreado dos ambientes naturais são superiores à capacidade de suporte dos mesmos. Neste ínterim, a análise da compartimentação geomorfológica por meio de uma visão sistêmica torna-se de extrema importância para que se possa compreender essa relação sociedade e natureza, que tem se intensificado de forma considerável em função do desenvolvimento econômico. Neste sentido, a presente pesquisa tem por objetivo geral analisar a complexidade do meio físico de São Miguel do Tapuio, Estado do Piauí, a partir da abordagem sistêmica, tendo em vista subsidiar o ordenamento territorial do mesmo, destacando suas vulnerabilidades, potencialidades e limitações. Os objetivos específicos aqui propostos foram: 1) caracterizar os aspectos ambientais do município de São Miguel do Tapuio, Piauí (geologia, hidrografia, clima, associações de solos e NDVI); 2) elaborar mapa de compartimentação geomorfológica, conforme Ross (1992); 3) realizar mapeamento da cobertura vegetal do município de São Miguel do Tapuio utilizando o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) do ano de 2017; 4) Elaborar mapa com as classes de vulnerabilidade ambiental para o município de São Miguel do Tapuio, considerando a metodologia de Crepani et al. (2001). Como resultados, foram identificadas as seguintes unidades geomorfológicas e suas respectivas vulnerabilidades ambientais: Superfície de Cimeira (40,9% Moderada e 58,7% Moderadamente alta); Reverso superior seco da cuesta da Ibiapaba moderadamente dissecado (44,9% Moderada, 55% Moderadamente alta e 0,1% Alta); Reverso inferior seco da cuesta da Ibiapaba moderadamente dissecado (32% Moderada, 60,6% Moderadamente alta e 7,5% Alta); Formas tabulares muito dissecadas (0,03% Baixa, 39,3% Moderada, 60,2% Moderadamente alta e 1% Alta); Formas tabulares dissecadas (43,2% Moderada e 61,7% Moderadamente alta); Vales (9,9% Moderada, 64,5% Moderadamente alta e 25,4% Alta); Áreas de inundação sazonal com relevo movimentado (1,4% Moderada, 91% Moderadamente alta e 7,5% Alta). Com base nisso, constata-se que unidades que apresentam menores vulnerabilidades correspondem à Superfície de Cimeira, Reverso superior seco da cuesta da Ibiapaba moderadamente dissecado e Superfícies tabulares dissecadas. As unidades que apresentaram uma maior vulnerabilidade compreendem o Reverso inferior seco a cuesta da Ibiapaba moderadamente dissecado, Formas tabulares muito dissecadas, Vales e Áreas de inundação sazonal com relevo movimentado. Para que se fizesse possível o mapeamento da vulnerabilidade ambiental utilizaram-se parâmetros como a evolução geológica e grau de coesão das rochas para a delimitação da vulnerabilidade do fator Geologia; Declividade Média; Erodibilidade dos solos; e NDVI para cobertura vegetal.  Neste sentido, constatou-se que o município apresentou 0,01% na classe de Baixa vulnerabilidade, 26,4% na classe Moderada vulnerabilidade, 63,9% na classe Moderadamente alta vulnerabilidade e 9,5% na classe Alta vulnerabilidade. Os dados alcançados pela presente pesquisa permitem aferir que o município estudado apresenta condições ambientais que necessitam de medidas de ordenamento territorial que forneçam subsídios para proteção de suas áreas, uma vez que no mesmo foram identificadas áreas mais vulneráveis e menos vulneráveis de acordo com os fatores físicos utilizados para a sua análise. Espera-se que a presente pesquisa possa contribuir com ações posteriores de planejamento territorial para fins de sustentabilidade no município de São Miguel do Tapuio, Piauí, servindo como ponto de partida aos estudos relativos a esta área geográfica do Estado.


2018
Descrição
  • ANA BEATRIZ RIBEIRO DOS SANTOS
  • Ensino de Geografia nas escolas de tempo integral no Ensino Médio em Teresina/Piauí: de que realidade estamos falando?
  • Orientador : RAIMUNDO LENILDE DE ARAUJO
  • Data: 18/12/2018
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  • O ensino de Geografia faz parte do currículo de ensino fundamental e médio e, tem como finalidade, desenvolver a capacidade de observar, analisar, interpretar e pensar, criticamente, a realidade tendo em vista a sua dinâmica transformação. A Escola de Tempo Integral contribui para a organização do currículo e ligação dos conhecimentos a partir de abordagens interdisciplinares, e propõe a articulação curricular como meio de contemplar o conhecimento de forma ampla. O estudo apresenta como objetivo geral principal analisar o ensino de Geografia em escolas de Tempo Integral na cidade de Teresina, Piauí considerando as concepções dos professores das escolas escolhidas para a pesquisa. E os objetivos específicos são: a) identificar as Práticas de ensino em escolas de Ensino em Tempo Integral com foco no ensino de Geografia; b) discutir a concepção dos sujeitos envolvidos (professores), no sentido de compreender como o ensino de Geografia é abordado na escola de tempo integral; c) sugerir metodologias que despertem a aplicação de práticas interdisciplinares nas escolas de tempo integral com vista ao ensino de Geografia. Os pressupostos teóricos fundamentam-se em: Cavalcanti (2003), Callai (2006), Vesentini (2004), Castrogiovani (2007), Esnquinsani (2016), Gadotti (2009), Gonçalves (2006), Libâneo (2014), Moll (2012) Cavaliere (2002), entre outros. A pesquisa empírica foi realizada tendo como referência uma escola por Gerência Regional de Educação (GRE) totalizando 4 escolas. As escolas foram sigiladas utilizando-se de letras do alfabeto: 4º GRE Centro-norte (Escola A), 19º GRE Sul (Escola B), 20º GRE Nordeste (Escola C) e 21º GRE Sudeste (Escola D). Foram feitas entrevistas com os professores das escolas da pesquisa. Na perspectiva de melhor organizar o raciocínio diante da interpretação dos resultados, optou-se pelo uso de quadros com a fala dos entrevistados e figuras (Nuvens de Palavras). O site usado para a criação das figuras foi o (wordclouds.com) que permite criar nuvem de palavras, utilizando diversas formas e imagens para enriquecer discussão das informações obtidas através das entrevistas. Identificamos através das entrevistas que permanecer mais tempo na escola não e a solução para melhorar a qualidade na educação, só o aumento de tempo na escola não basta, pois toda educação independente de ser em escola de tempo integral ou não deveria possibilitar uma educação integral que beneficiasse os alunos da educação básica. Acreditamos que o ensino de Geografia pode ser aperfeiçoado nas escolas de tempo integral contribuindo para uma melhor formação dos alunos A contribuição do estudo é inegável, pois, precisamos conhecer melhor o ensino de Geografia na escola de tempo integral, tendência na educação básica do Brasil.  Pode ainda possibilitar explorar outros conteúdos e metodologias de ensino, como conteúdos procedimentais e atitudinais, e as metodologias de trabalho em grupo e de projetos.

  • IVANAÍLA DE JESUS SOUSA
  • Geografia e a fenomenologia dos espaços cemiteriais
  • Orientador : ANDREA LOURDES MONTEIRO SCABELLO
  • Data: 14/12/2018
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  • RESUMO

     

    Este trabalho tem por intencionalidade verificar como os cemitérios estão inseridos na geografia urbana de Teresina (PI) partir da síntese fenomenológica desses espaços. Esta discussão torna-se pertinente, no século XXI, uma vez que, por ser um espaço essencial, reflete aspectos definidores da geografia urbana, (o que possibilita uma leitura peculiar da cidade por meio deles). As necrópoles são consideradas para a cultura ocidental, até o momento, um ambiente sagrado que abriga a memória de um grupo de pessoas. Um lugar de encontro entre a vida e a morte.A pesquisa teve por objetivo principal refletir a respeito da contribuição da fenomenologia como mecanismo de investigação relacionada à geografia urbana visando àcompreensão de sua dinâmica a partir da especificidade de três necrópoles. Para a discussão desta problemática foi utilizado como referencial teórico: Souza (2008) Derek (et al. 1966), Tuan (2011) e (2005), Besse (2014), Holzer (1998), De Paula (2016), Santos (2001), que são a base de sustentação geográfica deste estudo; Araújo (2015),Eliede (1992), Morin (1997), Morais (1998), que refletem acerca da morte e dos espaços sagrados, além de Thompson (2015), Zunkin (2000) e Silva (1998) que abordam a temática dos cemitérios e das cidades no século XXI. A pesquisa foi subdivida em etapas distintas: a pesquisa de campo cujas informações foram registradas por meio da escrita, gravações de áudios e fotografias, com vista a realizar a percepção intuitiva, análise e descrição do cotidiano nesses espaços - Cemitério São Judas Tadeu, Cemitério Santa Cruz e Cemitério Parque Jardim da Ressurreição - a partir da investigação dos fenômenos particulares. Num segundo momento, foi realizado trabalho de interpretação dos dados coletados no qual investigamos a essência geral e as essências particulares que fazem parte desses espaços, bem como a apreensão das relações existentes entre essas essências. Para análise dos dados coletados - uma vez tratando-se de uma pesquisa descritiva-fenomenológica cujo objeto se encontra dentro de uma perspectiva interdisciplinar utilizou-se como embasamento teórico-metodológico os estudos propostos por Moreira (2002), Holzer (1998) e Spiegelberg (1971). Os resultados obtidos nesta pesquisa foram influenciados pelos eventos encontrados durante as experiências vividas no trabalho de campo. Após a descrição e apreensão dos cemitérios a análise revelou elementos que reforçaram uma crise estrutural no que diz respeito ao uso e significado desses espaços. Por outro lado esses mesmos eventos demonstraram a importância que os espaços cemiteriais possuem para o planejamento urbano e como eles podem ser entendidos como paisagens que permitem o encontro físico entre vida e morte; e manifestações culturais que possibilitam a extensão da vida.

    Palavras-chave: Espaços Cemiteriais. Geografia Urbana. Fenomenologia.

     

     

     

  • WERTON FRANCISCO RIOS DA COSTA SOBRINHO
  • ABORDAGENS DO PATRIMÔNIO CULTURAL EM LIVROS DIDÁTICOS DE GEOGRAFIA DO ENSINO FUNDAMENTAL
  • Orientador : ANDREA LOURDES MONTEIRO SCABELLO
  • Data: 27/07/2018
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  • O objeto de estudo da presente proposta de pesquisa compreende as abordagens do Patrimônio Cultural em livros didáticos de Geografia do ensino fundamental. A investigação foi estruturada com o objetivo geral de analisar como o patrimônio cultural é abordado em livros didáticos de Geografia do 3º ciclo do Ensino Fundamental. Por objetivos específicos, identificar como o patrimônio cultural é abordado nas Diretrizes Curriculares Nacionais e do Estado do Piauí para o ensino de Geografia do 3º ciclo do Ensino Fundamental; caracterizar como o patrimônio cultural é abordado em livros didáticos de Geografia utilizados no 3º ciclo do Ensino Fundamental de escolas públicas estaduais em Teresina/PI; verificar em que medida os discursos imagéticos inscritos nos livros didáticos de Geografia do 3º ciclo do Ensino Fundamental estabelecem uma apreensão do patrimônio cultural enquanto fenômeno espacial produtor de diferenças sociais. Às contribuições teóricas e metodológicas que sustentam essa pesquisa são as seguintes: no campo da Geografia os trabalhos de Corrêa (1995, 2000, 2003, 2005, 2007), Nigro (1999, 2003 e 2010), Paes-lucchiari (2003, 2009 e 2010), Ribeiro (1988 e 2005), Claval (2001), no Patrimônio Cultural a produção de Meneses (2003, 2006 e 2012), Arantes (1987 e 2006), Chuva (2012), Jeudy (1990; 2005), na Educação Patrimonial, Scifone (2012), Grunberg (2000, 2007), Viana (2009), Liberalesso (2013); na questão do livro didático Azevedo (2013), Tonini (2014), Kaercher (2017); para a temática da imagem no livro didático recorremos a Tonini (2003; 2013; 2014), Oliveira Jr (2009), Calado (1994), Souza (2014); para o uso de imagens no ensino e sua análise, Joly (1996), Sardelich (2006), Vicente (2000), Gomes e Ribeiro (2013). A pesquisa é qualitativa, congregando as abordagens metodológicas da análise de imagens proposta por Joly (1996) e Rose (2001), bem como a análise de discurso na linha francesa abordada por Orlandi (2001). Para a operacionalização deste trabalho, optamos por uma pesquisa de abordagem bibliográfica e documental. A pesquisa documental apoiou-se na leitura de documentos oficiais como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s), as Diretrizes Curriculares do Estado do Piauí para o ensino de Geografia e na análise de duas coleções de livros didáticos de Geografia do ensino fundamental do 6º e 7º ano, adotados pelas escolas públicas da rede estadual de ensino subordinadas à 21ª Gerência Regional de Educação (GRE), recomendadas e bem avaliadas pelo PNLD, triênio 2017-2019, do ensino fundamental, séries finais. A pesquisa concluiu que ainda predomina no livro didático de geografia uma visão historicista ou tradicional do patrimônio cultural circunscrita à lógica da monumentalidade, o que reforça o discurso em torno de regimes de verdade que enaltecem a memória da classe dominante em detrimento do patrimônio sociocultural das minorias. Recomenda que, nos processos de escolha do livro didático, os professores tenham uma atenção com o papel da linguagem visual enquanto produtora de sentidos, primando por uma visão integradora do patrimônio cultural, pois as imagens no livro didático podem ser instrumentos produtores de diferenças sociais.

  • MARCOS AURELIO GOMES DA SILVA
  • A UTILIZAÇÃO DA ESCALA GEOGRÁFICA COMO FORMA DE ABORDAGEM DE CONTEÚDOS: UMA ANÁLISE DO LIVRO DIDÁTICO ADOTADO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA)
  • Orientador : ARMSTRONG MIRANDA EVANGELISTA
  • Data: 18/07/2018
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  • A escala geográfica, aceita por muitos autores com uma categoria-chave nos estudos do espaço, adquire particular relevância como estratégia de abordagem dos conteúdos do livro didático de Geografia. Assim, o presente trabalho de pesquisa tem o objetivo geral de analisar como esse recurso teórico-metodológico é utilizado nos livros didáticos adotados na Educação de Jovens e Adultos (EJA) do município de Teresina (PI). A Pesquisa se apoia no pressuposto que o livro didático, mesmo em nossos dias, é uma ferramenta de ensino-aprendizagem bastante utilizada por alunos e professores em sala de aula, e fundamenta-se na posição de autores como Pontuschka (1984), Lajolo (1996), Castrogiovanii e Goulart (2001), Schäffer (2001), Kaercher (2001) e Silva, Souza e Duarte (2006), que admitem o papel ainda preponderante do livro-texto no processo ensino-aprendizagem na Educação Básica. Considerou-se que o problema se apresenta ainda maior na EJA, por se tratar de uma modalidade de ensino, via de regra, bastante negligenciada pelo poder público.  Desta forma, avaliou-se necessário, dentre os objetivos específicos: (a) Examinar as propostas curriculares de Geografia para EJA no Brasil e no município de Teresina; (b) averiguar se o livro didático proporciona aos sujeitos-alunos o conhecimento necessário à compreensão do seu espaço de vivência (o lugar) e o exercício de sua cidadania; (c) Constatar a ocorrência da multiescalaridade na abordagem dos fenômenos socioespaciais no âmbito dos capítulos do Livro Didático de Geografia; (d) verificar se o texto didático evidencia as articulações entre os diferentes níveis de análise espacial; (e) e sistematizar os dados relativos ao uso da escala geográfica nas coleções selecionadas. Para alcançar os objetivos supracitados procurou-se apoio nas teorias defendidas por autores que abordam o problema da escala geográfica, como Racine, Raffestin e Ruff (1983), Castro (1992), Valenzuela (2004) e Haesbaert (2015). No campo do ensino de Geografia, recorreu-se aos nomes de Straforini (2002), Nogueira e Carneiro (2009), Oliveira (2009; 2011) e Silva (2013/2014). Os textos destes e de outros estudiosos nortearam o estudo no sentido da conceptualização e tipificação de escala geográfica. A metodologia utilizada na pesquisa foi da análise de conteúdo (AC) com o auxílio do computador, tendo como suporte teórico os trabalhos de Richardson (1985), Teixeira e Becker (2001), Morais (2003), Flick (2004), Bauer e Gaskell (2005), Kelle(2005), Lage e Godoy (2008) e Bardan (2016). Assim, utilizou-se um pacote de software da versão CAQDAS (Computer-assisted Qualitative Data Analysis Software), denominado NUD*IST, desenvolvido por Richards e Richards, no final dos anos 1990, e que funciona com base no princípio da categorização/codificação do texto. A grande vantagem na utilização desse tipo de software relaciona-se as facilidades oferecidas ao permitir que se faça a análise do corpus de forma confiável, célere e sistematizada. Os relatórios fornecidos pelo programa permitiram concluir, em termos gerais, que os livros-texto analisados, dão pouca importância a abordagem em escala local e negligenciam várias possibilidades de articulações escalares, estratégia que dificulta a compreensão do espaço geográfico em sua totalidade.

  • GERSON DIAS DE SOUSA
  • DIÁSPORA CHINESA E NOVAS TERRITORIALIDADES: MOBILIDADE, REDES E COMÉRCIO DOS CHINESES EM TERESINA/PI
  • Orientador : RAIMUNDO WILSON PEREIRA DOS SANTOS
  • Data: 30/05/2018
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  • Realizar um estudo acerca da presença de imigrantes chineses em Teresina nos leva a algumas inquietações. Como, por exemplo, levantar uma discussão sobre o assunto da diáspora chinesa no contexto da globalização, da mobilidade, da construção de novas territorialidades e, também, discutir como se estrutura este processo de territorialização chinesa em Teresina por intermédio da atividade comercial por eles desenvolvida, pelas redes sociais mantidas ou criadas durante a migração através das práticas socioespaciais, considerando aspectos simbólicos e/ou funcionais do território. Portanto, averiguamos a integração de trabalhadores chineses no comércio de Teresina como resultado dos recentes fluxos migratórios e a relação destes com o novo lugar, que agrega a dimensão material e simbólica e as possibilidades e conquistas de acordo com a conjuntura econômica em que os lugares e indivíduos estão envolvidos. Para tanto, a presente pesquisa tem, como objetivo geral, analisar a presença dos chineses em Teresina na perspectiva da construção de uma nova territorialidade, a partir do comércio, das redes sociais resultantes da diáspora dos imigrantes chineses em Teresina. Objetivamos, especificamente, estabelecer a relação entre diáspora chinesa e o processo de territorialidade dos imigrantes chineses; compreender, sob a perspectiva da territorialidade, das redes e da mobilidade, a presença dos chineses em Teresina, e, por fim, apontar os resultados e a dinâmica da construção das redes e territorialidade dos chineses em Teresina. Para fundamentar as categorias e conceitos-chave (diáspora, território, mobilidade e redes) empregados na pesquisa, destacamos as obras de Hall (2003, 2006), Ma Mung (1999), Bhabha (1998), Haesbaert (2005, 2008, 2011, 2012), Rafestin (1993), Saquet (2008, 2015), Bauman (1999), Lefrebvre (2000), Harvey (2008). Nesta pesquisa, de natureza qualitativa e quantitativa, recorremos ao método hipotético-dedutivo, tendo em vista que procuramos compreender o fenômeno que ocorre em Teresina com a presença dos migrantes chineses, com base na observação de outros estudos no Brasil, levantando a hipótese de que, o que ocorre em Teresina, é um reflexo, mesmo que tardio, da diáspora chinesa no Brasil, destacando, assim, as particularidades e especificidades do caso empírico. Recorremos ainda ao método de pesquisa de campo, fazendo observações indiretas e levantamentos in loco, coletando informações através da aplicação de questionários com perguntas fechadas com comerciantes chineses. Elaboramos, também, um mapa mostrando a espacialização dos estabelecimentos comerciais dos chineses no bairro Centro e arredores. Como resultados, verificamos que o grupo étnico chinês, especialmente no centro de Teresina, se apresenta atualmente como um grupo de imigrante que possui um número representativo de estabelecimentos comercias, com uma forma bem característica e que já vem durando alguns anos. Um grupo heterogêneo, mas com forte identidade cultural, cujas relações sociais são marcadas por clivagens internas, redes e solidariedade, configurando, assim, uma nova territorialidade, tanto no sentido funcional/material quanto simbólico.

  • LÉYA JÉSSYKA RODRIGUES SILVA CABRAL
  • LEVANTAMENTO PEDOLÓGICO DA PLANÍCIE DO DELTA DO PARNAÍBA, PI
  • Orientador : GUSTAVO SOUZA VALLADARES
  • Data: 21/05/2018
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  • A diversidade natural dos solos reflete na paisagem a sua própria evolução, sendo estes resultados das interações entre os fatores de formação: material de origem, relevo, clima, organismos e tempo. Tais fatores, adjuntos aos processos pedogenéticos na evolução dos solos, definirão suas propriedades físicas, químicas e mineralógicas, fundamentais para a caracterização dos solos e manejo. Nesse sentido, este estudo tem com o objetivo geral realizar um levantamento dos solos ao nível de reconhecimento de alta intensidade em uma escala de 1:100.000 na planície do Delta do Parnaíba, localizada na região do Norte Piauiense, microrregião do Litoral Piauiense, compreendendo os municípios de Ilha Grande e parte do município de Paranaíba, tendo como limite natural os rios Parnaíba e Igaraçu e o oceano Atlântico. Podendo ressaltar que a área de estudo concentra-se nos limites da Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba. Na elaboração da base cartográfica, utilizou-se para delimitação da área de estudo, um recorte concentrado na folha topográfica da SUDENE/DSG, Parnaíba (SA 24 Y-A-IV), elaborada pela DSG. No desenvolvimento do trabalho foram utilizadas imagens de satélite LANDSAT 8 OLI e imagens RAPIDEYE, através do catálogo de imagens do Ministério do Meio Ambiente, além de técnicas de sensoriamento remoto, através dos sistemas de informações geográficas (SIG). Para a identificação e caracterização dos perfis de solos, foram realizadas atividades de campo, a fim de descrever e coletar os solos mais representativos na área de estudo. Foram descritos e coletados quinze perfis de solo por meio de trincheiras e tradagens, com extensões profundamente suficientes para avaliação das características morfológicas, além de registros fotográficos e coleta de material, obedecendo aos critérios de uniformidade de cor, relevo e vegetação. Os critérios e procedimentos metodológicos seguiram a padronização adotada no Brasil. As análises físicas e químicas foram realizadas no Laboratório de Gênese e Classificação dos Solos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, e a preparação das análises mineralógicas realizadas no laboratório de Solos e Sedimentos e enviadas para o Laboratório Interdisciplinar de materiais avançados ambos na Universidade Federal do Piauí. Através dos resultados analisados foi possível classificar os solos de acordo com os níveis categóricos do Sistema Brasileiro de Classificação dos solos. As principais ordens de solos encontradas na área de estudo foram os Neossolos, Planossolos, Gleissolos, Espodossolos, Cambissolos e os Vertissolos. Novas classificações foram sugeridas, devido a características significativas encontradas nos perfis de solos não se enquadrarem com as do SiBCS. As unidades de mapeamentos foram definidas e posteriormente caracterizadas de acordo com as unidades litoestratigráficas, onde os Neossolos Flúvicos, Vertissolos, Planossolos, Cambissolos e Gleissolos Háplicos inseriram-se nos depósitos fluvioaluvionares, estes caracterizados por sedimentos aluvionares. Os Gleissolos Tiomórficos e Háplicos presentes nos depósitos de pântanos e mangue, apresentando altos teores de sais solúveis, atribuindo-lhes caráter sálico e sódico. Nos depósitos litorâneos de praias recentes, depósitos eólicos litorâneos e depósitos arenosos foram encontrados Neossolos Quartzarênicos, assim como os Espodossolos.

  • JOSIVANE JOSÉ DE ALENCAR
  • Representação social e Geografia Escolar: elementos da prática docente na educação básica
  • Orientador : JOSELIA SARAIVA E SILVA
  • Data: 28/02/2018
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  • O ensino de geografia escolar tem sido marcado, ao longo do tempo, pelo predomínio da memorização e do enciclopedismo. Essa forma de ensino, bastante utilizada nas salas de aulas, é fruto de uma prática docente pautada majoritariamente na verbalização dos conteúdos e ancorada no uso de recursos convencionais como o quadro branco e o livro didático, revelando um modelo de ensino característico da geografia clássica (CRISTIANE; QUEIROZ, 2016). Em uma sociedade caracterizada pela inovação tecnológica e pelo rápido processamento das mudanças sociais, econômicas, políticas e culturais, a presença de outros recursos como a internet, as histórias em quadrinhos e o vídeo documentário, denominados de recursos didáticos não convencionais (SILVA, 2011), colaboram para uma dinamização da aula, pois tornam as atividades de ensino mais interativas, visto que estimulam a participação ativa do estudante. Diante das possibilidades ofertadas pelo uso destas linguagens para a aprendizagem de conteúdos geográficos, a presente pesquisa buscou investigar a representação social de recursos didáticos não convencionais partilhada por professores de geografia e estudantes do ensino médio. Para embasar a proposta de investigação recorremos aos seguintes autores: a respeito da contextualização do emprego de recursos didáticos na educação e no ensino de geografia escolar, utilizamos dos escritos de Carvalho (1970), Fiscarelli (2008), Gravesn (1978), Haydt ( 2006), Justino (2011), Libâneo (2013) Lopes et al.(1991), Nérici (1987), Parra e Parra (1986) e Pinchamel (1978);   a sobre a trajetória e presença da geografia no currículo escolar brasileiro, utilizamos as obras de Capel (2008), Pontuschka, Paganelli e Cacete (2009), Rocha (1994), Pereira (1999) e Tonini (2003); para a compreensão da relação entre prática docente, recursos didáticos não convencionais e ensino de geografia escolar, nos embasamos nos estudos de Cavalcanti (2002; 2012; 2012), Callai (2013 e 2015), Castellar e Vilhena (2015), Cool et al (2000), Filizola (2009) Pontuschka, Paganelli e Cacete (2009), Silva (2011) e Zabala (2010); em relação à Teoria das Representações Sociais e o ensino de geografia escolar utilizamos como literatura de apoio as obras de Abric (2000), Bomfim (2012), Jodelet (2001), Marková (2006), Moscovici (2010), Sá (2002) e Wagner (2000. A pesquisa apoia-se na Teoria das Representações Sociais, com o emprego da abordagem estrutural, idealizada por Abric(1998), tendo natureza qualitativa, categorizada como do tipo pesquisa ação. Foi realizada no Instituto Federal do Piauí, campus Teresina Central, localizada no centro da capital do Piauí. A investigação ocorreu em regime de colaboração, realizada entre agosto e dezembro de 2017, com observação da prática docente, planejamento, e execução de ações didáticas que tinham como intento a inclusão de produtos culturais na sala de aula de geografia, como forma de verificar a ocorrência de possíveis modificações na estrutura da representação social. Empregamos como instrumentos para a coleta da representação social de estudantes e professores sobre os recursos didáticos não convencionais o Teste de Associação Livre de Palavras (TALP), questionário socioeconômico e cultural, realização de grupo focal, bem como de entrevista semiestruturada. Os testes foram empregados na fase inicial e final da pesquisa colaborativa e para registro do acompanhamento das ações de intervenção adotamos diário de campo. O processamento das informações se deu por meio do uso de softwares Word, Excel e EVOC e emprego da técnica de análise de conteúdo. Os resultados obtidos apontam para a modificação das representações identificadas.

  • ALBERT ISAAC GOMES VIANA
  • ANÁLISE GEOAMBIENTAL DOS PARQUES URBANOS DE TERESINA, PIAUÍ
  • Orientador : IRACILDE MARIA DE MOURA FE LIMA
  • Data: 28/02/2018
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  • Os parques constituem importantes espaços da paisagem urbana, porque contribuem para amenizar as altas temperaturas, a redução dos riscos de inundações, para a prática de lazer e, assim, para a ampliação da qualidade do ambiente e da vida da população. Partindo dessa concepção e da constatação de que a cidade de Teresina (Piauí) dispõe de 32 parques urbanos ainda pouco conhecidos, esta pesquisa teve como objetivo geral estudar a distribuição espacial dos parques urbanos, analisando as características do ambiente daqueles localizados nas Áreas de Preservação Permanente (APP) dos rios Parnaíba e Poti. Os objetivos específicos foram: a) resgatar a história dos parques urbanos, contextualizando a criação dos parques da cidade de Teresina; b) identificar a posição dos parques nas bacias hidrográficas locais e suas áreas de cobertura vegetal, destacando a participação do verde por Região Administrativa da cidade; e c) caracterizar o ambiente dos parques que ocupam as faixas de APP dos rios Parnaíba e Poti, na cidade de Teresina. A pesquisa correspondeu a um estudo de caso, utilizando uma metodologia baseada na coleta e análise de informações sobre os Parques Urbanos, a partir das referências a eles existentes, de observações de campo, de entrevistas técnicas, além do uso do geoprocessamento através da manipulação dos seguintes softwares: QGis (versão 2.14.7), ArcGis (versão 10.5.1, com licença estudantil) e o Google Earth Pro. Fez-se a análise geral dos dados destacando a espacialização dos Parques por Região Administrativa da cidade (Centro-Norte, Sul, Sudeste e Leste), detalhando as características daqueles situados nas faixas de APP’s dos rios Parnaíba e Poti: Beira Rio, Acarape, Prainha, Encontro dos Rios, Zoobotânico, Vila do Porto, Parque da Cidade, Raul Lopes, Floresta Fóssil I e II, Potycabana e Curva São Paulo. Os resultados obtidos permitiram chegar-se a algumas conclusões, dentre elas: a) o rápido crescimento dessa cidade nas últimas décadas não foi acompanhado de um planejamento necessário ao estabelecimento de critérios e normas para a criação de parques com funções ambientais e sociais; b) a existência de irregular distribuição (espacialização) dos parques no que se refere à regionalização de Teresina, apresentando uma predominância na região Centro-Norte; mediana ocorrência na região Leste e pequena ocorrência nas regiões Sul e Sudeste da cidade; c) a região Centro-Norte concentra também a maior área de cobertura vegetal da cidade, esteja ela relacionada aos parques urbanos ou a praças, quintais e terrenos particulares; d) os parques localizados nas faixas de APPs apresentam satisfatória cobertura vegetal, com exceção da Potycabana (região Leste) e da Curva São Paulo (região Sudeste), por ter o lazer de massa como principal finalidade; e) com relação ao estado de conservação dos parques ribeirinhos, considerou-se como maiores danos socioambientais existentes: a presença de descarte inadequado de lixo e lançamento de esgotos in natura; depredação por parte da população; processos erosivos e trilhas abandonadas; sendo os que se encontram em estado mais críticos os parques Vila do Porto (Centro-Norte) e Prainha (Sul), se comparados aos demais. Finalizou-se enfatizando a necessidade e importância dos parques urbanos em Teresina como espaços que exerçam suas funções de proteção do ambiente e de lazer de qualidade para a população, uma vez a cidade apresenta elevadas temperaturas do clima durante todo o ano, densa rede de drenagem, diversos morros residuais e um elevado percentual de área de faixas de APPs ao longo dos rios Parnaíba e Poti no trecho urbano. Também porque a população dispõe de poucas áreas livres públicas destinadas ao lazer, pois, além de mal distribuídos na cidade, a grande maioria dos parques existentes não dispõem de infraestrutura adequada e eficiente para tal.

  • SARA RAQUEL CARDOSO TEIXEIRA DE SOUSA
  • VERTICALIZAÇÃO URBANA E A PRODUÇÃO DO ESPAÇO DE TERESINA - PIAUÍ: CENÁRIOS, REFLEXOS E TENDÊNCIAS
  • Orientador : BARTIRA ARAUJO DA SILVA VIANA
  • Data: 28/02/2018
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  • As últimas quatro décadas apresentaram mudanças significativas na organização espacial urbana mundial, em especial as ocorridas em decorrência da Revolução Industrial. Assim sendo, os estudos sobre as dinâmicas do espaço urbano tornaram-se discussões evidentes e significativas na Geografia Urbana. Neste contexto, os agentes produtores e reprodutores do espaço determinam a valorização e desvalorização de locais nas cidades, destacando-se a ação do Estado e dos promotores imobiliários. Estes contribuem para a especulação imobiliária urbana, especialmente em áreas verticalizadas da cidade. Os agentes imobiliários são estimulados a investir em padrões arquitetônicos e urbanísticos que supervalorizam o metro quadrado em determinadas áreas urbanas. Apesar de urbanizar-se tardiamente, Teresina demonstrou, ao longo de sua história, um padrão de verticalização que acompanha as mudanças econômicas ocorridas no país. Esta sofreu influências externas importantes que determinaram o crescimento vertical de áreas específicas da cidade. Assim, a pesquisa objetivou analisar o processo de verticalização de Teresina no recorte temporal de 1970 à 2017, destacando as expansão desse tipo de construção na cidade. Nesse sentido, para alcançarmos o objetivo principal, traçamos objetivos específicos, sendo estes: 1) Discorrer sobre temas norteadores dos estudos de Geografia Urbana, especialmente aqueles que versam sobre a verticalização; 2) Descrever os aspectos históricos e socioeconômicos da cidade de Teresina-Piauí; 3) Discutir os principais agentes que conduzem o processo de verticalização no espaço urbano teresinense, destacando os aspectos normativos e as tendências do crescimento vertical na capital do Piauí; 4) Mapear as áreas de concentração vertical observadas em Teresina no período correspondente de 1970 à 2017. A metodologia proposta está dividida em quatro etapas, sendo estas: A primeira etapa constituiu-se da leitura de textos diversos como livros, periódicos científicos, teses, dissertações, monografias, materiais cartográficos e documentos oficiais que versam sobre a verticalização, a segregação, o espaço urbano, entre outros. Os autores que nortearam os estudos de temas relacionados a Geografia urbana e a verticalização foram: Silveira (2016), Carlos (2015, 2011, 2007, 1982), Corrêa (2013; 2002; 1989), Souza (2008; 1994), Santos (2008), Freitas (2005), Sposito (1991), Maricato (2015), entre outros. Quanto aos estudos sobre a verticalização de Teresina destacam-se Carvalho (2015), Castelo Branco (2012), Viana (2003), Lima (2001), Façanha (1998), Araújo (1992), Abreu (1983), entre outros. A segunda etapa trata do levantamento de fontes documentais através de visitas técnicas em diversos órgãos de Teresina, como também o levantamento fotográfico de áreas com expansão vertical. A terceira etapa refere-se à tabulação dos dados coletados visando a construção de gráficos e tabelas, assim como a produção de mapas utilizando o software QGIS 2.14. A quarta etapa trata da discussão dos dados (através de texto escrito) para apresentação dos resultados finais (defesa). Constatou-se na pesquisa que por volta de 1970 as edificações verticais comerciais começam a ocorrer no centro da cidade de Teresina. A produção de empreendimentos verticais residenciais se intensifica na década de 1980 e se consolida na década de 1990 nas regiões Centro e Leste devido a investimentos em infraestrutura e serviços, agregando valor inicialmente à áreas de alguns bairros, como Frei Serafim, Cabral, Ilhotas (região Centro) e Jóquei e Fátima (região Leste). Nos anos 2000 e 2010 a região Leste continua sendo a mais atrativa para construção de empreendimentos verticais de padrão elevado, refletindo o grande dinamismo do setor imobiliário e o papel do Estado como responsáveis pela (re) estruturação do espaço urbano. As regiões Sudeste e Norte têm se configurado como nova área de atuação destes agentes produtores do espaço, a partir de investimentos que visam atender uma parcela da população com menor poder aquisitivo. O crescimento das áreas verticais acompanha a expansão da área urbana de Teresina e o padrão de verticalização das distintas regiões administrativas se diferencia conforme o valor da terra. Outro fato importante a destacar diz respeito à legislação. Os artigos e incisos que referenciam as questões que envolvem o crescimento vertical fazem parte de leis de uso e ocupação do solo urbano, não havendo leis específicas que tratam da verticalização da cidade estudada. Os mapas gerados com os dados coletados durante a pesquisa apresentam as tendências da expansão vertical do período de 1971 à 2017, mostrando que em áreas periféricas da cidade, diferentemente das áreas verticais consolidadas, estão sendo construídos empreendimentos com números expressivos de torres, porém, com alturas inferiores aos empreendimentos encontrados nas áreas já consolidadas com este tipo de construção.

  • SIMONE RODRIGUES DA SILVA
  • A FERROVIA TRANSNORDESTINA E AS TRANSFORMAÇÕES TERRITORIAIS NO MUNICÍPIO DE PAULISTANA - PI
  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 27/02/2018
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  • Diante da necessidade da aceleração da circulação que caracteriza o capitalismo em sua natureza expansiva, os transportes se evidenciam como elemento decisivo para a reprodução das atividades econômicas e das relações sociais em geral. As transformações na circulação, na fluidez de pessoas e mercadorias nos territórios conferem importância destacada aos transportes, tendo assim papel relevante na difusão e consolidação da sociedade moderna. Nesse contexto, a reprodução de dinâmicas produtivas hegemônicas em determinados períodos da história tem levado a sucessivas reconfigurações territoriais, a partir de transformações na materialidade do território em que se destaca a instalação de novas infraestruturas de transporte e circulação, como portos, aeroportos, rodovias e ferrovias. A presente pesquisa tem como objetivo geral analisar as transformações territoriais decorrentes da construção da ferrovia Transnordestina no município de Paulistana, Piauí. Para tanto, visamos especificamente compreender os principais impactos da construção da ferrovia sobre as atividades econômicas no município de Paulistana; conhecer conflitos e processos de expropriação relacionados à construção da ferrovia no município; e analisar os rebatimentos das dinâmicas produzidas a partir da construção da ferrovia em Paulistana, evidenciando suas materializações no território. A pesquisa contou com levantamento de documentos e dados em órgãos públicos federais, estaduais e municipais, além de relatórios disponíveis em sítios eletrônicos. A revisão bibliográfica se desenvolveu buscando o estabelecimento de um marco teórico-metodológico que contemplasse temas e conceitos ligados ao estudo em questão. Nesse sentido, destacam-se as obras de Silveira (2007, 2011), Arroyo e Cruz (2015), Santos (2012a), Santos e Silveira (2012), Moraes (2000, 2008, 2011), Costa (2013), Raffestin (1993), Harvey (2005, 2012), Saquet (2013), Camargo (2015), Alves (2015) e Vieira (2010). Além disso, se efetuou pesquisa de campo no município de Paulistana, onde foram realizadas entrevistas com residentes e comerciantes na sede do município, representantes da Prefeitura Municipal de Paulistana e do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Paulistana, além de lideranças da Comunidade Quilombola de Contente e do Projeto de Assentamento Cachoeira e Assentamento Malhete, que tiveram seus espaços afetados diretamente pela construção da ferrovia. As análises realizadas orientaram-se a partir de uma perspectiva metodológica associada ao materialismo histórico e dialético, uma vez que visamos compreender contradições e conflitos derivados da inserção da ferrovia no município de Paulistana. A obra da ferrovia Transnordestina ocasionou uma série de transformações nas atividades econômicas no município, impulsionando o comércio e a construção de prédios comerciais, a valorização de imóveis e a especulação imobiliária, a instalação de novas atividades econômicas, principalmente do setor de serviços, ao mesmo tempo em que tem causando conflitos e processos de expropriação em comunidades situadas nas proximidades das obras da ferrovia ou mesmo cortadas por ela. A construção da ferrovia Transnordestina tem, assim, alterado relações sociais, provocado conflitos socioterritoriais e explicitado contradições. Esse território aparece marcado por relações conflituosas, transformando-se em espaço de luta e resistência para populações que veem suas vidas invadidas perante os projetos hegemônicos do capital privado em parceria com o Estado.

  • FRANCISCO JEAN DA SILVA ARAÚJO
  • Segurança pública e violência urbana em Teresina (PI): discutindo a regionalização da Polícia Militar na cidade
  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 26/02/2018
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  • O aumento da violência criminal no espaço urbano é um fato notável nas últimas décadas. As pesquisas sobre violência urbana nas cidades brasileiras têm mostrado nos últimos anos, um crescimento desordenado. Esse complexo fenômeno, em suas várias formas de manifestação, transformou-se em um dos principais problemas sociais que as cidades enfrentam hoje. A realidade vivenciada na cidade de Teresina não é diferente, os dados sobre criminalidade urbana, divulgados constantemente, pelos órgãos de segurança pública e pela imprensa de modo geral, vêm mostrando um aumento significativo da violência urbana em Teresina. Paralelo a essa realidade, o Estado, através dos seus Órgãos de Segurança Pública, não tem se mostrado eficiente no controle desse fenômeno. A partir desse campo temático, essa pesquisa tem como objetivo geral, analisar a regionalização da Polícia Militar e a espacialização dos crimes de homicídios no espaço urbano da cidade de Teresina. Os objetivos específicos visam: a) Refletir sobre a produção do espaço urbano, relacionado com o processo de urbanização e com o fenômeno da violência urbana, no Brasil, Piauí e Teresina; b) Discutir sobre a organização regional de Teresina, relacionado essa com a regionalização da Segurança Pública do Estado; c) Descrever a regionalização da Polícia Militar do Piauí no espaço urbano de Teresina, destacando a estrutura operacional dos batalhões no interior de cada região; d) Verificar a espacialização dos crimes de homicídios no âmbito das regiões de atuação de cada batalhão. A pesquisa orienta-se a partir de uma abordagem dialética e versa sobre a os recortes espaciais da cidade realizados pela Polícia Militar. Os procedimentos de investigação foram baseados na pesquisa bibliográfica realizada através de consultas em livros, artigos científicos e fontes pesquisadas em websites referentes a estudos sobre organização espacial, urbanização, violência urbana e regionalização, além de pesquisa de campo. Para tanto, fez-se no primeiro momento, uma discussão sobre cidade, urbanização e violência urbana em diferentes escalas, construída, tomando como base teórica, os trabalhos de Carlos (1991; 2004; 2005), Corrêa (1991), Spósito (2005) Souza (2005), Santos (2004; 2008), Scarlato (2005) Façanha (1998; 2004), Adorno (2002), Zaluar (1999), Beato Filho (2012), entre outros. No segundo momento, foi feito um debate sobre região e regionalização, destacando as regionalizações da cidade de Teresina efetivadas pela Gestão Municipal e pela Polícia Militar. Esse debate foi construído tomando como referencias os trabalhos de Costa (2014) Lencioni (2014) Magnago (1995), Ribeiro (2004) Souza (2013), Corrêa (1991) Gomes (2001), Façanha (2003); Braz e Silva (2001). Por fim, se discutiu a dinâmica dos homicídios a estrutura operacional dos batalhões no âmbito de cada recorte espacial, Lima (2009), Beato Filho (2000), Sousa (2008), Barbosa (2015) e Façanha (2003) constituíram-se a base teórica dessa discussão. Contatou-se que a regionalização da Polícia Militar em nível de Estado, está fundamentada no modelo regional “Territórios do Desenvolvimento”, criado pelo Governo do Estado do Piauí, através da Secretaria de Planejamento – (SEPLAN), no ano de 2007. No perímetro urbano da cidade, encontra-se apoiada nos recortes espaciais da cidade, realizados pela Prefeitura de Teresina em 1992, apresentando pequenas mudanças. Quando se investigou a estrutura operacional dos batalhões e a dinâmica dos homicídios no âmbito de cada região, verificou que variáveis como: extensão territorial, população absoluta e taxa de homicídios, não constitui fatores determinantes para a distribuição do efetivo policial na cidade, o que reflete ausência de critérios importantes no planejamento e execução das ações e políticas de segurança pública, realizadas pela Polícia. Além disso, a “geografia das mortes” violentas na cidade se mostrou muito dinâmica, revelando que o crime se manifesta de forma desigual pelos bairros de Teresina. 

  • FELIPE IBIAPINA DO MONTE RUBEN SIQUEIRA
  • TERRITORIALIDADES SAGRADAS: religiosidades católica e afro-brasileira na Zona Norte de Teresina (PI)
  • Orientador : CARLOS SAIT PEREIRA DE ANDRADE
  • Data: 20/02/2018
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  • As religiões assumem papel de destaque frente à formação cultural da sociedade, influenciando na forma do homem se relacionar com o espaço. Desse modo, estudar o espaço urbano considerando a perspectiva do Sagrado possibilita um entendimento particularizado da cidade. Teresina-PI, em especial, tem uma ligação próxima com a religiosidade desde a sua formação, destacando-se duas vertentes tradicionais, a religião católica e as religiões afro-brasileiras. Estas práticas do Sagrado – que atuam como marcadores identitários dos troncos culturais dos povos formadores de Teresina: o índio, o branco e o negro – compunham os costumes dos primeiros habitantes e se mantiveram ao longo do tempo, assumindo, hodiernamente, uma nova relação com a cidade, por meio de um arranjo territorial diferenciado. Assim, este trabalho de dissertação, desenvolvido no âmbito da Geografia Cultural, na temática da Geografia da Religião, se propõe a compreender qual o papel que as territorialidades sagradas – católicas e afro-brasileiras – desempenham, na configuração urbana teresinense, do ponto de vista da sociabilidade e espacialidade. Como recorte tem-se a Zona Norte de Teresina, no tempo presente, levando em conta o processo histórico. A escolha pelo recorte decorre do status diferenciado que o sagrado assume nessa região que atua como polo religioso, concentrando celebrações católicas de grande público e a maioria dos terreiros de umbanda e candomblé da cidade. O objetivo geral da pesquisa é analisar as formas de territorialização das religiosidades católica e afro-brasileira que se destacam na Zona Norte da cidade. Toma-se como objeto duas celebrações católicas – a Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e a Missa da Misericórdia – e os cultos ordinários de duas comunidades de terreiro – Tenda Espírita de Umbanda Santa Bárbara, de umbanda, e Ilê Axé Opassoró Fadakar, de candomblé –. Adota-se uma metodologia de caráter qualitativo, aderindo, como norte teórico-filosófico o construcionismo crítico na perspectiva de Sousa Filho (2007). A coleta de dados empíricos assume como estratégia a observação participante, utilizando-se de entrevistas semiestruturadas realizadas com os sacerdotes. Foram empregadas como técnicas de coleta de dados: registro em diário de campo; criação de mapas temáticos; pesquisa bibliográfica. Para a interpretação dos dados recorre-se à análise de categorias, baseada na técnica de análise de conteúdo de Bardin (1977) que, por meio de categorias atreladas à teoria, torna possível correlacionar o corpus da pesquisa. Destaca-se como principais categorias teóricas: Sagrado; Profano; Territorialidade; Sistema simbólico religioso. Dentre os autores fundamentais para a construção das categorias arroladas citam-se: Durkheim (2008); Geertz (2015); Raffestin (1993); Bonnemaison (2002) Rosendahl (2005); Corrêa (2013). Busca-se, com o presente trabalho, colaborar com a produção do conhecimento acerca da Geografia da Religião em Teresina e, por meio da discussão, contribuir para a valorização da identidade cultural, despertando atenção para a importância do diálogo integrador entre as políticas de planejamento urbano com os territórios do sagrado, defendendo a necessidade de haver uma gestão urbana responsável atenta às dimensões sociais, em suas complexidades, promovendo meios de salvaguardar a cultura do lugar, através de um urbanismo voltado para as pessoas.

     

     

  • ROSANA SOARES DE LACERDA
  • LIVRO DIDÁTICO DE GEOGRAFIA DO ENSINO MÉDIO: ANÁLISE E DISCUSSÃO DA LINGUAGEM IMAGÉTICA
  • Orientador : RAIMUNDO LENILDE DE ARAUJO
  • Data: 19/02/2018
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  • O ensino de Geografia é primordial para a construção da identidade de cidadãos críticos e reflexivos, contribuindo para que atuem em seu cotidiano. Nesse sentido, este estudo propõe um diálogo entre o ensino de Geografia e a imagem do livro didático, compreendida como linguagem e conhecimento, e como iconografia didática. Delineou-se como objetivo geral: estudar como os livros didáticos de Geografia são planejados a partir da análise dos textos imagéticos e verbais, fundamentada nos princípios da Teoria Cognitiva da Aprendizagem Multimédia embasados na Teoria da Carga Cognitiva. E como específicos: conhecer como se deu o processo de inserção da imagem no livro didático de Geografia; analisar o valor didático dessa linguagem neste recurso e discutir a importância de sua leitura para uma alfabetização do olhar em relação a construção de uma Geografia visual. Assim, embasou-se em Bittencourt (2008), Choppin (2004) e Albuquerque (2014), para a discussão sobre o livro didático; Tonini (2003; 2013; 2014) e Albuquerque (2010) referente à imagem no livro didático; Joly (1996), Rossi (2011) e Ramos (2011) no tocante ao uso de imagens no ensino; Mayer (2001) para compreensão da aprendizagem por meio de palavras e imagens, bem como Stefanello (2009), Albuquerque (2011), Rocha (1998) e Filizola (2009), discutindo o ensino de Geografia e Geografia Escolar. Para as análises, selecionou-se duas coleções do PNLD, triênio 2015-2017, que estão em uso nas escolas jurisdicionadas à 13ª Gerência Regional de Educação (GRE) do Estado do Piauí. No estudo das imagens nos livros didáticos das coleções, classificou-se em decorativas e representacionais (sem valor didático) e organizacionais e explicativas (com valor didático). Com isso, identificou-se que, a maioria delas, apresenta valor didático. Para estas, aplicou-se os princípios da Carga Cognitiva: coerência, sinalização e contiguidade espacial. Assim, percebeu-se que a maior parte apresenta carga cognitiva baixa, ou seja, fornece subsídio suficiente para a promoção de uma aprendizagem significativa. Nos livros da coleção Fronteiras da Globalização, esse índice é elevado, enquanto que na coleção Geografia é baixo. Além disso, notou-se maior violação no princípio de sinalização pelas duas coleções, e que a coleção Geografia apresentou elevado índice de violação em todos os princípios. Identificou-se, ainda, que as linguagens, imagética e verbal (escrita), dos livros didáticos de Geografia das coleções analisadas, dialogam parcialmente e de forma implícita. Diante disso, salienta-se a necessidade de analisar o processo de elaboração dos livros didáticos, e que os princípios elencados sejam considerados no referido processo, afim de se ter mais elementos instrucionais com carga cognitiva baixa, alinhados à capacidade discente de aprendizagem Multimédia de forma significativa, bem como, rigor no processo avaliativo do PNLD, para evitar possíveis erros e promover maior diálogo entre as duas linguagens, visto que, apesar da imagem falar por si só, ela também é polissêmica  e, por isso, precisa ser ancorada pelo texto escrito. Além disso, ambos precisam ser coerentes com o conteúdo discutido e sem erros, pois erros, tanto na linguagem imagética quanto no texto escrito, levam a uma aprendizagem equivocada, e, ao tratar-se do ensino de Geografia produz-se ‘geografias errôneas’.

2017
Descrição
  • JOSÉ EDSON DA SILVA BARRINHA
  • Transporte coletivo urbano por ônibus em Teresina: da implantação à integração
  • Orientador : RAIMUNDO LENILDE DE ARAUJO
  • Data: 12/12/2017
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  • O processo de urbanização verificado na cidade de Teresina-PI nas últimas décadas do século XX e nas primeiras do século XXI, provocou transformações na dinâmica espacial com o espraiamento horizontal e ampliação de distâncias entre a zona central da cidade e as áreas de expansão. A densidade de discussões sobre essa temática, pelos mais diferentes campos científicos, entre eles o da Geografia, apontam problemas que não interferem apenas no deslocamento da população pelos diferentes espaços da cidade, mas, também, contribuem para degradar o seu bem-estar. A poluição, os acidentes de trânsito, os congestionamentos, o custo e o tempo de viagem no interior de ônibus lotados, decorrentes da precariedade e da carência de políticas públicas eficazes. Nesse sentido, esta pesquisa tem como objetivo geral, estudar o transporte público de passageiros por ônibus em Teresina. E como objetivos específicos compreender o processo de formação do espaço teresinense e o discurso de modernidade presentes nos planos de desenvolvimento urbano; identificar as alterações do perímetro urbano teresinense, bem como as implicações na organização espacial, em decorrência da expansão e caracterizar o sistema de transporte coletivo de Teresina da sua implantação até o projeto de integração. Para efetivar e embasar essa discussão fez-se necessário buscar referências, sobre a produção do espaço, como Carlos (2007), Castells (1983), Corrêa (1995), Façanha (1998, 2003 e 2007), Lefebvre (1973 e 1991), Moraes (1984), Reis Filho (2010), Santos (1993 e 2008), sobre mobilidade urbana e transportes, como Câmara (2000), Leite (2013), Lévy (2001), Raia Júnior (2006) e Vasconcellos (2001). Esta pesquisa se desenvolveu, a partir de estudo nos planos de desenvolvimento urbano elaborados para Teresina, visitas de campo a órgãos públicos da administração municipal e a representante do setor empresarial dos transportes de passageiros. Foi feito também o registro fotográfico de algumas das vias onde estão sendo construídos corredores exclusivos para os transportes coletivos feito por ônibus e as estações de embarque e desembarque. O sistema de transporte público coletivo, contribui para a circulação e acesso da população aos meios de consumo coletivo, tendo, portanto, considerável contribuição na produção do espaço. Porém, em muitos casos, se verifica uma oferta desigual e concentrada desse serviço, promovendo, na cidade, a reprodução capitalista do espaço, marcada pela seletividade. Portanto, os resultados obtidos, embora preliminares, demonstram a evolução do sistema de transportes coletivos por ônibus em Teresina, desde sua implantação e regulamentação na década de 1940, até a integração. Para Junta Comercial do Piauí, em 1962, só havia o registro de apenas duas empresas de transportes coletivos, a Empresa Manoel Morais, que começou suas atividades em 1960, atuando na Zona Sul e a Empresa Primavera, que começou a atender em 1961 e abrangia a Zona Norte. No final dessa mesma década surgiram as Empresas Teresinense e Rio Poty. Na década de 1970, os transportes coletivos se consolidaram, transformando-se no embrião do sistema atual, que desde 2016 vem passando por várias intervenções voltadas para um processo de integração a partir do por ônibus, através da criação dos Terminais e da substituição das linhas radiais por linhas tronco-alimentadoras. 

  • HIKARO KAYO DE BRITO NUNES
  • VULNERABILIDADE SOCIOAMBIENTAL DOS SETORES CENSITÁRIOS ÀS MARGENS DO RIO POTI NO MUNICÍPIO DE TERESINA – PIAUÍ
  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 11/09/2017
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  • A sociedade atual vive exposta a uma infinidade de riscos, de modo que estes veiculam características que geram prejuízos à população direta ou indiretamente envolvida, seja pelo aumento populacional, seja pela ocupação de áreas inadequadas ou pela própria condição socioeconômica e ambiental. Diante disso, estudos em torno da vulnerabilidade (social, ambiental e socioambiental) tornam-se importantes instrumentos de estudo do espaço geográfico em questão, além de contribuir para o planejamento através de uma análise integrada envolvendo os aspectos sociais e ambientais. O objetivo geral que norteou a pesquisa foi analisar a vulnerabilidade socioambiental nos setores censitários às margens do rio Poti no município de Teresina/Piauí. Para atingi-lo foram lançados os seguintes objetivos específicos: i) realizar caracterização geoambiental da área de estudo, com vistas a uma maior compreensão da mesma; ii) discutir variáveis socioeconômicas a fim de analisar e mapear a vulnerabilidade social; iii) identificar os problemas ambientais a partir das formas de uso, ocupação e cobertura da terra; iv) caracterizar e analisar a área de estudo, a luz da abordagem integrada, tipologias de vulnerabilidade social, ambiental e socioambiental; e v) sugerir medidas mitigadoras para atenuar as consequências negativas dos agentes dinâmicos verificados. A pesquisa é caracterizada do tipo Dedutivo e de abordagem quali-quantitativa, e, para alcançar os objetivos fez-se uso de levantamento e análise bibliográfica, teórica-conceitual, documental e cartográfica; para a obtenção do IVS foram selecionados 7 (sete) variáveis socioeconômicas disponibilizadas junto ao Censo 2010 e manipuladas através de técnicas estatísticas (análises multivariada/fatorial e técnica de cluster); para a obtenção do IVA foram analisadas 12 (doze) variáveis ambientais por meio do Método Expedito (verificação in loco), registro fotográfico, diário de campo, aparelho de GPS e análise de dados documentais e laboratoriais. Já o IVSA foi obtido através da matriz de inter-relação do IVS com o IVA. Soma-se aos procedimentos metodológicos a utilização dos seguintes softwares: QGis (versão 2.14.7), ArcGIS (versão 10.3) e Google Earth Pro. As principais contribuições teóricas utilizadas fazem parte dos estudos de: Confalonieri (2003), Deschamps (2004; 2007), Mendonça (2004; 2010), Kasperson et al (2005), Katzman (2005), Ross (2006), Zanella (2006), Almeida (2010) e Goerl, Kobyama e Pellerin (2011). Os 72 setores censitários foram agrupados em três classes: IVS Alto (21 setores com uma população de 21.208 pessoas distribuídas em 12 bairros), IVS Médio (28 setores com população de 26.301 habitantes distribuídos em 22 bairros) e IVS Baixo (18 setores com 12.203 moradores distribuídos em 08 bairros), além de 5 setores desclassificados por não possuírem dados suficientes, principalmente relacionados às variáveis densidade demográfica, renda familiar e estrutura domiciliar. Quanto ao IVA, obteve-se os seguintes dados: 21 setores foram classificados na classe Baixa (15% da população expostas a riscos e problemas ambientais), 27 setores na classe Média (44% da população) e 24 setores censitários categorizados em IVA Alto (41% da população). Essas classes de IVA deve-se em grande maioria devido às seguintes variáveis: cobertura vegetal, proximidade com corpos hídricos, adensamento populacional/residencial, esgoto a céu aberto e lixo a céu aberto. Sobre o IVSA obteve-se os seguintes valores por classe: IVSA “Muito Alto” (30% da área de estudo), “Alto” (11% da área de estudo), “Médio” (18% dos setores censitários”, “Baixo” (33% da área de estudo), além de 5% não classificados. Em termos demográficos, o contingente populacional se concentra principalmente na classe de IVSA Muito Alto. Pôde-se constatar que os setores localizados nos espaços urbano e rural sofrem influências diretas das atividades produtivas ao longo do canal, conferindo ao rio peculiaridades das formas de ocupação das suas margens, evidenciando assim áreas de contraditoriedade social e por meio das características de rendimento, demográfica e de infraestrutura, além da capacidade de criação e intensificação de riscos e problemas ambientais, que, somados, problematizam a vulnerabilidade socioambiental dos setores censitários estudados.

     


     

  • JOSÉ FRANCISCO DE ARAÚJO SILVA
  • GEODIVERSIDADE E PATRIMÔNIO GEOLÓGICO / GEOMORFOLÓGICO DAS “CIDADES DE PEDRAS” – PIAUÍ: POTENCIAL TURÍSTICO E DIDÁTICO
  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 11/09/2017
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  • Nas últimas décadas, vê-se um crescente número de publicações acerca de temas voltados ao estudo da vertente abiótica da natureza, tais como geodiversidade, patrimônio geomorfológico, dentre outros. Trata-se de uma tentativa de preencher a lacuna relacionada a esses temas, em relação ao espaço que a natureza biótica já apresentava nas geociências. Especialmente nos últimos 20 anos, tais temáticas ganharam destaque no meio científico internacional, o qual cresce contínua e significativamente. No Brasil, entretanto, mesmo possuindo enorme geodiversidade, ainda há carência de estudos sobre tais áreas, apesar do crescente número de eventos e publicações relacionados ao assunto, tendo em vista a grandeza do território e a riqueza presente neste, ainda desconhecida. É sobre uma dessas diversas áreas do território nacional cuja natureza abiótica ainda é carente de estudos que trata esta pesquisa, uma vez que a mesma realiza o levantamento da geodiversidade e a avaliação do patrimônio geológico/geomorfológico das “Cidades de Pedras”-PI, localizadas em área de litígio entre os municípios piauienses de São José do Piauí, Bocaina, São João da Canabrava e Sussuapara, na mesorregião Sudeste Piauiense, microrregião de Picos-PI. Diante disso, essa pesquisa se propôs a realizar um levantamento da geodiversidade e do patrimônio geológico/geomorfológico da área supracitada, procedendo-se a avaliação destes, como suporte a iniciativas de geoconservação e geoturismo, para com tal embasamento sugerir a utilização da mesma, como local potenciador de atividades ligadas à educação ambiental e geoturísticas. O foco da pesquisa foram os valores turístico e didático, pelo intuito de unir o valor geoturístico do local à educação ambiental, possibilitando o desenvolvimento sustentável da área. A metodologia utilizada foi dividida em quatro etapas, a saber: a primeira, o levantamento e análise teórica, para a devida fundamentação, tomando por base autores como Brilha (2005), Pereira (2006), Pereira (2010), Oliveira (2015), Brilha (2015), Santos (2016), entre outros; a segunda, estudo de diferentes metodologias utilizadas na avaliação do patrimônio geológico e geomorfológico, seguida da escolha da metodologia adotada para o presente estudo; a terceira, realização da pesquisa de campo e do material cartográfico e a quarta, a proposição de estratégias de divulgação e valorização das “Cidades de Pedras”-PI. Por meio desta metodologia pôde-se evidenciar a geodiversidade do local analisado e constatar seu alto potencial geológico/geomorfológico para uso didático e geoturístico, haja vista os resultados apresentados na quantificação conforme metodologia de Oliveira (2015) terem mostrado que a maioria (seis) dos quatorze geomorfossítios estudados são de médio potencial turístico e didático, seguidos por quatro com alto e mais quatro com baixo potencial. Além disso, conforme metodologia da CPRM (2016) todos os geomorfossítios pesquisados possuem relevância nacional no valor educativo e oito no valor turístico. Quanto ao Risco de Degradação, na maioria (dez) dos geomorfossítios, este é médio, em três, é baixo e apenas um geomorfossítio, “Afloramento de Diabásio”, possui alto Risco de Degradação. Pôde-se também constatar o potencial maior da primeira “Cidade de Pedras”-PI, quando comparados os resultados apresentados pelos geomorfossítios separados por “Cidades”, na análise conjunta do valor turístico e didático, conforme metodologia de Oliveira (2015) e do Potencial Uso Educativo, Potencial Uso Turístico e Risco de Degradação, conforme metodologia da CPRM (2016).

     

  • MONICA SARAIVA DE SOUSA
  • O PROFESSOR DO ENSINO MÉDIO FACE AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO DA GEOGRAFIA: UM ESTUDO DE PESQUISA-AÇÃO NA ESCOLA PÚBLICA PIAUIENSE 
  • Orientador : ARMSTRONG MIRANDA EVANGELISTA
  • Data: 31/08/2017
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  • RESUMO

     O presente trabalho tem como objetivo geral analisar colaborativamente com os professores da Educação Básica as principais questões que envolvem o Ensino da Geografia escolar na contemporaneidade. Com o intuito de alcançar esse objetivo, elencamos como objetivos específicos: a) Debater aspectos históricos, sociais e geográficos relevantes da etapa atual do processo civilizatório, à luz do pensamento de autores importantes das ciências humanas; b) Discutir o currículo de geografia na contemporaneidade, de acordo com referências significativas da área; c) Caracterizar a globalização como um dos conceitos articulados pelo Ensino de Geografia para promover a compreensão da dinâmica do espaço geográfico na atualidade; e) Desenvolver junto com os professores de geografia da Educação Básica atividades de reflexão sobre a modernidade tardia e o conceito de globalização segundo a perspectiva geográfica. A escolha da temática se justifica pela sua relevância para as discussões atuais do ensino de geografia, combinando reflexão teórica e ação pedagógica na escola, tendo em vista a necessidade de estabelecer vínculos significativos entre a geografia ensinada e a realidade socioespacial hodierna. A geografia é uma ciência que possui aparato teórico-conceitual substancial para entender os processos complexos e dinâmicos manifestos na contemporaneidade sob o prisma da espacialidade, sendo por isso um conhecimento fundante no currículo escolar. Assim sendo, a geografia como disciplina escolar possui privilégio sobre a discussão das transformações atuais pelas quais o mundo tem passado e que tanto tem permeado a relação escola-sociedade. Isso exige abordagens teóricas sob um enfoque inovador, articuladas a novas metodologias e recursos que traduzam o saber científico de forma acessível e com significado aos estudantes. Assim, a prática da geografia escolar deve dar conta das necessidades de conhecimento que os estudantes da sociedade contemporânea precisam adquirir para entender as lógicas que afetam o seu cotidiano em suas relações multiescalares, reconhecendo os saberes geográficos necessários a análise crítica da sociedade. Trabalhos consultados no âmbito desta pesquisa revelam que os professores de Geografia ainda evidenciam dificuldades na análise científica de questões relevantes da cena espacial atual, havendo descompasso entre teoria e realidade. Diante disso, propomos aqui o aprofundamento da pesquisa sobre a formação e atuação do professor de geografia frente ao contexto da modernidade tardia e da globalização, bem como dar apoio a sua formação contínua estimulando a relação ensino e pesquisa. Em vista disso, nossa problemática centra-se em investigar como os docentes de Geografia de escolas públicas de Teresina-PI tem se posicionado diante das transformações socioespaciais desse início de milênio, propondo-se alternativas viáveis para o enfrentamento das defasagens conceituais que eventualmente apresentem. Como questões básicas de investigação elencamos: a) as discussões sobre a modernidade tardia e o conceito de globalização, segundo a perspectiva geográfica, permeiam de forma crítica e significativa o trabalho dos professores do ensino básico? b) A temática abordada tem sido objeto das preocupações dos professores pesquisados? c) Como os temas atuais da geografia são tratados pelos professores da Educação Básica? d) A pesquisa-ação se caracteriza como alternativa plausível para incentivar a ampliação teórica dos professores, a prática da reflexão e a tomada de ação? Para responder os questionamentos e os objetivos traçados seguimos as seguintes etapas principais de trabalho: a) revisão da literatura sobre o tema; b) aplicação de um questionário de pesquisa aos professores; c) análise dos dados do questionário e planejamento das ações; d) discussão conjunta de textos previamente selecionados com os sujeitos da pesquisa; e) análise das rodas de conversa. Referente à revisão de literatura, nosso arcabouço teórico estrutura-se em torno de autores importantes do pensamento social atual, como Lyotard (2011), Hall (2011), Kumar (1997), Harvey (2010), Bauman (2001), Lipovetsky (2004), Santos (2008, 2013) e em relação aos autores que representam a Geografia Escolar brasileira, com interesses convergentes aos dessa pesquisa, destacando-se: Nogueira (2013, 2015), Cavalcanti (2002, 2010, 2011), Costella e Santos (2014), Straforini (2008), Pessoa (2007), Vesentini (2009), Ferraz (2011), Kaecher (1999, 2014), Callai (2005), Evangelista e Xavier (2015), entre outros. Como sujeitos da pesquisa selecionamos cinco professores de geografia pertencentes à rede estadual da cidade de Teresina-PI, atuantes no Ensino Médio. A metodologia adotada privilegia o modelo de pesquisa-ação, com base nos trabalhos de Franco (2012), Bojo (2012), Barbier, (2002), Tripp (2005), contemplando estudos colaborativos com os sujeitos participantes, versando sobre a temática geográfica supracitada e realizados de forma sistemática. Como resultados, observamos que a sociedade hodierna sofre significativas transformações socioespaciais que alteram o cotidiano social, bem como a dinâmica e as demandas da escola como do ensino da Geografia escolar. Constatamos na pesquisa que muito da realidade caraterizada por autores que versam sobre a atual organização social e os desafios presentes no cotidiano escolar possuem relações intrínsecas com a vivencia dos professores colaboradores da pesquisa. E que apesar dessas mudanças serem sentidas pelos sujeitos da pesquisa, estes necessitaram de maiores esclarecimentos teóricos sobre o período histórico-geográfico atual e de incentivos para a formação continuada. Com a intervenção percebeu-se que os professores da educação básica apresentam dificuldades em relação a conteúdos do temário geográfico da contemporaneidade, não obstante ter sido reconhecida a viabilidade da pesquisa-ação para a atualização e aprofundamento teórico nesses estudos.

  • TARCYS KLÉBIO DA SILVA MESQUITA
  • DINÂMICA HIDROAMBIENTAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PORTINHO E SEUS REFLEXOS NA LAGOA DO PORTINHO.
  • Data: 09/08/2017
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  • A Bacia hidrográfica do rio Portinho corresponde a uma bacia litorânea que tem sua drenagem responsável pela alimentação de água da lagoa do Portinho. Esta, então, é um corpo d’água de origem fluvial, formado a partir do barramento natural das águas do rio Portinho pelas dunas que se movem da planície litorânea para o interior do Piauí, no sentido nordeste-sudoeste. Historicamente, essa lagoa tem representado um grande atrativo a visitações e práticas de lazer, principalmente pela sua beleza cênica. No entanto, as reduções dos índices pluviométricos nos últimos anos associada à intensificação do uso das terras e da água nesta bacia hidrográfica, resultaram numa grande diminuição da vazão desse rio culminando praticamente, na extinção dessa lagoa entre os anos de 2010 a 2016. Essa extrema redução da água passou a ser objeto de discussões por parte da população local, da mídia e das instituições públicas, ficando evidente a necessidade de um planejamento socioambiental dessa bacia, que envolva essencialmente a educação ambiental como forma de contribuir para a conscientização da população local sobre o uso sustentável da água e da terra não somente do seu entorno, mas de toda a bacia hidrográfica. Diante da relevância dos fatores envolvidos, este estudo teve como objetivo analisar a dinâmica hidroambiental da bacia hidrográfica do rio Portinho a partir do comportamento das variáveis relativas ao ambiente natural e das ações humanas desenvolvidas nessa bacia que se refletem na lagoa do Portinho, buscando apresentar elementos para o planejamento e gestão ambiental em âmbito local. Os estudos foram realizados a partir de levantamentos bibliográficos, cartográficos, documentais e pesquisas de campo, utilizando técnicas de geoprocessamento para mapeamento da área. A análise dos dados disponíveis, de fotografias e de mapas gerados nesta pesquisa permitiram a identificação de características do ambiente e do uso da água e da terra na bacia hidrográfica do rio Portinho. Concluiu-se que as condições climáticas recentes constituem o fator primordial da deficiência hídrica atual, embora o uso da terra e da água tenha contribuído para agravar o desequilíbrio hidroambiental que atualmente se encontra a bacia hidrográfica e que se reflete na completa secagem da Lagoa do Portinho.

  • LUZIA FERREIRA CAVALCANTE
  • O Agronegócio do Eucalipto e a Organização Socioespacial Resultante do Processo Territorial Recente em Matões(MA) e Parnarama(MA)
  • Orientador : CARLOS SAIT PEREIRA DE ANDRADE
  • Data: 30/06/2017
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  • RESUMO

     

    A expansão do agronegócio tendo como exemplo a produção de eucalipto é uma atividade crescente no nordeste brasileiro. O eucalipto chega pelo Maranhão quando já na década de 1980, instalaram-se no Baixo Parnaíba empresas nacionais e estrangeiras para produção de carvão vegetal e a plantação de eucalipto. E, por volta de meados dos anos 2000 ocorre uma transformação socioespacial ocasionada a partir de uma nova prática agrícola em alguns municípios da região que ainda não possuíam tradição em agronegócio. Assim, esta pesquisa refere-se às transformações socioespaciais ocorridas em Matões (MA), Parnarama (MA) a partir do processo territorial da produção de eucalipto. Pretende-se com a mesma contribuir para a construção de conhecimento a respeito dos territórios de eucalipto formados nos municípios em estudo e como esses municípios estão recebendo e reagindo a algo novo no seu espaço. Assim, esse estudo tem o objetivo geral de analisar o processo territorial em consequência da organização socioespacial recente com a produção de eucalipto em Matões/MA e Parnarama/MA. Quanto aos objetivos específicos, buscamos: compreender o processo de espacialização da implantação da cultura do eucalipto na escala nacional e regional, dando ênfase à configuração histórica e territorial; caracterizar a produção do eucalipto no espaço regional resultante de ações de diferentes agentes (Estado, produtores, trabalhadores); avaliar as mudanças socioespaciais ocorridas nos territórios de eucalipto formados nos municípios em estudo, Matões (MA) e Parnarama/MA; diagnosticar os impactos dessas transformações nos territórios dos municípios em análise. A opção do método para o desenvolvimento do trabalho foi o Dialético onde Raffestin (1993), Haesbaert (2005), Santos (2006), Fernandes (2005; 2011), Elias (2007), Souza (2007), Corrêa (2008); Machado & Fernandes (2009) e Ferreira (2011) são alguns dos autores utilizados, com metodologia dividida nas etapas que seguem: 1) pesquisa bibliográfica; 2) pesquisa de campo, realizada em quatro fazendas de eucalipto localizadas nos municípios de Matões (MA e Parnarama (MA); 3) análise dos dados, a partir de Bardin (1977), obtidos com a aplicação de entrevistas aos comerciantes dos munícipios pesquisados, aos representantes dos donos das fazendas e  trabalhadores ocupantes nas fazendas; 4) elaboração de mapas temáticos mostrando a localização da área em estudo onde pode-se perceber as mudanças das paisagens. Como resultado da pesquisa, percebe-se a existência de diversas transformações socioespaciais nos municípios em estudo que foram verificadas a partir das pesquisas bibliográficas e das visitas de campo e entrevistas realizadas, no entanto o mais visível refere-se ao território formado pela população com as invasões de terras, além da concentração fundiária e resistência do camponês e mudança da paisagem no território da pesquisa.

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  • CARLOS HENRIQUE SANTOS DA SILVA
  • FALÉSIA DE ITAPARI, SÃO JOSÉ DE RIBAMAR, MARANHÃO: EVOLUÇÃO GEOMORFOLÓGICA RECENTE
  • Orientador : IRACILDE MARIA DE MOURA FE LIMA
  • Data: 10/03/2017
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  • As falésias referem-se a superfícies de forte inclinação, onde a terra elevada se encontra com o mar, correspondendo a uma característica geomorfológica de primeira ordem de significância, porque ocorrem ao longo de cerca de 80% das linhas costeiras do mundo. No município de São José de Ribamar, Maranhão, a zona costeira apresenta um conjunto singular de falésias, dentre elas a de Itapari. A constituição geológica desta forma de relevo é de materiais da Formação Barreiras, de origem sedimentar Tércio-quaternária, sendo altamente suscetíveis à erosão por processos marinhos, provocando desmoronamentos, principalmente durante períodos chuvosos. Tendo em vista que é uma área de crescente ocupação humana, o presente trabalho tem por objetivo geral conhecer e interpretar como se processa a dinâmica dos processos modeladores da falésia Itapari, responsáveis pela sua evolução geomorfológica. Como objetivos específicos encontram-se: caracterizar e interpretar os processos naturais operantes na área de estudo; estudar a evolução da linha da costa da faixa litorânea da ponta de Itapari maranhense, na última década e caracterizar a ocupação humana e as principais alterações provocadas por essa ação antrópica.O desenvolvimento da pesquisa envolveu a revisão da literatura, em que se buscou obras e documentos com dados referentes ao tema estudado; observação de imagens de satélites; trabalhos de campo para a identificação e caracterização da falésia e do uso antrópico da área; monitoramento por estaqueamento, registro fotográfico e análise da retrogradação da linha da costa maranhense do setor onde ela se localiza. A partir dos resultados encontrados, conclui-se que atualmente ocorre uma regressão da linha de costa e que a mesma não se apresenta uniforme, uma vez que o recuo variou de 1 a 3 metros/ano durante a década atual em toda a extensão da falésia Itapari, demonstrando que uma das seções da falésia apresentou certa estabilidade em relação às demais. Mesmo diante da complexidade que envolve a evolução desta falésia, pôde-se inferir que os componentes naturais do ambiente são os principais condicionantes dos processos operantes na evolução atual desta falésia, embora seja preocupante a crescente interferência antrópica sobre ela, sobretudo em relação às construções e a retirada de materiais que a compõem.

     

  • GRACIELLY PORTELA DA SILVA
  • EXPANSÃO DO ESPAÇO URBANO RECENTE DE TERESINA (PI): UMA ANÁLISE DO SETOR HABITACIONAL 
  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS VELOSO FILHO
  • Data: 24/02/2017
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  • A Geografia consolidou-se no Brasil a partir da década de 1930, tendo como uma das disciplinas a geografia urbana. E dentre os temas consolidados nesse subcampo disciplinar destacam-se os estudos da evolução urbana e a organização interna das cidades. Diante disso, o objetivo da presente pesquisa foi analisar a expansão urbana recente de Teresina (PI), enfatizando os papéis das organizações públicas e privadas no setor habitacional entre os anos de 1990 a 2015. Para tanto, a pesquisa seguiu os seguintes procedimentos: a) revisão da geografia urbana, com vista identificar as principais abordagens e contribuições conceituais e aplicadas aos estudos da evolução urbana e organização interna das cidades; b) revisão dos estudos sobre a evolução urbana de Teresina; c) coleta de dados nas instituições locais sobre os indicadores da produção habitacional; d) análise da expansão urbana recente de Teresina, com destaque para a dinâmica populacional e o setor habitacional, através dos indicadores levantados; e) espacialização dos indicadores populacional e habitacional em mapas, considerando a divisão da cidade em bairros, por meio do manuseio do software Arcgis. Como resultado, a pesquisa constatou que houve uma expansão da área física da capital com o acréscimo de 11 bairros, no entanto, no período analisado houve uma redução do crescimento populacional. Verificou-se que Teresina sai de um incremento populacional de 221.498 (4,28%), em 1991, para 116.088 (1,80%), em 2000, para 98.870 (1,21%), em 2010. Ao lado desse processo, a pesquisa também revelou que a produção habitacional entre as décadas de 1991 a 2000 apresentou um incremento de 8.437 e entre 2000 a 2010, de 48.735; essa ampliação da produção habitacional mais recente sinalizou tendências de adensamento em certos bairros da capital, tais como: Vila São Francisco, Mocambinho, Memorare, São Joaquim, localizados na região Norte; Morada Nova, Promorar, Esplanada, na região Sul; Renascença, Itararé, Parque Ideal, na região Sudeste; e Samapi, Vale Quem Tem, Satélite, na região Leste; bairros estes que, em sua maioria, foram resultados de intervenções dos Governos Federal e Estadual nas décadas de 1970/80/90. Em conclusão, a presente pesquisa procurou dar uma contribuição específica à área da Geografia, para a compreensão dos processos de organização do espaço da cidade de Teresina nas tendências recentes da expansão urbana da capital.

     

  • TIAGO CAMINHA DE LIMA
  • O LUGAR GEOGRÁFICO EM “BEIRA RIO BEIRA VIDA” DE ASSIS BRASIL
  • Orientador : BARTIRA ARAUJO DA SILVA VIANA
  • Data: 22/02/2017
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  • Para a compreensão das múltiplas dinâmicas que se dão no espaço é necessário um diálogo entre as diversas áreas do conhecimento. Para isso, faz-se necessário compreender a realidade a partir das condições pelas quais se apresentam. Na relação entre a Geografia e Literatura observa-se a valorização e a inter-relação do espaço geográfico a partir da experiência do homem no mundo por meio da vida diária, situando sua condição no momento em que o mesmo se apropria do mundo, no cotidiano através das experiências e dos sentimentos de pertencimento ao espaço. Assim, destaca-se que a Literatura, por meio de suas obras, possui um olhar particular do mundo, não substituindo outros campos do saber, assim como os conhecimentos da Geografia, devendo haver um complemento e a valorização do diálogo entre as mesmas. Partindo dessa premissa, o presente estudo vislumbra como objetivo geral: a) analisar o sentido do Lugar geográfico, expresso no cotidiano dos personagens da obra literária Beira Rio Beira Vida de Francisco de Assis Almeida Brasil, a partir da compreensão da articulação entre o narrador, os personagens, o cais e o enredo da obra. Os objetivos específicos são: a) Discutir a relação do lugar geográfico na condição de situar a perspectiva da experiência/vivência humana; b) Entender as distintas formas de apropriação do Lugar geográfico, por meio das ações dos personagens da obra Beira Rio Beira Vida; c) Discorrer a identidade espacial expressa na obra de Assis Brasil, através das experiências vividas pelos personagens, assim como o sentido do lugar geográfico presente nesta obra literária. Para tanto, os procedimentos teóricos e metodológicos da pesquisa se assentam no levantamento bibliográfico das obras de Assis Brasil, fundamento importante para basear o literário no geográfico. Esta pesquisa foi fundamentada ainda no pensamento de Tuan (1983), Holzer (1992), Claval (1999), Monteiro (2002), Brosseau (2007), Correa e Rosendahl (2007), Marandola (2009), Lívia de Oliveira (2014), entre outros autores. A presente análise foi realizada por meio do método Análise de Conteúdo proposta Bardin (2011) no que se refere a um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, códigos (quantitativos ou não) que permitam a inferência de informações relativas às condições de produção/recepção destas mensagens. Nesse sentido, o referido romance destaca-se pela construção dos valores e identidade dos personagens a partir da experiência adquirida no referido espaço do enredo. Esta construção relaciona-se intensamente com o movimento da Beira Rio, em especial ao cais, principal espaço de articulação dos personagens na obra. Os personagens dessa história estão na Beira Vida, marginalizados no cais, visto pela sociedade conservadora como um lado negativo da cidade, como pessoas incapazes de inter-relações com outros meios e "presas" ao ambiente da vivência no cais.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • LUÍS FABIANO DE AGUIAR SILVA
  • A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS POR PROFESSORES DE GEOGRAFIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA
  • Orientador : RAIMUNDO LENILDE DE ARAUJO
  • Data: 21/02/2017
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  • O objeto de estudo compreende a representação social de Educação de Jovens e Adultos por professores e professoras de Geografia que lecionam nas etapas finais do ensino fundamental e no ensino médio da rede pública estadual de ensino em São Luís - MA. Sistematizamos esta investigação tendo como objetivo geral analisar a representação social de Educação de Jovens e Adultos articulada por professores e professoras de Geografia do ensino fundamental e médio da Educação de Jovens e Adultos e como objetivos específicos: identificar o conteúdo e a estrutura da representação social de Educação de Jovens e Adultos construída por professores e professoras de Geografia; discutir as proposições curriculares de Geografia para Educação de Jovens e Adultos a partir da Ação Educativa, do governo federal, proposta estado do Maranhão; e conhecer a trajetória educacional e profissional dos professores e professoras de Geografia da Educação de Jovens e Adultos das escolas pesquisadas. Quanto ao curso teórico utilizamos a teoria das representações sociais de Serge Moscovici e a Teoria do Núcleo Central de Jean-Claude Abric. Optamos pela junção de duas abordagens metodológicas com base em Silva (2003), que possuem caráter complementar e integrador. A pesquisa qualitativa para coletar e analisar os dados que não seriam essencialmente quantificáveis e a pesquisa quantitativa, utilizada para trabalhar os dados possíveis de quantificação. As fronteiras teórico-conceituais foram organizadas em três eixos que compreendem reflexões acerca Educação de Jovens e Adultos: Freire (1967, 2003, 2006), Soares (2002, 2008), Resende (1986), Santos (2008, 2008a), Moura (2003), discussões teóricas sobre currículo, formação e ensino de Geografia, fundamentadas em Apple (1982), Evangelista (2009), Straforini (2014) Silva (2003), Nóvoa (1999), Tardif (2012) e Zabala (1998) e reflexões sobre a Teoria das Representações Sociais: Moscovici (1978, 2009; 2013), Jodelet (2001), Abric (2000, 2001), Alves-Mazzoti (1994, 2005); a Teoria do Núcleo central: Sá (1998, 1996), Abric (2001), Pimentel Neto (2013), Silva (2003, 2007), entre outros. Foi utilizado o Teste de Associação Livre de Palavras (TALP) e um questionário socioeconômico e cultural, aplicados aos professores e professoras. No tratamento dos dados foi utilizado o software EVOC com auxílio do Excel e bem como a análise categorial de Bardin (2010). Os resultados revelam que a representação social de educação de jovens e adultos é voltada para uma educação compensatória, ressaltando-a como oportunidade concreta de “conclusão” dos estudos e posterior acesso ou permanência no mundo do trabalho, em vez de ser reconhecida como direito educativo dos sujeitos jovens e adultos. Diante das carências materiais e estruturais e formação inicial e continuada concluímos que na representação social de Educação de Jovens e Adultos prevalecem elementos do senso comum, nas relações com os sujeitos e com os elementos inscritos nas práticas cotidianas das experiências no trabalho.

  • ALINE CAMILO BARBOSA
  • A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE ESPAÇO GEOGRÁFICO PIAUIENSE PARTILHADA POR PROFESSORES DE GEOGRAFIA DO ENSINO MÉDIO
  • Orientador : JOSELIA SARAIVA E SILVA
  • Data: 21/02/2017
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  • Apresentamos, neste texto, os resultados de uma pesquisa que teve como objetivo analisar a representação social de espaço geográfico piauiense, partilhada pelos professores de Geografia do Ensino Médio das escolas públicas estaduais do município de Teresina-PI. Nossa hipótese inicial era que os professores, na construção de suas representações sociais, fazem uso de diversas fontes, não apenas a de origem científica. Esses profissionais são influenciados pela cultura vivenciada, sendo esta constituída de muitos referenciais como, por exemplo, os conteúdos dos materiais didáticos e a mídia. Assim, o conteúdo e a estrutura da Representação Social de espaço geográfico piauiense são permeados pelo conhecimento cotidiano, próximo do senso comum, e com baixa influência científica. Para esse estudo destacamos o conceito de espaço geográfico piauiense. Enfatizamos o estudo do espaço geográfico piauiense em virtude deste ser pouco explorado nas pesquisas científicas, em especial aquelas que se referem a geografia escolar e que tem como aporte a Teoria das Representações Sociais. Desse modo, pretendemos com esse trabalho contribuir com os estudos relacionados à realidade do estado do Piauí, que nos parece ainda ser pouco valorizado nas pesquisas. Balizamos a nossa investigação na Teoria das Representações Sociais, desenvolvida por Moscovici (2001; 2003;2012) e Jodelet (2001), bem como na Teoria do Núcleo Central, proposta por Abric (1998; 2001). Em relação a geografia escolar, destacamos Bomfim (2012), Cavalcanti (1998) e Silva (2007). Sobre o espaço geográfico piauiense ressaltamos CEPRO (2003), Rebêlo (s/d), Araújo et. al. (2010), Macambira (2000), Veloso Filho (2002; 2010; 2011) e Santana (2001). Além disso, para corroborar com a nossa hipótese, realizamos uma pesquisa empírica, em escolas da educação básica, tendo como sujeitos da investigação os professores de geografia do ensino médio. Para a coleta de dados utilizamos como instrumentos o Teste de Associação Livre de Palavras e um questionário. A coleta foi realizada em escolas estaduais urbanas do município de Teresina, escolhidas de maneira aleatória, contemplando as 05 (cinco) zonas administrativas da cidade. Participaram da investigação 52 professores que cumpriam os critérios estabelecidos pela pesquisa (ser professor formado no curso de Licenciatura em Geografia e ministrar a disciplina de Geografia no Ensino Médio na rede pública). Para o tratamento e análise dos dados fizemos uso dos softwares Word, Excel e EVOC e da técnica de analise categorial de conteúdo, desenvolvida por Bardin (2010). Identificamos na pesquisa que os elementos do núcleo central são as palavras diversificado e rico, de maneira geral os professores associam o espaço geográfico piauiense aos seus aspectos naturais (físicos), essa relação está muito associada ao uso de materiais didáticos como o Atlas Escolar do Piauí – Geo-histórico e cultural e recursos didáticos não convencionais como as revistas impressas, a televisão e a internet. Assim, nas considerações salientamos a necessidade de observar a estrutura curricular da formação inicial e continuada dos professores com relação ao conceito de espaço geográfico piauiense e a necessidade de mudança de postura dos professores com relação ao ensino de Geografia do Piauí. Para tanto, sugerimos a oferta de cursos de formação continuada que enfatize o espaço geográfico piauiense, bem como a produção de materiais didáticos que contemple este tema em seus variados aspectos, destacando os principais fatores de construção desse espaço. Consideramos ainda salutar o aprimoramento do trabalho com conteúdos de Geografia do Piauí na formação inicial dos licenciados.
    Palavras-chave: Professor de Geografia. Espaço geográfico. Representações Sociais. Piauí.

     

  • JÉSSICA CRISTINA OLIVEIRA FROTA
  • POTENCIAL DE EXPANSÃO URBANA NA PLANÍCIE COSTEIRA DO ESTADO DO PIAUÍ
  • Orientador : GUSTAVO SOUZA VALLADARES
  • Data: 20/02/2017
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  • O estado do Piauí apresenta uma linha de costa de apenas 66 km, esta considerada em termos de extensão relativamente pequena, no entanto, a região costeira piauiense destaca-se como um ambiente que apresenta uma grande diversidade natural de ecossistemas, que diferenciam-se uns dos outros por apresentar características únicas e individuais. A paisagem natural piauiense, assim como diversas outras, durante décadas vem sofrendo transformações através da ocupação desordenada e da intensa atividade humana que afetam diretamente a paisagem natural. Estas modificações na estrutura física natural do ambiente vêm causando efeitos irreversíveis à dinâmica da paisagem, o que demanda a elaboração de planos de manejo e uso, a fim de que se busque a exploração dos recursos de forma sustentável. Diante desse cenário, o objetivo geral desta pesquisa é avaliar a vocação natural das terras da planície costeira do estado do Piauí para urbanização, como subsídio para elaboração de políticas públicas que visem o planejamento e ordenamento da ocupação humana. Para tanto, buscou-se em um primeiro momento avaliar a dinâmica das dunas na planície costeira do estado do Piauí, destacando o avanço das mesmas sobre as residências. Em um segundo momento mapeou-se as áreas de risco de inundação da planície costeira do estado do Piauí, onde foi adotado um algoritmo classificador, baseado em um método multicritério ordinal aditivo também definido como média ponderada. Para a obtenção do mesmo foi considerado as relações e integração de fatores do meio físico como: declividade, altimetria, geologia, geomorfologia e fatores do meio antrópico como o uso e cobertura da terra. Em um terceiro momento foi mapeado as áreas de risco de erosão da planície costeira do estado do Piauí, utilizando-se também de um método de multicritério, onde foram utilizadas as relações e integrações entre as variáveis (Declividade, Geomorfologia e Geologia). Por fim, através do cruzamento entre os mapas de risco de inundação, risco de erosão, avanço das dunas e de análises da geologia e geomorfologia da área, foi realizado um mapeamento acerca do potencial das áreas da planície costeira do Piauí para a urbanização, frente às diversas pressões antrópicas sofridas. O procedimento metodológico para geração dos mapas envolveu o uso de métodos de fotointerpretação, visitas ao campo e análise espacial, sendo os mapas manipulados algebricamente nos softwares ArcGis e QGis em uma escala de 1.100.000. Como resultado para o avanço das dunas, nos intervalos observados (1994-2015) constatou-se que as mesmas sofrem um avanço aproximado de 18m ao ano no sentido litoral-continente, e que no período estudado houve um aumento das áreas de dunas de 35%. No mapeamento do risco de inundação foram obtidas seis classes, assim identificadas: risco muito baixo; baixo; moderado; alto; muito alto e altíssimo. No mapeamento do risco de erosão também foram identificadas seis classes: muito baixo; baixo; moderado; muito alto; alto e fora de análise.  Na geração do mapa de potencial de expansão urbana da planície costeira do estado do Piauí, foram identificadas e classificadas cinco classes, sendo elas: potencial de expansão bom; regular; marginal; não recomendado e especial. Assim, a partir da análise do mapa gerado, constatou-se que a planície costeira do estado do Piauí, apresenta grande parte de suas terras com vocação para expansão urbana, principalmente nas áreas de tabuleiros costeiros.

  • ÂNGELA OLIVEIRA VIEIRA
  • Produção do espaço urbano, moradia e formas socioespaciais na cidade de Teresina (PI)
  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 17/02/2017
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  • A cidade de Teresina que tem sua origem vinculada às funções administrativa do poder público, também se desenvolve a partir de outras funções. Um dos segmentos que muito tem contribuído para a dinâmica da cidade refere-se à produção da moradia, seja de baixo ou de alto padrão de renda. Desde sua consolidação enquanto capital do estado do Piauí, a cidade tem forte ligação, especialmente com a construção de conjuntos habitacionais, que se iniciam ainda na década de 1960, e com o processo de ocupação “informal” de espaços para moradia. Deste modo, esta pesquisa tem como objetivo analisar o processo de produção do espaço urbano sob o enfoque da moradia popular em Teresina relacionando-o com a política de habitação e o direito a moradia, bem como avaliar a partir de quatro critérios (aspecto histórico, ação dos agentes e atores sociais e, a descrição sobre a forma espacial) estabelecidos para esta pesquisa, as condições de moradia e o que caracteriza cada um dos espaços de moradia popular em Teresina. Quanto aos objetivos específicos a pesquisa, visa: a) discutir a dinâmica de produção e reprodução do espaço urbano relacionando com o processo de urbanização no Brasil; b) compreender as relações existenciais entre a legislação vigente e a política urbana de moradia; c) discutir a produção da moradia popular em Teresina através das ações do poder público e da sociedade relacionando como a evolução recente da cidade e com o planejamento urbano; d) verificar as lutas por moradia no período posterior à década de 1960 e o contexto em que surgem as ocupações urbanas “irregulares” em Teresina; e, e) caracterizar a partir dos critérios, estabelecidos para esta pesquisa, os espaços de moradia popular que redefinem a paisagem urbana de Teresina. No intuito de atender os objetivos propostos, a pesquisa utilizou como procedimentos metodológicos a pesquisa bibliográfica, desenvolvida paralela às demais etapas; levantamentos de dados, onde algumas instituições públicas (federal, estadual e municipal) foram consultadas; pesquisa de campo, além do uso da técnica de entrevistas. Algumas leis de cunho nacional, como a Constituição Federal de 1988 e a Lei 10.257/2001 (Estatuto da Cidade), e autores como; Corrêa (2000); Santos (1993; 2001); Carlos (2008; 2001; 2013), Spósito (2004); Souza (2015); Harvey (1980) e Lefebvre (2001; 1999); Moreira (1972); Abreu (1983), Façanha (1998), Lima (2010a; 2010b), Viana (1999), assim como os Censos de Vilas e Favelas (1993, 1996 e 1999) são alguns dos utilizados. Quanto ao recorte espacial, manteve-se o olhar sobre a zona Sul de Teresina, uma vez que a mesma representa as demais zona da cidade, no que se refere ao processo de produção do espaço urbano sob enfoque da moradia popular. Quanto à escala temporal leva-se em consideração um recorte da década de 1960, (embora as análises feitas não sejam linear) a 2015. A análise empreendida nesta pesquisa permitiu observar que a produção da moradia popular em Teresina, seja de natureza pública ou por intervenções da própria sociedade, a exemplo das ocupações urbanas, tem contribuído de maneira significativa para modificação do espaço urbano, nesta cidade. 

     

  • ADALGISO BARBOSA DE ARAUJO NETO
  • Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV): habitação e espacialização na RIDE Grande Teresina
  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 07/02/2017
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  • A habitação é um importante fator no processo de construção e expansão das cidades. Entre as várias formas de construção de habitação destacam-se as promovidas pelos agentes imobiliários e as realizadas através da ação de políticas habitacionais do Estado, que resultam nas políticas habitacionais. Essas políticas habitacionais acontecem desde a década de 1940 no Brasil e foram composta por diferentes programa habitacionais Assim, em 2009 é lançado o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) com o objetivo de reduzir o déficit habitacional através da construção de unidades habitacionais destinadas para famílias de baixa renda, em sua maior parte, e famílias com renda média. A maior parte dos empreendimentos habitacionais do PMCMV no Estado do Piauí concentra-se na Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina (RIDE-Grande Teresina), formada por 15 municípios, sendo que o PMCMV está presente em todos, mas de maneira dissemelhante entre os municípios dessa região. Nesse sentido, a pesquisa tem como objetivo geral é o de analisar o Programa Minha Casa Minha Vida, articulando a política habitacional, destacando a distribuição espacial e aspectos econômicos dos municípios na RIDE-Grande Teresina. Como objetivos específicos: a) identificar as diferentes fases da política habitacional brasileira, relacionando-a com o processo regionalização e produção do espaço; b) caracterizar o PMCMV destacando seu sub-programa urbano, através de diretrizes e normas específicas, e sua presença no Estado do Piauí; c) relacionar as características gerais das RIDEs com o painel geral da RIDE - Grande Teresina; d) diagnosticar o PMCMV a partir de atividade de campo nos municípios de  Demerval Lobão, José de Freitas e União. A pesquisa está baseada no método dialético e tem como fundamentação teórica os autores: AZEVEDO (1988), BONDUKI (2008), CARLOS (2001), COSTA (2010), GOMES (1995), MARICATO (1987), ROLNIK (2015) e outros. Como conceitos-chaves destacam-se: habitação; região e integração. Para o desenvolvimento da pesquisa foram realizadas visitas técnicas a instituições públicas para obtenção de informações, confecção de mapas temáticos demonstrando a espacialização do PMCMV no Estado do Piauí e na RIDE-Grande Teresina. Com base no que foi pesquisado constata-se equívocos na política habitacional do PMCMV dentro do Estado do Piauí, através da distribuição dos seus empreendimentos habitacionais que se concentram na região centro- norte do Estado, em especial na RIDE - Grande Teresina. Além disso, destacam-se falhas na execução dos objetivos de criação da RIDE - Grande Teresina, através da comparação de indicadores populacionais e econômicos dos seus municípios.Resultando em elevadas taxas de crescimento econômico, populacionais e de investimentos do poder público, nesse caso o PMCMV, somente da capital Teresina. No que se refere ao PMCMV, na RIDE - Grande Teresina, caracteriza-se que esse programa habitacional concentra seus empreendimentos habitacionais nos seguintes município: Teresina (20.365 UHs); Timon (5.942 UHs); União (910 UHS); José de Freitas (789 UHs) e Demerval Lobão (490 UHs). Nesses municípios, em especial em Demerval Lobão, União e José de Freitas constata-se uma padrão espacial na construção dos empreendimentos habitacionais através da localização dos mesmos em áreas de expansão dos municípios e com características estruturais que não se adequam a realidade local e com ausências de equipamentos básicos, como por exemplo praças, postos de saúde, de segurança e áreas comerciais, fazendo com que pós- ocupadas os moradores realizem mudanças estruturais na unidades habitacionais. Soma-se a isso os problemas de execução das obras, pois na maioria dos municípios as unidades habitacionais encontram-se em fase de construção e com o cronograma de execução atrasados, devido as falhas de repasses financeiros para as construtoras além de conflitos no processo de seleção dos beneficiários, resultando assim em problemas de gestão pública do PMCMV.

2016
Descrição
  • CLEONÉLIO SOARES TEIXEIRA
  •  O PROFESSOR DE GEOGRAFIA NOS PRIMEIROS ANOS DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL
  • Orientador : ARMSTRONG MIRANDA EVANGELISTA
  • Data: 29/08/2016
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  • RESUMO


    A vivência como professor do Curso de Geografia da Universidade Estadual do Piauí e como professor da Educação Básica na rede pública municipal de Teresina suscitou reflexões acerca do processo de formação inicial como aspecto primordial para a constituição da identidade profissional dos professores de Geografia que atuam nos anos finais do Ensino Fundamental.O nosso objeto de estudo é o desenvolvimento profissional de professores iniciantes, tendo como problema investigar como ocorre esse desenvolvimento profissional. Em decorrência, o objetivo geral da pesquisa é analisar o processo do desenvolvimento profissional de professores durante os primeiros anos de exercício da profissão. E, como objetivos específicos: a) caracterizar as principais contribuições da literatura educacional sobre o processo de formação docente; b) evidenciar a questão da formação e da socialização docente no campo da geografia; c) descrever os aspectos legais e institucionais na formação do professor de geografia no Brasil; d) caracterizar os saberes e práticas desenvolvidas pelos professores de geografia nas escolas investigadas. Para atender a estes objetivos, a pesquisa foi desenvolvida por meio de estudos teóricos e de pesquisa empírica. No que concerne aos estudos teóricos, fundamenta-se em autores como Nóvoa (1995), Tardif (2002), Cavalcanti (1991), Callai (2013), Castrogiovani (2000), Evangelista (2007). Já a pesquisa empírica foi desenvolvida mediante a abordagem qualitativa, valendo-se da técnica da entrevista e da observação,conforrme Alves-Mazzoti (1999),Cunha (1999), Bardin (2004), Minayo (2007), dentre outros. Os dados coletados em entrevistas foram analisados mediante a técnica de análise de conteúdo, de acordo com a proposta elaborada por Bardin (2004) e comentada por Franco (2008). Foram feitas quatro entrevistas com professores da educação básica que atuam em rede pública de ensino dos estados do Piauí e Maranhão, todos os sujeitos da pesquisa são formados em Geografia pela UESPI. Assim evidenciou-se que para os professores o início da docência se constitui em período de muitas incertezas que se fazem sentir na prática pedagógica. Denotaram uma oscilação entre entusiasmo e desencanto. Nesse perspectiva, reconheceram que os problemas encontrados os fizeram cogitar em desistir da profissão, destacando-se, dentre os quais, a pouca relação com os pares mais experientes, a gestão da sala de aula, a precarização das condições de trabalho (baixos salários, sobrecarga de trabalho, tratamento desigual na escola) e o problema da violência e da indisciplina. Externaram o desapontamento ao constatar que as mudanças almejadas não se concretizariam como o esperado devido à complexidade da realidade escolar, lhes dando uma sensação de despreparo. Mas reconheceram a importância da trajetória acadêmica e profissional vivenciada, do investimento pessoal na carreira, e de que as escolhas feitas não autorizam atualmente atos de desistência profissional. Ademais, dignificam-se da participação em cursos de formação continuada e de pós-graduação, revelando assim confiança em relação ao futuro profissional.

    Palavras chaves

  • GEOVANE DA SILVA ABREU
  • ANÁLISE TÊMPORO-ESPACIAL DA RELAÇÃO ENTRE A COBERTURA DO SOLO E A TEMPERATURA DE SUPERFÍCIE NA CIDADE DE TERESINA (PI) MEDIANTE O USO DE GEOPROCESSAMENTO.
  • Orientador : CARLOS SAIT PEREIRA DE ANDRADE
  • Data: 26/08/2016
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    A cidade representa o mais efetivo domínio da técnica humana sobre a natureza.  Sua expressão geográfica na atualidade é notável e sua importância sócioespacial revela um mundo cada vez mais urbano. Nesse contexto, se insere a cidade de Teresina, com seus 163 anos de fundação, revelando que são nos espaços urbanos que se encontram de forma mais expressiva os problemas de ordem ambiental, dentre os quais, aqueles relacionados ao clima. Assim, compartilhamos as concepções de Monteiro (1976, 1990a,b,c), Amorim, Sant’Anna Neto e Monteiro (2013), Mendonça (2015), Monteiro et al. (2015), entre outros, entendendo que a urbanização provoca notáveis transformações sobre as condições locais do clima. O clima urbano é, então, específico para cada cidade. Nesta perspectiva, esta pesquisa tem como objetivo geral: analisar, de 1985 a 2015, a relação entre a cobertura do solo e a temperatura de superfície da cidade de Teresina (PI) com o uso de geoprocessamento. Os específicos, são os que seguem: 1) Caracterizar a relação entre crescimento da cidade e supressão da vegetação em Teresina e o impacto sobre a temperatura de superfície; 2) Identificar as classes de cobertura do solo na cidade de Teresina e relacioná-las às classes de temperatura de superfície; 3) Demonstrar a importância das áreas verdes no contexto do clima urbano de Teresina (PI); 4) Compreender as consequências do aumento da densidade de construção para a temperatura de superfície na cidade de Teresina (PI). Para atingir esses objetivos os procedimentos desenvolvidos incluíram o geoprocessamento, através do SIG ArcGis 10.1, de imagens de satélite da cidade em três momentos distintos: outubro de 1985, outubro de 2001 e outubro de 2015. Com essas imagens foram produzidos os mapas de cobertura do solo e temperatura de superfície relativos a cada ano considerado. Para a extração dos dados de temperatura superficial dessas imagens foram utilizados procedimentos matemáticos com a banda termal dos satélites Landsat 5 e Landasat 8. Ao final, foi possível compreender as relações existentes entre as classes de cobertura do solo e as classes de temperatura, à luz das transformações da superfície urbana da cidade, desencadeadas pelo processo de urbanização.

     

  • FREDSON ANDERSON BRITO DE CASTRO
  • Regionalização, planejamento e gestão urbana em Teresina: a cidade planejada e a cidade real

  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 30/06/2016
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  • Teresina tem passado por importantes transformações socioeconômicas e, consequentemente, por significativas mudanças na sua organização espacial. Encontra-se entre as vinte e duas maiores cidades brasileiras. O que torna o ato de planejar e gerir a cidade bastante complexo. Por isso, o conhecimento e a delimitação espacial das várias realidades urbanas, por meio da regionalização, é um importante instrumento de definição de prioridades, subsidiando o planejamento das políticas públicas municipais e a gestão da cidade. Dessa forma, a presente pesquisa pretende analisar a regionalização oficial da cidade de Teresina, à luz do planejamento e da gestão urbana, considerando seus pressupostos, conceitos, critérios e implicações diante da atual organização espacial da cidade, tendo em vista as experiências de outras cidades brasileiras. Em face da necessidade de perceber a complexa realidade urbana de Teresina, em suas múltiplas dimensões, muitas vezes contraditórias e complementares, adotou-se a dialética como método de abordagem, utilizando-se de procedimentos como pesquisa de referencial teórico, pesquisa documental, observações diretas, além de entrevistas semiestruturadas a representantes da Prefeitura Municipal de Teresina, dos movimentos sociais, do legislativo municipal, técnicos da área de planejamento, do setor privado e pesquisadores. Verifica-se, portanto, a necessidade de se refletir sobre o quanto a regionalização oficial da cidade tem acompanhado as transformações socioespaciais pelas quais Teresina tem passado nos últimos 30 anos, tendo em vista o contexto da Geografia urbana nacional, especialmente, pós-constituição e estatuto da cidade, onde são eleitos preceitos como a descentralização administrativa ,a democratização da gestão e do planejamento urbano e o cumprimento da função social da cidade, em face das crescentes demandas dos diversos agentes responsáveis pela produção do espaço urbano, notadamente os mais pobres. Diante das discussões propostas em face dos atuais paradigmas do planejamento urbano no Brasil, do cenário do crescimento urbano e das transformações socioespaciais da capital, dos critérios estabelecidos e das distorções verificadas na delimitação espacial das regiões administrativas , bem como das análises comparativas com regionalizações adotadas em várias cidades brasileiras, a presente pesquisa constata que a regionalizações intraurbanas adotadas pela prefeitura municipal de Teresina denotam estar ultrapassadas, necessitando de uma ampla revisão. Tanto no que diz respeito a necessidade de um maior fracionamento dos recortes espaciais, elevando o número de regiões administrativas, como também quanto aos critérios propostos que devem considerar a complexidade do espaço urbano teresinense em suas múltiplas dimensões: geográficas, sociais, econômicas, culturais, históricas e ambientais. Além disso, verifica-se a necessidade de que a regionalização amplie suas finalidades para que possa servir como um instrumento de descentralização, democratização da gestão e do planejamento, buscando o cumprimento da função social da cidade. A pesquisa também constatou que há uma utilização inadequada do termo “zona” quando é empregado para denominar os recortes espaciais visando descentralização administrativa, visto que essa não é uma das finalidades do zoneamento urbano, mas sim da regionalização. O termo “zona” tem sido empregado, historicamente e juridicamente para delimitar formas de uso e ocupação do solo urbano. Enquanto que o termo “região” tem sido para designar unidades espaciais administrativas. Portanto, o que temos em Teresina tanto do ponto de vista legal quanto conceitual para fins de descentralização da gestão e do planejamento, são “regiões” e não “zonas”.

  • TAILSON FRANCISCO SOARES DA SILVA
  • REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE CIDADE POR ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL

     

  • Orientador : ANDREA LOURDES MONTEIRO SCABELLO
  • Data: 30/06/2016
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  • A temática cidade é abordada no Ensino de Geografia, está entrelaçada desde as séries iniciais do Ensino Fundamental até o Ensino Médio, sendo discutida de diferentes formas e intensidades. Este trabalho tem por objetivo analisar as representações sociais de cidade pelos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas municipais da zona rural de Teresina-PI, e intenciona contribuir para uma melhor prática docente no cotidiano da sala de aula sob a mediação do ensino de Geografia. Em particular, buscamos conhecer os aportes teóricos que fundamentam a discussão da temática cidade, servindo-se das abordagens realizadas no ensino de Geografia; caracterizar os aspectos conceituais da Teoria das Representações Sociais desenvolvida pelo psicólogo social Serge Moscovici, em 1961 e como complemento aplicar a teoria do Núcleo Central (NC) elaborada por Jean-Claude Abric e suas singularidades; investigar a temática cidade nos livros didáticos e verificar como é realizada a sua abordagem na prática docente; e identificar o conteúdo e a estrutura da representação social de cidade construída pelos alunos do ensino fundamental no cotidiano. Baseando-se nas definições iniciais, os procedimentos metodológicos adotados foram constituídos por levantamento bibliográfico e de campo. As turmas que representaram a amostra para o desenvolvimento dessa análise pertencem às Escolas Municipais: Conselheiro Saraiva (Rural Norte), Hermelinda de Castro (Rural Leste), Areolino Leôncio da Silva (Rural Sudeste) João Paulo I (Rural Sul) e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Rural Sul). Quanto à coleta de dados em campo, utilizamos os seguintes instrumentos com os sujeitos da pesquisa: aplicação de questionário, do Teste de Associação Livre de Palavras (TALP), que foi aplicado junto aos alunos, e uma entrevista semiestruturada aplicada junto aos professores. De posse dos dados coletados em campo, fizemos as devidas análises, contamos com a ajuda da técnica de análise de conteúdo, e a utilização do software EVOC para realizar o tratamento dos resultados de maneira a serem significativos e válidos. Os livros didáticos de Geografia analisados mostraram que a urbanização – tema que permite a abordagem da cidade – é neles mencionado, porém, frequentemente sob um enfoque conceitual apenas e não apontado para o
    lócus de vivência dos alunos. Os resultados desta pesquisa revelaram uma representação social que veio corroborar com a hipótese central deste trabalho, na qual se imagina que a representação social de cidade reproduzida no discurso dos alunos do Ensino Fundamental pesquisados, esteja relacionado ao senso comum, ancoradas em concepções fragmentadas e conteudistas, inibindo por vezes a capacidade de participação criativa acerca da produção do conhecimento pelos sujeitos sociais.

  • NATANIEL DE OLIVEIRA MONTEIRO
  • MAPEAMENTO DO RELEVO E COBERTURA VEGETAL DA FOLHA BREJO SA 23 Z-D-V, ESTADO PIAUÍ
  • Orientador : GUSTAVO SOUZA VALLADARES
  • Data: 29/06/2016
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  • O presente trabalho tem por objetivo geral realizar o mapeamento das unidades de relevo e cobertura vegetal da Folha DSG SA 23 Z-D-V, pertencente ao estado do Piauí, utilizando técnicas de sensoriamento remoto, contribuindo para um melhor entendimento da dinâmica ambiental nas unidades de relevo. Os objetivos específicos foram: (i) realizar o mapeamento geomorfológico a fim de identificar de modo detalhado as unidades de relevo da área de estudo; (ii) analisar a cobertura vegetal da área de estudo com auxílio de imagens de satélite, por meio da técnica do NDVI; e (iii) identificar as relações existentes entre as formas de relevo e a cobertura vegetal. A área de estudo localiza-se na porção Centro-Norte do estado do Piauí, situada na região dos Baixos Planaltos do Médio Baixo Parnaíba. O clima da região é caracterizado como Aw', quente e úmido. Há a presença de dois biomas, a caatinga e o cerrado. Foram utilizadas imagens do satélite Landsat 8/OLI, órbita/ponto 219/63, datada de 17/09/2013. Por meio dos dados numéricos de altimetria, originou-se o Modelo Digital de Elevação (MDE). A partir do MDE, gerou-se o mapa de relevo, hipsometria e declividade. As formas de relevo encontradas na área de estudo foram: Agrupamento de mesas, Depósitos coluviais e lacustres, Tabuleiros costeiros, Terraços e planícies fluviolacustres, Vales associados aos tabuleiros e Vales associados as mesas. Os resultados de NDVI apresentados em intervalos (-0,2 – 0; 0 – 0,1; 0,1 – 0,2; 0,2 – 0,3; 0,3 – 0,4; 0,4 – 0,5) onde foram reclassificados em: água, contato água/solo, solo exposto, vegetação aberta, floresta/vegetação alterada e floresta densa. Por fim, foram feitos os mapas das formas de relevo e da cobertura das terras da área. A classe “Água” predomina em sua maior parte nos Terraços e Planícies Fluviolacustres. A classe “contato água/solo” possui maior cobertura na unidade dos Terraços e Planícies Fluviolacustres. A classe “Solo exposto” apresenta-se em maior cobertura nos Depósitos Coluviais e Lacustres. A classe “Vegetação aberta” apresenta sua maior extensão de cobertura sob os Depósitos Coluviais e Lacustres. A classe Floresta/Vegetação rala apresenta sua maior extensão de cobertura sob os Tabuleiros Costeiros, e a classe Floresta Densa apresenta sua maior cobertura sob os Tabuleiros Costeiros. Na região predomina relevo plano a suave ondulado, tendendo para ondulado; As maiores altitudes localizam-se a leste, sob os Tabuleiros Costeiros, em terrenos do Grupo Barreiras; A altitude tende a diminuir a oeste, em direção aos Depósitos Coluviais e Lacustres, Terraços e Planícies Fluviolacustres, sob a Formação Poti e Sedimentos do Quaternário.

     

  • ANTENOR FORTES DE BUSTAMANTE
  • CHARGE NO LIVRO DIDÁTICO DE GEOGRAFIA DO ENSINO MÉDIO


  • Orientador : ANDREA LOURDES MONTEIRO SCABELLO
  • Data: 05/05/2016
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  • A charge é uma forma de linguagem que pode auxiliar no ensino da geografia escolar e sua inserção nos livros didáticos contribui para um melhor entendimento de fatos e fenômenos naturais e sociais relevantes, nas suas mais diversas escalas. Neste sentido, esta pesquisa teve como objetivo geral: analisar a utilização de charges no ensino de Geografia através de livros didáticos adotados no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí – IFPI. E por objetivos específicos: discutir como a utilização de recursos didáticos pode favorecer a aprendizagem de conteúdos de geográficos; descrever o processo de surgimento da charge; mensurar o uso da charge nas coleções de livros didáticos de geografia do ensino médio; Identificar quais tipos de conteúdos são trabalhados nas charges presentes nos livros didáticos de geografia do Ensino Médio; verificar as estratégias metodológicas utilizadas para explorar as charges presente nas coleções de livros didáticos de Geografia. A Metodologia adotada pautou-se na pesquisa bibliográfica – a partir de livros, dissertações, teses e artigos já publicados sobre o tema em estudo e analise de conteúdo das coleções de livros didáticos segundo Bardin (1977). Após as etapas e a execução dos procedimentos metodológicos constatou-se que a charge é um recurso didático com elevado potencial de utilização no ensino de geografia, pois elas possibilitam a discussão e reflexão de diversos temas como meio ambiente, geografia política, geopolítica, geografia urbana. Além disso, a pesquisa revelou que as charges nos livros didáticos são utilizadas, principalmente, na introdução dos conteúdos, no decorrer dos capítulos e nas atividades ou exercícios propostos.  Constatou-se ainda que elas são utilizadas para se trabalhar, principalmente, conteúdos conceituais. Alem disso, outro dado relevante diz respeito a pouca variedade de estratégias metodológicas propostas pelos autores das coleções analisadas na pesquisa. Na maioria das vezes, as charges são utilizadas para resolução de exercícios propostos, ou seja, como texto complementar ao conteúdo tratado na capitulo ou numa seção adquirindo caráter ilustrativo.

  • FRANCISCO PEREIRA DA SILVA FILHO
  • Espaço Urbano e Sustenatabilidade: A gestão dos resíduos sólidos na cidade de Parnaiba PI

  • Orientador : JOSE LUIS LOPES ARAUJO
  • Data: 26/04/2016
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  • A gestão pública e a sociedade tem um papel importante na sustentabilidade ambiental dos espaços públicos urbanos e, neste contexto, o estudo dos resíduos sólidos urbanos é um tema indiscutivelmente importante quando analisamos a gestão e o planejamento territorial nos centros urbanos. A partir deste pensamento, o tema “resíduos sólidos urbanos e a cidade de Parnaíba” foi escolhido como objeto de estudo, levando-se em consideração a conexão entre espaço geográfico, meio ambiente, sociedade e gestão, que são indispensáveis para o gerenciamento urbano. As políticas públicas e a sensibilização da sociedade, quando realizadas de formas conjuntas promovem a sustentabilidade ambiental. Por esta razão, a pesquisa, cujo objetivo geral foi analisar a relação sociedade-natureza por meio da gestão dos resíduos sólidos urbanos na cidade de Parnaíba, teve também como objetivos específicos: identificar as políticas públicas direcionadas à gestão dos resíduos sólidos na cidade; avaliar a gestão dos resíduos urbanos executada pelo poder público; verificar o papel da sociedade civil e sua contribuição na sustentabilidade dos resíduos sólidos urbanos, e; conhecer a opinião da sociedade civil a respeito do armazenamento, coleta e destino final dos resíduos sólidos na cidade. A metodologia utilizada foi de cunho exploratório, descritivo, documental, bibliográfico e de campo. A técnica empregada para alcançar os objetivos e obter os resultados foi a aplicação de questionários do tipo semiestruturado e de roteiros de entrevistas com a população e gestores locais. Concomitantemente, foram feitos registros fotográficos e anotações da investigação in loco. Como resultados, a pesquisa revelou que a cidade de Parnaíba apresenta problemas estruturais que limitam o manejo adequado dos resíduos sólidos, como, por exemplo, um local adequado para deposição final do lixo. Foi identificado também que a gestão pública vem trabalhando de forma ineficiente para a resolução de problemas relacionados aos resíduos, pois, apesar de ocorrer diálogos entre as secretarias para providenciar ações, eles não são suficientes para combater as dificuldades apresentadas. Outro ponto que chamou atenção foi a falta de estrutura mínima nos bairros da cidade que acomodasse corretamente os resíduos produzidos no cotidiano. Do mesmo modo, foi identificado que a população local não colabora, de certo forma, com a sustentabilidade ambiental do espaço urbano, pois descarta resíduos em diversos pontos da cidade, principalmente nas ruas e terrenos baldios, fato que pôde ser verificado através das imagens registradas, apesar de negado pela maioria dos entrevistados. Foi verificado também que a maior parte dos sujeitos da pesquisa considera que o lixo tratado adequadamente é um fator importante para a qualidade de vida da sociedade e que, ao mesmo tempo, promove uma melhor gestão pública dos resíduos sólidos e, consequentemente, do território. Assim, devido a estes fatores, pode-se entender que as funcionalidades da gestão do lixo na cidade de Parnaíba ainda encontra-se num certo grau de dificuldades. Por sua vez, pode-se apreender que o comportamento da sociedade unido às políticas públicas pode contribuir para que este espaço urbano alcance sua sustentabilidade ambiental, principalmente no que diz respeito ao gerenciamento adequado dos resíduos sólidos urbanos.

     

     

  • GIL ANDERSON FERREIRA SILVA
  • REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE ESPAÇO GEOGRÁFICO PIAUIENSE PARTILHADA POR ALUNOS DO MÉDIO EM TERESINA - PI

  • Orientador : JOSELIA SARAIVA E SILVA
  • Data: 29/02/2016
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  • RESUMO

     

     

    O trabalho realizado, ao tempo que valoriza, visou contribuir para as reflexões sobre a geografia do Piauí e seu ensino em escolas públicas estaduais, paralelamente traz para a cena principal a representação social que os estudantes do Ensino Médio possui do espaço geográfico piauiense. A pesquisa teve como objetivo central realizar a análise da representação social do espaço geográfico piauiense no grupo de alunos do 3º ano do Ensino Médio da rede pública de ensino em Teresina-PI. Tal objetivo fora forjado tendo como base a hipótese segundo a qual existe uma representação social do espaço geográfico do Piauí, nos grupo de aluno do Ensino Médio, e que esta influencia o aprendizado dos estudantes. Deste modo, a investigação contribui para as pesquisas que buscam o desenvolvimento dos conceitos-chave da Geografia na realidade piauiense, em específico, o de espaço geográfico. Ela também busca ampliar o repertório teórico do ensino da geografia e o conhecimento sobre os seus aspectos na realidade escolar de Teresina – PI, assim como iniciar o preenchimento da lacuna causada pela ausência de estudos no Piauí que reflitam e investiguem as representações sociais do espaço geográfico piauiense no grupo de alunos em escolas públicas de ensino médio. Concernente aos teóricos que dão sustentação à obra Bardin(1986), Lakatos & Marconi(2006), Cordeiro (1999), Maia(1998) e Severino(2007), Farias(2009), Rebêlo(s. d.), Santana(2008), Macambira(2000), Silva Filho(2000), Veloso Filho (2002, 2011, 2010), Cavalcanti (1998), Evangelista (2007), Pontuschka (1999), Silva (2007), Tardif (2012), Moscovici (1978), Jodelet (2001), Abric (2001), Flament (2001), Harré (2001).  Atinente às técnicas utilizada no manuseio dos dados, utilizaremos como instrumentos de coleta o Teste de Associação livre de Palavras (TALP) e o questionário. Na tabulação, tratamento e análise dos dados fizemos uso dos softwares Word, Excel e EVOC. Sendo este último especifico para as representações sociais. Os dados obtidos foram analisados através da técnica de análise categorial de conteúdo (BARDIN, 1986). As escolas participantes da pesquisa foram uma de casa zona da cidade de Teresina-PI e foram escolhidas segundo o bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Para verificarmos a viabilidade da pesquisa e a qualidade dos instrumentos elaborados para a coleta de dados, realizamos, no mês de abril de 2015, a aplicação de um pré-teste. Os participantes do pré-teste foram alunos matriculados no 3º do ensino médio. A análise do pré-teste revelou a possibilidade de existir uma representação social de espaço geográfico piauiense pelo grupo pesquisado, porém sentimos a necessidade de modificar o estimulo indutor utilizado na coleta de dados através do TALP no sentido de tornar mais evidente o tipo de evocação que se queria coletar. Podemos, entretanto mencionar que as evocações obtidas evidenciaram a presença marcante das características naturais desse espaço ora como limitadoras da ação humana, ora como potencialidades. Percebemos que os aspectos físicos, mais visíveis aos alunos, predominaram na construção do significado que estes atribuem ao espaço piauiense. Quanto à execução da pesquisa definitiva, dela participaram 117 sujeitos cuja representação social identificada tinha como elementos constituintes do núcleo central as categorias território extenso, meio ambiente, rios e cidade de Teresina. Constatamos que a representação social de espaço geográfico piauiense capturada no grupo pesquisado apresenta um misto de aspectos do senso comum com poucas características do conhecimento científico, o sentido que norteia essa representação aponta para a existência de um espaço com extenso território; com um meio ambiente comprometido; dotado de uma importante rede hidrográfica, com destaque para os rios Parnaíba e Poti; e tendo a capital do Estado como uma referência do desenvolvimento do Piauí.

    Palavras-chave: Piauí. Geografia. Ensino. Espaço geográfico. Representações Sociais.

  • JEFFERSON PAULO RIBEIRO SOARES
  • VULNERABILIDADE AMBIENTAL DAS UNIDADES DE PAISAGEM DO MUNICÍPIO DE MILTON BRANDÃO-PI: SUBSÍDIO PARA O ORDENAMENTO TERRITORIAL.

  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 29/02/2016
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  • Um dos principais desafios de sociedade contemporânea é encontrar soluções práticas que venham a conciliar as questões ambientais com o bem estar e o desenvolvimento social. A sustentabilidade é vista como um paradigma no sentido de buscar rever as interações da sociedade com a natureza, convertendo-se dessa forma em uma bússola para a implementação dos processos de planejamento levando em consideração os aspectos ambientais do território. Estudos nesse sentido foram desenvolvidos na Sibéria pelo grupo no qual, V.B. Sochava fazia parte. Os estudos deste pesquisador voltavam-se para a classificação da paisagem como forma de subsídio ao planejamento da mesma, planejamento que era fundamento basilar da União Soviética. Os estudos de classificação da paisagem fundamentam-se na abordagem integrada, base metodológica da presente pesquisa que teve como objetivo geral analisar em uma perspectiva integrada a paisagem do município de Milton Brandão-PI, objetivando subsidiar o ordenamento territorial do município. Os objetivos específicos foram i) a Caracterização do município de Milton Brandão – PI, quanto aos aspectos físicos (geologia, geomorfologia, climatologia, hidrografia, solos, declividade, altimetria e cobertura vegetal) e sociais (densidade demográfica e escolaridade); ii) o Mapeamento das unidades Geomorfológicas do Município de Milton Brandão – PI; iii) a Identificação das formas de uso e cobertura das terras do Município de Milton Brandão – PI; iv) a Identificação das unidades de paisagem no Município de Milton Brandão – PI, que foi realizada a partir da abordagem integrada; v) Análise da vulnerabilidade ambiental das unidades de paisagem do município de Milton Brandão – PI vi) Diagnóstico das potencialidades, limitações e problemas ambientais das unidades de paisagem identificadas. Como resultados foram identificadas as seguintes unidades geomorfológicas: Chapas, Colinas, Morros, Patamares Estruturais e os Vales abertos. Considerando a expressão cultural das comunidades e a toponímia das localidades onde vivem as populações e é claro principalmente as características geoambientais da paisagem foi possível identificar oito unidades de paisagem, a saber: Serras do Retiro, Vales Centrais, Colinas de São Gonçalo, Sertão de Dentro, Chapada do Marfim, Vale do Rio Capivara, Vale do Rio Corrente e Mata  do Pau D’arco. Para cada unidade de paisagem foi feito um mapeamento da vulnerabilidade ambiental, com posterior análise da mesma. Os dados indicaram que quanto a vulnerabilidade ambiental a unidade de paisagem Chapada do Marfim apresentou 63% da sua área incluída no nível de muito baixa vulnerabilidade; 20% no nível de baixa vulnerabilidade; 12% no nível de média vulnerabilidade e as áreas de alta a muito alta vulnerabilidade ambiental somadas chegam a 5% da área total da referida unidade de paisagem. A unidade de paisagem Mata do Pau D’arco tem toda sua extensão territorial incluída nos níveis de muito baixa a baixa vulnerabilidade ambiental; A unidade de paisagem Colinas de São Gonçalo apresentou 68% de sua totalidade com índices médios de vulnerabilidade e 32% com índices altos e muito altos de vulnerabilidade ambiental; Na unidade Serra do Retiro houve uma predominância de áreas com vulnerabilidade muito baixa algo em torno de 39%, e as áreas com vulnerabilidade baixa representaram  9% da unidade de paisagem; as áreas de média vulnerabilidade representaram 21% da unidade de paisagem. Já as áreas com alta vulnerabilidade corresponderam a 18% e as com vulnerabilidade muito alto representaram 13% da referida unidade de paisagem; A unidade de paisagem Sertão de Dentro apresentou em sua totalidade índices de vulnerabilidade ambiental alto a muito alto; A unidade de paisagem Vale do rio Capivara apresentou 74% da sua área classificada como de vulnerabilidade ambiental média e 26% com índice de vulnerabilidade ambiental alta a muito alta; a unidade Vale do rio Corrente apresentou 34% da sua área classificada como de muito baixo nível de vulnerabilidade, 17% foi classificada como de baixo nível de vulnerabilidade, 33% foi classificada como áreas de média vulnerabilidade, 10% como áreas de alta vulnerabilidade e 6% como de muito alta vulnerabilidade ambiental e a unidade Vales Centrais apresentou vulnerabilidade ambiental muito baixa a baixa em quase toda sua extensão em torno de aproximadamente 70%, outros 28% foram classificados em níveis médios de vulnerabilidade e apenas 5% foi classificado como de nível alto a muito alto de vulnerabilidade ambiental. O trabalho fornece subsídios ao ordenamento territorial do município, de modo a orientar ações e intervenções por parte do poder público com vistas ao desenvolvimento sustentável do meio da área de estudo.

     


     

     

  • LUÍS CARLOS BATISTA RODRIGUES
  • A dinâmica das Instituições de Ensino Superior

    e a (re)produção do espaço urbano em Teresina

  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 26/02/2016
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  • A partir da segunda metade do século XX, as atividades produtivas assumem uma nova dinâmica voltada para a reprodução do capital baseada nas atividades terciárias, que vai requerer a renovação da materialidade do território, num processo que leva à reprodução do espaço urbano. Nesse contexto, o ensino superior constitui uma atividade de suma importância, pois promove o aperfeiçoamento dos recursos humanos bem como das bases materiais do território, ao mesmo tempo em que, no caso do ensino superior privado, também funciona como atividade lucrativa. A cidade de Teresina é um importante campo para se perceber o impacto das atividades terciárias na produção do espaço, pois esta cidade, desde sua fundação, tem sua economia fortemente voltada para este setor. Teresina tem seu processo de fundação e sua expansão urbana profundamente ligados ao setor terciário, e uma das atividades que se destacam nessa dinâmica econômica e socioespacial corresponde aos serviços de educação, especialmente a de nível superior. Atualmente, a capital do Piauí conta com um número considerável de instituições de ensino superior (IES), em sua maioria privadas, e esta cidade constitui atualmente um centro de atração com alcance regional no que se refere ao serviço de ensino superior, o que desperta para os impactos desse serviço na (re)produção do espaço urbano teresinense, por conta das importantes dinâmicas que essas instituições engendram. Nesse sentido, esta pesquisa tem por objetivo analisar a produção do espaço urbano de Teresina a partir da dinâmica dos serviços de ensino superior, situando a discussão da evolução urbana desta cidade no contexto das escalas regional e nacional, com foco nos agentes envolvidos nesses processos, em seus níveis de atuação e nas suas práticas territoriais. Toma-se por base para este estudo instituições públicas e privadas, buscando entender sua lógica de atuação, sua dinâmica territorial e seus impactos na (re)produção do espaço urbano teresinense. O trabalho é baseado na abordagem dialética e conta com as contribuições teóricas de Lefebvre (2006; 2008), Santos (1985; 1993; 1994; 2012), Façanha (1998), Carlos (2008; 2013), Corrêa (1989b; 2011), Harvey (1980, 1996), Sassen (1998), Haesbaert (2002), Santos e Silveira (2000; 2001), Kon (2004), Amorim (2010), Baumgartner (2015), dentre outros. Além dessa base bibliográfica, o trabalho também foi desenvolvido a partir de pesquisa documental, consulta a jornais e portais de notícias, aplicação de entrevistas com gestores e de questionários com estudantes das instituições de ensino superior e entrevistas com moradores antigos do entorno dessas instituições. A pesquisa permite afirmar que as instituições de ensino superior em Teresina imprimem uma importante dinâmica no sentido de reproduzir o espaço urbano, pois, além da dinâmica que desenvolvem internamente, estimulam outras atividades econômicas, como comércio e prestação de serviços, produção imobiliária, além de favorecer a modernização do território e das atividades produtivas e de compor um quadro de afirmação da cidade de Teresina como centro de serviços de ensino superior de atração regional.

     

  • FRANCISCO EUFRÁZIO FEITOSA CAVALCANTE
  • TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO:

    ESTUDO DO CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA DO CAMPUS CLÓVIS MOURA (UESPI), EM TERESINA−PIAUÍ


  • Orientador : RAIMUNDO LENILDE DE ARAUJO
  • Data: 25/02/2016
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  • O estudo aborda o impacto que as Tecnologias da Informação e Comunicação provocam no processo de ensino-aprendizagem. A introdução das TIC no ensino superior de Geografia traz, em si, uma revolução nos paradigmas educacionais à medida que apresenta oportunidades para integrar e enriquecer o conteúdo das aulas no ambiente universitário. Assim, é importante que o professor reflita sobre o real objetivo de sua prática nesse novo contexto, afinal o como ensinar é tão importante como o que ensinar. O Ensino de Geografia do século XXI passa por modificações, sobretudo, sob o viés das novas formas de ensinar e aprender Geografia. Estas afirmativas são embasadas por alguns dos autores que discutem o Ensino de Geografia com destaque para Cavalcanti (2012), Callai (2013), Tardif (2012), Zabala (1998) e os que analisam a inclusão das TIC no ensino-aprendizagem de Geografia, entre eles, Castells (2003), Takahashi (2000), Valente (2005), Tornaghi; Prado e Almeida (2010), Moran; Masetto e Behrens (2000). Este trabalho apresentou como objetivo geral analisar o significado e a importância do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação no Ensino de Geografia no Campus Clóvis Moura (UESPI), em Teresina–Piauí, tendo em vista identificar as situações reais e idealizadas, as limitações e possibilidades do uso das TIC no ensino-aprendizagem de Geografia. O levantamento de informações realizou-se por meio da pesquisa de campo, com a aplicação de questionários e entrevistas. A tabulação dos dados possibilitou a interpretação dos dados por meio do uso do Software Microsoft Word e Excel 2003, 2007 e 2010. A pesquisa identificou que os alunos e professores do curso de Geografia do Campus Clóvis Moura consideram importante a inserção das TIC nos ambientes de formação docente. Os atores da pesquisa salientaram, ainda, que essa inclusão é de fundamental importância porque promove transformações na relação entre os alunos, o professor e o conhecimento, garantindo maior interação entre eles. Os sujeitos da pesquisa também apontaram que, com as TIC, há abertura para outras possibilidades de estudo, comunicação e produção de novos conhecimentos, o que influi na ampliação do espaço de estudo. Concluiu-se que as relações entre professor e aluno e, consequentemente, com a Universidade. Pôde-se perceber que o espaço e o tempo de hoje são outros: o espaço para a aprendizagem alargou-se consideravelmente, indo do palpável e do limitado ao virtual e ilimitado; e o tempo extrapola o tempo passado na Universidade (em sala de aula) porque a aula e/ou a aprendizagem podem ocorrer a qualquer momento, a qualquer instante.

     

  • ALINE DE ARAÚJO LIMA
  • ANÁLISE GEOSSISTÊMICA E GESTÃO AMBIENTAL NA CIDADE DE TERESINA – PIAUÍ

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS VELOSO FILHO
  • Data: 17/02/2016
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    O presente trabalho tem como tema a análise geográfica integrada da cidade de Teresina a partir da análise de instrumentos e indicadores naturais e humanos que podem contribuir para aprimorar a discussão da gestão e qualidade ambiental na cidade objeto de estudo. O objetivo geral é fazer a análise geográfica integrada do espaço urbano com a finalidade de contribuir para a gestão ambiental desta cidade na sua dimensão urbana. Os objetivos específicos são: fazer o levantamento de indicadores ambientais e humanos correlacionados que possam contribuir para elaboração de uma síntese de qualidade ambiental; elaborar uma síntese da qualidade ambiental da cidade com base nos indicadores levantados por unidades geográficas estudadas; e por fim classificar as sub-bacias hidrográficas de acordo com a susceptibilidade a riscos tendo como referências a compilação dos dados obtidos e informações geradas.  Este trabalho se justifica pelo fato de que é preciso uma visão sistêmica relativa ao fato urbano que contemple as dimensões urbana e ambiental da mesma, no sentido de compatibilização de análises. Há lacunas metodológicas a serem preenchidas tendo em vista a problemática urbano-ambiental que demanda cada vez mais intervenções significativas em um espaço profundamente alterado, mas que conserva a dinâmica natural independente da ação antrópica. O embasamento teórico da pesquisa reside na abordagem sistêmica em geografia e nas contribuições metodológicas de Bertrand (1972), Tricart (1977), Sotchava (1978), Christofolletti (1979), Ross (1994, 1995) e Monteiro (1996, 2000, 2008), assim como direcionamentos metodológicos de Rivas (1996) que fez a análise geográfica integrada em escala regional. As etapas da pesquisa propriamente dita consistem em: 1) Caracterização da área de estudo considerando aspectos físicos e humanos; 2) Zoneamento ambiental a partir de sub-bacias hidrográficas, elaborado e que consta no Plano de Drenagem Urbana de Teresina (2010), que totalizaram 70 (setenta) unidades funcionais ou geográficas a serem analisadas, a luz do conceito de região natural elementar; 3) O estudo da dinâmica natural dos ambientes estudados considerando as características morfométricas típicas de bacias hidrográficas, mais especificamente fator forma de cada unidade e a amplitude altimétrica; 4) A identificação dos usos da terra e do grau de ocupação por unidade funcional que conduziu a análise de impactos ambientais decorrentes das diversas atividades e assim avaliar a pressão antrópica; 5) Elaboração de uma síntese de qualidade ambiental das unidades estudadas a partir dos indicadores levantados. Os resultados obtidos proporcionaram a identificação de áreas mais susceptíveis a riscos de acordo com os indicadores analisados. Dessa forma, 22 unidades geográficas estudadas estão em nível de susceptibilidade máxima, 36 em nível de susceptibilidade média, exigindo monitoramento permanente, e 10 unidades com nível de susceptibilidade mínima. Destaca-se que 15 das 70 unidades analisadas possuem dinâmica ambiental favorável ao escoamento considerando os indicadores levantados, no entanto apresentam acúmulo de água em função dos usos dados e ao grau de ocupação da terra, ou seja, por conta da ação antrópica. O que revela que a dinâmica natural associada a pressão antrópica proporciona um ambiente típico da interrelação em cada sistema.

     

     

2015
Descrição
  • BRUNA GABRIELA DE ASSIS SILVA
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    Avaliação em Geografia: concepções, práticas e ensino


  • Orientador : RAIMUNDO LENILDE DE ARAUJO
  • Data: 31/08/2015
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  • A análise sobre o sistema de avaliação, com o objetivo de compreender as práticas avaliativas a partir da concepção de educação, de escola, de diretrizes, de políticas públicas nos leva à discussão e à reflexão que aponta as possibilidades de um olhar crítico em relação às práticas que vêm sendo desenvolvidas, como meio de fortalecer as que são significativas ao processo de ensino e aprendizagem. Neste sentido, a pesquisa buscou analisar as concepções de avaliação construídas pelos professores de Geografia da Educação Básica da Rede Municipal de Ensino de Teresina, ressaltando as relações entre concepções e práticas avaliativas nas dimensões didático-pedagógicas e normativas. Partindo desse pressuposto, utilizou-se a pesquisa exploratório-descritiva na abordagem qualitativa. No processo de coleta de dados, optou-se por questionário, entrevista, observação, análise de documentos oficiais e análise de conteúdo na perspectiva de Bardin (1977). A pesquisa desenvolve-se tendo como sujeitos quatro professores de Geografia que atuam no 6º ano do Ensino Fundamental. Os pressupostos teóricos que nortearam esta pesquisa fundamentaram-se em autores que discutem sobre concepção de avaliação da aprendizagem no ensino de Geografia. Tomamos como referência para a abordagem de concepção de avaliação as obras de Haidt (1994), Hoffman (2007), Libâneo (1994), Luckesi (2001), Vasconcellos (1995), Zabala (2010), entre outros. Para a discussão do ensino de Geografia utilizam-se as obras de Antunes (2003), Callai (2011), Cavalcanti (2002) e Castrogiovanni (2003). Constatou-se a coexistência de concepções de avaliação voltadas às tendências educacionais inovadoras que tem como sustentação teórica os princípios do construtivismo. Observou-se que houve uma mudança significativa no desenvolvimento do processo avaliativo das escolas, pois as raízes tradicionais que prevaleciam nas instituições de ensino foram substituídas por metodologias progressistas que visa à formação crítica e reflexiva do aluno. Assim, percebeu-se que os docentes pesquisados, em sua maioria, apresentaram uma consciência a respeito da importância da avaliação no processo de ensino aprendizagem em Geografia. Os dados encontrados tornam-se fundamentais e relevantes à comunidade escolar por promover reflexões acerca da função que a avaliação vem desempenhando dentro do contexto educacional brasileiro, tendo em vista que toda prática educativa reflete, implícita ou explicitamente, a concepção sobre o tipo de sujeito a qual a escola deseja formar. Conclui-se, a partir dos resultados dessa investigação, que três dos quatro professores analisados apresentam concepções de avaliação que os permitem desenvolver um processo avaliativo significativo ao desenvolvimento da aprendizagem do aluno. A possível contribuição com este trabalho está em possibilitar um repensar sobre a importância da avaliação e suas implicações, positivas e negativas no contexto escolar.


  • MARIA DO SOCORRO PEREIRA DE SOUSA ANDRADE
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    A EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA COM CRIANÇAS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: AS BASES CONCEITUAIS HUMANISTAS NO ESTUDO DO LUGAR

  • Orientador : ARMSTRONG MIRANDA EVANGELISTA
  • Data: 28/08/2015
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  • RESUMO

    A opção pela pesquisa em tela emergiu de uma longa experiência como professora da disciplina de Geografia nos anos iniciais do Ensino Fundamental, em escola da rede privada de Teresina, como também da necessidade de aperfeiçoar conhecimento, no tocante a conteúdos e metodologias específicas da Geografia, especialmente a busca por aprofundamento e atualização conceitual. Nesse sentido, este trabalho consiste no estudo do conceito de lugar, conceito-chave da Geografia, diretamente relacionado ao espaço concreto de vivência das crianças iniciantes no raciocínio espacial. Acredita-se que, a partir da compreensão das primeiras noções sobre o espaço, elas poderão desenvolver com eficácia o senso de lugar e de entender melhor outras dimensões da análise geográfica no transcurso de sua trajetória escolar, sendo capazes de articular muitas escalas de abordagem da realidade. Assim, investigou-se o desenvolvimento de uma proposta de ensino desse conceito na perspectiva humanista de matriz fenomenológica, envolvendo professores de Geografia do segundo ao quinto ano dos anos iniciais do Ensino Fundamental de uma escola de Teresina, valendo-se de atividades que articulam afetividade, interesse e aperfeiçoamento de faculdades cognitivas. A opção metodológica para a realização da pesquisa foi a Pesquisa-ação de inspiração hermenêutico/fenomenológica – ou prático/colaborativa – por seu potencial formativo, ao procurar compreender e interpretar os fenômenos relacionados ao processo de ensino realizado no trabalho docente. Buscou-se para tanto sustentação teórica em Martins (1992), Bicudo (2011), Holzer (1992) e Triviños (2009). Na Pesquisa-ação, procura-se aproximar sujeito e objeto, assumindo a colaboração como essencial ao processo de intervenção para descobrir os sentidos da realidade. Para compor a base teórica da pesquisa, foram realizados estudos sobre o conceito de lugar na Geografia e sobre seu ensino, especialmente na vertente humanista, partindo de autores expressivos da área, tais como: Straforini (2011), Cavalcanti (2011), Callai (1998), Tuan (1983), Kaercher (2014), Buttimer (1982) e Lowenthal (1985), Carlo (1996) e Santos (2001). Outra vertente teórica convergente ao objeto de pesquisa diz respeito aos trabalhos de alguns clássicos do pensamento fenomenológico e hermenêutico, como, por exemplo, Merleau Ponty, Gadamer e Paul Ricouer. Na análise preliminar, identificou-se que a concepção de lugar articulada pelas professoras é aproximativa da perspectiva de entendimento do espaço como localização, tributária de uma concepção absoluta, localista e objetiva dessa categoria. Os encontros colaborativos foram problematizados à luz de referencial teórico atual, discutindo-se o Lugar pelo prisma fenomenológico na Geografia, elaborando-se a partir daí uma série de atividades metodológicas desenvolvidas com os professores e alunos nos anos iniciais do Ensino Fundamental, descritas no âmbito deste trabalho. Por fim, espera-se que a pesquisa constitua importante contribuição para a Geografia Escolar nas séries iniciais, especialmente para o entendimento das etapas de alfabetização geográfica dos alunos ao desenvolverem a leiturização do espaço vivido durante o seu processo de formação para a cidadania.

     

  • RUTHY KAROLLYNY DE OLIVEIRA SILVA
  • RISCO DE DEGRADAÇÃO DO ALTO CURSO DA SUB-BACIA DO RIO LONGÁ-PIAUÍ

  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 27/08/2015
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  • Inicialmente os trabalhos que adotam o conceito de bacias como unidades de análise estavam voltados para a preservação de recursos hídricos, atualmente contemplam questões relacionadas a uma realidade complexa que engloba a interação entre vários elementos como: a conservação do solo, o aumento da produtividade, as atividades comerciais, a exploração econômica, as potencialidades turísticas e as relações sociais. A escolha da área de estudo deve-se ao fato da grande contribuição da mesma para o processo de povoamento da região norte do Piauí e, principalmente, pela questão da carência de estudos relativos às sub-bacias no Estado do Piauí, tornando importante uma análise do risco de degradação do alto curso da sub-bacia hidrográfica do rio Longá objetivo desta pesquisa. Definiu- se como objetivos específicos 1) discutir a bacia hidrográfica como unidade de planejamento e gestão ambiental; 2) realizar o levantamento da das condições físicas da área da bacia , tais aspectos como geologia, geomorfologia, clima, solos e cobertura vegetal; 3) elaborar mapas temáticos dos aspectos geoambientais da área, 4) realizar mapeamento e análise das formas de uso e cobertura das terras da área de estudo e por fim a partir do emprego da abordagem integrada e fazendo uso de sistemas de informação geográfica que permitiu a combinação dos diversos mapas elaborados 5) Estimar o risco de degradação do alto curso da bacia hidrográfica do rio Longá, a partir do emprego dos seguintes indicadores:  Índice Climático; erosividade da chuva (R); erodibilidade dos solos (K); declividade (D) e Uso e Cobertura das Terras. O risco de degradação considerando a metodologia aplicada para o ano de 1990 pode ser assim distribuído: em 19,5% da área o risco identificado foi baixo, em 77,2% da área o risco foi moderado e em 3,3% o risco foi alto. Em 2010: 23% da área de estudo apresentou risco baixo, em 56% o risco foi moderado e em 21,2% o risco foi alto. Através da análise dos dados constata-se que houve uma grande modificação na condição do ambiente com aumento na classe de risco alto que em 1990 era de 3,3% para 21,2%. Estes resultados ensejam a continuidade das pesquisas como forma de buscar de forma mais aprofundada as causas responsáveis pelo aumento do risco de degradação na área de estudo.

     

  • CLEONICE CARVALHO SILVA
  •  Representação Social do Trabalho de Catação de Material Reciclável

    dos Catadores e Catadoras do Lixão de Furna da Onça, Esperantina(PI)

  • Orientador : CARLOS SAIT PEREIRA DE ANDRADE
  • Data: 25/08/2015
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  • O tratamento adequado ao lixo e a reciclagem integram um conjunto de temas que fazem parte da agenda contemporânea de debates sobre o desenvolvimento sustentável, especialmente após o início dos anos de 1980, evidenciando uma preocupação global e imediata sobre a temática ambiental. Neste contexto,  encontram-se os catadores e catadoras de material reciclável, que através do seu trabalho cotidiano transformam o lixo, considerado inútil para a sociedade, em algo com valor de uso e de troca. São pessoas que encontram através do seu trabalho a alternativa para sua sobrevivência. Com o interesse de compreender o modo de vida desses catadores e catadoras, ou seja, a representação social que fazem do trabalho diário com o lixo, esta pesquisa tem como objetivo principal analisar a representação social do trabalho de catação de material reciclável compartilhada pelos catadores e catadoras de Furna da Onça em Esperantina(PI). A investigação que é de cunho qualitativo se insere no contexto da vida laboral dos catadores e catadoras de material reciclável, visando revelar a representação social desses sujeitos. O suporte teórico está apoiado nos fundamentos da Teoria das Representações Sociais de Serge Moscovici(2011; 2012; 2013) e os procedimentos metodológicos utilizados foram: pesquisa bibliográfica, observação direta, questionário socioeconômico, Teste de Associação Livre de Palavras (TALP) e entrevista semiestruturada aplicados aos 15 (quinze)  catadores e catadoras do lixão de Furna da Onça em Esperantina(PI) e, ainda, uma entrevista ao administrador da empresa que coleta o lixo da cidade.  O questionário socioeconômico recebeu tratamento estatístico e o TALP foi analisado através da técnica de análise categorial de conteúdo, segundo o critério semântico proposto por Bardin (2011). As entrevistas foram gravadas e transcritas e seus conteúdos tratados, utilizando-se o software de análise de dados qualitativos NVivo 10. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí (UFPI) sob o parecer nº 993.549, CAAE 37423114.2.0000.5214. Como parte da metodologia, a primeira etapa da pesquisa constituiu-se de um pré-teste realizado com 14 (quatorze) sujeitos, catadores e catadoras de material reciclável, trabalhadores informais do Aterro de Teresina(PI). A representação social do trabalho dos catadores e catadoras do lixão de Furna da Onça em Esperantina(PI) demonstraram valorização do trabalho ao atribuírem aos significados do trabalho "satisfação", mas também "necessidade". Manifestaram-se uma dualidade de inclusão/exclusão, sentindo-se incluídos quando se percebem como trabalhadores e excluídos quando lembram que são esquecidos pelo poder público. Outra representação trata da importância do trabalho através do "gosto pelo trabalho" e "alegria" em realizar essa atividade laboral. O trabalho com o material reciclável não possui uma única representação para os catadores e catadoras pesquisados, existindo representações de aspectos positivos e negativos para esta atividade.  

  • LIDIANE BEZERRA OLIVEIRA
  • A AULA DE GEOGRAFIA NO ENSINO MÉDIO: DO LEGADO DA TRADIÇÃO ÀS POSSIBILIDADES DE RENOVAÇÃO

  • Orientador : ARMSTRONG MIRANDA EVANGELISTA
  • Data: 14/08/2015
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  • RESUMO

     

     A problemática deste trabalho consiste em investigar o desenvolvimento da aula expositiva de Geografia por professores do Ensino Médio em escolas públicas de Teresina – PI. Especificamente, buscou-se atingir os seguintes objetivos: caracterizar os modelos de aulas expositivas de Geografia no contexto educacional; discutir o papel da aula expositiva dialogada no processo de construção dos conhecimentos de Geografia; caracterizar a aula expositiva de Geografia desenvolvida pelos professores do Ensino Médio; analisar como o professor usa a linguagem nas aulas expositivas de Geografia e o caráter de sua contribuição para o aprendizado do aluno; e por último debater uma proposta de sequência didática que promova a interatividade na aula de Geografia. O estudo toma como pano de fundo os desafios de melhoria de qualidade da educação brasileira na atualidade, assinalando a necessidade de aperfeiçoamento do processo de ensino-aprendizagem de geografia particularmente no Ensino Médio. É um estudo de natureza qualitativa, valendo-se de técnicas consagradas nesse tipo de pesquisa, como: (a) a observação, (b) a entrevista (c) o tratamento dos dados via software computacional (Nvivo 10), (d) e a análise de conteúdo (Bardin, 1977). Apresenta como principais referências metodológicas os trabalhos de Bogdan e Biklen (1994), Moroz (2006), Moreira; Caleffe (2008), Evangelista (2006), Triviños (2012) Vianna (2003) e Franco (2005). Do ponto de vista teórico-conceitual o estudo foi desenvolvido com base nos seguintes eixos convergentes ao objeto de pesquisa: em primeiro lugar considera as reflexões sobre a aula expositiva, tanto na perspectiva tradicional quanto na perspectiva dialógica, balizando-se em autores como Libâneo (1994), Zabala (1998), Pozo (2000), Araújo (2013) e Coll (2004). Em segunda lugar focaliza a aula na prática docente em geografia tendo como contribuição o pensamento de Callai (1999, 2013), Cavalcanti (2002, 2005, 2013), Kaercher (2003) e Vesentini (2001, 2007, 2008). E em terceiro lugar sublinha o papel da linguagem para o aperfeiçoamento da aula de Geografia, buscando apoio teórico em Alvarenga Monteiro (2012), Bakhtin (1988, 2003), Chiaro e Leitão (2005), Habermas (2001, 2012), Marsillac (2011) e Orlandi (1996, 1998, 2005, 2007) A partir deste quadro de referência e em função dos objetivos da pesquisa, o texto está estruturado em oito partes, compreendendo a introdução, caminhos metodológicos e quatro capítulos teóricos, um capítulo de análise e um capítulo propositivo. De maneira geral as análises do corpus empírico revelaram um efeito da tradição nas aulas de Geografia, com o predomínio de práticas arraigadas a modelos didáticos pouco diversificados, não obstante os esforços dos docentes para o melhoramento do processo de ensino-aprendizagem. Diante disso, com intento sugestivo, recomenda-se no âmbito do relatório alternativas teóricas e práticas de atualização metodológica com o propósito de ressignificar o modelo de aula investigado.

     

    Palavras-chaves: Ensino de Geografia;Aula dialógica; Geografia Escolar.

     

     

     

     

     

     

  • MARSONE ARAUJO CUNHA
  • A Representação Social da Cidade de Teresina-PI

  • Orientador : CARLOS SAIT PEREIRA DE ANDRADE
  • Data: 12/08/2015
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    RESUMO

     

    A natureza da cidade é essencialmente humana, combinada com seus aspectos climáticos forma condições necessárias para a convivência de pessoas. Neste sentido, a cidade pode ser vista pela geografia, como um lugar que tem extensão e é constituída por partes como bairros, ruas, casas e seus interiores, que a cada dia vão sendo modificadas pela ação humana, mediante as habilidades e técnicas de usar objetos na experiência cotidiana. O estudo da cidade tem sido um tema tão controverso quanto importante para a geografia. Isso porque a cidade pode ser concebida a partir de vários ângulos, diferentes metodologias e inúmeros olhares. A multiplicidade de possibilidades de sua compreensão tem produzido necessidades e interesses diferentes por parte dos geógrafos que buscam o desvelamento de suas facetas pelas quais se apresenta. A geografia passou a compreender a cidade como um espaço dinâmico, onde concentra e se entrecruza um conjunto de elementos e fenômenos que particularizam o espaço tornando-o um lugar. Um desses fenômenos é o clima que interfere diretamente na vida cotidiana dos habitantes da cidade, dos moradores de cada bairro, simultaneamente sofre as influências das práticas e culturas humanas e influencia práticas diárias. Neste sentido, o trabalho tem o objetivo de analisar a Representação Social da Cidade de Teresina-PI construídas por teresinenses e não teresinenses que moram em Teresina. Sobe hipótese de que ao representar a cidade de Teresina por seus moradores, aspectos do clima como o calor, a temperatura são os mais importantes. A pesquisa foi desenvolvida sob os fundamentos teóricos e metodológicos da Teoria das Representações Sociais proposta por Serge Moscovici, seu diálogo com as concepções teóricas do sentido de lugar, especialmente aquelas ligadas à Geografia Humanista, a Topofila de Tuan e a filosofia heideggeriana de lugar em Ser e Tempo e seu aporte fundamental na Fenomenologia, e o gosto, a preferência e o estilo de vida segundo Bourdieu. Os dados foram coletados e organizados utilizando a Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP), com o questionário de entrevista semi estruturada e o Teste de Evocações Livres. Os dados foram tratados através do Software EVOC/2000 e foram agrupados, ordenados com o intuito de identificar categorias temáticas de palavras, para fazer a análise de conteúdos proposta por Bardin. O clima e o lugar foram o temas discutidos e as palavras quente e acolhedora foram respectivamente as categorias principais associadas aos temas e responsáveis pela análise qualitativa da pesquisa.

     

     

  • FABIANA DA SILVA PESSOA
  • Rio Parnaíba, planejamento e gestão: interfaces das cidades de Teresina (PI) e Timon (MA).

  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 19/06/2015
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  • Teresina e Timon são cidades que foram fundadas as margens do Rio Parnaíba. Este se estabeleceu como elemento natural de importância social, política e econômica que permitiu o crescimento populacional e a expansão urbana de ambas as cidades. Entretanto, este crescimento não ocorreu de forma sustentável, ou seja, em equilíbrio com a natureza ocasionando uma grande pressão sobre o Rio Parnaíba. Neste sentido formulou-se algumas hipóteses algumas hipóteses, são elas: 1. O crescimento urbano de Teresina e Timon não ocorreu diante de um planejamento urbano e ambiental preocupados com a conservação e recuperação do Rio Parnaíba; 2. Teresina e Timon estão integradas sob diversos aspectos: comercial, econômico, transporte, saúde, educação dentre outros, contudo não há uma gestão integrada voltada para o Rio Parnaíba; e 3. As gestões municipais, Teresina e Timon, e as Estaduais, Piauí e Maranhão não se posicionam como responsáveis pelo Rio. É neste contexto que a presente pesquisa tem por objetivo analisar a aplicação das políticas e instrumentos de planejamento e gestão urbana no Rio Parnaíba considerando as cidades de Teresina e Timon, a partir da discussão da legislação existente voltadas para o planejamento e gestão urbana e ambiental, dos recursos hídricos e as ações práticas diante das interfaces sócioespaciais das cidades em questão. Os objetivos específicos correlatos a questão principal são: a) Analisar as interações sócioespaciais e ambientais de Teresina e Timon a partir da influência do Rio Parnaíba entre as décadas de 1970-2010; b) Averiguar as políticas e instrumentos de planejamento e gestão urbano-ambiental a partir das leis instituídas nas esferas federal, estadual e municipal; c) Apresentar políticas e instrumentos que veem Teresina, Timon e Rio Parnaíba, a partir de visão integrada; d) Buscar uma leitura integrada de Teresina e Timon diante da discussão dos órgãos gestores sobre estratégias de gestão urbana e ambiental frente ao Rio Parnaíba. A metodologia que deu suporte a pesquisa foi o dialético, com o objetivo de contribuir para uma leitura integrada de Teresina e Timon entre o Rio Parnaíba, considerando as ações do poder público e a legislação existente voltadas para os recursos hídricos. Esta pesquisa foi qualitativa e, de forma sucinta foi possível perceber que não existem ações significativas e facilmente visíveis no perímetro urbano de Teresina e Timon quanto ao planejamento e a gestão do Rio Parnaíba e que existência de leis que propõe ações sobre o mesmo, não garante não garante uma gestão efetiva.

  • ANTONIO CARLOS DOS SANTOS
  • ESTUDO GEOAMBIENTAL DA OCORRÊNCIA DE CASOS DE MALÁRIA NO PIAUÍ. ESTUDO DE CASO: CAMPO LARGO DO PIAUÍ E PORTO 2002 A 2013

     

  • Orientador : GUSTAVO SOUZA VALLADARES
  • Data: 29/05/2015
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  • A malária é uma doença infecciosa, aguda, febril transmitida pela picada da fêmea de mosquito do gênero Anopheles. A malária é uma doença de importância epidemiológica da região norte do Brasil por apresentar uma elevada incidência e potencial de gravidade. A população que vive em condições precárias de habitação e saneamento nesta região é a mais suscetível a contrair a doença causando perdas sociais e econômicas em suas vidas. A malária no Piauí nos últimos doze anos tem acometido pessoas principalmente residentes na área rural, sendo pouquíssimos os casos ocorridos na zona urbana dos municípios. Neste contexto, esta pesquisa teve como objetivo principal realizar o estudo geoambiental e ecoepidemiológico da ocorrência de casos de malária no estado do Piauí, durante o período do ano de 2002 a 2013. Bem como, modelar com o uso de Sistema de Informação Geográfica (SIG), as áreas de risco nos municípios de Campo Largo do Piauí e Porto – PI, locais onde ocorreu o maior surto de malária (ano de 2004) da série histórica estudada. O método utilizado foi o observacional descritivo com a natureza quantitativa e qualitativa, onde em suas etapas as hipóteses e a problemática relacionaram com os resultados. Utilizou-se o cálculo da Incidência Cumulativa – IC na análise da distribuição espacial dos casos de malária em todo o estado do Piauí, a técnica da densidade de Kernel na identificação das áreas quentes e método multicritério aditivo na definição das áreas de risco de Campo Largo do Piauí e Porto em ambiente SIG. Os resultados mostraram que os municípios de Campo Largo do Piauí, Matias Olímpio, Luzilândia, Madeiro e Porto foram os que apresentaram maior incidência cumulativa (IC) de malária no período de 2002 a 2013, sendo IC > 15,4/100.000. Através dos mapas de espacialização dos casos de malária por ano observou-se que a ocorrência da doença é distribuída por todo o estado do Piauí. Houve um significativo aumento da área geográfica com transmissão de malária, partindo do ano de 2002 com incidência em seis municípios e chegando a atingir 24 municípios em 2011. O mapa de distribuição espacial dos anofelinos no Piauí mostra que das 17 espécies identificadas no estado durante o período de estudo, o A. darlingi e o A. albitarsis estão presentes em cerca de 30% dos municípios. Os mapas de modelo de elevação, declividade e de unidades geomorfológicas de Campo Largo do Piauí e Porto indicaram que as áreas mais baixas e menos declivosas foram as que mais registraram ocorrência da doença. O mapa de uso e cobertura das terras identificou que, a ocorrência de vilas rurais, corpos d’água, carnaúba, pasto e a de floresta com babaçu demonstraram associações com a transmissão da malária. O mapa de densidade de Kernel mostrou as áreas mais críticas, denominadas de quentes, para transmissão da malária e possibilitou a visualização das localidades expostas e a identificação das superfícies de risco em Campo Largo do Piauí e Porto, no surto que ocorreu em 2004. O mapa de risco de ocorrência de malária gerou quatro classes: baixo, moderado, alto e muito alto risco de ocorrer malária, sendo que as duas últimas tiveram destaque com 57% e 43% de concentração dos casos da doença nos dois municípios durante o período estudado. Diante das análises conclui-se que a variação espacial e temporal da transmissão da malária nos municípios de Campo Largo do Piauí e Porto está associada a geomorfologia e com a dinâmica da população humana, isto é, com os padrões de uso da terra, atividades de pesca e de lazer como também dos fluxos migratórios.

  • PATRÍCIA MARIA DE DEUS LEÃO
  • REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE PROCESSO MIGRATÓRIO ENTRE OS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO NO MUNICÍPIO DE CAMPO MAIOR-PI

  • Orientador : JOSELIA SARAIVA E SILVA
  • Data: 24/04/2015
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  • Esta pesquisa tem como tema o conteúdo de migrações nas aulas de geografia, considera-se que este conteúdo possui importância singular haja vista tratar-se de algo muito próximo da realidade vivenciada por alunos do ensino médio. No cotidiano desses jovens brasileiros, principalmente os de escolas públicas, oriundos das camadas populares, há certa urgência na definição da situação profissional. Desse modo, a migração surge como alternativa para ampliar as possibilidades de emprego e melhoria educacional. Este processo é complexo por envolver questões identitárias, econômicas, subjetivas e sociais, partilhadas no cotidiano dos alunos, o que leva a construção de representação social. O ensino de Geografia, como parte integrante da grade curricular tem um papel relevante para a compreensão desse contexto social. Diante disso, o professor é uma peça fundamental no processo de ensino aprendizagem, cuja prática pedagógica deve ser realizada no intuito de construir um conhecimento significativo, contextualizado com o espaço de vivência dos discentes. O objetivo geral da presente pesquisa foi analisar a representação social do processo migratório partilhada pelos alunos do Ensino Médio da rede estadual de ensino em Campo Maior-PI. De forma mais específica verificar a presença do conteúdo de migração no currículo de Geografia da Educação Básica, em âmbito nacional e estadual; identificar na prática docente dos professores de Geografia do município de Campo Maior, a presença e as formas de abordagem do conteúdo de migração e identificar o conteúdo e a estrutura da representação social de processo migratório entre os alunos do ensino médio. A pesquisa foi realizada em Campo Maior-PI, por este apresentar um fluxo de migração significativo em relação a outros municípios piauiense. Como suporte teórico este trabalho foi embasado na Teoria das Representações Sociais inaugurada por Serge Moscovici, com ênfase na Teoria complementar do Núcleo Central desenvolvida por Jean Claude-Abric. Metodologicamente por ser uma abordagem qualitativa, foram utilizados os seguintes procedimentos de coleta de dados: pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, questionários, entrevistas e o Teste de Associação Livre de Palavras (TALP). Os dados do questionário e da TALP receberam tratamento estatístico, sendo que para a TALP se utilizou o auxilio do software EVOC, elaborado por Vergés em 1987. Os dados mais subjetivos foram analisados através da técnica de análise categorial de conteúdo, seguindo o critério semântico, proposta por Bardin (1979). Evidenciou-se que a representação social de processo migratório compartilhada por estes alunos é consolidada pelos atributos bom, educação, emprego e melhorias. Esta representação social é pautada nas experiências vivenciadas por estes alunos, como, as dificuldades socioeconômicas, as relações familiares, associada à prática docente, estes aspectos, contribuem para uma idealização do processo de migração, construindo uma representação social pautada no senso comum.

  • RONEIDE DOS SANTOS SOUSA
  • PLANÍCIE COSTEIRA DO ESTADO DO PIAUÍ: MAPEAMENTO DAS UNIDADES DE PAISAGEM, USO E COBERTURA DA TERRA E VULNERABILIDADE AMBIENTAL.

  • Orientador : GUSTAVO SOUZA VALLADARES
  • Data: 31/03/2015
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  • O estado do Piauí apresenta uma linha de costa de apenas 66 km, que apesar de sua pequena extensão não a classifica como um ambiente de paisagens homogêneas, sendo atribuído a mesma uma diversidade natural de ecossistemas. A paisagem natural piauiense vem durante décadas sendo transformada como resultado da ocupação desordenada e por intensas atividades antrópicas, muitas vezes sem a preocupação com o estado ambiental dessas áreas. Essas modificações na estrutura física natural do ambiente causam efeitos irreversíveis na dinâmica da paisagem, o que necessita de elaboração de planos de manejo e uso, a fim de que se busque a exploração dos recursos de forma sustentável. Dessa forma a pesquisa tem por objetivo geral de analisar a dinâmica da paisagem natural e antrópica da planície costeira do estado do Piauí, bem como o mapeamento de sua vulnerabilidade ambiental, a fim de fornecer subsídios ao planejamento da região costeira piauiense. A pesquisa, foi dividida em três capítulos: O primeiro tratar-se-á acerca do mapeamento das unidades de paisagem da planície costeira piauiense, dessa forma procurou-se integrar os dados do meio físico, como o geológico, geomorfológico, pedológico, de cobertura vegetal e climático, buscando a síntese das informações, posterior identificação das unidades. Em seguida, foi realizado um mapeamento das formas de uso e cobertura da terra em duas datas distintas (1999 e 2013), e análise de sua dinâmica a partir da análise das datas mapeadas. E por fim, foi realizando um estudo acerca da vulnerabilidade ambiental, onde buscou-se fazer a relação das unidades de paisagem identificadas, frente as diversas pressões antrópicas sofridas. O estudo foi realizado mediante uso do software ArcGIS 10.1, e do ENVI 4.7, sendo por meio destes possível identificar as unidades de paisagem da planície costeira, bem como reconhecer os diferentes alvos a serem mapeados para o uso e cobertura da terra. Para o mapeamento do uso e cobertura da terra utilizou-se o método de processamento de imagens orbitais, fez-se uso das imagens LANDSAT- ETM7 e LANDSAT- OLI8, através do método de classificação supervisionada, sendo conferido em campo os alvos mapeados. Para o mapeamento da vulnerabilidade, foi feito o cruzamento de dados do meio físico (Geologia, Geomorfologia e Pedologia), com o mapeamento de uso e cobertura da terra para o ano de 2013. Como resultados foram identificadas 10 unidades de paisagem presentes na planície costeira piauiense, sendo eles: Cordão arenoso, Campo de dunas móveis, Carcinicultura, Planície e terraço fluvial, Planície Flúvio Marinha, Tabuleiros, Paleodunas, Terraço marinho, Planície e terraço Flúvio lacustre e Planície Eólica. No mapeamento de uso e cobertura foram identificadas 11 classes, sendo eles: área urbana, corpo d’agua, área úmida, cordão arenoso, dunas móveis, vegetação de mangue, pasto limpo, pasto sujo, vegetação de várzea associado a carnaúbas, vegetação arbustiva densa, vegetação de caatinga aberta. Quanto ao mapeamento da vulnerabilidade ambiental foi obtida 5 classes, assim identificadas Estável (1,3-1,4); Moderadamente Estável (1,4-1,7); Medianamente Estável/Vulnerável (1,7-2,1); Moderadamente Vulnerável (2,1-2,6) e Vulnerável (2,6-3,0), a classificação foi adaptada a partir da proposta de CREPANI (1996). A classe Vulnerável inclui os manguezais, as planícies flúvio marinhas, as dunas móveis e a linha de costa. Nas classes que apresentam vulnerabilidade ambiental de condição Estável estão incluídas as áreas correspondentes aos tabuleiros costeiros (Grupo Barreiras). Contudo, pode-se afirmar que o uso de produtos do sensoriamento remoto combinados as técnicas de sensoriamento remoto pode ajudar na caracterização dos sistemas deposicionais, possibilitando não só a distinção entre eles, mas também o reconhecimento de variações dentro de um mesmo sistema, como resposta da sua dinâmica de sedimentação e erosão. Além disso, estas ferramentas tornam-se cada vez mais imprescindível para o monitoramento da evolução da dinâmica costeira, por meio da comparação entre series de imagens temporais.

     

  • IGOR DE ARAÚJO PINHEIRO
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    REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE PAISAGEM POR ALUNOS DO ENSINO MÉDIO


  • Orientador : JOSELIA SARAIVA E SILVA
  • Data: 27/02/2015
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  • Esta pesquisa tem como tema o conteúdo de paisagem nas aulas de geografia, considerando-se esse conteúdo relevante para a compreensão do meio em que os alunos vivem. A paisagem está carregada de signos e significados que atuam na produção das representações sociais dos indivíduos e o seu conceito participa dos processos de compreensão da realidade. Por apresentar um caráter polissêmico, o conceito de paisagem apresentado pelos alunos pode evidenciar distorções a serem investigadas e analisadas no sentido de oferecer diagnóstico para a ação dos educadores. Consideramos, portanto, a construção psicossocial desse conceito pelos estudantes da educação básica. Assim, temos como objetivos de pesquisa analisar a representação social de paisagem entre os alunos da 1ª série do ensino médio das escolas públicas estaduais de Teresina-PI, bem como a influência do trabalho docente para a permanência ou transformação dessas representações. Especificamente buscamos conhecer as diversas abordagens conceituais de paisagem elaboradas pela Geografia; caracterizar a Teoria das Representações Sociais (TRS) inaugurada por Moscovici em 1961, com ênfase na Teoria do Núcleo Central (TNC) desenvolvida por Jean Claude-Abric; verificar a realização dos trabalhos docentes com o conteúdo de paisagem; e, identificar o conteúdo e a estrutura da representação social de paisagem. Os meios de investigação compreendem pesquisa bibliográfica e de campo. A pesquisa bibliográfica está apoiada nas contribuições de diversos autores que realizam pesquisas na área das representações sociais, como Moscovici (2001; 2003; 2012), Jodelet (1984; 1989; 1990; 2001), Abric (1994; 2000; 2001) e Sá (1995; 1996; 1998). No campo da Geografia foram utilizados como referências teóricas os trabalhos de Berque (2006), Santos (1988; 1999; 2002; 2007), Cosgrove (1989), Cavalcanti (1998; 1999; 2002; 2010; 2012), Kaercher (1997; 2004; 2014), Callai (2000; 2013) e Silva (2007). O campo de pesquisa foram às escolas estaduais com oferta de ensino médio, sendo escolhidas quatro (04) escolas estaduais do município de Teresina-PI, uma para cada zona administrativa da cidade que ofertam o Ensino Médio. Utilizamos os seguintes instrumentos e procedimentos de coleta: um questionário socioeconômico e um Teste de Associação Livre de Palavras (TALP) aplicados junto aos alunos, e entrevista estruturada aplicada junto aos professores. Os resultados revelaram indícios significativos da existência de uma representação social, corroborando para com a hipótese central desta pesquisa, na qual se supõe que os elementos da ideia de paisagem identificados na representação social dos alunos estejam relacionados ao senso comum, com pouca influência do conhecimento geográfico com o qual tiveram contato ao longo da educação básica conhecimento geográfico.


  • JULIANA DE SOUSA SILVA
  • OS DESAFIOS NO ENSINO DE GEOGRAFIA PARA SURDOS: ESTUDO ETNOGRÁFICO EM UMA ESCOLA ESPECIAL EM TERESINA-PI.

  • Orientador : ANDREA LOURDES MONTEIRO SCABELLO
  • Data: 25/02/2015
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  • O modelo de educação inclusiva adotado no Brasil, ancorando no discurso da igualdade de direitos, tem inserido as pessoas com deficiência, entre elas os surdos, nas escolas regulares. Essa inserção por não garantir, efetivamente, o desenvolvimento intelectual e sociocultural desses alunos tem sido questionada. Ao serem designados como deficientes não têm a sua identidade respeitada enquanto pertencentes a uma cultura diferente. Para o Povo Surdo, o ideal seria uma escola na qual o ensino-aprendizagem respeitasse a cultura surda. Esse ambiente deveria se constituir como o local de encontro no qual as trocas de experiências com seus pares e onde a língua de sinais deveria ser usada tanto para a comunicação, quanto para formação de conceitos e representações de pensamentos, dentre estes, os geográficos. Partindo desses pressupostos e levando em consideração minha experiência com a inclusão escolar vigente, realizou-se um estudo de caso da escola especial Casa do Silêncio-APADA, por atender em sua maioria surdos. A pesquisa teve como objetivo geral analisar as práticas pedagógicas da professora e mais, especificamente, nas aulas de Geografia, no intuito de verificar se os conteúdos ensinados propiciam o desenvolvimento de competências e habilidades e, consequentemente, a efetiva participação desses alunos na sociedade. A fim de cumprir o referido objetivo procedeu-se as seguintes ações:  investigar as particularidades da cultura surda; estudar o modelo de educação para surdos adotado pelo sistema educacional; observar o espaço escolar e o cotidiano da escola; verificar as necessidades dos alunos surdos no espaço escolar; analisar as práticas pedagógicas adotadas nas aulas de Geografia, bem como os conceitos e conteúdos geográficos trabalhados. Como aporte teórico foram utilizados autores como: Sá (2002), Strobel (2008), Lulkin (2010), Skliar (2010), Perlin (2010), Lopes (2010) e outros. Esses autores, embasando-se nos Estudos Culturais, consideram que os surdos são sujeitos diferentes (não em função da deficiência), valorizando as suas particularidades culturais e linguísticas no processo ensino-aprendizagem. Para discutir o modelo de educação para surdos, foram analisados documentos oficiais, tais como: leis, decretos, resoluções, entre outros. Com relação ao diálogo entre ensino de Geografia e Educação para surdos, apoiou-se em autores como: Cavalcanti (2002, 2012), Castellar (2006), Castrogiovanni (2011), dentre outros que discutem a inclusão de surdos tanto nas escolas como em sociedade. Este estudo adotou a pesquisa qualitativa e seguiu os caminhos da abordagem etnográfica, possibilitando o conhecimento em profundidade sobre as práticas do grupo. A pesquisa bibliográfica e a utilização de procedimentos metodológicos, a exemplo da elaboração de diário de leitura e fichamentos, diário de campo e diário de pesquisa foram desenvolvidos a fim de sistematizar as informações coletadas e auxiliar no desenvolvimento da dissertação. Como instrumentos de coleta de dados foram realizadas observações participante durante as aulas de Geografia na turma do 2º/ 3º anos do Ensino Fundamental, modalidade Educação de Jovens e Adultos - EJA e do cotidiano escolar, conversas informais com os sujeitos que convivem diariamente na escola (gestor, professores, coordenação pedagógica e pais), análise de documentos como: o Plano Político Pedagógico, o Planejamento Escolar, os planos de aula da professora, os cadernos dos alunos e as   entrevistas realizadas com pais, alunos, coordenadora e professora da turma. A análise dos dados aponta para um sistema educacional deficitário, onde as políticas de educação não atendem eficazmente às necessidades culturais e linguísticas dos surdos. Constatou-se que a escola especial atende parcialmente às particularidades dos surdos, ao disponibilizar para a turma uma professora fluente em Libras. No entanto, a fluência e a condução das aulas em língua de sinais não eram suficientes para que o ensino de Geografia fosse satisfatório. Para isto era necessário, também, o desenvolvimento dos conteúdos curriculares da disciplina, a apropriação de estratégias e recursos que valorizem o espaço-visual. Verificou-se que na ausência desse trabalho pedagógico os alunos apresentam grandes dificuldades em compreenderem os conceitos geográficos e, consequentemente, desenvolverem-se intelectualmente. Refletindo ainda em dificuldades na formação e representação de pensamentos e limitações nas relações sociais.

     

     

     

  • JULIANA DE SOUSA SILVA
  • OS DESAFIOS NO ENSINO DE GEOGRAFIA PARA SURDOS: ESTUDO ETNOGRÁFICO NA CASA DO SILÊNCIO EM TERESINA-PI.

  • Orientador : ANDREA LOURDES MONTEIRO SCABELLO
  • Data: 25/02/2015
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  • O modelo de educação inclusiva adotado no Brasil, ancorando no discurso da igualdade de direitos, tem inserido as pessoas com deficiência, entre elas os surdos, nas escolas regulares. Essa inserção por não garantir, efetivamente, o desenvolvimento intelectual e sociocultural desses alunos tem sido questionada. Ao serem designados como deficientes não têm a sua identidade respeitada enquanto pertencentes a uma cultura diferente. Para o Povo Surdo, o ideal seria uma escola na qual o ensino-aprendizagem respeitasse a cultura surda. Esse ambiente deveria se constituir como o local de encontro no qual as trocas de experiências com seus pares e onde a língua de sinais deveria ser usada tanto para a comunicação, quanto para formação de conceitos e representações de pensamentos, dentre estes, os geográficos. Partindo desses pressupostos e levando em consideração minha experiência com a inclusão escolar vigente, realizou-se um estudo de caso da escola especial Casa do Silêncio-APADA, por atender em sua maioria surdos. A pesquisa teve como objetivo geral analisar as práticas pedagógicas da professora e mais, especificamente, nas aulas de Geografia, no intuito de verificar se os conteúdos ensinados propiciam o desenvolvimento de competências e habilidades e, consequentemente, a efetiva participação desses alunos na sociedade. A fim de cumprir o referido objetivo procedeu-se as seguintes ações:  investigar as particularidades da cultura surda; estudar o modelo de educação para surdos adotado pelo sistema educacional; observar o espaço escolar e o cotidiano da escola; verificar as necessidades dos alunos surdos no espaço escolar; analisar as práticas pedagógicas adotadas nas aulas de Geografia, bem como os conceitos e conteúdos geográficos trabalhados. Como aporte teórico foram utilizados autores como: Sá (2002), Strobel (2008), Lulkin (2010), Skliar (2010), Perlin (2010), Lopes (2010) e outros. Esses autores, embasando-se nos Estudos Culturais, consideram que os surdos são sujeitos diferentes (não em função da deficiência), valorizando as suas particularidades culturais e linguísticas no processo ensino-aprendizagem. Para discutir o modelo de educação para surdos, foram analisados documentos oficiais, tais como: leis, decretos, resoluções, entre outros. Com relação ao diálogo entre ensino de Geografia e Educação para surdos, apoiou-se em autores como: Cavalcanti (2002, 2012), Castellar (2006), Castrogiovanni (2011), dentre outros que discutem a inclusão de surdos tanto nas escolas como em sociedade. Este estudo adotou a pesquisa qualitativa e seguiu os caminhos da abordagem etnográfica, possibilitando o conhecimento em profundidade sobre as práticas do grupo. A pesquisa bibliográfica e a utilização de procedimentos metodológicos, a exemplo da elaboração de diário de leitura e fichamentos, diário de campo e diário de pesquisa foram desenvolvidos a fim de sistematizar as informações coletadas e auxiliar no desenvolvimento da dissertação. Como instrumentos de coleta de dados foram realizadas observações participante durante as aulas de Geografia na turma do 2º/ 3º anos do Ensino Fundamental, modalidade Educação de Jovens e Adultos - EJA e do cotidiano escolar, conversas informais com os sujeitos que convivem diariamente na escola (gestor, professores, coordenação pedagógica e pais), análise de documentos como: o Plano Político Pedagógico, o Planejamento Escolar, os planos de aula da professora, os cadernos dos alunos e as   entrevistas realizadas com pais, alunos, coordenadora e professora da turma. A análise dos dados aponta para um sistema educacional deficitário, onde as políticas de educação não atendem eficazmente às necessidades culturais e linguísticas dos surdos. Constatou-se que a escola especial atende parcialmente às particularidades dos surdos, ao disponibilizar para a turma uma professora fluente em Libras. No entanto, a fluência e a condução das aulas em língua de sinais não eram suficientes para que o ensino de Geografia fosse satisfatório. Para isto era necessário, também, o desenvolvimento dos conteúdos curriculares da disciplina, a apropriação de estratégias e recursos que valorizem o espaço-visual. Verificou-se que na ausência desse trabalho pedagógico os alunos apresentam grandes dificuldades em compreenderem os conceitos geográficos e, consequentemente, desenvolverem-se intelectualmente. Refletindo ainda em dificuldades na formação e representação de pensamentos e limitações nas relações sociais.

     

     

     

  • DAVID JOSÉ DA SILVA CARVALHO
  • O PROCESSO DE VERTICALIZAÇÃO DO BAIRRO JÓQUEI NA CIDADE DE TERESINA: FORMAÇÃO, AGENTES E PRODUÇÃO DO ESPAÇO


  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 24/02/2015
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  • Através do sistema capitalista com o processo de industrialização e urbanização, as cidades sofreram constantes mudanças na atualidade e fatores como aumento populacional, novas formas de produzir espaço passaram ser regras primordiais das organizações urbanas. No século XX, o Brasil se tornou um país urbano industrial estimulando investimentos em arquitetura que seguiram padrões modernos exigindo novas adaptações ao espaço urbano. A urbanização marca profundamente a civilização contemporânea gerando uma procura por espaço em uma cidade. A configuração do espaço de Teresina com traçados que não seguiam mais a estrutura das antigas ruas paralelas e perpendiculares do antigo planejamento urbano acarretou um crescimento excessivo do perímetro urbano de forma descontínua, desigual e desordenada, devido à migração e serviços oferecidos pela capital. Surgiram as construções de edifícios próximos ao centro revelando-se locais completamente privilegiados como no Jóquei. O processo de verticalização acarretou uma dinâmica de produção espacial e toda cidade em processo de construção se adequam às exigências do sistema capitalista de ocupação em massa de uma população com desejo de progresso e prosperidade. O trabalho visa o despertar científico para uma análise espacial e econômica existente em Teresina e o cenário urbano atualmente remete o olhar da cidade em um novo aspecto que não seja mais o antigo tradicional e rural, mas como uma cidade carregando traços de evolução urbana com o passar do tempo. O Jóquei tornou-se o espaço mais dinâmico e evidente como produtor do mercado imobiliário no aspecto da verticalização de Teresina. Nos últimos anos apresentou alterações e influências que estimularam à propagação e expansão de novas construções verticais, reflexo da valorização e investimentos imobiliários garantindo novas estruturas fixas no espaço. O Objetivo geral da pesquisa é analisar a produção imobiliária na cidade de Teresina, a partir do processo de verticalização caracterizado como um processo que foi induzido pela produção espacial do bairro Jóquei na zona Leste. Os objetivos específicos como discutir a produção imobiliária e a dinâmica do “espaço urbano” e suas possíveis consequências como agente produtor das formas espaciais por meio da verticalização. Posteriormente compreender os elementos formadores do processo de verticalização em Teresina, bem como seu processo de formação e atuação na produção imobiliária e por último identificar a gênese, a evolução e a geografia da verticalização do bairro Jóquei. A metodologia aplicada está pautada na teoria da produção do espaço, método dialético, levantamento bibliográfico, documentos públicos, particulares, fontes estatísticas, registro fotográfico, questionários, entrevistas e pesquisa de campo. Constatou-se que ocorre uma expansão dos empreendimentos imobiliários em direção a outras localidades, especulação imobiliária, vendas e aluguéis de imóveis horizontais para uso de edifícios verticais, considerável produção e valorização espacial no bairro em seu entorno devido à verticalização, uma necessidade de transferência do aeroporto, um planejamento urbano voltado para realidade da cidade e a atuação de diversos agentes produtores do espaço e ausência de estudos geográficos relacionados a questão fundiária carregando consigo diversos processos que a contribuem para uma considerável produção espacial de Teresina.

     

  • FRANCILIO DE AMORIM DOS SANTOS
  • MAPEAMENTO DAS UNIDADES GEOAMBIENTAIS E ESTUDO DO RISCO DE DEGRADAÇÃO/DESERTIFICAÇÃO NOS MUNICÍPIOS DE CASTELO DO PIAUÍ E JUAZEIRO DO PIAUÍ

  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 10/02/2015
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  • As consequências da desertificação são múltiplas, envolvem o comprometimento dos recursos hídricos, do solo, da cobertura vegetal e da qualidade de vida da população das áreas afetadas, esta constatação revela a necessidade do desenvolvimento de estudo em áreas com suscetibilidade à desertificação, a exemplo dos municípios de Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí. Ressalte-se a que a importância do estudo dá-se, também, devido a carência de dados sobre a referida área, assim como a busca por otimizar as atividades econômicas para fins de sustentabilidade ambiental. O estudo teve como objetivo geral gerar uma base de dados geoambientais que alicerce um planejamento ambiental capaz de minimizar os riscos socioambientais. Esta pesquisa utilizou-se da abordagem sistêmica, pois se entende que esta é a mais adequada, devido reunir vários elementos da dinâmica espacial. Neste percurso serão utilizados indicadores adaptados da metodologia que elenca indicadores potenciais de proteção/degradação dos recursos naturais renováveis, a saber: Índice cobertura vegetal, representado pelo Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI); Erosividade da Chuva (R); Índice Climático (IC); Erodibilidade dos Solos (K); Declividade (D). As características geoambientais castelenses e juazeirenses mostram predomínio de formações geológicas que datam da Era Paleozóica, como as Formações Longá, Cabeças, Pimenteiras e o Grupo Serra Grande, e uma estrutura que datada da Era Cenozóica, os Depósitos Colúvio-Eluviais. Os solos encontrados constituem 17 associações que foram agrupadas em 6 ordens: Argissolos, Chernossolos, Latossolos, Luvissolos, Neossolos, Planossolos e Plintossolos. A partir do parâmetro topo-morfológico foram identificadas 5 unidades geoambientais:Superfície Pedimentada Dissecada em Morros/Colinas Baixas e Formas Tabulares de Castelo do Piauí que representa 33,7% da área, os Terraços da Bacia do rio Poti que correspondem a 26% dos municípios, Superfície Pedimentada Dissecada em Morros/Colinas Baixas e Formas Tabulares de Juazeiro do Piauí que corresponde 17,5%, os Rebordos Cuestiformes Conservados do Interior da Bacia Sedimentar do Maranhão/Piauí com uma área que representa 14,2% e a Planície Fluvial do rio Poti com 8,6%. Os parâmetros do Diagnóstico Físico Conservacionista indicaram que as classes do NDVI apontaram aumento da classe Moderada e redução da Moderadamente Baixa, de 1985 para 2009, respectivamente, de 26,2% para 27,9% e 57,3% para 52,2%; 64,9% da área de estudo apresenta baixa a moderada severidade climática; 74,7% da área apresenta alta a muito alta erosividade; 46,2% dos solos apresenta alta erodibilidade; e 82,6% dos municípios apresentam relevo plano a suave ondulado. As principais classes de cobertura vegetal e uso das terras nos municípios são representados por agropecuária (culturas permanentes e temporárias, rebanhos bovino, ovino e caprino) e solo exposto, caatinga arbustiva e caatinga arbórea, respectivamente, com 44,6%, 44,3% e 11,1%. O DFC apontou um pequeno aumento no risco de degradação/desertificação na área de estudo, de 1985 a 2009, passando de 46,78 para 46,86 unidades, devidoaos solos expostos recobertos por pedregosidade, aumento das áreas desmatadas para prática de culturas temporárias, extrativismo vegetal para produção de carvão vegetal e lenha, redução das áreas destinadas às culturas permanentes e crescimento dos efetivos bovino e ovino. O Diagnóstico Físico Conservacionista mostrou-se uma metodologia que pode ser aplicada a outras áreas de estudo, citem-se as áreas consideradas suscetíveis à desertificação. Desse modo, deve-se conhecer e integrar os dados socioeconômicos e geoambientais, pois o mais adequado planejamento territorial tem como premissa o conhecimento integrado da dinâmica da paisagem, suas potencialidades e limitações às práticas humanas, conforme indicadas neste estudo para as diferentes unidades ambientais da área.

2014
Descrição
  • LINEU APARECIDO PAZ E SILVA
  •  SISTEMAS DE AVALIAÇÃO DE GEOGRAFIA NO MUNICÍPIO DE ALTO LONGÁ (PI): SITUAÇÕES REAIS, (DES)CAMINHOS E POSSIBILIDADES.

  • Orientador : RAIMUNDO LENILDE DE ARAUJO
  • Data: 19/12/2014
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    A Avaliação no processo de ensino representa uma ferramenta que subsidia a aprendizagem discente. Esta representa importante técnica capaz de diagnosticar e proporcionar uma visão ampla e continuada acerca do desenvolvimento cognitivo e reflete na tomada de decisão em relação à continuidade do trabalho docente. O sistema avaliativo no Ensino de Geografia deve ser sistematizado de acordo com o contexto escolar, com base no processo de ensino e que sejam evitadas interpretações equivocadas para que possa ocorrer de maneira justa e que favoreça a aprendizagem.  Este estudo apresenta por objetivo analisar o processo avaliativo no Ensino de Geografia do município de Alto Longá (PI). Além disso, a pesquisa apresentou como objetivos específicos sistematizar uma discussão reflexiva acerca dos principais aspectos de Ensino de Geografia, Gestão, Planejamento Escolar e Prática Docente. Na pesquisa é realizada a análise do processo de Avaliação dos professores de Geografia no Ensino Médio. Através disso se compreende como se encontra o processo avaliativo em Geografia no Ensino Médio através de um diagnóstico acerca das situações reais de Avaliação pela visão dos professores, dos educandos e dos gestores nas escolas pesquisadas. Os pressupostos teóricos que nortearam este estudo fundamentaram-se em autores que dialogam com o tema pesquisado, dentre os principais podemos destacar: Cavalcanti (1991), Callai (2013), Albuquerque (2013), Libâneo (2004), Castrogiovanni (2000), Coll (1998), Evangelista (2007), Piaget (1975), Luck (2000), Silva (2009), Turra (2002), Tardiff (2008), Hoffmann (1991) Luckesi (1998), Bloom (1973), Rabelo (2009) Melchior (2004) Stefanello (2008), Piletti (2006), Zaballa (1998). A pesquisa de campo foi realizada em duas escolas públicas e mostra as relações existentes entre fatos que envolvem o processo avaliativo de Geografia e os fenômenos decorrentes deste. O estudo realizado apresenta o caráter qualitativo em virtude de este pesquisador acreditar na análise reflexiva enquanto interpretação. As técnicas de pesquisa constaram de levantamento bibliográfico, conversa informal com professores, diretores, coordenadores pedagógicos e educandos, aplicação de questionários para o levantamento da prática docente, entrevistas com professores de Geografia, educandos, diretores e coordenadores pedagógicos, além do acompanhamento da atividade avaliativa efetuados pelos professores, dos planejamentos, de registros e atividades avaliativas arquivadas. Esta pesquisa apresentou mapas com a identificação das escolas pesquisadas e também um mapa acerca da identificação do município. Os resultados desta pesquisa mostraram que a prática docente necessita demonstrar no processo avaliativo uma maneira em que o educando possa adquirir atitudes, competências e habilidades para que este prossiga os seus estudos e que a avaliação necessita estar de acordo com as reais necessidades do educando contemporâneo. Concluiu-se, portanto, que a Avaliação em Geografia está vinculada ao processo de ensino, ao acompanhamento sistemático do educando, aos objetivos do planejamento e que a Avaliação ocorra de maneira justa. É importante que, mesmo com as adversidades, que o educador, ao realizar o processo avaliativo, considere o meio sociocultural e as habilidades dos educandos, tornando a Avaliação significativa e enriquecedora para o conhecimento.

     

  • KLEYSON CAMPELO DE ARAÚJO
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    ESPAÇO URBANO E CLIMATOLOGIA: ILHAS DE CALOR EM EVIDÊNCIA NA CIDADE DE TERESINA-PI

  • Orientador : CARLOS SAIT PEREIRA DE ANDRADE
  • Data: 03/06/2014
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  • O principal objetivo deste trabalho é conhecer a dinâmica do complexo sistema termodinâmico da cidade de Teresina através do mapeamento de ilhas de calor no seu interior e correlacionar com os condicionantes climáticos urbanos. Os objetivos específicos estabelecidos foram: a) Discutir a abordagem climática urbana na perspectiva da ciência geográfica sobre a égide da Teoria Geral dos Sistemas e Teoria e Clima Urbano; b) Caracterizar o sítio teresinense em seus aspectos geoecológicos e descrever algumas derivações climáticas já pesquisadas; c) Analisar derivações climáticas no intraurbano teresinense, manifestadas em cartas de isotermas e isoígras. O procedimento metodológico compreende mensurações de temperatura do ar, umidade relativa do ar e velocidade dos ventos em quatro pontos fixos, sendo um localizado no centro e três nos limites norte, leste e sul da cidade de Teresina. Foram traçados três segmentos em perfil radial nos sentidos Centro-Norte, Centro-Leste e Centro-Sul para realização de aferições móveis. Equiparam-se três carros com termo-higrômetros fabricados pela empresa INCOTERM. Os sensores externos foram acoplados a lateral dos veículos por hastes de madeira, distando 1,5m do solo. Os automóveis partiram do centro da cidade, simultaneamente, na direção dos pontos fixos nos limites urbanos. No total, distribuíram-se 90 pontos de medições de temperatura do ar e umidade relativa do ar ao longo dos segmentos. As aferições seguiram horário padrão da Organização Mundial de Meteorologia e Instituto Nacional de Meteorologia, isto é, 9h, 15h e 21h (1200, 1800 e 0000 UTC) e foram realizadas nos dias 03, 05, 07, 10, 12 e 14 de março e 17, 19, 22, 24, 26, 29 de outubro de 2013. Os dias eleitos para as mensurações climatológicas contemplam duas sazonalidades diferentes no que concerne ao conforto térmico. Teresina possui clima tropical-equatorial com seis meses secos. O mês de março possui os maiores índices pluviométricos e menores temperaturas, ao passo que outubro é o mais seco e quente, segundo a análise das normais climatológicas dos anos de 1977 a 1999. Os dados colhidos em campo foram tabulados e transformados em cartas de isotermas e isoígras. Mapearam-se ilhas de calor de amplitude, entre a máxima e mínima, de 6,5°C no dia 22 de outubro, no período noturno, e 5,1°C, período diurno, no dia 24 de outubro de 2013. Os resultados alcançados permitiram visualizar a cidade de Teresina como condicionante de alterações atmosféricas. Verticalização, adensamento de construções, circulação de veículos automotores, ausência de arborização e corpos hídricos estão presentes na discussão. Demonstraram-se esses elementos como capazes de gerar microclimas e produzirem ilhas de calor. Como contribuição da pesquisa, destaca-se o direcionamento de políticas públicas que visem o conforto térmico. A construção de vias expressas que visem impedir o congestionamento de veículos automotores, arborização das vias públicas com árvores de copas abertas e geometria urbana que permita a circulação de ar são algumas sugestões deste trabalho para melhorar a qualidade de vida da polução teresinense.

     

  • ALESSANDRO RAMOS DA COSTA
  • A AVALIAÇÃO NO ENSINO DE GEOGRAFIA: REPRESENTAÇÃO SOCIAL DA PROVA COMO INSTRUMENTO AVALIATIVO POR ALUNOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

  • Orientador : JOSELIA SARAIVA E SILVA
  • Data: 19/03/2014
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  • A ampla literatura que trata do ensino de Geografia tem apontado para o predomínio de práticas pedagógicas pouco diversificadas cujo efeito maior tem sido o desenvolvimento da capacidade de memorização dos educandos. Assim sendo, o objetivo geral dessa pesquisa foi analisar os procedimentos avaliativos como elemento do processo ensino aprendizagem em Geografia na rede pública no município de Teresina – PI. Com base numa revisão bibliográfica considerando Filizola (2009), Cavalcanti (1998), Medeiros (2004), Demo (1195), Luckesi (1978, 1998), Pontuschka (2009), dentre outros, a hipótese levantada destacou que o processo avaliativo em Geografia ocorre de modo tradicional, seguindo o pressuposto de que se trata de uma disciplina mnemônica. Nesse contexto a prova tem sido o instrumento mais utilizado pelo professor. Ao conhecer a representação social desse instrumento avaliativo por alunos da rede pública percebe-se a presença de elementos que consagram a Geografia como uma disciplina escolar na qual não é possível encontrar utilidade prática. Essa representação persiste mesmo diante da inserção na escola de um novo modelo de prova, como o adotado pelo Exame Nacional do Ensino Médio. A abordagem teórico-metodológica para o desenvolvimento dessa pesquisa teve como apoio a teoria das representações sociais difundida por Serge Moscovici (1961), através da abordagem estrutural  desenvolvida por Abric (1976). Os sujeitos da pesquisa foram estudantes e professores de Geografia da Educação Básica. Para os estudantes foi aplicado o Teste de Associação Livre de Palavras (TALP) e os professores responderam a um questionário de pesquisa com finalidade de adquirir informações a cerca da sua prática avaliativa na disciplina de Geografia em escolas públicas municipais e estaduais de Teresina – PI. Dessa forma ensejou-se descobrir como o processo avaliativo vem sendo desenvolvido pelos professores de Geografia e qual a Representação Social da prova de Geografia como instrumento avaliativo, articulada por alunos da Educação Básica da rede pública no município de Teresina – PI. Os resultados apontam um predomínio da aplicação da prova, porém com uma ligeira atenção dos professores para as tendência avaliativas apresentadas pelo ENEM. Com relação a representação social dos estudantes verificamos que os dois grupos (Ensino Fundamental e Ensino Médio) apresentam semelhanças. O núcleo central organizando-se a partir das palavras importante, estudo, conhecimento e interessante, com exceção à palavra leitura apresentada somente pelos alunos do ensino fundamental. No entanto o sentido é difuso, haja vista que o consenso fica em torno de uma visão de geografia como ciência de conteúdo amplo e pouco contextualizado, sendo, portanto, de difícil apreensão do ponto de vista de instrumentos avaliativos. Entre as principais sugestões, indica-se a necessidade de se promover mudanças na representação social da prova de

  • MARCELA VITORIA DE VASCONCELOS
  • A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NOS LIVROS DIDÁTICOS DE GEOGRAFIA DO ENSINO MÉDIO.

     


  • Orientador : ANDREA LOURDES MONTEIRO SCABELLO
  • Data: 18/03/2014
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  • A questão ambiental é um tema que traz diversas discussões e questionamentos. Compreender o meio ambiente requer uma visão sistêmica, que aborde todos os aspectos pertinentes à sua definição. É nesse sentido que os debates em torno da Educação Ambiental tornam-se relevantes, principalmente no que se refere à educação formal. Por ser um tema interdisciplinar, perpassa por todas as disciplinas do currículo escolar e está presente também no livro didático, que por sua vez, configura-se em um instrumento de significativa relevância no processo de ensino aprendizagem. A partir disso, essa pesquisa propõe-se observar como a Educação Ambiental é abordada nos Livros Didáticos de Geografia do Ensino Médio (EM) que foram aprovados pelo Plano Nacional do Livro Didático em 2012 e que serão utilizados no triênio 2013-2015. Desta forma, o objetivo geral dessa pesquisa é analisar como as questões ambientais são apresentadas nos livros didáticos de geografia do 1° ano do Ensino Médio. Os objetivos específicos contemplam: Identificar as concepções de educação ambiental que estão presentes nos livros didáticos; Caracterizar a trajetória do livro didático na geografia escolar; Descrever as tendências que norteiam a educação ambiental e Compreender como as questões ambientais são abordadas nos livros didáticos de geografia. A metodologia consistiu na pesquisa bibliográfica, que tem como principais fundamentações teóricas as ideias de Leff (2001), Loureiro (2006), Shaffer (2010), Castrogiovanni e Goulart (2010), Stefanello (2009), Marpica (2008) e Silva (2006). Também se optou por utilizar a análise de conteúdo proposta por Bardin (1977) e como abordagem teórico-metodológica terá como apoio o pensamento complexo de Edgar Morin. A elaboração desta dissertação compôs-se das seguintes etapas: escolha dos livros didáticos a serem analisados, elaboração da ficha de avaliação, apreciação dos livros, análise do conteúdo e interpretação dos resultados encontrados. Constatou-se que a educação ambiental é tratada nos livros didáticos de geografia de forma pontual, contemplando temas que envolvem meio ambiente, mas que em muitos momentos não levam o aluno a compreender o contexto histórico no qual se desencadearam os problemas ambientais. Diante de tais resultados, torna-se evidente que o conteúdo de geografia poderia ser mobilizado em várias discussões sobre a educação ambiental, no entanto, isso não ocorre ou quando acontece é de forma superficial e pouco contribui para a formação de uma visão crítica sobre este assunto.

     

  • DIANA DOS REIS PEREIRA CARVALHO
  • POLÍTICAS ECONÔMICAS E INCENTIVOS LOCACIONAIS PARA A INDÚSTRIA NO ESTADO DO PIAUÍ: UMA ABORDAGEM GEOGRÁFICA


  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS VELOSO FILHO
  • Data: 07/03/2014
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  • A discussão sobre o progresso das regiões inicia a partir de 1930, no contexto de transformações socioeconômicas mundiais. A promoção econômica foi valorizada no pós-Segunda Guerra com o debate geral sobre desenvolvimento econômico em países como o Brasil e a região Nordeste. A ciência geográfica contribuiu com essas questões no planejamento de cidades e regiões. Assim, o objetivo dessa dissertação é caracterizar, em linhas gerais, as políticas de  promoção econômica estabelecidas no Estado do Piauí e discutir a utilização de incentivos locacionais como instrumentos de promoção das atividades industriais. Em termos metodológicos, a pesquisa foi organizada em três grandes partes. A primeira discute os aspectos conceituais da política regional, da Geografia Econômica/Industrial e das aglomerações industriais mediante literatura especializada. Na segunda parte utilizou-se dos bancos de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para destacar a importância do setor industrial e das áreas industriais do estado do Piauí. Na terceira parte, tratou-se das políticas econômicas do Estado e dos instrumentos de promoção industrial implantados e, em implantação, através de pesquisa em sites e de campo. Os resultados mostram que as políticas para o Brasil e o Nordeste basearam-se na concepção de industrialização da CEPAL. Buscando o desenvolvimento do Nordeste, os governos estaduais criaram políticas econômicas e incentivos locacionais. No Piauí, a atração de empreendimentos decorre de benefícios fiscais e criação de áreas industriais. Isso tem melhorado o desempenho da indústria piauiense que, entre 2003 e 2010, teve investimentos em incentivo fiscal de R$ 6 bilhões, com geração de mais de 18 mil empregos. A participação da indústria no estado é de 17%, com destaque para a indústria de transformação e construção civil que possuem parte do número de estabelecimentos (IBGE, 2009) e de pessoal ocupado (CAGED, 2012).  Em termos de política, o Piauí organizou sua estrutura administrativa, para o desenvolvimento econômico, a partir de 1950, com criação de áreas industriais na década de 1970, reforçada pela lei n. 6.146/2011, que dispõe sobre benefícios para indústrias. As políticas de promoção estabelecidas pelo Estado e, por alguns municípios, abrangeram diversos tipos de incentivos locacionais, como distritos industriais (DIs), polos empresariais, incubadoras de empresa, centros de produção e polos agroindustriais, implantados nos municípios de Teresina, Parnaíba, Floriano, Picos e Piripiri.  Encontra-se em implantação uma zona de processamento de exportações, em Parnaíba, e um projeto para execução de um porto seco em Teresina. O DI e os polos empresariais da capital possuem cerca de 80 unidades locais, do segmento de alimentos e bebidas, ferro e outros metais. Os pólos empresariais geram aproximadamente 1.000 empregos e têm se expandido, exigindo investimento em infraestrutura e qualificação de mão de obra. Já no contexto da inovação, o Piauí possui quatro incubadoras, em Teresina, com algumas empresas já graduadas. Em conclusão, pode-se afirmar que a política de incentivos é positiva para a economia do estado. Essas áreas são importantes porque atraem empreendimentos, aumentando o número de estabelecimentos, o volume de investimentos, a geração de emprego, a inovação e a gestão ambiental.

  • CARLOS EDUARDO OLIVEIRA
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    AVALIAÇÃO DA EXPANSÃO URBANA E DOS IMPACTOS AMBIENTAIS NO BAIRRO VALE DO GAVIÃO – TERESINA – PI

  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 28/02/2014
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  • O acelerado processo de expansão urbana vem causando inúmeros impactos ambientais, promovendo a substituição de espaços naturais por espaços construídos. A pesquisa foi realizada no bairro Vale do Gavião no município de Teresina (PI) e está apoiado no artigo 6 da Lei Nº 6.938 de 31 de agosto de 1981, que preconiza o diagnóstico ambiental como instrumento de descrição e análise dos recursos ambientais e suas interações. O apresenta como objetivo geral, analisar os impactos ambientais no espaço urbano do Bairro Vale do Gavião na cidade de Teresina (PI). Os objetivos específicos foram: i) Realizar levantamentos bibliográficos sobre o aumento populacional e a questão urbana, com foco na expansão urbana e os impactos ambientais no mundo e no Brasil; ii) Compreender a expansão e os problemas urbanos em Teresina, a luz de discussões que envolvem a dinâmica de sua expansão e as Leis Ambientais; iii) Realizar descrição e análise dos impactos ambientais na área de estudo, a partir do emprego do método do check list considerando parâmetros previamente definidos e de analise de imagens de satélite. Foi constatado que a presença da especulação imobiliária intensificou a expansão do bairro Vale do Gavião gerando inúmeros impactos negativos ao meio ambiente. Observou-se a partir dos resultados obtidos que os impactos ambientais se fazem presentes em todo o bairro Vale do Gavião, e foram identificados pelos seguintes parâmetros e análises: i) A alteração do microclima, a presença do tráfego de veículos, prestação de bens e serviços, em que não se constituem causa eficaz de impacto; ii) O fornecimento de água, risco de alagamentos, geração de resíduos sólidos, pelo qual apresentam magnitude de impacto capaz de provocar efeito no ambiente e iii) Esgoto sanitário, sistema de drenagem, especulação imobiliária, contingente populacional, perda de vegetação e declividade do terreno, solo exposto e impermeabilização do solo, que produzem impactos ambientais em proporções que superam em muito a capacidade de assimilação do ambiente. Os resultados mostram a necessidade de fiscalização por parte dos órgãos públicos, no sentido do cumprimento das Leis Ambientais, agentes imobiliários e população (entidades de classe, grupos organizados) no processo de expansão urbana do bairro, através do controle de uso e ocupação do solo, para garantir melhores condições ambientais e qualidade de vida a população.

     

  • JACIARA KAROLYNE BEZERRA DA COSTA
  • DEMANDAS POR SERVIÇOS DE SAÚDE E AS TRANSFORMAÇÕES SOCIOESPACIAIS NA ÁREA CENTRAL DE TERESINA.

  • Orientador : JOSE LUIS LOPES ARAUJO
  • Data: 27/02/2014
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  • Observa-se que a busca por tratamentos de saúde é uma prática antiga e sempre foi motivo pelo qual pessoas de diferentes regiões e classes sociais se dispuseram a deslocar-se para locais onde pudessem obter bons resultados para cura de suas doenças, mesmo tendo que percorrer grandes distâncias. Teresina, conhecida como centro regional de referência em saúde atrai pacientes do interior do Piauí e de outros estados. O presente trabalho discute aspectos relativos às demandas por serviços de saúde em Teresina e as transformações socioespaciais na área central da cidade, onde se concentra o principal aglomerado de estabelecimentos de saúde e outras atividades de comércio e serviços, denominado pela Prefeitura local de “Polo de Saúde de Teresina”, caracterizado pela oferta de serviços médico-hospitalares, equipamentos e recursos humanos. O Polo de Saúde é constituído por quatro subáreas e o foco deste trabalho concentra-se na subárea 2, localizada na área central de Teresina. Assim, o objetivo geral deste trabalho é analisar as transformações socioespaciais na área central de Teresina decorrente das demandas por serviços de saúde no período de 2000 a 2012. Os objetivos específicos contemplam: Compreender as inter-relações entre os serviços de saúde e o espaço através dos pressupostos da geografia da saúde; Caracterizar a distribuição espacial dos serviços de saúde em Teresina; Identificar as transformações socioespaciais ocorridas na área central de Teresina (subárea 2). A metodologia aplicada para a realização deste trabalho está pautada em pesquisas bibliográfica, documental e de campo, acervos fotográficos, visitas aos órgãos responsáveis pela saúde e realização de entrevistas semiestruturadas, entre outros materiais, que buscaram contemplar os objetivos propostos no trabalho. Constatou-se que as demandas por serviços de saúde em Teresina vêm contribuindo em certa medida para as transformações ocorridas na área central da cidade. Esse fato vem afirmando Teresina como um dos principais destinos em referência em saúde do Nordeste.


  • ROSANA MARQUES DE SOUSA PIMENTEL
  • A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DA FORMAÇÃO CONTINUADA PARTILHADA POR PROFESSORES DE GEOGRAFIA DO ENSINO FUNDAMENTAL.

  • Orientador : RAIMUNDO LENILDE DE ARAUJO
  • Data: 27/02/2014
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  • Essa pesquisa tem como objeto de estudo a representação social da formação continuada partilhada por professores de Geografia. Para tanto, analisamos esse objeto sob o ponto de vista dos professores de Geografia do Ensino Fundamental das escolas municipais de Teresina (PI), situadas na região Sudeste da capital. Construímos esta investigação tendo como objetivo geral analisar a representação social da formação continuada partilhada por professores de Geografia e como objetivos específicos: identificar, na literatura, os aportes teóricos que fundamentam a formação continuada de professores; conhecer a trajetória educacional e profissional dos professores de Geografia das escolas pesquisadas e identificar a representação social da formação continuada partilhada pelos professores de Geografia, considerando suas implicações na prática pedagógica. Quanto ao percurso teórico utilizamos a teoria das representações sociais de Serge Moscovici, tomada nesse estudo como elemento fundamental para apreendermos a representação social da formação continuada dos professores de Geografia. Para desvelar aspectos da realidade e dá destaque ao cotidiano da vida dos sujeitos, utilizamos o método fenomenológico, já que esse método de investigação nos permitiu discutir sobre manifestações das representações sociais. Empreendemos uma discussão teórica fundamentada em autores nacionais e estrangeiros, tais como: Nóvoa (1997, 2007), Tardif (2012), Shön (1997), Perrenoud (2002, 2000, 1996), Garcia (1999, 1997), Candau (1996), Medeiros (2007), Libâneo (2009, 2010), Zabala (1998), Romanowski (2010), Cavalcanti (2012, 2010, 2008, 2002), Callai (2012, 2011, 1999), Vesentini (2012, 2009), Kaercher (2003), Oliveira (2012), entre outros. Utilizamos como instrumentos de pesquisa um questionário e uma entrevista estruturada com o objetivo de colhermos subsídios junto aos professores de Geografia, interlocutores dessa pesquisa. Nesse caso, as entrevistas receberam tratamento analítico balizado na técnica de análise categorial de conteúdo, proposto por Franco (2007) e Bardin (1977). Ao apropriar-se das informações acerca da representação social da formação continuada produzida pelos interlocutores da pesquisa, constatamos uma representação social positiva, uma vez que os sujeitos demonstraram compreender o valor dessa formação, quando pensada como algo específico e destinado a refletir e reorientar a prática profissional no ensino de Geografia. Por outro lado, os sujeitos falam de uma excessividade da teoria em desprezo da prática, tanto na universidade quanto na formação continuada, mas demonstraram não dominar os elementos fundamentais do conhecimento cientifico, o que já seria um instrumento de grande valia nas suas intervenções práticas. No caminhar das análises, percebemos nos sujeitos da pesquisa um forte sentimento de desvalorização causado por vários motivos, tais como: sobrecarga de trabalho, baixos salários, falta de apoio dos gestores, ausência de incentivos financeiro e institucional, a predominância de aulas teóricas que causavam desconforto aos professores cursistas, enfim, a centralização da referida formação. Esses entraves/obstáculos é que ajudaram a compor o quadro de representações dos professores e são essas representações que inviabilizavam suas participações de modo efetivo na referida formação. Portanto, nesta pesquisa, as representações dos professores e consequentemente a maneira de pensar e agir desses sujeitos caracteriza-se como uma identidade profissional dos docentes.

  • MARIA DO SOCORRO RIBEIRO DE MELO
  • A PLURIATIVIDADE COMO INSTRUMENTO DE TERRITORIALIZAÇÃO NO ASSENTAMENTO RURAL FREXEIRAS EM BATALHA-PIAUÍ.


  • Data: 26/02/2014
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  • O espaço rural tem passado por intensas e contínuas transformações no que se refere a sua forma de produção, uso e a apropriação da terra por parte do camponês/agricultor familiar, que vê nesta, o instrumento para sua sobrevivência e de sua família no mesmo. Dessa forma, em meio ás modificações estruturais pelas quais passa o espaço rural, o camponês/agricultor familiar tem procurado incrementar sua renda inserindo ou desenvolvendo “novas” atividades que possam contribuir para o processo de territorialização e manutenção da unidade familiar nos assentamentos rurais através, da combinação de atividades agrícolas e atividades não-agrícolas (pluriatividade). Assim, o objetivo geral desta pesquisa é analisar a importância socioeconômica da pluriatividade no processo de territorialização do Assentamento Rural Frexeiras no Município de Batalha-PI, onde, desenvolve-se a pluriatividade, destacando-se as atividades comerciais e o artesanato.  Nesse contexto, em virtude das particularidades que a realidade no espaço rural apresenta e em particular os assentamentos rurais, adotou-se como método de pesquisa o estudo de caso, no qual, utilizou-se de pesquisas: bibliográfica, documental e de campo, nesta, aplicando como técnicas de coletas de dados, a observação direta, aplicação de questionários junto aos assentados bem como o registro fotográfico do recorte em estudo, os dados colhidos foram tabulados e dispostos em gráficos e tabelas. Concluindo-se, que no Assentamento Rural Frexeiras o desenvolvimento da pluriatividade contribui significativamente para a efetivação do processo de territotialização, sendo realizada por uma parcela expressiva dos assentados pesquisados que afirmam que, a renda advinda da pluriatividade contribui para que os mesmos continuem no Assentamento.

  • SILVANA DE SOUSA SILVA
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    (RE) PRODUÇÃO  ESPACIAL, INTERVENÇÕES URBANAS E AGENDA 2015: A ÁREA CENTRAL DE TERESINA EM QUESTÃO

  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 07/02/2014
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  • As relações sócio-espaciais resultantes da atuação dos agentes, concorrem para a configuração de modificações na dinâmica da (re)produção espacial. Quando analisada a cidade e o urbano, a área central assume relevância, associada às particularidades coexistentes. Nesse contexto as intervenções nesse recorte, frequentemente decorrentes de instrumentos para planejamento como o plano diretor, aliado a dificuldades na gestão, concorrem para a observância da atuação desigual de agentes. Quando observada a cidade de Teresina, sobressaem-se os debates sobre a área central, ensejados na Agenda 2015. Nessa perspectiva, objetivou-se com a pesquisa analisar os processos para intervenções urbanas fomentados pela gestão pública local, conforme estabelecido pelo grupo de trabalho definido como “Revitalização Urbana”, que integrou a Agenda 2015, para a (re) produção espacial da área central de Teresina, visto pelas estratégias, conflitos e realidades efetivadas e suas implicações para os agentes e da dinâmica do recorte. Diante das discussões propostas, adotou-se a dialética como método de abordagem, associada aos procedimentos compostos pela pesquisa de referencial teórico, observações diretas individuais assistemáticas e sistemáticas, entrevistas estruturadas com representantes da Prefeitura Municipal e dos demais agentes. Foi efetivada ainda a testagem, a aplicação de questionários em formulários, integrados por questões abertas e de múltipla escolha, adotando a amostra aleatória simples e por área. O conjunto de dados obtidos foi apresentado em forma escrita, associado a gráficos, quadros, mapas e ao registro fotográfico., relacionando-os aos teóricos do tema. Os resultados mostram que a Agenda 2015 foi composta por contradições desde a elaboração, revelando a inobservância de demandas requeridas pelo plano diretor. Os reflexos da atuação desigual podem ser observados nas estratégias concretizadas consubstanciadas nas intervenções realizadas. Ademais os dados indicam que os agentes envolvidos nesse processo e na (re) produção desse recorte, reconhecem aspectos positivos das ações, mas também demandas compreendidas como negativas para o desenvolvimento das atividades na área central. Esse recorte assume papeis diversos para os agentes pesquisados, relacionados especialmente às funções que atraem fluxos de diferentes bairros e/ou municípios. Conclui-se que a área central ainda recebe fluxos significativos diariamente reinterando o seu papel para a cidade e diante do conjunto de proposições elencadas na Agenda 2015, apenas uma parcela pontual foi efetivada, refletindo a existência de prioridades na execução de projetos, gerando implicações para os agentes, mediante a construção de infraestrutura. Essa realidade gera novos questionamentos quando pensadas as intervenções na área ventral sob a ótica de questões como as ambientais, a manutenção de irregularidades e a fiscalização, as dificuldades para uma gestão efetivamente compartilhada, os desafios de concretização de ações que envolvam as relações intermunicipais, além dos debates que se constituem em torno da revisão da Agenda 2015. As relações sócio-espaciais resultantes da atuação dos agentes, concorrem para a configuração de modificações na dinâmica da (re)produção espacial. Quando analisada a cidade e o urbano, a área central assume relevância, associada às particularidades coexistentes. Nesse contexto as intervenções nesse recorte, frequentemente decorrentes de instrumentos para planejamento como o plano diretor, aliado a dificuldades na gestão, concorrem para a observância da atuação desigual de agentes. Quando observada a cidade de Teresina, sobressaem-se os debates sobre a área central, ensejados na Agenda 2015. Nessa perspectiva, objetivou-se com a pesquisa analisar os processos para intervenções urbanas fomentados pela gestão pública local, conforme estabelecido pelo grupo de trabalho definido como “Revitalização Urbana”, que integrou a Agenda 2015, para a (re) produção espacial da área central de Teresina, visto pelas estratégias, conflitos e realidades efetivadas e suas implicações para os agentes e da dinâmica do recorte. Diante das discussões propostas, adotou-se a dialética como método de abordagem, associada aos procedimentos compostos pela pesquisa de referencial teórico, observações diretas individuais assistemáticas e sistemáticas, entrevistas estruturadas com representantes da Prefeitura Municipal e dos demais agentes. Foi efetivada ainda a testagem, a aplicação de questionários em formulários, integrados por questões abertas e de múltipla escolha, adotando a amostra aleatória simples e por área. O conjunto de dados obtidos foi apresentado em forma escrita, associado a gráficos, quadros, mapas e ao registro fotográfico., relacionando-os aos teóricos do tema. Os resultados mostram que a Agenda 2015 foi composta por contradições desde a elaboração, revelando a inobservância de demandas requeridas pelo plano diretor. Os reflexos da atuação desigual podem ser observados nas estratégias concretizadas consubstanciadas nas intervenções realizadas. Ademais os dados indicam que os agentes envolvidos nesse processo e na (re) produção desse recorte, reconhecem aspectos positivos das ações, mas também demandas compreendidas como negativas para o desenvolvimento das atividades na área central. Esse recorte assume papeis diversos para os agentes pesquisados, relacionados especialmente às funções que atraem fluxos de diferentes bairros e/ou municípios. Conclui-se que a área central ainda recebe fluxos significativos diariamente reinterando o seu papel para a cidade e diante do conjunto de proposições elencadas na Agenda 2015, apenas uma parcela pontual foi efetivada, refletindo a existência de prioridades na execução de projetos, gerando implicações para os agentes, mediante a construção de infraestrutura. Essa realidade gera novos questionamentos quando pensadas as intervenções na área ventral sob a ótica de questões como as ambientais, a manutenção de irregularidades e a fiscalização, as dificuldades para uma gestão efetivamente compartilhada, os desafios de concretização de ações que envolvam as relações intermunicipais, além dos debates que se constituem em torno da revisão da Agenda 2015.  

     

2013
Descrição
  • RAIMUNDO NUNES PIMENTEL NETO
  • A representação social de Geografia pelas professoras e  professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental

     

  • Orientador : JOSELIA SARAIVA E SILVA
  • Data: 09/09/2013
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  • Em conformidade com a Lei 9.394/96, as professoras e os professores que não tiveram uma formação inicial (Graduação) em Geografia, mas em Pedagogia, têm a licença para lecionar aquela disciplina nos anos iniciais do Ensino Fundamental – sobretudo do 2º ao 5º anos. Esta é uma realidade que predomina nas escolas municipais de Teresina-PI, e é um fato que gera conflito, produtor de representação social. Os(as) professores(as) executam o seu ofício tendo como subsídio a representação social de Geografia construída ao longo de sua vivência/experiência educacional com essa disciplina, e esta representação tende a não contribuir para o bom desenvolvimento dos conteúdos geográficos nos anos inicias. Isto fica patente quando se observa que os alunos ao chegarem ao 6º ano daquele mesmo nível de ensino, apresentam, frequentemente, uma significativa deficiência referente àqueles conhecimentos geográficos que deveriam lhes proporcionar uma leitura crítica do mundo. Nosso objetivo, portanto, quanto à presente pesquisa, foi evidenciar o conteúdo e a estrutura da representação social de Geografia articulada pelas professoras e pelos professores que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nas escolas públicas municipais de Teresina. Tomamos como fundamento para a análise a Teoria das Representações Sociais inaugurada por Serge Moscovici, porém dando ênfase a uma de suas teorias complementares, a Teoria do Núcleo Central, formulada por Jean-Claude Abric. Metodologicamente, por se tratar de uma pesquisa qualitativa, utilizamos dois questionários para a coleta de dados – um cultural e socioeconômico e outro em que aplicamos a Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP). Os dados foram analisados à luz das teorias citadas,  com a utilização do software EVOC, criado por Pierre Vergès e seus colaboradores e valendo-se da análise categorial de conteúdo proposto por Bardin (1979). Os resultados revelaram que a maioria dos(as) professores(as) enfrentam grandes dificuldades para lecionar a disciplina Geografia, e que estas residem fundamentalmente na ausência de domínio de conteúdos e metodologias específicos desta disciplina, por isso têm apoiado  as suas práticas no uso do livro didático, visto como recurso indispensável no cotidiano da escola. Tal atitude acaba por conduzir os sujeitos à prática de um tipo predominante de aula, baseado, sobretudo, no método expositivo e com a realização de atividades de caráter estritamente mnemônico. O conteúdo e a estrutura da representação de Geografia apontaram para a articulação de significados centralmente identificados com os postulados das concepções tradicionais do pensamento geográfico, girando em torno, principalmente das categorias Terra e espaço.

     

  • CARLOS JARDEL ARAUJO SOARES
  • TRÁFICO DE DROGAS EM TERESINA-PI: PRÁTICAS TERRITORIAIS NO BAIRRO MORRO DA ESPERANÇA

  • Orientador : CARLOS SAIT PEREIRA DE ANDRADE
  • Data: 30/07/2013
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  • Esta Dissertação apresenta o resultado da pesquisa, como exigência final do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFPI, intitulado Tráfico de drogas em Teresina-PI: práticas territoriais no Bairro Morro da Esperança, sob a justificativa de que a prática do tráfico de drogas, ao tomar para si o espaço e transformá-lo em território, passa a exercer relações de poder, e constrói uma rede de fluxo de informações e matérias peculiares à sua prática. Esta relação de poder foi desenvolvida em conjunto com a prática do tráfico de drogas nos territórios constituídos no Bairro Morro da Esperança, constituindo, deste modo, nosso objeto de estudo. Ressalte-se que o objetivo geral da dissertação é compreender como ocorrem as relações de poder, os fluxos de informações e matérias no território, a partir da prática do tráfico de drogas, no local mencionado. Para cumprir esta meta, pretendemos atingir os seguintes objetivos específicos: apresentar os fundamentos teóricos e metodológicos da pesquisa com o tráfico de drogas; construir o painel do histórico do tráfico de drogas no mundo e no Brasil; identificar as áreas da cidade de Teresina que apresentam o maior número de territórios usados na prática do tráfico de drogas, entre os anos de 2009 a 2012; e analisar a prática do tráfico de drogas no bairro supracitado na perspectiva das categorias conceituais de território, poder e redes. A metodologia da pesquisa tem por base o método dialético, em razão da natureza do trabalho e dos objetivos propostos. Elegemos como procedimentos técnicos a análise documental e entrevista. Assinale-se que a proposta de desenvolver a pesquisa por meio da técnica de análise documental e entrevistas justifica-se pelo fato de os dados institucionais sobre o tema serem pouco divulgados e de duvidosa confiabilidade. Assim, coube às técnicas complementarem uma a outra, na intenção de gerar uma margem de confiabilidade mais abrangente à pesquisa. Na primeira seção da pesquisa foi desenvolvida uma reflexão dos conceitos de território e poder, aproximando os conceitos com temática do tráfico de drogas. A segunda seção foi desenvolvida com base na construção do painel-histórico do tráfico de drogas no mundo e no Brasil, por meio de levantamentos bibliográficos e da análise de documentos institucionais internacionais, relatório mundial sobre o tráfico de drogas, elaborado e publicado pela ONU a partir de 1999, e os relatórios anuais da Polícia Federal do Brasil, publicados a partir de 2002. A terceira seção foi marcada pela construção do painel e perfil do tráfico de drogas na cidade de Teresina com base na análise de documentos sobre o tráfico da cidade, catalogados pela Delegacia Especializada de Prevenção e Repressão a Entorpecentes (DEPRE). A quarta seção refere-se à análise do painel histórico, organizacional e territorial do tráfico de drogas do Bairro Morro da Esperança, construído também com base no levantamento de informações sobre o tráfico local por meio da técnica da entrevista.  

  • MARIA PEREIRA DA SILVA XAVIER
  • O CONCEITO DE ESPAÇO GEOGRÁFICO NA PRÁTICA DOCENTE EM GEOGRAFIA NO ENSINO MÉDIO

  • Orientador : ARMSTRONG MIRANDA EVANGELISTA
  • Data: 19/07/2013
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  • O presente trabalho intitulado O conceito de Espaço Geográfico na prática docente em Geografia no Ensino Médio, tem como objetivo precípuo analisar a concepção de espaço geográfico do professor de Geografia do ensino médio da rede estadual de ensino atuante no município de Teresina. É um trabalho que segue a abordagem qualitativa, fundamentando-se principalmente em Ludke e André (2012), Gil (2011), Alves-Mazzotti e Gewandsznajder (1998) e Bogdan e Biklen (1994). Na coleta de dados os instrumentais utilizados foram observação semi-estruturada, entrevista e questionário. A sustentação teórica no campo da educação tomou como base a obra de Vigotsky (2001, 2008) ao se referir à construção de conceitos científicos na escola. Para o estudo e compreensão do conceito de espaço geográfico buscou-se apoio em Santos (1977, 1980, 1997a, 1997b, 2008), Corrêa (2006), Haesbaert (2010), Massey (2008) e Sposito (2004), Moreira (2010). A opção pela obra de Milton Santos ocorreu porque se compreende espaço geográfico como social e dinâmico em contínua (re) construção. No tocante ao ensino de geografia tomou-se como referências teóricas os trabalhos de Cavalcanti (2005, 2002), Kaercher (1997, 2011), Oliveira (2001), Pontuschka (2002,) Vesentini (1992) e Castrogiovanni (2011), bem como teses e dissertações relacionadas ao ensino de geografia na atualidade, destacando-se os trabalhos de Silva (2010a), Silva (2010b), Medeiros (2010) Andreis (2009), Evangelista (2000, 2007), Silva (2003, 2007). Quanto ao objetivo principal da pesquisa notou-se convergência para o que preconiza a literatura sobre o ensino de conceitos em geografia. Os professores tiveram dificuldade em externar a concepção de espaço geográfico e seus conceitos correlatos de forma mais sistemática, apresentando-os de maneira difusa e com pouca densidade científica, inclusive misturando pontos de vista. Isso foi corroborado pela triangulação de informações sobre aspectos formativos e socioculturais, denotando a importância da formação contínua e da necessária atualização e revisão conceitual. Evidenciou-se ainda que quanto aos aspectos pedagógicos o quadro e o livro didático foram os recursos mais utilizados pelos professores, enquanto a cópia no quadro e a exposição oral são as atividades didáticas predominantes, apesar de constatar-se a realização de outras com menor frequência. Portanto, a pesquisa aponta para a necessidade de incremento e articulação da relação conteúdo-método, visando ressignificar a educação geográfica no Ensino Médio, potencializando o estudo dos conceitos-chave da área.

     

  • MARIA DE FÁTIMA MACEDO LANDIM
  • A transformação do espaço rural de Petrolina (PE) e o agronegócio: Núcleo de Moradores - 7 em questão 

  • Data: 30/04/2013
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  • A presente pesquisa tem como objetivo analisar a transformação do espaço rural de Petrolina (PE) à luz do agronegócio, incrementado a partir da  implantação do perímetro irrigado Nilo Coelho, com ênfase no Núcleo de Moradores-7, um dos seus núcleos de irrigação. No contexto das novas relações rural/urbano, a análise estendeu-se ao espaço urbano de Petrolina. Considerou-se como pressuposto teórico a compreensão das novas dinâmicas de organização do espaço rural no Semiárido pela moderna agricultura na emergência do desenvolvimento integrado e de sua inserção no mercado globalizado dinamizado pelo agronegócio, enfatizando o papel desempenhado pelo Estado, mercado e demais agentes sociais envolvidos. A metodologia utilizada fundamentou-se no método dialético. A construção teórica perpassou pela pesquisa bibliográfica, acrescida pela documental e de campo. Na busca de pressupostos que respondessem aos questionamentos suscitados o referencial teórico sustentou-se na discussão da dinâmica de organização do rural brasileiro contextualizando-a em diferentes escalas têmporo-espaciais e paradigmas de desenvolvimento, levantando questões sobre território, região, políticas regionais, redes, vendo suas imbricações com o urbano, valendo-se das contribuições de diferentes teóricos. A partir dessas interpretações concluiu-se que a modernização do campo e a difusão do agronegócio promoveram a reestruturação do espaço rural de Petrolina, em que pese o Núcleo de Moradores -7, alterando seu perfil socioprodutivo, padrão demográfico e suas relações de trabalho, propiciando mudanças de consumo e de comportamento, evidenciando um novo rural em construção.

  • RENE PEDRO DE AQUINO
  •  Vulnerabilidade Ambiental dos compartimentos morfopedológicos de trecho do alto Banabuiu - CE.
  • Orientador : GUSTAVO SOUZA VALLADARES
  • Data: 29/04/2013
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  • O presente trabalho teve como objetivos caracterizar a relação solo-paisagem na região do alto Banabuiu, Sertão Central do Ceará, a partir de uma abordagem sistêmica, identificando diferentes unidades de paisagem, aqui denominados de compartimentos morfopedológicos, e avaliando seus graus de vulnerabilidade natural, bem como os riscos de degradação frente ao uso das terras. Para o alcance dos objetivos propostos foi realizado o mapeamento geomorfológico e o mapeamento dos solos, tendo por base a utilização dos recursos de sensoriamento remoto e sistemas de informações geográficas (SIG), além das inspeções de campo.  O mapa de vulnerabilidade natural do Sertão Central do Ceará foi gerado a partir de um método multicritério aditivo, utilizando um algoritmo do tipo média ponderada aplicado para a definição de posições territoriais ao longo de um eixo integrador das unidades territoriais. Para tanto foram atribuídos pesos e notas para gelologia, declividade, geomorfologia e solos. Como resultado, foram identificados cinco graus de vulnerabilidade natural: baixa, moderada, alta, muito alta e altíssima, representando 10,10%, 44,87%, 19,52%, 12,59% e 11,82% respectivamente da área de estudo. Para a elaboração do mapa de risco de degradação foi realizada a sobreposição do mapa de vulnerabilidade natural ao mapa de uso e cobertura das terras, utilizando a mesma metodologia. Como resultado, constatou-se que 2,97%, 25,83%, 35,57%, 17,10% e 15,60% das terras da área de estudo apresentam risco de degradação baixo, moderado, alto, muito alto e altíssimo, respectivamente, revelando uma forte pressão antrópica sobre os recursos naturais.

  • MARIA FRANCISCA SILVA DE OLIVEIRA
  • Geografia e poesia: Diálogo possível no ensino da Geografia Escolar.

     
  • Orientador : CARLOS SAIT PEREIRA DE ANDRADE
  • Data: 29/04/2013
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  • A presente pesquisa analisa as práticas pedagógicas mediadas pelo uso da poesia como um recurso didático não convencional aplicado à Geografia escolar no ensino Médio, abordando o diálogo interdisciplinar da ciência geográfica com a literatura, em especial com o gênero poético, evidenciando assim, a relevância de trabalhos nessa perspectiva de colocar em pauta as discussões sobre a aproximação da Geografia com outras áreas do conhecimento. São apresentadas as referências que fundamentam a pesquisa, destacando os autores que discutem o diálogo geográfico interdisciplinar e a incorporação de textos poéticos na pratica de ensino de Geografia, bem como suas visões e proposições sobre a importância da poesia na construção de metodologias que propiciem trabalhar os conteúdos geográficos de forma dinâmica e atrativa. Considerando que a Geografia nas últimas décadas recorre a diferentes mecanismos metodológicos na tentativa de aproximar o ensino da realidade do aluno e possibilitar uma aprendizagem significativa, intenciona-se refletir no viés da interdisciplinaridade, mediante a pesquisa colaborativa com professores e alunos do Ensino Médio, como a poesia pode contribuir na compreensão dos conteúdos de Geografia e funcionar como um recurso facilitador da aprendizagem. Espera-se que a referida pesquisa, fomente discussões sobre a importância da construção de metodologias aplicadas ao ensino de Geografia, a partir do uso do texto poético na sala de aula para promover a aprendizagem dos conteúdos geográficos, e que esta, possa ainda contribuir para o desenvolvimento e publicação de futuros trabalhos no âmbito da Geografia Escolar.

     
  • FRANCYSCO RENATO ANTUNES LOPES
  • Da argila se molda o homem: O artesanato do Poti Velho e a espacialização da cultura local.

  • Orientador : JOSE LUIS LOPES ARAUJO
  • Data: 26/04/2013
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  • O presente trabalho consiste em uma investigação da relação entre o artesanato produzido no bairro Poti Velho em Teresina com a configuração da paisagem local sob a perspectiva da Geografia Cultural através de três aspectos investigativos: cultura como herança; cultura e as relações institucionalizadas; e cultura e coesão social (comunidade). O bairro apresenta elementos históricos importantes por ter sido o local de instalação da cidade de Teresina e por há décadas ser uma referência na produção artesanal local, regional e nacional. Dentro das categorias espaciais a paisagem foi selecionada por contemplar a relação homem meio e a produção resultante disso, no caso específico a cultural. Objetivou-se analisar como a configuração da paisagem local contribuiu com a produção artesanal do bairro Poti Velho, além de elencar os processos de relação das peças com a espacialização, a forma como a paisagem e seus elementos influenciaram o artesanato e as mudanças na comunidade em decorrência das atividades artesanais. A entrevista semiestruturada foi o método escolhido para coletar dados dos sujeitos da pesquisa, os artesãos, e de outras fontes de informações diretamente ligadas ao tema. Constatou-se que a produção artesanal é influenciada diretamente pela paisagem, pois a matéria prima extraída nos arredores do local é usada na confecção de artefatos, posteriormente comercializados gerando renda e meios de sobrevivência para os artesãos e suas famílias. Através do artesanato e da sua importância, houve alterações na paisagem local em 2006 com a construção do Polo Cerâmico do bairro, realizada com parceiros apoiadores da comunidade artesã. Averiguou-se também que a próxima modificação na paisagem local será a reurbanização da área através do Programa Lagoas do Norte, projeto polêmico que influenciará diretamente o artesanato local ao propor modificações na lagoa onde é extraída a argila para confecção de peças, pondo fim a retirada da matéria-prima. Sugeriu-se a necessidade de diálogos contemplativos aos interesses de ambos os lados, respeitando a cultura e a identidade social da comunidade em questão.

     
  • WESLEY PINTO CARNEIRO
  • Planejamento regional e urbano no Território dos Cocais: um estudo de caso da gestão urbana em Barras (PI)

  • Orientador : ANTONIO CARDOSO FACANHA
  • Data: 25/04/2013
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  •  A presente pesquisa trata do planejamento regional e urbano e da gestão do espaço urbano nas cidades pequenas do Território dos Cocais, especificamente um estudo de caso da gestão urbana em Barras, por meio da discussão da regionalização dos Territórios do Desenvolvimento e dos instrumentos de planejamento e gestão urbana, indicando os limites e desafios da gestão em Barras. Observou-se, nesse contexto, que, a expansão urbana desordenada não é problemática somente das grandes e médias cidades, e sim, mais recentemente, este processo está em curso também nas cidades pequenas, afetando a qualidade de vida dos citadinos. Para tanto, foram necessários, o entendimento da discussão teórica dos conceitos de planejamento e gestão com enfoque no regional e no urbano, a partir da abordagem dos modelos de planejamento propostos para o Brasil, Nordeste e Piauí. Desenvolveu-se o estudo de caso de Barras, no que diz respeito à expansão urbana da cidade e a relação com o meio ambiente, analisando a ocupação desordenada por parte da população nas áreas de risco de inundação. Questionou-se, de que forma a gestão urbana está incorporada a dimensão ambiental na cidade através do uso ou não dos instrumentos urbanos contidos no Estatuto da Cidade, principalmente, como está à questão do plano diretor, e os desafios e limites da gestão no âmbito regional e urbano. Dessa forma, utilizou-se como procedimentos metodológicos a pesquisa bibliográfica, a pesquisa documental e a pesquisa de campo. Além disso, foram realizadas entrevistas aos moradores de cinco bairros da cidade, e a dois ex-gestores do município de Barras. Como resultado, observou-se, que as cidades pequenas incorporaram a dinâmica da expansão urbana desordenada, acarretando uma série de problemas, em que a gestão seja local ou regional não está conseguindo resolver, devido a falta de um planejamento regional e urbano adequado. Conclui-se, que a falta de um planejamento e gestão mais eficaz tem contribuído para aumentar os problemas urbanos na cidade de Barras.

  • JOSENETE ASSUNÇÃO CARDOSO
  • Aspectos físicos e conflitos decorrentes do uso das terras da Microbacia do Riacho do Roncador em Timon - MA

  • Orientador : CLAUDIA MARIA SABOIA DE AQUINO
  • Data: 22/04/2013
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  • A crescente demanda e os elevados índices de degradação e desperdício têm contribuído para escassez da água doce, tanto em quantidade quanto em qualidade. Este problema torna-se mais grave se considerarmos que apenas 3% deste recurso são acessíveis ao homem. Estes fatos justificam a partir dos anos de 1980, o considerável número de publicações, pesquisas e estudos envolvendo a bacia hidrográfica como unidade de análise ambiental tendo como finalidade a sustentabilidade deste sistema. Neste contexto os estudos em microbacias hidrográficas têm contribuído na aquisição de dados e informações que irão subsidiar ações de planejamento em nível local. O objetivo deste trabalho consiste em gerar e disponibilizar dados e informações referentes à microbacia hidrográfica do riacho do Roncador (MBRR) localizada no município de Timon (MA), a fim de subsidiar ações de planejamento ambiental. Para isto realizou-se i) identificação das características físicas da área, ii) identificação das características de sua rede de drenagem, iii) identificação dos usos e cobertura das terras, iv) identificação das APP’s na microbacia e v) identificação dos conflitos decorrentes dos usos. Para a caracterização da drenagem empregou-se os parâmetros morfométricos reunidos em Christofoletti (1980), sendo eles: a Hierarquia fluvial, a Densidade de drenagem (Dd), a Densidade de rios (Dr), o Fator de forma (Kf), o Coeficiente de compacidade (Kc), o Índice de sinuosidade (Is), o Coeficiente de manutenção (Cm), a Extensão do percurso superficial (Eps) e a Razão de Relevo (Rr). A identificação dos usos e cobertura das terras partiu de sua vetorização em imagens do Google Earth. Os critérios do Código Florestal e resoluções do CONAMA nortearam a identificação das APP’s. A identificação dos conflitos partiu da sobreposição do mapa dos usos e cobertura das terras e do mapa de APP’s. Os resultados revelaram que, nas condições atuais de conservação, a MBRR apresenta drenagem dentrítica, com um rio conseqüente. Embora possua área de 200,2km2 é uma microbacia de 3ª ordem, com baixa ramificação de canais e tendência mediana para inundação. A MBRR possui baixa capacidade de gerar novos cursos d’água e boa infiltração favorecida pela cobertura vegetal, pelas características dos solos (latossolos) e predominância de relevo plano a suave ondulado. As classes de uso e cobertura das terras da MBRR foram: Cobertura vegetal, Loteamento, Agricultura, Água, Mineração, Solo exposto, Edificação rural/urbana, Indústria e Reflorestamento. Dentre estas, a classe Cobertura vegetal apresentou-se a mais expressiva (70%), seguida da classe Loteamento (17,4%) e Agricultura (4,6%) revelando uma área relativamente conservada, com intensa especulação imobiliária e presença de áreas agrícolas de subsistência. Ao todo, a MBRR possui 9,2 km2 de APP’s, considerando as APP’s de nascente, margens e reservatórios naturais e artificiais. Desta área total de APP’s, 2,6 km2 estão em desacordo com a legislação ambiental. Os conflitos de uso e cobertura das terras revelaram alguns problemas ambientais, dentre eles: o desvio, canalizações e barramentos de corpos d’água, supressão da mata ciliar, processos erosivos, contaminações à água, desmatamentos, queimadas e incêndios. A aquisição de dados através do emprego das geotecnologias, bem como as relações entre os condicionantes físicos discutidos a partir da abordagem sistêmica forneceram contribuição inestimável para realização desta pesquisa.

  • RODRIGO DA SILVA RODRIGUES
  • Planejamento urbano em Teresina: Análise das projeções de expansão urbana.

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS VELOSO FILHO
  • Data: 19/04/2013
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  • O tema do Planejamento Urbano é de relevância ímpar para a sociedade contemporânea na medida em que não se admite mais que as cidades se desenvolvam à revelia. A tarefa de se realizar e discutir sobre essa atividade não cabe mais apenas aos urbanistas, como outrora, mas sim a muitas outras áreas do conhecimento que ao fazerem suas leituras dos ambientes urbanos, contribuem para uma compreensão bem mais ampla das cidades. A Geografia tem um papel de destaque nessa reflexão, na medida em que é responsável pela análise de uma instância central da sociedade: a dimensão espacial. Diante disso, essa pesquisa se propõe a analisar o diagnóstico e as projeções da expansão urbana de Teresina-PI presentes nos planos urbanos elaborados para essa cidade. Para tanto, buscou-se realizar uma reflexão sobre o Planejamento Urbano no mundo e no Brasil e de sua relação com a Geografia; fazer o levantamento dos Planos Urbanos elaborados para Teresina: o Plano Diretor Local Integrado (1969), o Plano Estrutural de Teresina (1977), o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (1983), o II Plano Estrutural de Teresina (1988), e ainda, o Plano Diretor de Teresina - Plano de Desenvolvimento Sustentável - Teresina Agenda 2015 (2006); e ainda, discutir a concepção geral de cada um destes documentos no que tange ao diagnóstico e às projeções do crescimento urbano da cidade. Para dar subsídios teóricos para a análise que se fez ao longo do trabalho, nos valemos de pesquisas bibliográficas, tanto em fontes acadêmicas quanto em institucionais, com destaque para os próprios planos urbanos, nosso objeto do estudo. Em seguida, foi feito a análise deste material, em especial, os planos urbanos de Teresina, onde tentamos identificar as concepções gerais referentes aos diagnósticos e aos prognósticos da expansão urbana nestes documentos, quer estes estejam expressos explícito ou implicitamente. Percebemos durante as análises dos diagnósticos realizados que alguns vetores tiveram participação importante para a expansão da cidade. Elementos como a instalação de empreendimentos importantes, a abertura de importantes eixos viários e a implantação de conjuntos habitacionais se destacam em todos os diagnósticos realizados pelos planos. De forma geral, a partir da época que foram elaborados planos pra cidade, esta cresceu especialmente nos sentidos Leste (área mais valorizada da cidade) e Sul (área destinada aos conjuntos habitacionais e população de baixa renda), em detrimento do sentido Norte, onde existem obstáculos físico-naturais que se constituem gargalos à expansão naquela direção. Entretanto, desde o fim da década de 1980, investimentos, em especial, na política habitacional, fizeram a cidade crescer também neste sentido. Quanto às projeções propostas para expansão urbana que cada plano traz, observamos que nos dois primeiros planos, projetava-se a expansão nos sentidos Leste e Sul, enquanto que não havia um direcionamento proposto para a Zona Norte, entretanto, nos dois últimos planos, em especial o último, não há nenhuma diretriz muito específica para expansão da cidade em um determinado sentido. De maneira geral, os dois últimos planos trazem apenas diretrizes gerais como a descentralização da cidade e a ocupação dos vazios urbanos.



Dissertações/Teses Antigas
2013
Descrição
  • RODRIGO DA SILVA RODRIGUES
  • PLANEJAMENTO URBANO EM TERESINA: ANÁLISE DAS PROJEÇÕES DE EXPANSÃO URBANA
  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS VELOSO FILHO.
  • Ano: 2013
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  • O tema do Planejamento Urbano é de relevância ímpar para a sociedade contemporânea na medida em que não se admite mais que as cidades se desenvolvam à revelia. A tarefa de se realizar e discutir sobre essa atividade não cabe mais apenas aos urbanistas, como outrora, mas sim a muitas outras áreas do conhecimento que ao fazerem suas leituras dos ambientes urbanos, contribuem para uma compreensão bem mais ampla das cidades. A Geografia tem um papel de destaque nessa reflexão, à medida em que é responsável pela análise de uma instância central da sociedade: a dimensão espacial. Diante disso, essa pesquisa se propõe a analisar o diagnóstico e as projeções da expansão urbana de Teresina-PI presentes nos planos urbanos elaborados para essa cidade. Para tanto, buscou-se realizar uma reflexão sobre o Planejamento Urbano no mundo e no Brasil e de sua relação com a Geografia; fazer o levantamento dos planos urbanos elaborados para Teresina: o Plano de Desenvolvimento Local Integrado (1969), o Plano Estrutural de Teresina (1977), o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (1983), o II Plano Estrutural de Teresina (1988), e ainda, o Plano Diretor de Teresina - Plano de Desenvolvimento Sustentável - Teresina Agenda 2015 (2006); e ainda, discutir a concepção geral de cada um destes documentos no que tange ao diagnóstico e às projeções do crescimento urbano da cidade. Para dar subsídios teóricos para a análise que se fez ao longo do trabalho, valemo-nos de pesquisas bibliográficas, tanto em fontes acadêmicas quanto em institucionais, com destaque para os próprios planos urbanos, nosso objeto do estudo. Em seguida, foi feita a análise deste material, em especial, os planos urbanos de Teresina, onde tentamos identificar as concepções gerais referentes aos diagnósticos e aos prognósticos da expansão urbana nestes documentos, quer estes estejam expressos explícito ou implicitamente. Percebemos durante as análises dos diagnósticos realizados que alguns vetores tiveram participação importante para a expansão da cidade. Elementos como a instalação de empreendimentos importantes, a abertura de importantes eixos viários e a implantação de conjuntos habitacionais se destacam em todos os diagnósticos realizados pelos planos. De forma geral, a partir da época que foram elaborados planos para cidade, esta cresceu especialmente nos sentidos Leste (área mais valorizada da cidade) e Sul (área destinada aos conjuntos habitacionais e população de baixa renda), em detrimento do sentido Norte, onde existem obstáculos físico-naturais que se constituem gargalos à expansão naquela direção. Entretanto, desde o fim da década de 1980, investimentos na política habitacional fizeram a cidade crescer também neste sentido. Quanto às projeções propostas para expansão urbana que cada plano traz, observamos que nos dois primeiros projetava-se a expansão nos sentidos Leste e Sul, enquanto que não havia um direcionamento proposto para a Zona Norte, entretanto, nos dois últimos planos, em especial o último, não há nenhuma diretriz muito específica para expansão da cidade em um determinado sentido. De maneira geral, os dois últimos planos trazem apenas diretrizes gerais como a descentralização da cidade e a ocupação dos vazios urbanos.
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