A pesquisa investigou o processo de trabalho do Serviço Social nas Unidades de Pronto
Atendimento de Teresina, focando nas particularidades regionais e nas especificidades do
Sistema Único de Saúde municipal. O estudo examinou as dinâmicas institucionais das UPAs,
incluindo fluxos organizacionais, políticas internas e articulação com outros serviços de
saúde, e como esses aspectos impactam a prática profissional cotidiana. Além disso, analisou
as condições de trabalho enfrentadas pelas assistentes sociais, visando entender os desafios e
as demandas desse contexto. A pesquisa se insere no contexto da saúde pública, reconhecendo
a saúde como um direito universal, conforme estabelecido pela Constituição Federal de 1988.
A partir dessa base, o trabalho do/a assistente social é essencial para enfrentar as
desigualdades sociais que afetam o acesso à saúde, com ênfase na integralidade e na
intersetorialidade. A pesquisa propõe um olhar crítico sobre a evolução do SUS, destacando a
tensão entre os avanços conquistados e os desafios impostos pelas reformas neoliberais, que
enfraqueceram o caráter universal e igualitário do sistema de saúde. A análise também
explorou o impacto da contrarreforma do Estado nas políticas sociais, enfatizando a Saúde,
bem como a Política de urgência e emergência, área na qual as UPAs estão inseridas. O
objetivo foi analisar o processo de trabalho do Serviço Social nas UPAS de Teresina, focando
nas condições de trabalho, as práticas profissionais e os desafios enfrentados no atendimento
às demandas emergenciais. Metodologicamente o estudo se baseou em uma abordagem
qualitativa, com pesquisa bibliográfica e documental e com aplicação de questionários
fechados e entrevistas semiestruturadas com as 11 assistentes sociais das UPAs de Teresina.
A análise dos dados revelou insights importantes sobre as condições de trabalho, as demandas
sociais atendidas, funcionamento institucional, além do referencial teórico-metodológico
utilizado pelas assistentes sociais. Com esta pesquisa, foi possível identificar os principais
desafios enfrentados pelas assistentes sociais, como as condições de trabalho precárias e a
sobrecarga de demandas. A pesquisa destacou como as dinâmicas institucionais, a
fragmentação da rede de serviços e os fluxos organizacionais rígidos impactam a atuação
profissional, dificultando a implementação de um atendimento integral e humanizado. Além
disso, evidenciou a importância da atuação intersetorial e da articulação com outros serviços
públicos, essenciais para garantir o acesso aos direitos sociais. A pesquisa também contribui
para a construção de um novo olhar sobre a categoria, sugerindo melhorias nas condições de
trabalho e na qualificação das intervenções das assistentes sociais, sempre alinhadas aos
princípios do SUS e ao projeto ético-político da profissão. Destarte, a pesquisa corrobora para
o preenchimento da lacuna existente na literatura sobre o Serviço Social nas UPAs de
Teresina, oferecendo subsídios para a formulação de políticas públicas que visem melhorar a
qualidade dos atendimentos e as condições de trabalho dos profissionais. Ao final, reforça a
importância do trabalho das assistentes sociais no SUS, destacando sua função essencial na
promoção de uma saúde integral e equitativa, e no fortalecimento da cidadania e da justiça
social.