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Banca de QUALIFICAÇÃO: MÁRCIA REGINA GALVÃO DE ALMEIDA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MÁRCIA REGINA GALVÃO DE ALMEIDA
DATA: 14/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala Virtual
TÍTULO: VOZES QUE (RE)EXISTEM DE MULHERES QUILOMBOLAS NO TERRITÓRIO MARINHEIRO: interseccionalidade, protagonismo e políticas públicas para permanência no território.
PALAVRAS-CHAVES: Mulheres quilombolas. Protagonismo. Resistência. Interseccionalidade. Serviço Social.
PÁGINAS: 266
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Serviço Social
RESUMO:

Esta tese analisa as estratégias de (re)existência articuladas pelas mulheres quilombolas do Quilombo Marinheiro, em Piripiri, Piauí, em suas lutas pela permanência no território, preservação da memória, da cultura e efetivação das políticas públicas. Parte- se da compreensão de que suas experiências são atravessadas pelo racismo estrutural, patriarcado, capitalismo e cisheteronormatividade, que produzem desigualdades e opressões articuladas, mas também mobilizam práticas coletivas de resistência, organização e afirmação identitária. A pesquisa tem como problema central compreender: como as  mulheres quilombolas da Comunidade Marinheiro constroem estratégias de (re)existência na defesa do território, na preservação de suas práticas culturais e no enfrentamento das opressões interseccionais de raça, gênero e classe, e quais desafios essa realidade impõe ao assistente social na garantia de direitos dessas comunidades? O objetivo geral é compreender essas estratégias de resistência a partir de uma abordagem interseccional que articula raça, gênero e classe, evidenciando seus modos de organização coletiva e suas lutas pela garantia de direitos. Busca ainda identificar a formação histórica do Quilombo Marinheiro; analisar a atuação das mulheres frente às opressões interseccionais; refletir sobre os desafios ético-políticos do Serviço Social em territórios quilombolas; compreender as percepções das mulheres sobre essa atuação profissional; e analisar a importância da questão étnico-racial quilombola na formação do assistente social. A investigação possui abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, orientada pelo materialismo histórico-dialético, compreendendo a realidade social em sua historicidade, contradições e processos de transformação. Adota como estratégia metodológica a pesquisa-ação participativa, inspirada em Brandão (2014), entendendo o conhecimento como construção coletiva, dialógica e comprometida com a transformação social. O estudo dialoga com as contribuições de Lélia Gonzalez (2020) sobre memória, identidade, oralidade e consciência histórica na produção de saberes das populações negras, tensionando epistemologias que historicamente invisibilizaram suas experiências. A interseccionalidade constitui categoria analítica transversal, permitindo compreender as articulações entre raça, gênero e classe na produção das desigualdades e nas estratégias de resistência. A produção das informações articulou pesquisa bibliográfica, documental e de campo, com inspiração etnográfica, utilizando observação participante, diário de campo, registros audiovisuais e entrevistas abertas e semiestruturadas realizadas com oito mulheres quilombolas. A análise das narrativas fundamentou-se na Interpretação de Sentidos, possibilitando compreender os significados atribuídos pelas participantes às suas experiências históricas, culturais e políticas. Os resultados evidenciam o protagonismo das mulheres quilombolas na defesa do território, preservação da ancestralidade, transmissão de saberes e mobilização por direitos. Suas estratégias de (re)existência expressam práticas de cuidado, liderança feminina, fortalecimento identitário e resistência às desigualdades que atravessam seus corpos e territórios. A pesquisa reafirma a interseccionalidade como instrumento analítico e ético-político do Serviço Social antirracista, comprometido com os direitos coletivos e o reconhecimento de mulheres quilombolas, povos e comunidades tradicionais como sujeitos políticos e produtores de saberes.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - 032.***.***-03 - CLARICE DA COSTA CARVALHO - UFF
Presidente - 021.***.***-23 - ELAINE FERREIRA DO NASCIMENTO - UFPI
Interno - 2418655 - MARIA DO SOCORRO DA SILVA ARANTES
Externo à Instituição - 550.***.***-91 - MARIA RAIMUNDA PENHA SOARES - UFF
Notícia cadastrada em: 22/07/2026 08:28
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