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Banca de QUALIFICAÇÃO: ARACELLY BRUNA FARIAS CELESTINO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ARACELLY BRUNA FARIAS CELESTINO
DATA: 28/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma gloogle meet.
TÍTULO: ENTRE A PROVÍNCIA E O IMPÉRIO: O Piauí na Confederação do Equador e a construção de sua memória histórica
PALAVRAS-CHAVES: História; Confederação do Equador; Piauí; Estado imperial; Memória e historiografia.
PÁGINAS: 116
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO:

Esta dissertação analisa a experiência política da Confederação do Equador no Piauí e os modos pelos quais ela foi documentada, interpretada e incorporada à memória histórica. O objeto articula a circulação e a apropriação de ideias, notícias, emissários e projetos políticos no eixo Pernambuco– Ceará–Piauí, com ênfase nas adesões, resistências e negociações ocorridas na província entre 1824 e 1825, e a construção historiográfica dessa experiência nas publicações do centenário de 1924 e do ciclo do bicentenário iniciado em 2024. O objetivo é compreender como as propostas confederativas foram reelaboradas por sujeitos piauienses e convertidas em conflitos sobre a autoridade provincial, a Constituição e a organização do Estado, bem como investigar de que maneira documentos e narrativas posteriores definiram o lugar do Piauí na história do movimento. O recorte histórico principal estendese de 1817 a 1825, abrangendo a Revolução Pernambucana, a Independência e a crise constitucional do Primeiro Reinado; para a análise historiográfica, amplia-se aos séculos XX e XXI. Adota-se uma abordagem qualitativa e histórico-documental, combinando crítica externa e interna das fontes, reconstrução cronológica, análise dos vocabulários políticos, acompanhamento de redes e trajetórias e comparação historiográfica mobilizando contribuições entre autores como Roger Chartier (1990), Michel de Certeau (1982), José Murilo de Carvalho (1990), Maurice Halbwarchs (2006) entre outros. O corpus reúne ofícios, correspondências, proclamações, registros administrativos e requerimentos produzidos entre 1822 e 1825, sobretudo no Arquivo Público do Estado do Piauí e nas coletâneas de Anísio Britto (1922); textos normativos e impressos políticos, como a Constituição de 1824 e o Typhis Pernambucano; e obras de Abdias Neves (2019), Ulysses Brandão (1924), revistas de institutos históricos e produções do bicentenário. Sustenta-se que a participação piauiense não constituiu reflexo periférico de decisões tomadas em Pernambuco ou no Ceará, pois os projetos confederativos foram apropriados segundo conflitos, expectativas e vínculos locais, enquanto a repressão conduzida por Manuel de Sousa Martins participou da consolidação da autoridade imperial. Demonstra-se, ainda, que as comemorações e a escrita da história reconfiguraram personagens, escalas e sentidos do movimento, ampliando, no bicentenário, o reconhecimento do Piauí e de outros sujeitos. Ao articular acontecimento, cultura política, formação do Estado, memória e historiografia, a pesquisa compreende a Confederação como processo interprovincial e campo duradouro de disputas sobre o passado. Esta pesquisa foi desenvolvida com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), por meio de bolsa de mestrado.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2367712 - FRANCISCO DE ASSIS DE SOUSA NASCIMENTO
Interno - 1783526 - FRANCISCO GLEISON DA COSTA MONTEIRO
Presidente - 1551249 - JOHNY SANTANA DE ARAUJO


Cadastrada em: 20/08/2026
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