Notícias

Banca de DEFESA: ESTELYTA HANNA GUEDES RODRIGUES MORAIS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ESTELYTA HANNA GUEDES RODRIGUES MORAIS
DATA: 06/02/2023
HORA: 09:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO: EU SOBREVIVI: NARRATIVAS DE MULHERES SOBREVIVENTES DAS TENTATIVAS DE FEMINICÍDIO NO PIAUÍ
PALAVRAS-CHAVES: Feminicídio. Mulheres. Gênero. Violência de gênero. Piauí.
PÁGINAS: 166
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Serviço Social
RESUMO:

Conhecer a realidade do feminicídio para buscar os meios necessários para alterá-la. É fundado
nesse pensamento, que a presente dissertação promoveu um amplo diálogo entre as bases
teóricas que cercam as categorias mulheres, gênero, violência de gênero e f eminicídio, e as
narrativas das mulheres sobreviventes das tentativas de feminicídio no Piauí. Seu objetivo
principal foi analisar a realidade das tentativas de feminicídio no Piauí através das narrativas de
mulheres sobreviventes. Os objetivos específicos consistiram em: pesquisar os principais
autores que estudam a violência contra as mulheres, o feminicídio e as tentativas de feminicídio,
considerando os aspectos históricos, políticos, econômicos e sociais; buscar os dados
estatísticos referentes aos números de feminicídio, tentados e consumados no estado do Piauí;
analisar os marcadores sociais das mulheres vítimas de feminicídio tentados e consumados no
estado (raça, faixa etária, ocupação); investigar os serviços especializados no atendimento às
mulheres em situação de violência presentes no Piauí. A relevância desta pesquisa concentra-se na visibilidade dada às narrativas de mulheres sobreviventes do feminicídio, permitindo as
mesmas serem reconhecidas e, mais que isso, assumirem o papel de protagonistas de suas
próprias histórias. Quando uma mulher morre, sua história é contada por terceiros, quando
sobrevive é ela quem conta. A pesquisa de caráter exploratório e de natureza qualitativa, utilizou
o método Narrativas de Vida, criado na França por Daniel Bertaux. Neste método, a participante
conta suas vivências com liberdade, sem interferência da pesquisadora, exceto quando forem
necessários os direcionamentos para a pesquisa. O estudo se ancorou no uso de fonte secundária
de informação, oriunda da pesquisa bibliográfica, documental e da base de dados SSP/PI,
SIMP/PI, DATASUS, que se constituíram em fonte de informação complementar. Na pesquisa
de campo, quatro mulheres foram convidadas a participar de entrevistas narrativas não
estruturadas, que visaram encorajar e estimular as participantes a contarem algo sobre os
acontecimentos relacionados às tentativas de feminicídio. Os resultados apontaram que o Piauí
ainda está imerso em uma cultura machista e patriarcal, que outorga poder irrestrito aos homens,
para atuar sobre o comportamento, corpo e vida das mulheres. As tentativas de feminicídio,
investigadas na presente pesquisa por meio das narrativas de mulheres sobreviventes,
decorreram das relações de opressão, exploração e hierarquia que naturalizam o comportamento
de dominação/exploração das mulheres pelos homens e permitem o ataque às suas integridades
físicas e mentais. Nos casos analisados, as diversas e contínuas violências perpetradas pelos
seus ex-parceiros íntimos, resultaram nas tentativas de assassinato, que aconteceram tanto em
espaços privados como públicos. Nas quatro narrativas apresentadas, a motivação para a prática
do feminicídio foi a não aceitação do término do relacionamento. Tendo em vista que a
construção do conhecimento é constante e que ele não se esgota, esperamos que esse estudo
possa servir de incentivo para que outras pesquisas a respeito da temática sejam feitas no Brasil,
com o foco na visibilidade e na elaboração de estratégias, de fato, efetivas que poderão compor
na luta contra o feminicídio.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 074.769.218-10 - CIRLENE APARECIDA HILARIO DA SILVA OLIVEIRA - UFPI
Interno - 2259811 - ROSILENE MARQUES SOBRINHO DE FRANÇA
Externo à Instituição - TATIANA MACHIAVELLI CARMO DE SOUZA - UFCAT
Notícia cadastrada em: 26/01/2023 09:55
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb06.ufpi.br.instancia1 24/04/2024 12:43