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Banca de DEFESA: JORDOA MOREIRA LEITE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JORDOA MOREIRA LEITE
DATA: 14/08/2023
HORA: 09:00
LOCAL: Auditorio de Pós-Graduação - CCHL
TÍTULO: INTERSECCIONALIDADE E POLÍTICAS PÚBLICAS: UMA ANÁLISE DA POLÍTICA DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES EM SÃO JOÃO DO SÓTER - MARANHÃO
PALAVRAS-CHAVES: Estado. Violência contra Mulheres. Interseccionalidade. Classe, Raça e Gênero.
PÁGINAS: 163
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Serviço Social
RESUMO:

A presente dissertação teve como objetivo analisar a atuação da Secretaria das mulheres da cidade de São João do Sóter, município no interior do estado do Maranhão, partindo desde o início da sua estruturação e implementação até as ações realizadas para as mulheres. Para guiar a nossa análise foi traçado um percurso metodológico embasado nas ciências sociais aplicadas, pois acreditamos a importância de trazer as/os sujeitas/os da pesquisa para o centro do estudo a partir das suas vivências. O tipo da pesquisa se caracterizou como exploratória e de abordagem qualitativa, realizada inicialmente por intermédio da pesquisa bibliográfica, documental e empírica tomando-se como base, dentre outros, as seguintes autoras: Lélia Gonzalez, Françoise Vergès, Beatriz Nascimento, Carla Akotirene, Patrícia Hill Collins, Maria Lugones, Lourdes Maria Bandeira e Sueli Carneiro, dentre outras. Essas autoras discutem a interseccionalidade e a decolonialidade que são as bases deste trabalho, pois levamos em consideração os eixos raça/etnia, gênero e classe. A interseccionalidade foi escolhida como ferramenta de análise, pois uma das formas no qual ela pode ser utilizada é pensando como os diferentes eixos de opressão atravessam os diferentes grupos presentes em nossa sociedade, e no caso desta pesquisa utilizamos para pensar as diferentes mulheres que são afetadas pelas violências e qual o papel das políticas para as mulheres na prevenção e no combate. Além disso, incluímos a discussão do território para refletir como as políticas públicas para as mulheres atuam em diferentes espaços. A pesquisa de campo com o levantamento dos dados empíricos foi realizada na Secretaria das Mulheres, na qual selecionamos 04 sujeitas/os que atuavam como servidoras/es na política. Os instrumentos selecionados para a coleta de dados no campo foram a observação e a entrevista semiestruturada. Consideramos como recorte temporal o período 2019 a 2022, dois anos antes de iniciar a pandemia, e os dois anos dentro do período pandêmico, momento que ocorreu um aumento nos índices de violência de gênero. Os resultados mostraram que as políticas para as mulheres ainda precisam de um olhar prioritário na agenda dos governos. Percebeu-se que em um município de pequeno porte como São João do Sóter os recursos são mínimos para a secretaria das mulheres, o que atrapalha a efetivação completa das ações que são traçadas e elencadas no Plano Nacional de Política para as mulheres. Apesar das dificuldades, foi possível encontrar pessoas comprometidas em pôr em prática as leis e promover uma assistência integral para quem procura o serviço, principalmente as mulheres em situação de vulnerabilidade ou de violência. No que corresponde ao enfrentamento às violências, a secretaria busca articular ações que possam abranger desde as crianças até as pessoas idosas, além de levar em consideração os marcados raciais e de território para incluir as mulheres da zona rural. Consideramos essa pesquisa como uma fonte de dados importante para pensar para além das grandes metrópoles, analisando como as Políticas Públicas para as mulheres acontecem em municípios de pequeno porte.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 021.722.997-23 - ELAINE FERREIRA DO NASCIMENTO - UFPI
Presidente - 2259811 - ROSILENE MARQUES SOBRINHO DE FRANÇA
Externo à Instituição - SILVANE MAGALI VALE NASCIMENTO - UFMA
Notícia cadastrada em: 17/07/2023 15:53
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