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Banca de DEFESA: RODRIGO ITALO RODRIGUES ALMEIDA
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RODRIGO ITALO RODRIGUES ALMEIDA
DATA: 25/06/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação do CCHL
TÍTULO: ENTRE O SILÊNCIO E A DENÚNCIA: UMA ANÁLISE INTERSECCIONAL DAS VIOLÊNCIAS E DOS OBSTÁCULOS ÀS DENÚNCIAS INSTAURADAS POR TRAVESTIS E MULHERES TRANS*
PALAVRAS-CHAVES: Transfeminilidades. Transnecrobiopolítica. Interseccionalidade. Violência. Denúncia.
PÁGINAS: 240
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Serviço Social
RESUMO:

Travestis e mulheres trans* sofrem o maior número de violências dentro da comunidade trans*
no Brasil, e mesmo que os dados sejam alarmantes, o que se constata é uma elevada
subnotificação das violências transfóbicas. Entre outros diversos fatores, esse cenário está
associado principalmente à reduzida formalização de denúncias. Por isso, esta pesquisa propôs
como objetivo geral analisar os fatores que constroem obstáculos às denúncias dos diversos
tipos de violências sofridas por travestis e mulheres trans* de Teresina – PI. Estabeleceu-se um
amplo debate teórico tomando como base as epistemologias transfeministas, nomeando a
cisgeneridade e usando uma perspectiva interseccional para analisar o cenário brasileiro de
gestão da vida e da morte de pessoas trans* e travestis. Baseado no exercício conjunto da
biopolítica e da Necropolítica, propôs-se a categoria da Transnecrobiopolítica para
compreender as ações repressivas e as omissões deliberadas do Estado brasileiro. Também se
indicou a metáfora dos cruzamentos perigosos sem semáforos a fim de provocar reflexões sobre
caminhos para além desse cenário de omissão. Ademais, foi utilizada a Política Nacional de
Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (PNEVM) para a compreensão dos diversos
tipos de violência que impactam as corporalidades transfemininas. Sob o ponto de vista
metodológico, foi proposta uma pesquisa de campo, de cunho qualitativa-exploratória,
utilizando uma abordagem colaborativa crítica, com a realização de grupos focais. Para a
produção dos dados, criou-se estratégias metodológicas relacionadas ao globo espelhado, que
interligou as colaboradoras do grupo focal com a seleção das participantes, usando a técnica da
bola de neve (snowball sampling), o que resultou em três bolas de neve concomitantes e
independentes entre si. O corpus do estudo considerou as falas de nove transfeminilidades (três
do grupo focal e seis das bolas de neve). No plano empírico, foi possível obter os diversos
espaços de ocorrência da violência transfóbica, além da percepção dos obstáculos que afetam a
manifestação da vontade para a denúncia e os demais obstáculos institucionais e investigativos
enfrentados. Para a análise, a interseccionalidade também foi utilizada como ferramenta.
Concluiu-se que a violência perpassa todos os espaços de vida do grupo pesquisado, podendo
ocorrer de diversas formas, dentre as quais se destaca a violência institucional, que obstaculiza
o processo de denúncia, reflexo de uma tipificação da vítima no processo investigativo,
fomentando a descrença no trabalho da polícia, a subnotificação, o arquivamento das denúncias
e a impunidade. Este estudo enfatiza como as políticas públicas do estado do Piauí estão em
avanço, mas que existem diversos pontos que precisam avançar ainda mais, principalmente na

conscientização de alguns profissionais e da sociedade, para que haja um compromisso ético-
político com a não violência.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 823.***.***-68 - ANA KEULY LUZ BEZERRA - UFPI
Externo ao Programa - 1029069 - LETÍCIA CAROLINA PEREIRA DO NASCIMENTO
Externo à Instituição - 061.***.***-41 - MAURÍCIO DONAVAN RODRIGUES PANIZA - UFSCAR
Presidente - 016.***.***-09 - RAFAEL FERNANDES DE MESQUITA - UFPI

Cadastrada em: 15/06/2026
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