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Banca de DEFESA: LISSANDRA DE SOUSA ROCHA BARROS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LISSANDRA DE SOUSA ROCHA BARROS
DATA: 21/08/2025
HORA: 09:00
LOCAL: AUDITÓRIO DO NPPM
TÍTULO: EFEITO CARDIOVASCULAR DO MYRTENYL PELARGONATE, UM DERIVADO DO (-)-MIRTENOL POR BIOTRANSFORMAÇÃO COM FUNGOS FILAMENTOSOS: ABORDAGEM IN SILICO, IN VITRO E IN VIVO
PALAVRAS-CHAVES: Myrtenyl Pelargonate, (-)-mirtenol, biotransformação, vasorrelaxamento, estresse oxidativo, coagulação.
PÁGINAS: 102
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
SUBÁREA: Farmacologia Cardiorenal
RESUMO:

 O Myrtenyl pelargonate foi obtido por biotransformação do álcool terpeno (-)-mirtenol, realizada por fungos filamentosos Cladosporium cladosporioides. Em estudo anterior o monoterpeno (-)-mirtenol, apresentou ação hipotensora, bradicárdica e vasorrelaxante em ratos hipertensos (Mendes Neto, 2020). Este estudo teve como objetivo investigar as propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas do Myrtenyl pelargonate por meio de análises in silico, bem como avaliar seus efeitos vasorrelaxantes, antioxidantes e sobre parâmetros de coagulação em ratos espontaneamente hipertensos (SHR). Todos os protocolos foram aprovados pelo Comitê de Ética (CEUA nº 563/2019). A análise in silico foi realizada utilizando a plataforma ADMETlab para predição de propriedades biofarmacêuticas e toxicológicas, e o AutoDock (v1.5.7) para avaliação da interação do mirtenil com alvos moleculares. Os dados in sílico, apontaram uma alta absorção intestinal, ampla distribuição tecidual, metabolismo hepático estável e depuração moderada. A ancoragem molecular revelou afinidade de ligação do MP com resíduos presentes nos sítios ativos das proteínas- como o canal de cálcio tipo-L (CavL) e com a enzima NO-sitetase endotelial (eNOS). Nos ensaios de reatividade vascular in vitro, anéis de aorta torácica isolada de ratos SHR foram pré-contraídos com fenilefrina (10⁻⁵ M), seguidos da adição cumulativa do MP nas concentrações de (10⁻¹² a 3×10⁻⁴ mol/L). Observa-se que o MP, induziu vasorrelaxamento dependente da concentração tanto na presença (EC₅₀ = 8,02 × 10⁻⁸ M) quanto na ausência de endotélio (EC₅₀ = 7,23 × 10⁻⁸ M), sem diferença estatística (p > 0,05). Em anéis de aorta pré-contraídos com KCl (80 mmol/L), o MP promoveu vasorrelaxamento dependente da concentração (p<0,05), com EC₅₀ de (7,04 × 10⁻⁸ M). E reverteu a contração induzida por ativador de Cav-L (S)-(-)-Bay K 8644 (10-5M), de forma concentração-dependente (p<0,05), com EC₅₀ de (8,07 × 10⁻⁸ M). Nos experimentos in vivo, o tratamento oral com MP na dose de (12,5 mg/kg por 7 dias) promoveu redução significativa dos níveis de malondialdeído (MDA) no tecido cardíaco, com efeito semelhante ao do Captopril (20 mg/kg), sem alterações nos níveis de glutationa reduzida (GSH). Também foi observada redução nos níveis de nitrito, possivelmente relacionada à interação inibitória com a eNOS, conforme previsto in silico. A avaliação glicêmica demonstrou ausência de alterações nos níveis de glicose durante o tratamento. A avaliação dos parâmetros de coagulação não revelou alterações significativas nos tempos de protrombina (TP), tromboplastina parcial ativada (TTPA) e razão normalizada internacional (INR). Conclui-se que o MP, apresenta perfil farmacológico promissor para o manejo da hipertensão, com efeito vasorrelaxante associado à inibição dos canais CavL, ação antioxidante relevante e não interferência na hemostasia secundária.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2617696 - ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
Externo à Instituição - 003.***.***-01 - JOUBERT AIRES DE SOUSA - UESPI
Interno - 1560969 - ROSIMEIRE FERREIRA DOS SANTOS
Notícia cadastrada em: 24/07/2025 10:15
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