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Banca de DEFESA: GAUBELINE TEIXEIRA FEITOSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GAUBELINE TEIXEIRA FEITOSA
DATA: 21/12/2016
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório PPGEnf
TÍTULO: NARRATIVAS DE MULHERES QUE VIVENCIARAM O PROCESSO PARTURITIVO EM UM CENTRO DE PARTO NORMAL
PALAVRAS-CHAVES: Enfermeira Obstetra. Parto Humanizado. Serviços de Saúde.
PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

Com a implantação do modelo tecnocrático na assistência obstétrica brasileira, o parto se transformou de um evento fisiológico para um acontecimento patológico e favorável para realização de intervenções muitas vezes desnecessárias. Nesse sentido a mulher perdeu sua autonomia e protagonismo no processo parturitivo, além de contribuir para que país atingisse elevadas taxas de cesariana e morbimortalidade materna e neonatal. Assim desde a década de 80, o país busca modificar essa realidade e instituir a humanização do parto. Desse modo estimula a inserção de enfermeiras obstetras no cenário do nascimento e criação de Centros de Parto Normal (CPNs). Os objetivos deste estudo foram compreender as narrativas de vida das mulheres que vivenciaram o processo parturitivo em um Centro de Parto Normal e discutir atuação da enfermeira obstetra durante o trabalho de parto e parto normal. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que utilizou o método Narrativa de Vida e foi desenvolvida no Centro de Parto Normal de uma maternidade de referência situada em Teresina – PI, com a participação de 20 puérperas. A técnica utilizada para a produção dos dados foi entrevista narrativa e análise foi realizada conforme o referencial metodológico de Bertaux. Foram elaboradas as seguintes categorias: A importância do acompanhante no processo parturitivo; Atuação da enfermeira obstetra e o uso de tecnologias não invasivas de cuidado; A vivência do parto no Centro de Parto Normal; A ressignificação do parto normal e o medo da cesariana. As participantes deste estudo relataram que a presença do acompanhante durante o processo parturitivo proporcionou segurança, tranquilidade, apoio emocional e físico, tornando a vivência do parto prazerosa. Destaca-se que as enfermeiras obstetras estimularam a participação ativa do acompanhante no decorrer do trabalho de parto e parto normal. Com relação as enfermeiras obstetras, as mulheres reconheceram a importância das mesmas, ao proporcionarem um cuidado delicado, carinhoso e centrado em suas necessidades. Afirmam a paciência destas profissionais em aguardar a evolução do parto, além do diálogo estabelecido, a realização de orientações e o uso de tecnologias não invasivas de cuidado que promoveram o relaxamento e o alívio da dor. Ao considerar a vivência do parto no Centro de Parto Normal, valorizaram a estrutura, privacidade, e conforto proporcionado por estes estabelecimentos. Realizaram comparações com partos anteriores ocorridos em outros locais, e esta vivência atual contribuiu para desfazer marcas que foram deixadas pelo recebimento de uma assistências desumanizadas em experiências passadas. Descrevem o medo da cesariana e que a dor do parto normal é intensa, porém suportável e momentânea. Assim, a partir das narrativas, concluiu-se que a vivência do parto no Centro de Parto foi uma experiência para mulheres, que este ambiente promove uma assistência humanizada e contribui para a revalorização do parto pela sociedade. E que a enfermeira obstetra é uma profissional qualificada, que presta um cuidado holístico e individualizado, como também proporciona autonomia e protagonismo das mulheres no decorrer do processo parturitivo.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 6422772 - BENEVINA MARIA VILAR TEIXEIRA NUNES
Presidente - 6422171 - INEZ SAMPAIO NERY
Externo à Instituição - KLEYDE VENTURA DE SOUZA - UFMG
Interno - 1167659 - SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
Notícia cadastrada em: 09/12/2016 10:28
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