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Banca de QUALIFICAÇÃO: TATYANNE SILVA RODRIGUES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: TATYANNE SILVA RODRIGUES
DATA: 24/11/2017
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório PPGEnf
TÍTULO: COMPORTAMENTO DE CONDUTORES DE MOTOCICLETAS ENVOLVIDOS EM ACIDENTES DE TRÂNSITO
PALAVRAS-CHAVES: Acidentes de Trânsito. Comportamento. Motocicletas. Ferimentos e Lesões. Condução de veículo.
PÁGINAS: 104
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

Os acidentes de trânsito têm sido considerados como umproblema de saúde pública negligenciado, não apenaspelos ferimentos e lesões aos quais condutores e passageiros estão expostos, mas também por apresentarem um significativo impacto nos recursos financeiros para o sistema de saúde, visto que morrem cerca de um milhão de pessoas por essa causa, a cada ano. Entre os altos índices de mortalidade no trânsito, nas últimas décadas, houve um aumento considerável de vítimas em acidentes de motocicletas, fato que pode ser justificado, pela facilidade de aquisição, baixo custo de manutenção e agilidade desse tipo de veículo. Assim, o presente estudo tem como objetivo analisar o comportamento adotado por condutores de motocicletas que favorecem a ocorrência de acidentes de trânsito. Trata-se de um estudo transversal desenvolvido em um hospital de urgência, referência no atendimento a vítimas de trauma, na cidade de Teresina, capital do estado do Piauí. Participaram da pesquisa 360 condutores de motocicletas vítimas de acidentes de trânsito, que foram entrevistados para caracterização sociodemográfica e do acidente e aplicação da Escala do Comportamento no Trânsito para Motociclistas, no período de dezembro de 2016 a abril de 2017. Os dados foram codificados e analisados no software Statistical Package for Social Sciences - 21.0, sendo realizadas análises, estatísticas descritivas nos dados sociodemográficos e dos acidentes, a partir da distribuição de frequência e percentuais, medidas de posição e dispersão. Realizou-se a analise fatorial e de componentes principais para validação dos dados da escala. Para as variáveis quantitativas, foi aplicado o teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov, para verificar a aderência à distribuição normal, que determinou que os dados não apresentam distribuição normal, sendo assim, utilizou-se os testes estatísticos não-paramétricos: U de Mann Whitney e Kruskal Wallis, com nível de significância fixado em p ≤ 0,05. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, com parecer número 1.806.555. As características sociodemográficas dos 360 condutores de motocicletas, mostraram que a média de idade foi de 35,5 (dp: 12,5), sendo que 56,4% pertenciam às faixas etárias de 30 a 59 anos, 90% eram do sexo masculino, de cor parda (63,3%) e solteiros (44,2%). Em relação à escolaridade, 45% e 43,6 dos motociclistas possuíam ensino fundamental e médio completo/incompleto, respectivamente. Quanto a fonte de renda, 39,4% exerciam trabalhos autônomos e 25,6%, trabalhavam remunerados com carteira assinada, dos quais 62,2%, apresentavam renda individual de um a três salários mínimos.No que se refere ao uso da motocicleta, 61,1%, não possuíam CNH, 77,2% tinham motocicleta própria, com mais de 10 anos de condução (39,2%), seguido de 5-7 anos (21,9%). Em sua maioria, as motocicletas possuíam entre 125-150 cilindradas (76,1%). Os motociclistas não faziam uso de álcool no momento do acidente (75,6%), mas usavam equipamentos de proteção (63,6%). O uso da motocicleta em 92,5% dos condutores, não foi de forma profissional, considerando que 97,6% dos entrevistados não eram motoboys/ mototaxistas.Dentre os 13 fatores de risco e proteção identificados, os comportamentos mais recorrentes, de acordo com cada fator, foram: nível de atenção; domínio da motocicleta; erros no trânsito; e erros não previsíveis. Ao relacionar os comportamentos identificados com as características sociodemográficas e do acidente de trânsito, observou-se que os motociclistas de <18 anos apresentam o pior comportamento quando comparado com os de 18 a 29 anos; de 30 a 59 anos e > 59 anos. Ao analisar o comportamento dos motociclistas em relação ao sexo feminino e o masculino, verificou-se que não houve diferenças significativas. A cor branca e os analfabetos apresentaram melhores comportamentos nos fatores de risco, enquanto que os solteiros tiveram os piores comportamentos nesses fatores. Os motociclistas que possuem carteira de habilitação ou em andamento possui melhor comportamento para os fatores de proteção e derisco, assim como, os que possuem motocicletas própria. Quanto ao uso de álcool no momento do acidente, os motociclistas que faziam o uso, apresentavam o pior comportamento para o fator de risco. Já, quanto ao uso de equipamentos de proteção no momento do acidente, os que faziam o uso destes, apresentaram melhor comportamento em relação aos fatores de proteção, no entanto, também tinham o pior comportamento para os fatores de risco. Verificou-se ainda, que os motociclistas profissionais apresentam os piores comportamentos em relação aos fatores de risco e que a correlação entre os comportamentos dos motociclistas e as regiões corpóreas de membros superiores e inferiores, atingidas no momento do acidente, mostrou que que não houve diferença significativa do acometimento da região de membros superiores, com nenhum dos fatores de risco e proteção, porém, houve significância para os tiveram lesões em membros inferiores, com os fatores de risco. Nesse contexto, torna-se importante estudar o comportamento dos condutores para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes de acordo com os diferentes tipos de comportamentos observados no trânsito, para desenvolver ações de adequadas ao tratamento dos comportamentos relacionados a ocorrência de acidentes.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2334938 - ANA MARIA RIBEIRO DOS SANTOS
Interno - 1792859 - ELAINE MARIA LEITE RANGEL ANDRADE
Externo ao Programa - 1551620 - MARIA ZELIA DE ARAUJO MADEIRA
Externo à Instituição - REGINA MÁRCIA CARDOSO DE SOUSA - USP
Notícia cadastrada em: 13/11/2017 08:35
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