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Banca de DEFESA: CARLA DANIELLE ARAUJO FEITOSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CARLA DANIELLE ARAUJO FEITOSA
DATA: 05/02/2018
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório PPGEnf
TÍTULO: AFASTAMENTOS POR DEPRESSÃO: um estudo com trabalhadores do Piauí
PALAVRAS-CHAVES: Saúde do Trabalhador. Previdência Social. Licença Médica. Depressão.
PÁGINAS: 82
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

Introdução: o adoecimento mental entre trabalhadores tem se configurado como a terceira causa de afastamento do trabalho. A Organização Mundial da Saúde prevê que em 2020 a depressão seja a segunda causa de afastamentos laborais por doença no mundo. Objetivo: analisar a ocorrência de afastamentos das atividades laborais motivados pela depressão. Método: estudo transversal, analítico, com coleta retrospectiva, realizado na sede do Instituto Nacional do Seguro Social do município de Teresina – Piauí, com os dados de 2267 trabalhadores afastados por depressão no recorte temporal de 2010 a 2015. A coleta de dados ocorreu no período de março a maio de 2017, fez-se uso de formulário construído com base nas variáveis presentes no Sistema Único de Informações de Benefícios. Utilizou-se para as análises o software Statistical Package for the Social Science versão 20.0 e o software R versão 3.2.5. Foram realizadas análises descritivas (frequências, medidas de tendência central e de dispersão), bivariadas (teste qui-quadrado de Pearson e teste exato de Fisher) e multivariadas (regressão logística). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí com o parecer nº 1.827.564. Resultados: entre os 2267 trabalhadores afastados, houve predomínio de indivíduos do sexo feminino (63,6%), com idade igual ou superior a 50 anos (44,2%), procedentes da capital do Piauí (47,9%), com renda variando de 1 a 2 salários mínimos (77,1%), com procedência de origem urbana (80,9%) e com único afastamento (80,9%). Os afastamentos únicos foram motivados por episódio depressivo leve (24,5%), e o benefício concedido para a expressiva maioria foi o auxílio-doença previdenciário (94,3%). Entre os trabalhadores que se afastaram mais de uma vez (19,1%), a principal causa foi o transtorno depressivo recorrente, episódio atual leve (21,9% para o primeiro afastamento, 27,6% para o segundo, 32,4% para o terceiro, 35,3% para o quarto); e quanto ao benefício também predominou o auxílio-doença previdenciário (95,2% para o primeiro afastamento, 68,2% para o segundo, 62,9% para o terceiro, 52,9% para o quarto e no quinto afastamento, 66,7%). Destaca-se que houve associação estatisticamente significante entre o tempo total de afastamento (<60 dias e ≥60 dias) com a faixa etária, a renda e a clientela; bem como com os subtipos de depressão: episódio depressivo leve; episódio depressivo grave com sintomas psicóticos; transtorno depressivo recorrente, episódio atual leve e transtorno depressivo recorrente, episódio atual grave com sintomas psicóticos. Conclusão: Considera-se que a presente pesquisa pode ampliar o conhecimento acerca dos afastamentos sobre a depressão, bem como se acredita que os dados apresentados serão importantes para contribuir com a implementação de ações voltadas à saúde mental dos trabalhadores.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2221112 - MARCIA ASTRES FERNANDES
Interno - 2335983 - MARCIA TELES DE OLIVEIRA GOUVEIA
Externo à Instituição - MARIA DE OLIVEIRA FERREIRA FILHA - UFPB
Interno - 1167764 - TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
Notícia cadastrada em: 13/12/2017 10:45
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