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Banca de QUALIFICAÇÃO: SANGELA MEDEIROS DE LIMA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SANGELA MEDEIROS DE LIMA
DATA: 18/03/2013
HORA: 15:00
LOCAL: Sala de reuniões do Departamento de Enfermagem
TÍTULO:

SOROPREVALÊNCIA DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE B EM USUÁRIOS DE CRACK NO PIAUÍ

 


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave: Hepatite B. Crack/cocaína. Imunização. Estudos soroepidemiológicos.


PÁGINAS: 78
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
SUBÁREA: Enfermagem de Saúde Pública
RESUMO:

INTRODUÇÃO: As hepatites virais encontram-se entre as mais relevantes doenças transmissíveis endêmico-epidêmicas, devido a sua distribuição universal, heterogeneidade socioeconômica e altas taxas de morbimortalidade. A Hepatite B é uma doença infecciosa viral, que tem como agente etiológico um vírus DNA, da família hepadnaviridae. A infecção pelo vírus da hepatite B (VHB) pode ser considerada uma das principais causas de doença aguda e crônica do fígado. OBJETIVO:investigar a soroprevalência de Hepatite B e os fatores associados em usuários de crack nos CAPSad do Estado do Piauí. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, transversal que foi desenvolvido por meio de um inquérito soroepidemiológico, realizado no período de novembro 2011 a maio de 2012, com 353 usuários de crack cadastrados no CAPSad do Piauí. Os dados foram digitados e analisados com a utilização do software SPSS versão 17.0. Foram realizadas análises univariadas, por meio de estatísticas descritivas simples e bivariadas. RESULTADOS: Predominou o sexo masculino (84,1%), com média de idade 29,4 anos, solteiros (68,6%), renda pessoal até um salário mínimo (24,6%). Quanto ao consumo do crack, o tempo de uso foi acima de 37 meses (52,4%), com frequência de uso diário (55,8%). A lata foi o material mais utilizado para fabricação do cachimbo (54,1%), o qual era compartilhado pela maioria (72,2%). Quanto ao padrão de consumo de outras drogas 13% fizeram uso de drogas injetáveis, 56,8% não compartilharam agulha/seringas, 82,7% fizeram uso de bebida alcoólica e 95,8% de outras drogas. Em relação ao comportamento sexual, 78,2%costumavam ter relações sexuais somente com mulheres, (40,5%) se relacionando com apenas um parceiro, (53,8%) faziam uso frequente de camisinha. A troca de sexo por dinheiro foi o mais relatado (17,0%). Transfusão sanguínea foi relatado por (91,2%), uso de tatuagem (59,2%). Em relação as informações que possuíam sobre a infecção, (69,4%), ouviram falar da hepatite B, porém, apenas (14,4%) sabiam a forma de transmissão, e (59,8%) não sabiam da existência da vacina. Quanto aos marcadores sorológicos (1,7%) foi reagente para HBsAg, (6,8%) para o anti-HBc total, (0,8%) para o anti-HBcIgM e (18,7%) para o anti-HBs. No tocante à situação vacinal baixa cobertura. Houve associação estatisticamente significativa entre o Anti-Hbc e os marcadores HBsAG, anti-HBcIgM, anti-HBS (p=0,01). CONCLUSÃO: Os achados ressaltam a necessidade de implementar políticas públicas votadas ao usuário de crack, tanto relacionadas com as praticas preventivas do uso da droga quanto a sexualidade, afim de que, cada vez mais, os usuários de drogas se conscientizem dos danos que a droga e o comportamento sexual de risco pode causar em suas vidas.

 


 

 

 

 

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1167726 - CLAUDETE FERREIRA DE SOUZA MONTEIRO
Externo à Instituição - ELBA GOMIDE MOCHEL. - UFMA
Presidente - 1167764 - TELMA MARIA EVANGELISTA ARAUJO
Notícia cadastrada em: 14/03/2013 09:24
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