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Banca de DEFESA: PAULA LIMA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAULA LIMA DA SILVA
DATA: 14/05/2020
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório PPGEnf
TÍTULO: FATORES ASSOCIADOS À PERDA DO SEGUIMENTO DE GESTANTES EXPOSTAS À SÍFILIS
PALAVRAS-CHAVES: Perda de seguimento; Sífilis; Gestantes. Transmissão vertical.
PÁGINAS: 82
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

Estima-se a ocorrência de mais de um milhão de casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) por dia, mundialmente. Em relação a sífilis, trata-se de um grave problema de saúde pública, considerando prevalências elevadas e de difícil controle e persistência em diversas populações. O estudo teve como objetivo analisar os fatores associados à perda do seguimento clínico em gestantes expostas à sífilis. Pesquisa analítica, abordagem quantitativa realizada no município de Teresina – PI, no período de maio a dezembro de 2019, com 73 gestantes com diagnóstico de sífilis. Foi utilizado um formulário, validado quanto a face e conteúdo, com variáveis sociodemográficas, comportamento sexual, características clínicas, adesão ao tratamento da gestante e parceria sexual. Primeiramente foi realizado um levantamento e seleção das Unidades Básicas de Saúde; aplicabilidade do instrumento de coleta de dados em relação as variáveis de interesse e o desfecho da gestação, até 42 dias pós-parto. Os dados foram processados pelo programa SPSS, versão 25.0. Foram utilizados os testes exato de Fisher e teste de qui-quadrado de Pearson para testar associação entre a perda de seguimento com as variáveis relativas a características sociodemográficas, comportamentais, clínicas e sífilis na gestação. O nível de significância estabelecido foi de 0,05 e nível de confiança de 95% em todos os testes. As variáveis que obtiveram valor de p menor que 0,05 nos testes bivariados foram utilizadas no modelo de regressão logística múltiplo, para obtenção da força, Odds Ratio (OR) para explicar a perda de seguimento. Do total de 73 gestantes com diagnóstico de sífilis, a idade média foi de 27 anos e desvio padrão de 6,3 anos. A perda de seguimento ocorreu em 48(65,7%) participantes. Desse total 22(45,8%) tinham de 21 a 30 anos, 43(58,9%) menos de 12 anos de estudo, 69(94,5%) se autodeclaram de cor não branca com perda de seguimento de 44(91,7%), renda percapta foi menos de um salário mínimo em 61(93,9%) das participantes com perda de seguimento em 39(95,1%) e 56(76,7%) sem trabalho remunerado (valor de p = 0,248). A perda do seguimento apresentou associação significativa com as variáveis ter companheiro afetivo (p=0,012), diagnóstico feito no primeiro trimestre de gestação (p=0,041), inicio do tratamento no momento do diagnóstico (p=0,023) e pré-natal realizado por dois profissionais, médico(a) e enfermeiro(a) (p=0,039). Desse modo, o estudo mostrou baixa prevalência da sífilis em gestantes adultas jovens e empobrecidas com elevado desfecho desfavorável. A análise dos fatores associados a perda do seguimento em gestantes identificou que ter um companheiro afetivo, iniciar o tratamento no momento do diagnóstico e no primeiro trimestre tem significância estatística em relação a redução da perda do seguimento. Recomenda-se o planejamento de estratégias para alcance do manejo da sífilis de qualidade, capacitação profissional contínua, com foco na melhoria do tratamento do parceiro, rastreamento de casos de sífilis gestacional ainda no primeiro trimestre e possibilidades de discussão da temática com profissionais da área da saúde para com vista a eliminação da transmissão vertical. 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2792239 - ANDREIA RODRIGUES MOURA DA COSTA VALLE
Interno - 1167658 - MARIA ELIETE BATISTA MOURA
Externo à Instituição - MARLI TERESINHA GIMENIZ GALVÃO - UFC
Presidente - 2364966 - ROSILANE DE LIMA BRITO MAGALHAES
Notícia cadastrada em: 06/05/2020 14:07
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