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Banca de QUALIFICAÇÃO: DANIEL GALENO MACHADO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DANIEL GALENO MACHADO
DATA: 17/02/2014
HORA: 16:30
LOCAL: Sala de Reunião do Departamento de Enfermagem
TÍTULO:

 

CRAVING EM USUÁRIOS DE CRACK SOB TRATAMENTO DO ESTADO DO PIAUÍ


PALAVRAS-CHAVES:


 

Enfermagem. Saúde. Mental. Comportamento Aditivo


PÁGINAS: 68
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

O craving constitui-se no desejo intenso de utilizar uma específica substância, o qual, deve ser uma variável importante no tratamento da dependência química. No caso específico do craving por crack, o craving é descrito pelos usuários como incontrolável, de uso compulsivo, com padrão diário de consumo, implicando na interrupção e manutenção do tratamento da droga. Objetivo: Traçar o nível de craving em usuários de crack sob tratamento do estado do Piauí. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, transversal de abordagem quantitativa com uma amostra de 331 usuários de crack sob tratamento que foi desenvolvido por meio da aplicação de um questionário com dados socioeconômicos e da escala Cocaine Craving Questionnaire-Brief (CCQ-B) entre os meses de outubro de 2012 a junho de 2013. Para processamento e análise estatística dos dados utilizou-se o programa SPSS 18.0 para o Windows. A análise estatística incluiu os Testes não-paramétricos de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis. Resultados: A amostra constitui-se da maioria do sexo masculino (88,5%), faixa etária de 21 a 30 anos (46,8%), com religião (86,4%), solteiros (65,9%), ensino fundamental incompleto (41,7%), pardos (57,1%), procedente de Teresina (79,2%) e renda familiar entre 1 a 3 salários mínimos (47,4%). Quanto aos dados relacionados ao comportamento do usuário de crack em razão do uso, a faixa etária na qual onde mais se experimentou crack pela primeira vez foi entre os 17 a 20 anos (48,9%), uso de crack nos últimos 12 meses (86,7%), uso de crack com bebidas alcoólicas (69,5%), uso de crack fora de controle informado como “às vezes” (46,2%), quantidades maiores de crack para ter o efeito desejado (84,0%), parou de usar crack e não conseguiu (78,5%), facilidade em conseguir crack (97,0%), comprou na última vez que usou (76,7%), não realizou crimes motivados por drogas (55,9%) e já foi detido (57,7%). O nível de craving por crack na amostra estudada mostrou a maioria como craving grave (42,0%), seguidos de craving moderado (27,2%), craving mínimo (17,8%) e craving leve (13,0%). Houve associação de craving com a raça (p=0,018), uso de crack fora de controle (p<0,001), quantidades maiores de crack para ter o efeito desejado (p=0,037) e parou de usar crack e não conseguiu (p=0,006).


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1167726 - CLAUDETE FERREIRA DE SOUZA MONTEIRO
Externo à Instituição - LILIANA MARIA LABRONICI - UFPR
Interno - 1167764 - TELMA MARIA EVANGELISTA ARAUJO
Notícia cadastrada em: 13/02/2014 08:35
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