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Banca de DEFESA: ANDREIA ALVES DE SENA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANDREIA ALVES DE SENA SILVA
DATA: 26/02/2015
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do PPGEnf
TÍTULO:

PREVALÊNCIA DE HEPATITE B E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS EM INTERNOS NO SISTEMA PRISIONAL DO ESTADO DO PIAUÍ


PALAVRAS-CHAVES:

Hepatite B, Prisões e Fatores de risco


PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

INTRODUÇÃO: O confinamento estimula práticas que aumentam o risco de

transmissão de doenças infecciosas tanto pelos comportamentos sexuais

inadequados como pelo uso de drogas. A hepatite B destaca-se como um dos

agravos mais prevalentes na população prisional, em decorrência das condições de

vida do recluso. OBJETIVO: Investigar a prevalência de Hepatite B e fatores

associados em internos dos presídios do Estado do Piauí. METODOLOGIA: Trata-se

de uma pesquisa, epidemiológica, do tipo transversal, realizada nas unidades

prisionais que possuíam regime fechado ou semiaberto (n=12). A coleta de dados

ocorreu no período de novembro/2013 a maio/2014, por meio da realização de

aconselhamento e entrevista, seguida da testagem rápida para Hepatite B (HBsAg).

Os dados foram digitados e analisados com a utilização do software SPSS versão

20.0. Foram realizadas análises descritivas simples, bivariadas e multivariadas,

utilizando-se da Regressão Logística com o valor de p fixado em 0,05.

RESULTADOS: Dos 2.131 participantes do estudo, 92,8% eram do sexo masculino,

48,6% estavam na faixa etária de 23 a 32 anos, com média de estudo de 6,3 anos e

renda pessoal média de R$789 reais. Sobre o consumo de álcool e outras drogas,

78,7% dos participantes confirmaram o uso de bebidas alcóolicas e 57,6%

afirmaram utilizar algum tipo de droga. Quanto à exposição de risco parenteral,

55,0% compartilharam material perfurocortante (lâminas e material de

manicure/pedicure), 60,4% tinham tatuagem e 13,9% usavam piercing. Dentre as

práticas sexuais de risco, identificou-se o não uso de preservativo, e a utilização de

bebidas e/ou drogas antes das relações, como também a prática homossexual.

Quanto às informações sobre hepatite B, 75,4% não possuía nenhuma informação.

Na pesquisa por antígenos específicos para hepatite B, 11 (0,5%) testes rápidos

foram reagentes para o HBsAg circulante. Houve associação estatisticamente

significativa entre a prevalência de hepatite B e as variáveis: não gosta de usar

camisinha (ORa=3,63) e sabe como prevenir DST (ORa=5,02). CONCLUSÃO:

Considerando a situação de vulnerabilidade à hepatite B, da amostra investigada,

ações preventivas e de educação em saúde relacionadas à citada infecção e outras

DST devem ser fortalecidas. Os órgãos responsáveis pelo planejamento das ações

de saúde voltadas à população prisional devem implementar o Plano Nacional de

Saúde no Sistema Penitenciário existente e traçar medidas condizentes com as

características encontradas nos encarcerados.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1792859 - ELAINE MARIA LEITE RANGEL ANDRADE
Externo ao Programa - 2364966 - ROSILANE DE LIMA BRITO MAGALHAES
Externo à Instituição - SHEILA ARÚJO TELES - UFG
Presidente - 1167764 - TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
Notícia cadastrada em: 06/02/2015 15:59
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