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Banca de DEFESA: IVALDA SILVA RODRIGUES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: IVALDA SILVA RODRIGUES
DATA: 26/03/2015
HORA: 09:30
LOCAL: Auditório de Enfermagem
TÍTULO:

VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA: realidades e desafios


PALAVRAS-CHAVES:

Maus-Tratos ao Idoso. Violência. Idoso. Enfermagem


PÁGINAS: 108
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

O envelhecimento é um processo natural de diminuição progressiva da reserva funcional das pessoas. Além dos fenômenos naturais, como as modificações fisiológicas e patologias consideradas típicas da velhice, o idoso também está passível à violência, o que tem provocado consequências devastadoras. Este estudo objetivou analisar a violência contra a pessoa idosa cadastrada no Centro de Referência e Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa (CEVI) do município de Teresina - PI. Estudo descritivo, com abordagem quantitativa e qualitativa, desenvolvido em duas etapas. A amostra da etapa quantitativa foi constituída por 225 casos de violência; a etapa qualitativa abrangeu 17 sujeitos que foram entrevistados em seus domicílios. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Piauí. Os dados da primeira etapa foram coletados por meio de um formulário e na segunda foi utilizado um roteiro de entrevista. Os dados quantitativos foram analisados no programa Statistical Package for the Social Sciences, 18.0, e para os qualitativos, utilizou-se a análise temática. Verificou-se que a maioria dos idosos era do sexo feminino (66,2%), a média de idade foi de 76,3 (±9,5) anos, 30,7% eram analfabetos, 36% eram viúvos, 84,9% eram procedentes da capital do estado, 76,4% eram aposentados, 35,1% ganhavam até um salário mínimo. Constatou-se que 18,2% das vítimas residiam com 3 a 4 pessoas e 39,1% moravam com outros familiares. Em relação à violência sofrida pelas pessoas idosas, a maioria sofreu violência psicológica (54,7%), 84,9% foram violentados na própria residência, 94,2% das ocorrências foram em Teresina e 31,1% não moravam mais com o agressor. No que se refere às informações relativas ao agressor, 84,2% eram familiares, dentre estes, 68% eram os filhos. A média de idade foi de 42,4 (±14,8) anos e a maioria era do sexo masculino (60,4%). Foi possível a formulação de três categorias temáticas, a saber: marcas e repercussões da violência na vida das pessoas idosas; da raiva ao perdão expressado pelas pessoas idosas em relação ao agressor; e redes de apoio às pessoas idosas vítimas de violência. Constataram-se marcas e repercussões da violência que afetaram a saúde física, emocional e social dos idosos. Os sentimentos em relação ao agressor foram: raiva, medo, saudade, pena, amor e tristeza. O apoio buscado pelas vítimas foi, principalmente, na própria família. Portanto, é preciso envolver os profissionais de saúde, os familiares, os governantes e a sociedade, no sentido de traçar estratégias que possam prevenir, combater e resolver os danos causados pela violência contra a pessoa idosa.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1167726 - CLAUDETE FERREIRA DE SOUZA MONTEIRO
Externo à Instituição - MARIA CECILIA DE SOUZA MINAYO - ENSP
Presidente - 423632 - MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
Interno - 6422249 - MARIA HELENA BARROS ARAUJO LUZ
Notícia cadastrada em: 20/03/2015 11:27
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