Este trabalho tem como intuito estudar a evolução das cidades no Estado do Piauí ligada a conjuntura social e econômica que se materializa nas cidades e transforma o território. Dessa forma, com base nas discussões sobre o urbano e o avanço do capital, discutiremos a relação urbana e a evolução das cidades na perspectiva econômica que se desenhou, no estado do Piauí, do século XVII até os dias atuais. Assim, buscaremos entender as relações urbanas do Piauí dentro de uma perspectiva funcionalista com base em estudos da geografia teórico-quantitativa e essencialmente na conjuntura do materialismo histórico e dialético. No que tange às técnicas de pesquisa, utilizaremos de uma abordagem qualitativa e quantitativa em uma conjuntura analítico-descritiva. As fontes de pesquisa consistem em dados do IBGE, SUDENE, IPEA e entre outros que possam vir a ser investigados. Diante disso, nossa discussão parcial trouxe um referencial teórico sobre a relação urbana e o capital e um resgate histórico do processo de colonização do Nordeste e do Piauí. Neste último, trouxemos uma discussão até o século XVIII em que a
pecuária era uma atividade de subsistência no Estado, mas possuía uma importância significativa levando em conta que os primeiros núcleos de população eram fazendas com poucas povoações. Como resultados parciais, observamos que em relação aos primeiros núcleos urbanos, as cidades apresentam grande fragilidade, sendo a cidade de Oeiras a primeira cidade e também capital do
Estado, sendo elevada a essa categoria ainda no século XVII. Entretanto, um dos centros de maior importância já no século XVIII, era a vila de Parnaíba, vila que apresentava certa centralidade comercial e infraestrutura por conta do porto.