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Banca de DEFESA: SARA RAQUEL CARDOSO TEIXEIRA DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SARA RAQUEL CARDOSO TEIXEIRA DE SOUSA
DATA: 28/02/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Sala Vídeo 1
TÍTULO: VERTICALIZAÇÃO URBANA E A PRODUÇÃO DO ESPAÇO DE TERESINA - PIAUÍ: CENÁRIOS, REFLEXOS E TENDÊNCIAS
PALAVRAS-CHAVES: Geografia Urbana. Áreas Verticalizadas. Teresina.
PÁGINAS: 150
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
SUBÁREA: Geografia Humana
ESPECIALIDADE: Geografia Urbana
RESUMO:

As últimas quatro décadas apresentaram mudanças significativas na organização espacial urbana mundial, em especial as ocorridas em decorrência da Revolução Industrial. Assim sendo, os estudos sobre as dinâmicas do espaço urbano tornaram-se discussões evidentes e significativas na Geografia Urbana. Neste contexto, os agentes produtores e reprodutores do espaço determinam a valorização e desvalorização de locais nas cidades, destacando-se a ação do Estado e dos promotores imobiliários. Estes contribuem para a especulação imobiliária urbana, especialmente em áreas verticalizadas da cidade. Os agentes imobiliários são estimulados a investir em padrões arquitetônicos e urbanísticos que supervalorizam o metro quadrado em determinadas áreas urbanas. Apesar de urbanizar-se tardiamente, Teresina demonstrou, ao longo de sua história, um padrão de verticalização que acompanha as mudanças econômicas ocorridas no país. Esta sofreu influências externas importantes que determinaram o crescimento vertical de áreas específicas da cidade. Assim, a pesquisa objetivou analisar o processo de verticalização de Teresina no recorte temporal de 1970 à 2017, destacando as expansão desse tipo de construção na cidade. Nesse sentido, para alcançarmos o objetivo principal, traçamos objetivos específicos, sendo estes: 1) Discorrer sobre temas norteadores dos estudos de Geografia Urbana, especialmente aqueles que versam sobre a verticalização; 2) Descrever os aspectos históricos e socioeconômicos da cidade de Teresina-Piauí; 3) Discutir os principais agentes que conduzem o processo de verticalização no espaço urbano teresinense, destacando os aspectos normativos e as tendências do crescimento vertical na capital do Piauí; 4) Mapear as áreas de concentração vertical observadas em Teresina no período correspondente de 1970 à 2017. A metodologia proposta está dividida em quatro etapas, sendo estas: A primeira etapa constituiu-se da leitura de textos diversos como livros, periódicos científicos, teses, dissertações, monografias, materiais cartográficos e documentos oficiais que versam sobre a verticalização, a segregação, o espaço urbano, entre outros. Os autores que nortearam os estudos de temas relacionados a Geografia urbana e a verticalização foram: Silveira (2016), Carlos (2015, 2011, 2007, 1982), Corrêa (2013; 2002; 1989), Souza (2008; 1994), Santos (2008), Freitas (2005), Sposito (1991), Maricato (2015), entre outros. Quanto aos estudos sobre a verticalização de Teresina destacam-se Carvalho (2015), Castelo Branco (2012), Viana (2003), Lima (2001), Façanha (1998), Araújo (1992), Abreu (1983), entre outros. A segunda etapa trata do levantamento de fontes documentais através de visitas técnicas em diversos órgãos de Teresina, como também o levantamento fotográfico de áreas com expansão vertical. A terceira etapa refere-se à tabulação dos dados coletados visando a construção de gráficos e tabelas, assim como a produção de mapas utilizando o software QGIS 2.14. A quarta etapa trata da discussão dos dados (através de texto escrito) para apresentação dos resultados finais (defesa). Constatou-se na pesquisa que por volta de 1970 as edificações verticais comerciais começam a ocorrer no centro da cidade de Teresina. A produção de empreendimentos verticais residenciais se intensifica na década de 1980 e se consolida na década de 1990 nas regiões Centro e Leste devido a investimentos em infraestrutura e serviços, agregando valor inicialmente à áreas de alguns bairros, como Frei Serafim, Cabral, Ilhotas (região Centro) e Jóquei e Fátima (região Leste). Nos anos 2000 e 2010 a região Leste continua sendo a mais atrativa para construção de empreendimentos verticais de padrão elevado, refletindo o grande dinamismo do setor imobiliário e o papel do Estado como responsáveis pela (re) estruturação do espaço urbano. As regiões Sudeste e Norte têm se configurado como nova área de atuação destes agentes produtores do espaço, a partir de investimentos que visam atender uma parcela da população com menor poder aquisitivo. O crescimento das áreas verticais acompanha a expansão da área urbana de Teresina e o padrão de verticalização das distintas regiões administrativas se diferencia conforme o valor da terra. Outro fato importante a destacar diz respeito à legislação. Os artigos e incisos que referenciam as questões que envolvem o crescimento vertical fazem parte de leis de uso e ocupação do solo urbano, não havendo leis específicas que tratam da verticalização da cidade estudada. Os mapas gerados com os dados coletados durante a pesquisa apresentam as tendências da expansão vertical do período de 1971 à 2017, mostrando que em áreas periféricas da cidade, diferentemente das áreas verticais consolidadas, estão sendo construídos empreendimentos com números expressivos de torres, porém, com alturas inferiores aos empreendimentos encontrados nas áreas já consolidadas com este tipo de construção.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2440142 - BARTIRA ARAUJO DA SILVA VIANA
Interno - 423676 - ANTONIO CARDOSO FACANHA
Externo à Instituição - CARLOS RERISSON ROCHA DA COSTA - UESPI
Externo à Instituição - ADRYANE GORAYEB NOGUEIRA CAETANO - UFC
Notícia cadastrada em: 08/02/2018 08:23
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