O presente trabalho analisa a política externa dos Estados Unidos após os ataques de 11 de setembro de 2001, no contexto da chamada Guerra ao Terror, com foco nas violações de direitos humanos associadas à prisão de Guantánamo. A pesquisa examina como a adoção de estratégias de segurança influenciou a condução das relações internacionais, tensionando os limites do direito internacional. Nesse contexto, discute-se o papel da Organização das Nações Unidas na regulação do uso da força e na proteção dos direitos humanos, evidenciando as limitações de seus mecanismos de enforcement diante da atuação de grandes potências. A análise é orientada pelo conceito de estado de exceção, conforme desenvolvido por Carl Schmitt e Giorgio Agamben, permitindo compreender Guantánamo como um espaço de suspensão de garantias fundamentais. Metodologicamente, a pesquisa baseia-se na análise de documentos oficiais, relatórios de organizações internacionais e produções sobre as condições de detenção. Conclui-se que, sob a justificativa do combate ao terrorismo, foram adotadas práticas que desafiam a efetividade e a universalidade dos direitos humanos no sistema internacional.